A ILHA DE LETÍCIA

* Se você quer ler conto erótico com sexo, pare de ler esse agora, pois aqui não tem sexo.


Letícia dobrou as roupas cuidadosamente e as colocou sobre uma pedra. Ficou completamente nua na clareira da pequena ilha. Até tirou a presilha do cabelo loiro e liso, deixando-o cair graciosamente atrás dela como Estátua da Liberdade. Pela primeira vez na vida, fora do quarto ou do banheiro, estava completamente nua. Uma brisa fresca vinda do rio acariciou suavemente seu corpo.
Ela olhou para os seios. Recém saída do aniversário de dezenove anos, se perguntava se eles tinham parado de crescer. Secretamente, sempre desejara ter seios grandes, principalmente pela atenção que receberiam, mas a natureza ou Deus (você decide qual), lhe dera seios pequenos e ainda por cima com mamilos invertidos. Isso a fazia se sentir estranha, e ela se perguntava o que seu futuro marido diria na noite de núpcias quando a visse nua pela primeira vez.
Começou a andar, pisou em uma pedra, gemeu de dor e decidiu que podia continuar nua se usasse suas sandálias de dedo, então as colocou de volta.
Ela já havia visitado várias ilhas desse rio, nos arredores de Curitiba, procurando um pequeno espaço privado para ficar sozinha e abraçar a natureza. Na empolgação de estar nua, percebeu que precisava fazer xixi e se agachou. Mas então parou, ficou ereta, abriu as pernas e fez xixi em pé.

“Se os homens podem, por que eu não poderia?” - ela pensou.

