Chave do Meu Passado 8


O Retorno ao Santuário e a Entrega Total

O Desabafo na Rodoviária

A manhã de sexta-feira amanheceu com um céu limpo, azul, lavando a alma de Belo Horizonte depois de tantos dias de névoa e chuva. Para o Edu e para mim, aquele era o dia da libertação. O Juliano havia recebido o laudo definitivo do Dr. Renato confirmando a gastrite nervosa, e as malas de lona já estavam prontas ao lado da porta da sala. O colchão de empréstimo do Gordinho finalmente havia sido dobrado e devolvido, deixando o chão da nossa sala livre novamente.
Pegamos o ônibus nas primeiras horas da manhã e fomos os três até a rodoviária de Belo Horizonte. O movimento na plataforma de embarque estava intenso, um vaivém constante de passageiros, o barulho dos motores a diesel dos ônibus interestaduais ecoando pelo teto alto de concreto. O Juliano segurava sua mala com uma mão e, com a outra, ajeitava o chapéu na cabeça, exibindo aquele sorriso largo de quem estava louco para voltar para o sossego da roça.

·       Juliano: "Olha, meu povo, eu não tenho nem como agradecer o que vocês fizeram por mim. Se eu tivesse que pagar hotel esses quinze dias, o dinheiro do tratamento não dava nem para o começo. Vocês dois são irmãos de ouro, sô."
·       Eduardo: "Que isso, Juliano. Família é para essas coisas. O importante é que você está bem, com o remédio certo na mala e pronto para dar notícia boa para a nossa tia."

O Edu deu um tapinha firme no ombro do primo. A postura do meu homem estava visivelmente mais leve; os olhos castanhos dele já não traziam aquela sombra de cansaço e vigilância dos dias anteriores.

·       Amanda: "Leva um abraço apertado para os meus pais, Juliano. E diz para a tia que assim que as minhas aulas derem uma trégua, a gente tenta ir lá passar um final de semana."
·       Juliano: "Pode deixar, Amanda! Vou falar com todo mundo. Fiquem com Deus, vocês dois. Continuem cuidando bem um do outro nessa capital."

O motorista do ônibus deu duas buzinadas fortes, anunciando o embarque imediato. O Juliano entrou na cabine, acenando pela janela de vidro até o veículo manobrar e desaparecer na Avenida do Contorno.
Quando nos vimos sozinhos na plataforma, o Edu virou-se para mim. O espaço público nos impedia de nos abraçarmos como realmente queríamos, mas a troca de olhares foi um pacto silencioso. Quinze dias de abstinência, de paredes nos separando e de desejos contidos estavam prestes a acabar.

·       Eduardo: "Vou para a oficina, Amanda. Preciso liquidar uns carros que estão atrasados. Mas hoje eu não fico até tarde nem que o mundo caia."
·       Amanda: "Eu também vou para o campus, Edu. Mas os dois últimos horários de sexta foram cancelados. Vou chegar mais cedo."
Nos despedimos com um aceno simples, mas nossos corações já batiam na contagem regressiva para a noite que se desenhava.

O Encontro das Coincidências

O destino, que às vezes se diverte em testar a nossa paciência, resolveu conspirar a favor do nosso amor naquela tarde. Na faculdade, as aulas teóricas correram rápido e, como previsto, os dois últimos professores liberaram a turma por conta de um congresso acadêmico. Saí do campus por volta das três horas da tarde, sentindo o vento leve balançar meus cabelos enquanto eu pegava o ônibus de volta para o nosso bairro.
Enquanto isso, logo abaixo dos meus pés, na oficina que funcionava no andar de baixo da nossa casa, o Eduardo operava em um ritmo frenético. Movido pelo puro tesão acumulado e pela promessa da liberdade após a partida do Juliano, ele conseguiu finalizar a suspensão de dois carros bem antes do habitual. Olhou para o relógio de parede cheio de graxa, viu que passava pouco das três e meia e tomou uma decisão executiva.

