Nesse dia, o responsável por levar os documentos era o novato. Quando ele chegou, Estela estava sentada na poltrona, amamentando o filho. O funcionário mal conseguia disfarçar o tremor nas mãos enquanto estendia o documento. Seus olhos, porém, estavam fixos na cena à sua frente: a chefe sentada na poltrona, com o bebê aninhado no colo, a blusa aberta e um seio enorme, cheio de veias azuladas sob a pele clara, exposto. O mamilo, escuro e intumescido, estava na boca do bebê, que sugava com fome. Cada movimento da mandíbula do pequeno fazia o leite escorrer pelos cantos da boca, molhando a auréola.
Ele tentou olhar para o papel, para a parede, para qualquer lugar, mas seus olhos voltavam sempre para aquele espetáculo. O peito direito dela, ainda coberto, subia e descia em respirações calmas. O esquerdo, livre e pesado, balançava levemente a cada sucção. A saliva acumulou na boca do funcionário. Ele imaginou o gosto — quente, doce, cremoso. Seu pau endureceu dentro da calça, latejando contra o zíper.
A chefe ergueu os olhos. Encontrou os dele. Um sorriso lento, cúmplice, curvou seus lábios. Ela não disse nada. Apenas continuou a amamentar, mantendo o contato visual, como se lesse cada pensamento sujo que passava pela cabeça dele. O funcionário engoliu em seco, mas não desviou o olhar.
Quando o bebê finalmente soltou o mamilo, saciado e sonolento, ela o ergueu, deu tapinhas nas costas até ouvir um arroto suave e o colocou no berço. O corpo minúsculo se aninhou nos lençóis, os olhos já fechados.
Ela então se virou. O seio ainda estava molhado, o leite escorrendo em um fio fino sobre a barriga. Sem pressa, ela passou os dedos sobre o mamilo, colhendo o líquido. Levou os dedos à boca, chupou lentamente, os olhos fixos nele.
— Você quer um pouco? — a voz dela era um sussurro rouco, cheio de autoridade e oferta.
O funcionário não respondeu com palavras. As pernas o levaram até ela como se tivessem vontade própria. Caiu de joelhos entre as pernas abertas da chefe, as mãos subindo trêmulas pelas coxas dela. Ela segurou a nuca dele, guiando sua boca até o mamilo.
No primeiro toque, ele sentiu o calor úmido. Abriu os lábios, envolveu a ponta enrijecida. Chupou. O leite jorrou em sua língua — morno, levemente adocicado, com um toque salgado. Ele gemeu contra a pele, fechou os olhos, sugou com mais força. As mãos dele apertaram as coxas dela, os dedos cavando na carne macia.
— Assim... — ela murmurou, os dedos cravando no cabelo dele. — Mais fundo.
Ele obedeceu. Abocanhou o máximo que pôde, sugando em ondas, sentindo o leite escorrer pela garganta. A cada sucção, o seio se esvaziava um pouco, e o mamilo dele se endurecia contra a língua. Ele alternava entre chupadas profundas e lambidas leves, circulando a auréola, mordiscando suavemente.
A mão livre dela desceu, apertou a nuca dele, puxou-o mais forte contra o peito. Um fio de leite escapou pelo canto da boca dele, escorreu pelo queixo, pingou no chão. Ele não se importou. Continuou a mamar, a língua dançando sobre o mamilo, os dentes roçando de leve.
Quando o primeiro seito ficou vazio, ela o empurrou suavemente. Ele ergueu os olhos, o rosto molhado, o queixo brilhando de leite e saliva. Ela sorriu, lenta, e levantou o outro peito — igualmente enorme, igualmente pesado, o mamilo já vazando leite em antecipação.
— Não pare agora — ela ordenou, a voz rouca de desejo.
Ele mergulhou novamente, a boca faminta encontrando o novo seio. As mãos dele subiram, amassaram a carne macia, apertando enquanto ele sugava. O leite jorrava em jatos grossos, e ele engolia tudo, gemendo, perdido naquele gosto, naquele cheiro, na submissão de estar de joelhos chupando os peitos da chefe.
Ela arqueou as costas, empurrando o peito contra o rosto dele, os gemidos dela preenchendo a sala. Os dedos dela apertavam o couro cabeludo dele, guiando o ritmo.
— Mais forte — ela sussurrou, e ele obedeceu, sugando com voracidade, como se sua vida dependesse daquele leite.
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