Era 1978, e o movimento feminino lhe dava o direito de fazer xixi em pé. Claro, o movimento feminino não era um tópico para ser discutido em casa com os pais. Mas naquela ilha, ela estava liberada e riu sozinha enquanto fazia xixi como um homem. Ela se sentia nativa e livre.
A genética tinha sido generosa com Letícia, e tirando os seios pequenos, seu corpo era alto, magro e sarado. Ela fora corredora no ensino médio e ainda corria nas estradas diariamente, mas morar na vizinha Ilha Crocker durante o verão atrapalhava isso. Para manter a forma, ela começou a nadar.
Saindo da proteção do bosque, ficou sobre as pedras e olhou ao redor.
Daquele ponto de vista, ela podia ver a maior parte da ilha sem nome que encontrara. Com cerca do tamanho de um campo de futebol (aproximadamente 100 metros de comprimento), a ilha era densamente arborizada com uma costa rochosa. Ela se perguntou por que ninguém nunca tinha construído uma casa ali.
Ao longe, ela podia ver inúmeras ilhas maiores, algumas com várias casas de veraneio, incluindo a Ilha Crocker e a grande casa de verão que seus pais compraram naquele ano. Ela nunca entendeu por que as pessoas que tinham casas de veraneio na região das ilhas do Rio Iguaçu, as chamavam de "acampamentos". Esses "acampamentos" eram grandes e tinham muitos quartos. A Ilha Crocker tinha quatro acampamentos, cada um com uma excelente área de terra e uma doca para barcos. Seu tio e outras duas famílias da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias eram donas dos outros três acampamentos. Embora o nome oficial da ilha fosse Crocker, todos a chamavam de Palmeira, o local de fundação da fé (inspirado na cidade de Palmeira-PR).
Letícia amava sua família e a vida na ilha, mas uma casa com cinco irmãos e seus pais oferecia pouca paz e sossego, então escapar para sua ilha exclusiva era uma bênção.
Deitada em uma pedra plana perto da borda da ilha, o sol aquecia seu corpo. Ela estava um pouco preocupada que as marcas profundas de bronzeado criadas por seu maiô de uma peça desaparecessem por se bronzear nua, mas enquanto sua mãe não notasse, tudo bem. Claro, com dezenove anos, ela não precisava da permissão da mãe para se bronzear nua, mas os valores rígidos dos pais e a atitude crítica eram melhor evitados.
Estar sozinha em uma ilha trazia outra liberdade que ela raramente encontrava no acampamento ou mesmo em casa, em Curitiba: a liberdade de se tocar e chegar ao orgulho. Ela deixou a mente vagar para uma imagem de Bernardo (substituto de Raul, no vôlei) que vira, e sua mão deslizou suavemente por sua barriga lisa, então entrou nos pêlos pubianos marrom claro que cobria sua vagina. Sua mata era cheia, e ela passara a raspar um pouco dos lados depois que pegou seu tio Carlos olhando para sua virilha, tentando ver melhor os pêlos pubianos que escapavam do maiô. A verdade era que ela se sentia excitada com a atenção e teve que vestir um short, pois sua vagina ficara molhada e começara a ensopar o forro, quase revelando sua excitação pecaminosa para a família.
Seus dedos encontraram sua fenda e a ponta do seu clitóris. Esfregando-o suavemente, ela podia sentir o botão sensível inchar e engrossar. Sua umidade aumentou, e logo ela podia ouvir sua vagina fazendo um som de sucção. Ela imaginou seu tio por cima dela. Como ele não era seu tio biológico, mas sim casado com a irmã do seu pai, ela sentia que fantasiar sobre ele era menos pecado. Ainda assim, mergulhar nas profundezas de sua vagina e chegar ao orgasmo já era um pecado, então por que não imaginar o pau do tio Carlos deslizando dentro dela?
Seu orgasmo a lavou como uma onda. Ela soltou um gemido gutural alto, algo que ela nunca conseguia controlar e que já havia entregado suas atividades quando tentava isso em casa. Enquanto sua respiração voltava ao normal, ela sentou-se e notou a poça de umidade que deixara na pedra cinzenta. Levou os dedos ao rosto e os cheirou suavemente. Essa era sua rotina, e ela achava o cheiro de seus dedos pós masturbação relaxante e intoxicante. Algo dentro dela sempre queria tentar novamente naquela mesma hora. Mas hoje, com a paz de sua ilha exclusiva, ela decidiu tentar outra coisa e colocou os dedos molhados na boca para se saborear.
Ela sabia que algum dia seu marido iria querer saborear sua vagina, então era melhor que ela também provasse. Ela se surpreendeu com o sabor, que era bem diferente do que imaginara, com um gosto de cobre e cheiro de cimento molhado.
Inclinando-se para aproveitar o sol, ela notou um pequeno barco a motor com motor de popa flutuando a uns trinta metros da ilha. Percebendo que estava se bronzeando como uma sereia nua, ela pulou para se esconder quando descobriu que o pequeno barco era dela. Ela o tinha amarrado em um toco, mas agora estava boiando solto, e em poucos minutos pegaria a correnteza do rio e flutuaria para longe.
Sem hesitar, ela pulou na água e começou a nadar agressivamente em direção à embarcação. Sua capacidade atlética ajudou, mas se não conseguisse chegar ao barco, precisava ter certeza de que poderia voltar à ilha. Levantando a cabeça para ver o barco, ela estava nadando com tudo quando ouviu uma voz.

- “Peguei seu barco”

Letícia olhou para cima e limpou a água e o cabelo dos olhos para ver um pequeno barco a vela perto dela com seu barco a motor rebocado atrás. Um rapaz bonito estava no barco a vela, estendendo a mão para puxá-la da água.

- “Me dê sua mão. Peguei seu barco. Me dê sua mão”

Letícia estava em pânico. Não havia como deixar aquele estranho tirá-la do rio e revelar sua nudez para ele.

- “Não posso”

- “Não pode o quê?”

- “Não posso sair da água. Não estou usando nenhuma roupa”

O rapaz riu.
- “Você é uma sereia?”

- “Muito engraçado. Minhas roupas estão naquela ilha ali”

O rapaz olhou para a ilha a cerca de noventa metros a estibordo, depois de volta para a mulher misteriosa na água.

- “Certo, fique na água, mas segure isto”

Ele jogou uma boia salva-vidas presa a uma corda, então manobrou a vela e o leme de seu pequeno barco para levá-los até a ilha. Em poucos minutos, ele navegou até uma pequena enseada onde pôde pular e amarrar a embarcação adequadamente. Letícia permaneceu na água.

- “Aqui, vista isto”

Ele tirou sua camiseta do Legião Urbana e jogou para ela na água. Vestindo a camiseta molhada, Letícia começou a sair da água, mas percebeu que não estava completamente coberta.