·       Eduardo: "Gordinho, o grosso do trabalho já foi. O restante a gente puxa na segunda-feira. Limpa as ferramentas aí que hoje vou fechar a porta mais cedo para descansar a carcaça."
·       Gordinho: "Uai, Eduardo? Que milagre é esse? O homem do chicote largando o osso cedo na sexta? Vai lá, vai descansar que você bem que está precisando sumir dessa graxa um pouco."

O Edu lavou as mãos correndo com sabão de coco, guardou o maquinário e apenas subiu a rampa lateral em direção à nossa porta de entrada, ansioso pelo silêncio do nosso lar.
Por conta dessa feliz coincidência de horários, nossos caminhos se cruzaram exatamente no portão de ferro. Eu vinha subindo a rua de terra com a minha pasta de estudos e o Edu estava parado na calçada, terminando de trancar o cadeado da grade da oficina. Quando nos vimos ali, sozinhos e sem a sombra do Juliano na janela, não seguramos o riso. Entramos juntos e, assim que a chave girava na fechadura, o silêncio e o perfume de lavanda da casa vazia nos acolheram como um abraço.

Fizemos um pacto silencioso de purificação antes de nos tocarmos. Precisávamos tirar o peso da rua dos nossos corpos. O Edu seguiu para o banheiro do corredor e eu fui para o banheiro da suíte do meu quarto. Cada um tomou seu banho separado, deixando a água quente levar embora as duas semanas de vigilância, o suor do trabalho e a poeira da faculdade. A fome de comida nem sequer passou pelas nossas cabeças; o único apetite que tínhamos era o do corpo um do outro.

O Retorno ao Paraíso

Terminei meu banho, sequei-me com calma e peguei um pote de creme hidratante bem cheiroso, com um aroma doce e envolvendo que eu sabia que o Edu adorava. Passei o creme com movimentos lentos pelas minhas coxas grossas, pela minha cintura fininha e pelos meus seios, sentindo a minha pele ficar macia e perfumada. Não vesti nenhuma roupa. Caminhei até a cama de casal, deitei-me completamente nua sobre os lençóis limpos e fiquei ali, com os olhos fixos na porta, o coração batendo forte no peito, à espera do meu amado.

Minutos depois, a porta do quarto se abriu devagar. O Eduardo entrou vestindo apenas uma bermuda jeans leve, com o peito largo e os braços definidos totalmente à mostra, ainda com algumas gotas de água brilhando nos seus cabelos lisos e escuros.
Quando emiti o movimento e ele parou no portal, fixando os olhos castanhos na cama, ele ficou paralisado por alguns segundos, absorvendo a visão que tinha diante de si. Na penumbra do quarto, iluminada pela luz dourada do final de tarde que passava pela cortina, eu parecia uma pintura. Ele viu os meus seios fartos bem durinhos, subindo e descendo com a minha respiração acelerada, a minha cintura fininha que contrastava com a largura das minhas coxas grossas, e o meu corpo perfeito que ele tanto desejava. O meu rosto, moldado pela expectativa do amor, parecia o de um anjo esperando para ser corrompido pela paixão.
No mesmo instante em que seus olhos traçaram as minhas curvas, o volume na sua bermuda cresceu de forma violenta, seu pau ficando duro na hora, marcando o tecido com uma rigidez impressionante. Ele soltou a respiração que mantinha presa e caminhou devagar na minha direção, com os olhos brilhando de adoração pura.

·       Eduardo: "Meu Deus, Amanda... você é a coisa mais linda que eu já vi na minha vida inteira. Eu achei que ia enlouquecer esses quinze dias sem poder te olhar desse jeito."
·       Amanda: "Não precisa mais esperar, meu amor. Venha aqui. Sou toda sua."
Ele subiu na cama com a agilidade de um felino, deixando a bermuda cair no chão com um movimento rápido, revelando sua masculinidade imensa, ereta e pulsante de puro tesão por mim.

O Edu não foi direto para o ato final; ele queria saborear cada pedaço do meu corpo perfumado. Ele começou a deitar seus lábios quentes na minha pele, beijando a minha festa, as minhas bochechas e descendo pelo meu pescoço, mordiscando a minha clavícula e arrancando os primeiros gemidos baixos da minha garganta. Suas mãos calejadas massageavam a minha cintura fina enquanto sua boca descia pelos meus seios fartos, abocanhando meus mamilos durinhos com uma volúpia deliciosa, sugando-os e alternando com lambidas que faziam meu corpo inteiro arrepiar.

