A mudança para a nova cidade trouxe um frescor para o nosso casamento, mas também novos desafios profissionais. Minha pequena empresa de consultoria estava crescendo, e Sofia, com sua organização impecável de professora, decidiu me ajudar nos dias em que não tinha aulas. Ela circulava pelo escritório com seus vestidos florais e seus óculos de leitura, sempre gentil, ganhando a confiança de todos. Mas Sofia tinha um olhar que ia além das planilhas.
— João, você está sobrecarregado. Precisamos de alguém para a recepção, alguém que eu possa moldar, que entenda o nosso ritmo — disse ela, com aquela voz mansa que sempre me convencia.
Ela mesma conduziu as entrevistas. Escolheu Alice, uma jovem de 22 anos, discreta, de traços delicados e uma postura quase tão recatada quanto a da própria Sofia no início da nossa história. Sofia assumiu a mentoria de Alice. Ensinava o serviço, mas também dava conselhos de moda, de postura e, aos poucos, de intimidade.
Certa noite, chegamos em casa e Sofia estava especialmente silenciosa, com um brilho malicioso por trás das lentes dos óculos. Enquanto eu abria um vinho, ela se aproximou, pegou minha mão e a levou até o seu rosto.
— Sente esse cheiro, João? — perguntou ela, fechando os olhos.
Não era o perfume floral dela. Era algo diferente, mais ácido, mais jovem. Um aroma de pele e tecido que me fez estremecer.
— É a Alice? — sussurrei, sentindo meu sangue ferver.
— Ela deixou a bolsa aberta no vestiário enquanto ia ao banheiro... e eu não resisti. Encontrei a calcinha que ela tinha usado ontem, guardada num saquinho para a academia. João... eu nunca tinha sentido curiosidade por outra mulher, mas o cheiro daquela menina é inebriante. Eu a levei para a minha sala, fechei a porta e... eu precisei provar.
Sofia sentou-se no sofá e, com uma riqueza de detalhes perturbadora, contou como passou minutos inalando a peça de algodão branco da secretária, imaginando a jovem sentada na recepção, atendendo meus clientes, enquanto o suor da rotina impregnava aquele tecido.
— Eu lamberia cada centímetro daquela peça se pudesse, João. O sabor era metálico, doce, proibido. Senti uma eletricidade percorrendo meu corpo que nem os alunos me davam. Eu olhava para a Alice depois, pela fresta da porta, e imaginava que eu sabia o segredo dela. Eu sabia o gosto do que ela esconde sob aquelas calças de alfaiataria.
Naquela noite, a nossa transa foi marcada por essa nova obsessão. Sofia não queria apenas ser possuída; ela queria que eu sentisse, através dos relatos dela, a textura da intimidade da nossa funcionária. Ela descrevia o modo como Alice cruzava as pernas, o modo como o tecido devia marcar a pele da menina, e como ela, Sofia, a "patroa meiga", estava lentamente se tornando a dona dos segredos mais profundos daquela jovem.
Continua

Cada vez melhor e mais diversificado seus contos amigão, que maravilha, que delicia, gostoso demais de ler e sempre com uma pontinha de quero mais, conta mais, isso é muito bom, parabéns pela criatividade. votado e aprovado