Quando o amor incomoda - 48

Gustavo abriu os olhos devagar. A cabeça latejava como se tivesse levado uma porrada, a visão ainda borrada. Quando a consciência voltou, o coração dele disparou num ritmo acelerado, quase saindo do peito.
Gustavo estava sentado numa cadeira de madeira pesada, os pulsos e tornozelos firmemente amarrados com cordas macias, mas fortes. O quarto era um ambiente intimista e provocante: paredes em tons suaves de rosa e branco, luz baixa e quente vinda de abajures laterais, criando sombras sensuais que dançavam sobre os móveis. No centro, uma cama king size impecavelmente arrumada com lençóis de cetim vermelho escuro, travesseiros espalhados e um espelho grande no teto refletindo tudo. O ar cheirava a perfume doce vindo de velas aromáticas.
Na frente dele, Eduardo observava com um sorriso arrogante e satisfeito, braços cruzados sobre o peito definido. Ao lado, Milena mordia o lábio inferior, os olhos brilhando de excitação maldosa. E duas garotas lindas sentadas na cama, Ana e Mel que Gustavo vagamente reconhecia de festas anteriores, levantaram e de maneira sensual aproximavam-se devagar, rebolando.
— Espera... que porra é essa? — murmurou Gustavo, a voz rouca de sono e pânico. Ele puxou as cordas, os músculos dos braços tensionando, veias saltando. O medo apertava sua garganta, misturado com uma irritação crescente.
— Eduardo, me solta agora!
Gritou Gustavo.
— Relaxa, irmãozinho — Disse Eduardo, voz calma e debochada, um brilho cruel nos olhos. Ele deu um passo à frente, batendo de leve no ombro de Gustavo.
— Eu pensei que te forçar a malhar ia te deixar mais macho. Mas eu errei. Nosso pai é mole demais e nossa mãe nunca deixaria ele te levar pra zona. Eu claro não precisei, mas você sempre foi diferente tímido, nerd nenhuma garota iria se aproximar e você travado desse jeito não ia atrás. Eu entretido com a Maria Eduarda não percebi isso, mas agora eu entendi e vou fazer meu papel de irmão mais velho, te apresentar os prazeres da vida adulta.
— Eduardo! Para com essa merda de maluco e me desamarra!
Gritou Gustavo, o rosto vermelho de raiva e vergonha. Ele se debatia, o peito subindo e descendo rápido, suor começando a escorrer pela pele.
Eduardo riu baixo.
— Curte o momento, vai. Meninas... mostrem pro meu irmãozinho o que ele tá perdendo a vida inteira.
Ana e Mel se aproximaram como predadoras. Mel, com corpo escultural, peitos grandes e siliconados mal contidos por um sutiã de renda vermelha, cintura fina e quadris largos, rebolou devagar na frente de Gustavo. A calcinha fio-dental mal cobria a boceta depilada. Ela virou de costas, empinou a bunda redonda e perfeita, esfregando-a quase no rosto dele, o cheiro de excitação feminina invadindo suas narinas.
— Meu nome é Mel... e hoje eu sou toda sua, gostoso.
Ronronou ela, fazendo a voz mais sensual que conseguia olhando por cima do ombro com um sorriso safado. Rebolava devagar, a carne macia balançando, quase tocando os lábios dele.
— Gosta disso? Olha como minha bunda tá pedindo pra você lamber… da uma lambidinha, vai.
Gustavo virou o rosto, coração martelando de medo, vergonha, ancia e raiva.
— Garota, eu tenho um namorado, não sei o que vocês e meu irmão louco querem, mas eu só quero sair daqui!
Ana, vestindo um body de renda preta que marcava cada curva, sentou no colo dele com movimentos lentos e sensuais. Seus peitos enormes pressionaram contra o peito de Gustavo enquanto ela segurava a cabeça dele e enfiava o rosto entre os seios macios e quentes. O cheiro dela era inebriante, frutado e doce, muito doce.
— É Milena, você tinha razão, o caso aqui é mais sério. Mas eu consigo. Você está precisando de um tratamento de choque.
— sussurrou Ana, voz rouca de tesão. Ela rebolava devagar no colo de Gustavo, sentindo a fricção e seu toque vencer a resistência do rapaz e o pau dele endurecer contra sua boceta coberta só pela renda fina. Mel veio por trás, colando os seios nas costas de Gustavo, beijando e lambendo sua nuca, mãos descendo pelo abdômen definido, apertando as coxas.
_ Isso agora sim. Eu disse Milena homem nenhum resiste a isso.
Gustavo tentava gritar, mas Ana abafava a boca dele com os seios, balançando-os contra seu rosto. A excitação involuntária queimava nele, tesão misturado com culpa profunda, vergonha de sentir o pau latejando, medo do que estava acontecendo. O corpo tremia, suor escorrendo, respiração pesada.
— Porra... para...
Gritava Gustavo, voz abafada, mas o quadril traía, dando uma leve empinada contra Ana.
Eduardo e Milena assistiam excitados. Milena lambia os lábios, uma mão descendo entre as pernas.
— Olha só como ele tá duro...
Murmurou ela, olhos vidrados de luxúria.
Enquanto isso, do outro lado da cidade...
Luiz Felipe batia na porta da casa de Gustavo, o peito apertado de preocupação e um ciúme corrosivo que ele não conseguia afastar. O sol da manhã batia em seu rosto, destacando os olhos mel cansados e a expressão tensa.
— Bom dia, dona Mirian. O Gustavo tá ai?
— Bom dia, Luiz Felipe. Ele já saiu cedo com o Eduardo. Foram comprar um celular novo, parece que o dele estragou ontem.
Luiz Felipe sentiu um frio na barriga. Eduardo? Aquilo não fazia sentido.
— Com o Eduardo? A senhora viu mesmo?
— Vi sim. O Eduardo estava na cozinha e disse que iam resolver isso.
Luiz Felipe saiu cabisbaixo, ombros caídos, o medo e a irritação crescendo. Sentou-se na praça próxima, olhar perdido no vazio. O coração doía com preocupação genuína, misturada com raiva de se sentir impotente. Ao fundo, Kenji praticava tai chi com movimentos lentos, fluidos e concentrados, o kimono branco, corpo magro, mas atlético movendo-se com uma calma que contrastava totalmente com o turbilhão dentro de Luiz Felipe.

Autor Mrpr2

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Quando o amor incomoda - 48

Codigo do conto:
264605

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
16/06/2026

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