Ele continuou descendo os beijos pela minha barriga, fazendo-me contrair o abdômen de tanto prazer, até que suas mãos firmes abriram as minhas coxas grossas com delicadeza. O Edu aproximou o rosto da minha intimidade, que já estava completamente úmida, secretando o mel do desejo. Quando a língua quente e molhada dele tocou o meu clitóris, eu segurei os lençóis com força, jogando a cabeça para trás. Ele fez um oral bem delicioso, movimentando a língua em círculos rápidos e sugando os meus lábios vaginais com uma dedicação de quem estava faminto. O tesão acumulado por duas semanas me atingiu como uma onda e, com menos de dois minutos daquela tortura maravilhosa, meu corpo inteiro entrou em convulsão e eu gozei absurdamente rápido de tanta vontade que estava, liberando uma quantidade imensa de fluxo líquido direto na boca do meu irmão.

Ele sorveu cada gota do meu mel, limpando os lábios com o polegar enquanto me olhava com uma expressão de puro triunfo erótico.
Sem me dar tempo de recuperar totalmente o fôlego, o Edu segurou o meu quadril com firmeza e me colocou de 4 na cama, com as minhas nádegas empinadas na direção dele. Ele aproximou o rosto e começou a lamber as minhas nádegas e o meu cuzinho, deixando todo o meu corpo arrepiado, fazendo-me soltar gemidos altos no quarto escuro com aquela sensação molhada.

·       Amanda: "Ahhh... Edu... meu Deus... você vai me enlouquecer desse jeito..."

Ele se posicionou logo atrás de mim, segurando a minha cintura com as duas mãos longas, e encostou a ponta do seu membro rígido na minha entrada vaginal, que ainda pulsava pelo orgasmo recente. Com muita calma, aproveitando cada segundo daquela pressão deliciosa, ele empurrou o quadril para a frente e lentamente comeu a minha bucetinha. O preenchimento foi tão intenso que eu fechei os olhos, sentindo os músculos internos se contraírem ao redor do comprimento dele. Ele começou um movimento de vai e vem compassado, estocando com suavidade, saboreando o aperto e o calor que o santuário do meu corpo oferecia.

O ritmo foi acelerando à medida que o instinto assumia o controle. O som das nossas peles colando e descolando preenchia o quarto. O Edu gemia grave perto do meu ouvido, as mãos calejadas apertando a minha carne com força. O tesão dele estava no limite e, após algumas estocadas mais profundas e vigorosas que me fizeram rebolar contra ele, ele não aguentou muito tempo. Com um gemido rouco e gutural, ele retirou o membro rapidamente e gozou em minhas nádegas, derramando jatos quentes e espessos de sêmen sobre a minha pele suada.

A Descoberta do Desejo Proibido

O ato parecia ter chegado ao fim, mas o tesão que ardia entre nós era tanto que o Eduardo não desinchou. Pelo contrário, o membro dele continuou duro de tesão pela irmã, pulsando e brilhando com o sêmen que ele havia acabado de derramar. Ele começou a esfregar o pau ainda duro de tesão por mim pelas minhas nádegas, espalhando o líquido quente pela minha pele, e começou a colocar e pressionar a cabeça do membro lentamente contra o meu cuzinho, que se contraiu imediatamente ao sentir a rigidez dele tentando abrir caminho.
Sentindo a intenção dele e tomada por uma ousadia que eu nunca havia sentido antes, eu quebrei a posição de quatro e me virei na cama, olhando fixamente nos olhos castanhos dele.

·       Amanda: "Espera, Edu... deita de costas na cama. Deixa que eu assumo o controle agora."

