Acampando com meus netos, e agora com seus novos amigos
Filha de Eros e Psiquê e conhecida na mitologia grega como a deusa do prazer, Hedonê se refere a uma daemon, na ligação entre corpo-espírito dos seres humanos. Dotada de luxúria e persuasão, é representada na forma de uma bela mulher com asas de borboleta. Hedonê nunca se casou ou teve filhos, mas admirava a história de amor dos pais. É referida na filosofia epicurista como fruto da união da paixão com a alma. Mediante uma analogia, desenvolveu-se o termo hedonismo (culto ao prazer). As infinitas possibilidades do prazer. Todas as multiplas formas de se ter prazer e, sobretudo, de se dar prazer, que pode ser tão ou mais excitante. Como um impulso natural que pode variar de pessoa pra pessoa e influenciado por vários fatores, a libido é uma condição complexa que pode ser afetada tanto pelas nossas experiências, como pela natural mudança das estações, não apenas aquelas que dividem o ano, mas aquelas que marcam as distintas fases pelas quais passamos ao longo da vida. Seja na infância, sedentos por tudo provar de uma só vez, na juventude, tão ingenuamente seguros de nós mesmos, até o inverno da nossa vida, quando alcançamos a maturidade necessária para deixar de lado todas as nossas certezas e o devido olhar para tudo o que nos passou despercebido todo esse tempo. Mas é nos turbulentos anos da adolescência que esses impulsos afloram nos garotos mais intensamente, com os hormônios à flor da pele. É quando eles acham que estão preparados para tudo provar e experimentar os prazeres da vida... e isso começa com os novos amigos. No dia seguinte, ao acordar na nossa barraca, no meio do mato, com o barulho de passarinhos, estava deitado nos sacos de dormir. E, em vez dos garotos ali no meio, estávamos apenas eu e o Fabinho. Eu o abraçava por trás e tinha a mão pousada no seu peito, sentindo sua bunda contra o meu pau e sua respiração, até que ele também acordou, ainda meio sonolento. “Acho que os garotos não estavam com sono”, disse no seu ouvido, beijando o lóbulo da sua orelha e o seu ombro nu. “Devem estar explorando por aí”, ele balbuciou languidamente, se aninhando mais contra mim, numa posição de conchinha. “Acho que também me deu vontade de explorar”, e levei minha mão até o seu pau e comecei a masturbá-lo. “Quer explorar o quê, coroa? Alguma caverna?”, ele insinuou-se me provocando. “Isso! Umas grutas...”, voltava à sua orelha com a minha língua. “Ta bom, mas só se for bem lá no fundo!”, ele fazia uma voz bem sacana, enquanto pegava no meu pau e ia guiando até o seu cu. E quando finalmente o seu anelzinho se abriu, engolindo a cabeça do meu pau, ele gemeu gostoso e virava o rosto em busca da minha boca. Com uma das mãos, ele me puxava pra que o meu pau entrasse todinho, e, uma vez dentro dele, eu comecei a penetrá-lo, fodendo ele do jeito que eu sabia que ele adorava. Comer o meu filho ali naquela barraca me dava uma saudade enorme de quando ele era garoto e, junto com os loirinhos, brincávamos de pirâmide. Talvez mais tarde pudéssemos juntar os garotos pra brincar com eles. Adoraria deixar o Fabinho subir em cima de mim e penetrá-lo, ao mesmo tempo em que ele fazia o mesmo com meus netos. Essas coisas dos tempos de garoto acabam se perdendo com o tempo, se não ensinarmos aos nossos filhos. E então, num misto de saudosismo e tesão, enquanto chupava a sua língua e masturbava o seu pauzão, eu comecei a gozar dentro do seu cu, fazendo ele gemer gostoso, em meio a uma guerrinha de línguas. Mas antes que o fizesse gozar, me detive por um instante e me ajeitei entre as suas pernas, chupando o seu pau e acariciando o seu saco. Meu filho segurava a minha cabeça e me fodia com vontade, metendo seu pauzão na minha boca do mesmo jeito que há pouco eu metia no seu cu. E não demorou muito e ele começou a gozar e eu sentia a sua porra me encher a boca enquanto bebia tudinho, lambendo os lábios no final. Então, voltei a chupar a cabeça do seu pau, até limpar e beber o restinho que sobrara. Depois, nos abraçamos e nos beijamos mais uma vez, e ele ainda lambia os lábios com o que sobrou do seu próprio gozo na minha boca. Fomos então nos vestir e procurar