Ele se levantou devagar, tomou um banho rápido e foi para a cozinha preparar café para os dois. Enquanto esperava a água ferver, ouviu o barulho da chave na porta da frente.
Theo entrou carregando uma sacola de ração para o gato, como fazia todos os dias. Quando viu Lucas só de cueca na cozinha, parou no meio do caminho. O rosto dele ficou vermelho na hora.
— Ah… oi, Lucas — disse Theo, tentando parecer normal, mas a voz saiu um pouco rouca.
Lucas sorriu sem graça.
— Oi, Theo. Júlia voltou ontem à noite mais cedo. Eu… passei a noite aqui.
Theo engoliu em seco. Imagens da noite anterior invadiram sua mente: Lucas de quatro levando o pau da tia, os dois no 69, o beijo sujo com porra escorrendo pelo queixo. Seu pau deu uma mexida involuntária dentro da calça.
— Entendi… — murmurou ele, evitando olhar demais para o corpo de Lucas. — Eu só vim deixar a ração e dar comida pro gato. Não quero atrapalhar.
Júlia apareceu na porta da cozinha nesse momento, vestindo apenas uma camisa larga de Lucas que mal cobria suas coxas. O pau dela balançava levemente por baixo do tecido.
— Theo! Bom dia, querido — disse ela com naturalidade, como se fosse a coisa mais normal do mundo. — Obrigada por ter cuidado da casa esses dias.
Theo não conseguia tirar os olhos dela. A imagem de Júlia fodendo Lucas com força ainda estava fresca na memória dele.
— De nada, tia… — respondeu ele, voz baixa. — Se precisar de mais alguma coisa, é só chamar.
Júlia percebeu o olhar dele. Um sorriso malicioso surgiu em seus lábios. Ela se aproximou de Lucas por trás, abraçou ele pela cintura e deu um beijo no pescoço dele, deixando claro o tipo de relação que tinham.
— Na verdade… talvez eu precise de você mais vezes por aqui — disse ela, olhando diretamente para Theo. — A casa fica mais animada com mais gente.
Lucas sentiu o corpo esquentar. Ele não entendia direito o que estava acontecendo, mas o jeito como Theo olhava para os dois deixava claro que algo havia mudado.
Theo ficou mais vermelho ainda, apertando a sacola de ração nas mãos.
— Tá bom… eu… eu volto amanhã então.
Ele saiu rápido, coração disparado. Assim que fechou a porta, encostou na parede do lado de fora e respirou fundo. A cueca dele estava úmida novamente. Ele tinha gozado só de lembrar da cena que viu na noite anterior.
Dentro de casa, Júlia virou Lucas de frente para ela e sorriu safada.
— Acho que meu sobrinho viu mais do que deveria ontem à noite… — sussurrou ela no ouvido dele.
Lucas arregalou os olhos.
— Como assim?
Júlia deu uma risadinha baixa e apertou o pau dele por cima da cueca.
— Depois eu te conto. Agora vem… ainda tô com fome de você.
Enquanto Júlia puxava Lucas de volta para o quarto, Theo caminhava para casa com a mente fervendo. Ele não sabia se queria esquecer o que viu… ou se queria ver de novo.
E Júlia já começava a pensar em como transformar aquele segredo em algo ainda mais interessante.
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