A tarde de sexta-feira caía mansa, mas dentro de mim o clima era de tempestade silenciosa. Minha mulher é daquelas morenas que não passam batido: gordinha, rabuda, com curvas que despertam olhares por onde passa. E eu sabia muito bem que o seu Antônio, nosso vizinho, era um dos que viviam "secando" e dando em cima. Ela sempre reclamava, dizia que ele era um cara chato, mas o destino deu um nó nessa história dentro de um ônibus. Quando entramos , demos de cara com a esposa dele, Dona Rita, depois de alguns papos furado ela pediu indicação para uma faxina, minha mulher não hesitou. "Eu mesma faço", disse ela com um sorrisinho , enquanto eu fingia estar imerso nos vídeos do TikTok. Combinaram e o trato foi feito para aquela sexta. Minha mulher saiu bem cedinho. Às 16 horas, ouvi a chave girar na porta. Ela chegou muito estranha. Havia um nervosismo latente, uma pressa em disfarçar o olhar, um jeito de quem traz um segredo pendurado na pele. Meu pensamento voou direto para o seu Antônio, pois eu sabia que ele estava lá, já que. Naquele mês, segundo d. Rita ele estava de férias. Imaginei a cena na casa vazia, o desejo dele encontrando a oportunidade. Assim que ela entrou no banho, meu instinto falou mais alto. Esperei o som do chuveiro e invadi o banheiro. Fui direto ao cesto de roupas sujas, como um detetive em busca da prova do crime. Peguei a calcinha que ela usara o dia todo. Pode ser neura, pode ser a minha mente projetando minhas próprias fantasias e medos, mas o cheiro era inconfundível. Um odor peculiar, acre, denso... cheiro de porra. Além daquele resquícios que ficaram na calcinha. Fiquei ali parado, com a peça na mão e o coração martelando no peito. O vapor do banho subia e eu sentia uma mistura explosiva de raiva, ciúme e, para minha surpresa, uma ponta de excitação proibida. Cogitei confrontá-la ali mesmo, exigir a verdade, mas respirei fundo e recuei. Decidi jogar o jogo longo. Não ia arrumar treta agora. Guardei a peça de volta e saí do banheiro antes que ela percebesse. Agora, a minha mente é um laboratório de suposições. O que aconteceu naquela casa? O seu Antônio finalmente conseguiu o que queria? E ela, será que se entregou com o mesmo fervor que eu sinto quando me transformo nos meus sábados? Vou observar cada gesto, cada sorriso e cada silêncio. A próxima sexta-feira agora é o dia mais esperado da minha semana. Vou ver como ela se comporta, se o nervosismo continua ou se ela vai voltar com o olhar de quem acabou de descobrir um prazer novo e clandestino — exatamente como eu.
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