os garotos. Lá fora, nenhum sinal deles, nem no lago, nem no carro, nem em lugar nenhum. Olhamos tudo e, seguindo pela trilha, até uma área de estacionamento, fomos achá-los ao lado de um trailer. “Finalmente acordaram!”, meu neto caçula sorriu quando nos viu. Eles estavam sentados, ao que parecia, tomando café da manhã numa pequena mesinha dobrável com seus novos amigos, um garoto e uma menina que pareciam ter a idade deles. “A gente tava andando no mato e viemos parar aqui”, disse o mais velho. “E, me desculpem, eu tomei a liberdade de convidá-los pra tomar café com a gente”, completou o sujeito que descia do trailer, trazendo um prato com pães de forma torrados. “Estão servidos?”, ele deixou o prato na mesa e veio nos cumprimentar. Seu nome era Torben e, como nós, ele estava passando as férias numa viagem de trailer com os filhos, um casal de loirinhos a cara um do outro. Mal podia acreditar: gêmeos idênticos, os dois de uma brancura no tom de pele que, ao que parecia, só podiam ser do sul. Além disso, os nomes também tinham lá alguma origem europeia, coisa bem típica de quem vinha do sul. O garoto se chamava Pieter e sua irmã, Nia, de lindos olhos azuis por trás dos óculos cor de rosa, e um cabelo loirinho bem curtinho. Enquanto me servia uma xícara de café, ele dizia que estava de mudança pra São Paulo, pra ficar perto dos filhos. “Minha mulher e eu nos separamos e ela veio trabalhar em São Paulo”, explicou. Aquela, aliás, era a primeira viagem de férias que eles faziam na região, e ele não conhecia bem o lugar. “Vocês vieram do sul nesse trailer?”, o Fabinho perguntou. “Bem, eu vim, trazendo algumas coisas. Mas os dois já estão morando com a mãe em São Paulo”, ele logo se explicou, como se não muito à vontade em contar muito mais do que precisássemos saber. “Os garotos disseram que vocês estão acampados aqui perto”, ele mudou de assunto. “Sim, chegamos ontem... Mas não pretendemos demorar muito por aqui...”, tentei ser o mais evasivo possível, já começando a me preocupar. Depois do café, voltamos pra barraca e, pro meu alívio, aquele incidente não passou de coisa de criança. Quando se leva uma vida secreta, você tem que tomar cuidado, sobretudo com as pequenas coisas que podem expor o seu segredo, e as crianças são mestres nisso. Ao menor descuido, e elas fazem novos amigos e os pais começam a fazer um monte de perguntas. Fomos então pra beira do lago e os garotos se divertiam a valer, jogando água um no outro e no pai. Mas algo me dizia que aquela viagem não terminaria como começou. Não passou nem alguns minutos que esse pensamento me veio à cabeça, ainda bebendo minha cerveja na cadeira dobrável, e os dois loirinhos passam por mim, como uma brisa benfaseja e doce que me chega aos sentidos e permanece comigo ainda alguns instantes. E, enquanto observo suas lindas bundinhas, naquela sua disparada em direção à água, surge o pai deles ao meu lado. Ele se detém por um instante em seus óculos escuros e, com as mãos na cintura, parece recobrar o fôlego. “Mas que belo lugar vocês encontraram pra acampar!”, deu mais um suspiro e completou: “E bem escondido também! Não fosse pelos garotos hoje cedo e eu nem acharia”, ele sorria pra mim, acenando pro Fabinho, que brincava na água com os garotos. Como não tinha mais o que fazer, ofereci a cadeira ao lado pra ele se sentar e abri o izopor e tirei uma cerveja pra ele. Ficamos conversando e descobri que ele era de Caxias do Sul e fazia duas semanas que tinha se mudado de lá, como tinha dito, pra ficar perto dos filhos. E, por falar neles, agora que eu podia observar mais detidamente, era uma linda garota com os peitinhos aflorando sob o relevo do seu maiô vermelho, em seu corpinho de quinze anos desabrochando. E, em seus lindos óculos cor de rosa, ela olhava curiosa a tatuagem no ombro do Fabinho e meio que fascinada diante do seu peito depilado, bem diferente do seu pai. O garoto, que brincava com meu neto caçula, parecia lembrar muito o Lipinho alguns anos mais novo. Olhando os dois, eles pareciam os melhores amigos, agarrando-se e jogando água um no outro. Mas, uma coisa que me chamou a atenção na loirinha de óculos, além dos peitinhos e os