Ele obedeceu imediatamente, deitando-se de costas nos lençóis, com o peito largo subindo e descendo e a masculinidade erguida apontando para o teto. Eu me ajoelhei entre as pernas dele, tomei a iniciativa e, antes de me sentar no meu homem, aproximei o rosto e chamei o pau dele para a minha boca. Chupando com vontade, envolvi todo o comprimento com os meus lábios, deslizando a língua pelo freio e deixando o membro dele bem babado e lubrificado pela minha saliva. O Edu gemia alto, cravando os dedos no colchão de tanto prazer.
Depois de deixá-lo completamente pronto, eu me posicionei por cima dele, montando nas suas coxas fortes. Olhei bem no fundo dos seus olhos e comecei a me sentar em cima do meu irmão, usando os meus dedos para direcionar o pau dele diretamente para o meu cuzinho. Aquela era uma posição que eu queria muito experimentar há muito tempo, pois me dava o controle total da profundidade e da velocidade da penetração.

·       Amanda: "Eu queria tanto fazer assim com você, Edu... sentir você entrar em mim desse jeito, vendo a sua cara de prazer por estar dentro do meu corpo..."
·       Eduardo: "Vai devagar, meu anjo... do jeito que você quiser... sou todo seu..."

Fui descendo o quadril com lentidão, soltando um gemido sibilado entre os dentes à medida que o anel anal ia se expandindo para acomodar a espessura do membro dele. A sensação de preenchimento era diferente, mais apertada, uma queimação gostosa que se transformou em um prazer avassalador assim que ele entrou por completo. Comecei a me movimentar por cima dele, subindo e descendo em um ritmo lento, rebolando o quadril em círculos para que a cabeça do pau dele massageasse as minhas paredes internas mais sensíveis.

O Edu segurava a minha cintura fina com as duas mãos, impulsionando o quadril levemente para cima para me ajudar no compasso. O sexo tornou-se incrivelmente gostoso e íntimo. Ver o rosto do meu homem transformado pelo êxtase, com o maxilar travado e os olhos fixos nos meus, me levou ao limite do delírio. Aumentei a velocidade das sentadas, os meus seios fartos balançando conforme eu me movia com rapidez por cima dele. A pressão no meu baixo ventre foi se acumulando até que eu não aguentei; contraí o corpo inteiro, soltando um grito agudo no quarto, e gozei novamente por cima dele, sentindo o meu cuzinho apertar o pau dele com força total.

A reação da minha musculatura foi o gatilho final para o Eduardo. Logo em seguida, com os olhos estalados de puro prazer, ele deu três últimas impulsões fortes para cima e gozou dentro do cuzinho da irmã, derramando todo o seu sêmen quente e espesso no fundo da minha intimidade enquanto eu ainda continuava rebolando bem lentamente por cima dele, ordenhando os últimos jatos do seu orgasmo.

O Despertar da Normalidade

Ficamos naquela posição por longos minutos, com o Edu mantendo as mãos na minha cintura até que o membro dele fosse escorregando devagar para fora do meu corpo. Eu desabei com o peito colado no dele, escondendo o rosto na curva do seu pescoço enquanto nossas respirações iam se acalmando no silêncio da noite que já havia caído lá fora.

O Edu me puxou para o lado com doçura e nos cobriu com o lençol leve. Nos envolvemos em um longo abraço, trocando muitos beijos carinhosos e molhados, selinhos demorados que traziam o gosto da vitória sobre os quinze dias de isolamento. Dormimos assim, abraçadinhos, com os nossos fluidos misturados e as nossas almas finalmente em paz dentro do nosso santuário restaurado.

A manhã de sábado amanheceu radiante, com os raios de sol passando pela fresta da cortina e iluminando a cama de casal. Acordamos cedo, sem pressa e sem o medo de encontrar o Juliano na sala. Trocamos carinhos preguiçosos embaixo do cobertor antes de nos levantarmos para seguir a nossa vida normal.
O Edu vestiu sua bermuda e foi para a cozinha preparar o café, o som dele cantando uma música alta no corredor ecoando pela casa limpa. Eu me vesti, arrumei a cama e fui me juntar a ele. Tomamos o café juntos na mesa de fórmica, conversando sobre as compras do supermercado que precisávamos fazer e sobre os planos para o final de semana. O disfarce para o mundo lá fora continuava existindo, mas dentro daquelas quatro paredes, a certeza de que éramos marido e mulher era a única verdade que importava.


Continua...


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Chave do Meu Passado 8

Codigo do conto:
263747

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
05/06/2026

Quant.de Votos:
3

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