- “Por favor, vire o rosto”

O rapaz obedeceu, e Letícia emergiu da água, sua camiseta molhada agarrada ao corpo. Ela rapidamente desapareceu no bosque. Seu jovem salvador usou o tempo para trazer o barco dela até a margem e amarrá-lo.

- “Obrigada” - ela disse.

Ele olhou para cima, surpreso ao ver tal visão.
- “Ainda bem que você está bem. Me chamo Bruno. Bruno Mendes”

- “Letícia Silva. Posso explicar sobre as roupas”

- “Não precisa explicar. Não tenho nenhuma pergunta”

Letícia devolveu a Bruno sua camiseta encharcada.
- “Você gosta de Legião Urbana?”

- “Hã?” - ele perguntou curioso.

Ela apontou para a camiseta.

- “Ah, sim. Bem, se eu for honesto, tenho uma queda pela Pitty” - (substituindo Rita Lee)

- “Eu também se eu fosse homem”

Bruno estendeu a camiseta sobre uma pedra ao sol para ajudar a secar.
- “Quer beber alguma coisa?”

Ele foi até seu barco, abriu um isopor e entregou uma Coca-Cola para Letícia.

- “Eu nunca tomei Coca-Cola antes”

- “Nunca tomou Coca? Como isso é possível?”

- “Contém cafeína. Não consumimos cafeína na minha família”

- “Só tenho Coca aqui”

Os olhos de Letícia percorriam Bruno. Ele tinha cabelo castanho cacheado com mechas loiras do tempo ao sol. Seu corpo era bem torneado, não excessivamente musculoso, mas parecia ótimo sem camisa. Sua pele era bronzeada e sem pêlos, exceto por um rastro que ia da cintura até o umbigo.
A vida toda, disseram a ela o que podia ou não comer ou beber, e ela queria desesperadamente experimentar aquelas coisas proibidas. Ela estava em sua ilha e, naquele instante, decidiu que criaria suas próprias regras naquele espaço. Poderia comer o que quisesse e beber o que quisesse.

- “Vou experimentar uma” - disse com um sorriso.

- “Não quero deixar sua família brava comigo” - Bruno disse com um sorriso malicioso enquanto entregava a ela uma latinha gelada da bebida.

Ela abriu a latinha e deu um gole experimental. Não fazia ideia do que esperar, mas o sorriso em seu rosto revelou tudo (Aquela era a bebida pecaminosa?).

- “Nossa, se os caras da Coca-Cola vissem sua cara, fariam um comercial”

Os dois sentaram nas pedras, o gelo quebrado, e começaram a se contar sobre si. Bruno estava entrando no primeiro ano na Universidade Federal do Paraná (UFPR), e Letícia estava prestes a ser caloura na Universidade Estadual de Ponta Grossa. Ela era a filha mais velha de uma família religiosa “restauraçãoista” (adaptação de mórmon). Ele era o filho mais novo de uma família de boa, que o nomeou em homenagem ao Canyon da Lagoa Dourada (adaptação de Bryce Canyon) em Minas Gerais, onde foi concebido. Seus irmãos estavam na faculdade ou casados, e naquele verão era só ele e seus pais ficando no acampamento deles na Ilha das Flores. Ele era um caiçara, um garoto que vinha para o rio todo verão e passava os dias velejando na água.
Letícia explicou por que amava aquela pequena ilha deserta. Ninguém morava ali, ninguém nunca aportava ali, e ela podia ficar sozinha com seus pensamentos.

- “Se você quer ficar sozinha, posso ir agora” - Bruno disse.

- “Não, isso é ótimo. Não conheço ninguém da minha idade aqui, e é solitário”

- “Conheço essa sensação. Tive muitos amigos aqui ao longo dos anos, mas ou venderam seus acampamentos ou pararam de vir. Até meus irmãos pararam de vir. Suspeito que algum dia eu também não volte mais”

- “Então nós podemos ser amigos. Podemos compartilhar esta ilha” – ela disse com um sorriso.

- “Você sabe velejar?” - ele perguntou.

- “Não, temos um barco grande, e posso usar o motor de popa, mas nunca velejei”

- “Quer aprender?”

- “O quê? Agora?”

- “Você tem algum lugar para ir?”

- “Adoraria!”