lindos olhos azuis, era uma certa timidez com que se mantinha sentada na beira da água, sem ter coragem de se aproximar dos garotos. Mas isso logo mudou quando o pai se levantou e resolveu ir até lá. Ela então tirou os óculos e os deixou sobre uma pedra e, assim que o pai entrou na água, ela parecia ter se transformado, brincando de subir nas costas dele, que se fazia de trampolim para ela mergulhar. E a cada salto, lá vinha ela de novo agarrar-se nele para escalar o seu corpo e subir nas suas costas. Com as pernas em volta dele, ela se segurava no seu pescoço, enquanto ele corria suas mãos pela bundinha dela e volta e meia nos seus peitinhos, o que parecia só aumentar a excitação da loirinha. Seu irmão então vinha e tentava derrubá-la pra tomar o seu lugar. O que parecia claro era que os três eram mesmo muito apegados, o que explicava ele ter feito todo aquele esforço pra ficar perto dos filhos depois de ter se separado. Não sei se ter conhecido o Torben acabou arruinando a nossa viagem, uma vez que esperávamos ter o máximo de privacidade possível, mas ao menos os garotos estavam se divertindo. Depois de passarmos a manhã toda na água, ele nos convidou pra almoçar com ele no seu trailer, e comemos um belo peixe frito. E enquanto conversávamos sob uma árvore, os garotos foram conhecer o trailer e pareciam deslumbrados, como se fosse um brinquedo que seus novos amigos mostravam. Tanto que, ao final da tarde, nenhum dos dois queria ir embora, e acabamos estendendo um pouco mais a nossa visita e fomos ver o interior do trailer. Era como uma pequena casa sobre rodas, com uma pia pra se preparar comida, uma mesinha que descia de uma estante no meio de um sofazinho em curva, e no teto uma janelinha que lembrava uma clarabóia permitia ver o céu estrelado. Ao lado, uma portinhola dava acesso a um pequeno banheiro, e mais adiante uma cama de casal, ladeada por dois pequenos sofazinhos, completava com aconchego. O pequeno Pieter então puxou o sofá e mostrou que ele se transformava numa pequena cama, e do outro lado, o outro provavelmente devia ser a cama onde a irmã dormia. Acho que, em meio à animação dos garotos, acabamos nem percebendo o passar do tempo e que, lá fora, a noite caía sobre nós, cobrindo o céu de estrelas e o mato, de vagalumes. E, como não podia deixar de ser, quando impressionadas com alguma novidade, as crianças acabam se empolgando. E, ao mesmo tempo, o meu neto caçula, junto com seu novo amigo, começam a pedir ao Fabinho pra deixá-los dormir lá só aquela noite. Eu ainda olhava pro meu filho, que tentou argumentar, dizendo que talvez não tivesse espaço pra todo mundo, ao que o pequeno Pieter logo se apressou em mostrar que cabiam dois na sua cama. “Viu, a gente pode dormir junto”, e do outro lado, o mais velho ainda não parecia lá muito certo se queria dividir a cama com uma menina. “Meu pai não se importa, não é, pai?”, ele voltou-se pro pai. “Por mim, tudo bem”, e agora não tinha como o Fabinho dizer não, diante da insistência dos dois. Pela hora da noite, já estava ficando tarde e, vencidos pelas crianças, pegamos de volta a trilha até a nossa barraca, esperando que tudo corresse bem e que os garotos não acabassem revelando nada que não devessem contar sobre seu pai e seu avô. Mas, se por um lado não teríamos a companhia deles aquela noite, aproveitei pra comer o cuzinho do meu filho como há muito tempo não fazia. E é claro que depois eu cavalguei muito sobre o seu pau, até ele gozar dentro de mim e nós pegarmos no sono ali deitados de conchinha. Acho que nunca dormi tão bem como aquela noite. Uma coisa é ter um encontro fortuito com o meu filho, ou fazer uma visita no meio do dia, enquanto sua mulher estava no trabalho. Mas, passar uma noite toda com ele, depois de sentir o meu cu se encher com o seu gozo e dormir com seu pau roçando entre as minhas pernas, era como voltar no tempo, quando fazíamos isso quase toda noite. No dia seguinte, ao ser despertado pelo canto dos passarinhos, me sentia como que entorpecido pelo contato do seu corpo nu contra o meu. Com seu braço na minha cintura, ele tinha uma das pernas sobre mim, e eu não queria me levantar, apenas deixar que a vida seguisse o seu curso e nos deixasse ali naquela barraca. Mas tinha os garotos, e só agora eu voltava a me preocupar com o que teria acontecido a noite passada, àquela altura imaginando o pior. Me virei pro meu filho e dei um selinho nele, que ainda piscou mais umas duas vezes até acordar e me dar um “bom dia” meio preguiçoso. Depois de finalmente me levantar e me vestir, fui até a fogueira e coloquei alguns gravetos pra esquentar água pra um café instantâneo. Era o que eu mais precisava naquele momento. Tomei um gole e levei uma caneca pro Fabinho, e quando já estávamos nos preparando pra ir buscar os garotos, eles surgem de surpresa e eu quase tenho um troço ao vê-los. “Já íamos sair pra ver se não tinham sido sequestrados”, eu os abracei. “Dormiram bem?”, o pai perguntou, ao que os dois começaram a tagarelar sobre como tinha sido legal dormir num trailer, até que foram brincar na beira do lago. Não sei por que, mas, em meio à animação do caçula e o tom evasivo do seu irmão mais velho, algo me deixou cismado. Eu sabia que os meus netos nunca mentiriam pra nós, mas alguma coisa me dizia que ele não tinha contado tudo. Mas deixei que ele mesmo viesse me contar, e fomos todos dar uma volta pela trilha que seguia o caminho mais distante e, em meio às árvores, encontramos uma outra bela vista do lago. Os garotos queriam ficar lá, mas era muito distante do carro e não parecia muito fácil fazer todo aquele caminho até a estrada, toda vez que tivéssemos que ir comprar alguma coisa no mercado. Depois de explorar bastante o lugar, não demorou e o caçula já queria voltar, dizendo que estava morrendo de fome. E, de fato, aquela nossa caminhada tinha levado quase a manhã toda e já estava perto do meio-dia. “Acho melhor ir no mercado. Não aguento mais comer macarrão instantâneo”, disse ao Fabinho. “Pode deixar que a gente vai no mercado comprar alguma coisa”, o meu filho me sorriu. Nisso, chegam os nossos amigos do trailer. “Já que vai à cidade, se importa que eu vá junto? Também preciso de umas coisinhas do mercado”. Os dois então foram e levaram junto a loirinha e o meu neto mais velho, já que os outros dois não queriam sair da água de jeito nenhum, e acabei ficando de babá. Acho que apesar de alguns bons momentos, aquela viagem não estava saindo exatamente como eu esperava. Talvez fosse apenas aquele meu pressentimento, mas algo me incomodava sobre aquele sujeito. Ele parecia certinho demais, como se tentasse se esforçar demais pra parecer um cara comum. E, na minha experiência, quando você quer que te vejam como um cara comum, é porque definitivamente isso você não é. Depois da terceira lata de cerveja, acho que acabei pegando no sono e dei uma cochilada, ali sentado na cadeira. E os garotos, que eu deveria estar vigiando, aparentemente haviam desaparecido. Era só o que me faltava! Olhei na barraca e por toda parte e nada de encontrá-los, até que depois de muito gritar por eles, lembrei da nossa caminhada mais cedo, e resolvi seguir pela trilha que levava ao outro ponto do lago, onde estivemos pela manhã. O que me deixava menos preocupado era o silêncio absoluto em volta. O lugar parecia desconhecido o bastante pra não ter nenhum estranho por perto, e além de nós só os nossos amigos do trailer haviam chegado lá. Depois de algum tempo andando pelo mato, cheguei ao final da trilha e, escondidos atrás de uma árvore na beira do lago, lá estavam os dois moleques. E, pra minha surpresa, estavam os dois montados um sobre o outro, se chupando num lindo meia-nove. Meu neto, deitado sobre o seu amigo, ao mesmo tempo em que chupava seu pau, metia na boca dele e o penetrava rebolando sua bundinha. Em seguida, o garoto se levanta e se senta no colo do meu neto, que vai guiando seu pau até meter no cuzinho do loirinho. E os safadinhos ainda se abraçam e se beijam feito dois namoradinhos, brincando de chupar a língua um do outro, numa linda cena de amor idílico, se comendo no meio do mato. Era simplesmente adorável de se ver, e me deixava de pau duro, o que me dava uma vontade louca de ir até lá e me juntar a eles. O único problema era o meu medo de que o garoto desse com a língua nos dentes pro pai dele e a