Bruno pegou a mão de Letícia e a levou até o barco, explicando como funcionava, como as velas pegavam o vento e como ele podia manipulá-las para se mover em qualquer direção. Então ajudou-a a colocar um colete salva-vidas e, enquanto o prendia na cintura, sua mão sentiu a pele macia dela.
Os dois velejaram ao redor da pequena ilha pelas duas horas seguintes e de um lado para o outro do largo rio. Letícia estava radiante, amando a liberdade da água e do vento e fascinada pela habilidade de Bruno. Algo sobre homens habilidosos falava com ela. Talvez fosse instintivo, querer um parceiro que pudesse realizar e prover, mas fosse o que fosse, quando retornaram à sua pequena ilha sem nome, ela se viu olhando para Bruno de forma estranha.

- “Isso foi ótimo” - exclamou.

- “O sol vai se pôr logo” - comentou Bruno. - “É melhor você começar a voltar para sua ilha antes que escureça demais. Foi bom te conhecer”

- “Foi. Ei, você quer se encontrar aqui amanhã? Eu estava pensando em voltar com meu caderno de desenho para fazer algumas naturezas-mortas. Podemos nos encontrar de novo?”

Bruno olhou para ela, agradecendo a Deus pelo convite. Ela pediu para vê-lo novamente. Sabendo de sua família restrita, ele hesitara em pedir o mesmo, mas agora estava na mesa.

- “Você provavelmente tem coisas para fazer” - ela começou.

- “Não, não tenho nada para fazer. Não tive nada para fazer o verão todo. Então sim, vamos nos encontrar aqui às nove da manhã amanhã. Eu trago alguns sanduíches”

- “Não, eu faço nosso almoço, mas você traz as Cocas, muitas. Você tem algum chocolate?”

- “Aposto que temos algumas barras de chocolate”

- “Traga essas duas também; se vou queimar no inferno por beber Coca, que seja com chocolate também”

Bruno ajudou Letícia a entrar em seu barco a motor e a seguiu em direção à ilha dela até ter certeza de que ela chegaria em segurança. Ela acenou adeus, e ele virou seu barco a vela e seguiu para seu acampamento a cerca de um quilômetro e meio rio abaixo. Que dia. Que dia fantástico.

[...]

Bruno e Letícia viveram em Curitiba por um tempo, mas o chamado da água era mais forte. Com o dinheiro que ele economizou trabalhando na feira e ela vendendo seus desenhos, compraram um pequeno sítio às margens do Rio Nhundiaquara, em Morretes, no litoral do Paraná. Não era uma ilha, mas a paisagem de serra e mar lembrava a liberdade que encontraram tantos anos antes.
Letícia nunca terminou a faculdade, mas se tornou ilustradora de livros infantis. Bruno abriu uma pequena escola de vela. Tiveram dois filhos: um menino e uma menina, ambos criados longe das amarras religiosas, mas com muito respeito pela natureza e pelas escolhas alheias.
Com o tempo, Letícia se reconciliou com os pais, que jamais aceitaram sua saída da igreja, mas aprenderam a amar o neto e a neta. O segredo da vida na ilha sem nome ficou guardado entre eles, como um tesouro que só os dois conheciam.
Quando Letícia descobriu um câncer agressivo, aos 62 anos, pediu a Bruno que a levasse de volta ao Rio Iguaçu. As ilhas haviam mudado, algumas tinham casas, outras estavam abandonadas (mas a deles continuava lá, intocada). Foi ali, sob o mesmo céu azul de 1978, que ele espalhou as cinzas dela, recitando baixinho:

- “Quem dorme em uma ilha nunca mais é o mesmo”

Hoje, Bruno ainda visita a ilha todo verão, agora com os netos. Ele aponta para as pedras e conta sobre a sereia que conheceu, mas nunca revela o final da história. Afinal, algumas lendas devem permanecer para sempre no coração.


* Hoje, frequento sozinha aquela ilha, assim como minha avó

Foto 1 do Conto erotico: A ILHA DE LETÍCIA


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Ficha do conto

Foto Perfil clara-lille
clara-lille

Nome do conto:
A ILHA DE LETÍCIA

Codigo do conto:
261079

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
03/05/2026

Quant.de Votos:
2

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