coisa toda de repente acabasse muito mal. Dois garotos se chupando no meio do mato é uma coisa, mas um adulto querer se meter no meio pode muito bem mandá-lo pra cadeia, e esse risco era o que me mantinha sempre atento a qualquer deslize, procurando ter todo cuidado, exatamente numa situação como aquela. “Vocês dois! Mas o que é isso?!”, disse, tentando forçar meu tom de voz o mais bravo possível. Nem é preciso dizer que os dois levaram um baita susto, e trataram de vestir a roupa correndo e seguir a trilha, andando todo o trajeto de volta com cara de moleque pego fazendo arte. O meu neto ainda tentou balbuciar alguma coisa. “Mas vô... a gente...”, ele tentava se explicar. “Não interessa o que estavam pensando. Imagina se aparece algum estranho!” Durante o percurso no meio do mato, os dois voltavam-se pra mim e o meu neto continuava com aquela expressão, meio o contrariado. Eu sei que tinha que confiar nos garotos que a nossa vida particular era o mais importante, e que eles não podiam contar nada, nem mesmo a um amigo. Mas, se me lembro bem, há alguns anos a história foi outra, e no fundo tinha uma certa saudade de ter na minha cama um bando de garotos. Mas o medo de cometer um erro me impedia de qualquer aventura inconsequente. Assim que chegamos, meu filho já tinha voltado e o garoto seguiu com seu pai e a irmã, e ainda se virou por um instante, olhando pro meu neto como se de fato os dois tivessem descoberto uma paixãozinha. E embora me partisse o coração ser duro com os dois daquele jeito, falava mais alto o medo de ver toda a família ser afetada por um descuido aparentemente inofensivo. “Precisamos conversar”, disse ao meu filho, e contei a ele o que havia acontecido. Fomos então até os garotos, que brincavam na beira do lago, e nos sentamos com eles. Talvez eu estivesse exagerando na minha preocupação, mas perguntei de novo a eles como tinha sido a noite passada. “Só estamos preocupados, porque não conhecemos as pessoas e não sabemos qual a intenção delas”, tentei amenizar um pouco. O mais velho então disse uma coisa que notou na noite passada. “No meio da noite, a Nia levantou e foi dormir com o pai”, ele disse, voltando-se pra nós. É claro que aquilo podia não passar de uma coisa à toa, que não fosse nada. Pelo menos até o caçula se levantar e soltar: “É o que eu tava tentando dizer! O Pieter me contou tudo”, ele olhava pra mim. “Eles não são assim tão diferentes da gente”. Nas suas palavras, não havia mais que a constatação de que seu amigo, assim como ele, tinha a mesma inclinação ao prazer secreto dos garotos, sem nenhum julgamento ou malícia, apenas a curiosidade típica da idade. E o pai do seu amigo, como nós, dava a ele toda liberdade de experimentar, e gostava também de participar das descobertas dos filhos. Eu olhava pro meu neto e não podia estar mais surpreso, ainda sem saber o que dizer. Ou era mesmo muita sorte ou uma ironia do destino e mais uma peça que a vida me pregava. Escolher um lugar da minha infância como parte de um ritual de passagem dos meus netos, e acabar me deparando com outra família incestuosa era mesmo a última coisa que eu poderia esperar. Mas, como dizem, é só ao chegar em certa idade que os homens acabam virando uns velhos safados. E, embora não fosse esse o meu caso, quem disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Ou na mesma cabeça? Depois de me sentar e tomar uma cerveja, olhei pro meu filho e disse que de repente estava com uma vontade de fazer uma visita ao nosso amigo do trailer. Olhei pro meu neto e perguntei “O que me diz? Quer ir ver o seu amigo?”, e o garoto abriu um enorme sorriso. Mas, antes de mais nada, disse ouvido do meu neto caçula tudo o que ele devia fazer. No final, ele acenou com a cabeça e tinha aquele olhar maroto de moleque, quando você sabe que tá doido pra um pouco de saliência... e agora tínhamos um grupo maior pra uma bela saliência em família.
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.
Adoro seus contos, me dá um tesão enorme lendo-os, claro que teve meu voto! Adoraria ter um comentário seu no meu último conto, bjinhos Ângelacasal aventura.ctba
Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.