Quando o amor incomoda - 53



53

Luigi esfregava o chão de cimento queimado verde com movimentos firmes e ritmados, o corpo brilhando de suor sob a luz quente da manhã. Cada contração dos músculos das costas largas, cada gota que escorria pelo peito peludo e grisalho, era acompanhada pelo olhar faminto de Kenji. Os olhos puxados do rapaz não perdiam nenhum detalhe: o jeito como o short de Luigi colava nas coxas grossas, o volume evidente entre as pernas, o bigode molhado de suor que dava um ar ainda mais viril ao quarentão.
O calor estava insuportável. Luigi soltou a vassoura, ligou a mangueira e deixou a água gelada cair sobre o corpo. O jato forte molhou o peito, escorrendo pelos pelos escuros até o cós do calção, que logo ficou encharcado, colando perfeitamente na silhueta grossa e semi-rígida do pau. Kenji sentiu a boca secar.
Como um garoto sapeca, Luigi virou a mangueira para Kenji com um sorriso safado. O jato acertou o peito do mais novo, que riu e tentou bloquear a água com as mãos, mas acabou encharcado também. Os dois riam, mas o ar entre eles estava pesado, elétrico.
— Pronto… acho que está na hora do almoço — disse Luigi, a voz grave ao mesmo tempo mansa suave, passando a mão pelo peito molhado.
— Então, se não precisa mais de mim, vou pra casa, preciso trocar de roupa.
Respondeu Kenji, tentando disfarçar o desejo que apertava sua garganta enquanto torcia a camisa sem retirar do corpo.
Luigi deu dois passos largos e segurou o pulso de Kenji com firmeza, puxando-o para perto. Seus corpos molhados se encostaram. O calor da pele de Luigi, o cheiro de suor misturado com água, o volume do pau ainda marcado no short molhado roçando na coxa de Kenji.
— Hei, quem disse que não preciso de você? — Murmurou Luigi, o olhar esverdeado fixo nos lábios do rapaz. — Você foi uma ajuda e tanto na limpeza… o mínimo que posso fazer é te pagar um almoço. E talvez… mais alguma coisa.
Kenji sentiu o coração disparar. O toque da mão forte de Luigi queimava sua pele.
— Não precisa…
— Eu insisto — sussurrou Luigi, o polegar acariciando lentamente o interior do pulso de Kenji. — Vou só me trocar no banheiro e vamos pro “Comida de Vó”.
Luigi abriu sua mala pegou uma roupa seca para ele, jogou um conjunto e uma toalha para Kenji e entrou no banheiro, mas deixou a porta de madeira entreaberta, as frestas largas o suficiente para Kenji acompanhar tudo. O quarentão puxou o short molhado para baixo, revelando o pau grosso, semi-duro, pesado, com os pentelhos grisalhos na base. Segurou-o com a mão grande e mijou com força, o jato amarelo forte ecoando no fundo do vaso. Depois balançou o membro devagar, apertando da base até a cabeça, tirando as últimas gotas. Kenji não conseguia desviar o olhar. Seu próprio pau latejava dentro da calça.
Quando Luigi saiu, vestindo um short preto mais justo e uma camisa aberta no peito, o ar entre eles estava carregado.
_ Até que não ficou tão mal , sorte que esse calção tem esse cordão de amarrar.
Disse o coroa analisando suas roupas no jovem nissei.
Os dois saíram juntos, os corpos ainda úmidos roçando ocasionalmente enquanto caminhavam.
Chegando em casa, Luiz Felipe estava uma fera. Esmurrou a parede com tanta força que os nós dos dedos ficaram vermelhos, depois arrancou a camisa com raiva, jogando-a longe. O peito subia e descia rápido, os músculos tensos de fúria e preocupação.
— Ei, se acalma, a casa não tem nada a ver com seus problemas — Disse Gurizão, tentando segurar o irmão.
— Não enche, Felipe! — Rosnou Luiz Felipe, os olhos faiscando de raiva e medo.
— Nossa, é esse o pago que recebo por te ajudar? — Gurizão se fez de vítima, mas com um meio-sorriso.
Luiz Felipe respirou fundo, passando a mão no rosto.
— Foi mal, mano… obrigado. E que voadora foi aquela, hein? Certeira pra caralho!
— Você viu? Pegou bem no meio do peito daquele otário!
Gurizão riu, revivendo o momento.
— Quase mandou aquele bosta pro hospital. Na verdade, o lugar dele era a cadeia mesmo.
Completa Luiz Felipe.
— Relaxa, mano. Era óbvio que o Gustavo não ia prestar queixa contra o próprio irmão. Mesmo que quisesse, os pais iam forçar ele a retirar.
Disse Gurizão apertado o ombro do irmão.
Luiz Felipe passou as mãos no cabelo, angustiado.
— Mas isso não é certo, Felipe… Como eu vou ficar sossegado sabendo que aquele psicopata tá solto por aí? Ele pode sequestrar, torturar… fazer qualquer coisa com o meu namorado!
A voz dele falhou, o medo e o amor transbordando.
Gurizão colocou a mão novamente no ombro do irmão, apertando firme.
— Eu entendo, irmão. Mas eles são família. Olha o lado positivo, pelo menos o Gustavo vai ficar uns dias na casa da Manu, a salvo.
— Eu não acho que ele está a salvo. Eu ficaria mais tranquilo com ele aqui… debaixo dos meus olhos.
Murmurou Luiz Felipe, a voz baixa e carregada de preocupação.
— Conversa com a nossa mãe. Quem sabe ela abrande o coração. Eu vou almoçar… vai fazer suco ou comprar refri?
Pergunta Gurizão.
— Vou fazer suco de laranja com beterraba. Eu queria ter enchido a cara do Eduardo de porrada, se não fosse os pais dele e Tavinho… mas eu ainda pego aquele idiota na curva, há se pego!
Enquanto isso, na casa de Eduardo, o clima estava tenso. Gustavo e Manu terminavam de arrumar as malas dele, o ar pesado de ansiedade e raiva contida.
— Eu não acho necessidade disso — resmungou Mirian, cruzando os braços ao ver seu filho e Manu vindo do quarto com as malas nas mãos.
— Mãe, o Luiz Felipe está muito preocupado. Ele já não gostou de não termos chamado a polícia…
Respondeu Gustavo, com a voz firme olhando para o irmão.
Eduardo, deitado no sofá como se nada tivesse acontecido, soltou um riso amargo:
— Era só o que me faltava mesmo… eu ir pra cadeia porque tava tentando fazer meu irmão viado virar homem!
— Cala a boca, Eduardo! — Mirian explodiu. — Pelo visto você não aprendeu nada com o que acabou de acontecer, né?
Manu deu um passo à frente, os olhos flamejando:
— É sério, Eduardo? Você realmente não entende que sequestr0, tortur@ e toda aquela merda que você fez é crime? Queria ver se fosse com você.
— Sabia que se você me defendesse como defende meu irmão e o namoradinho gay dele, ainda estaríamos juntos?
Cuspiu Eduardo.
Nesse exato momento, Milena invadiu a casa como um furacão, os cabelos vermelhos como labaredas recém pintados voando, o rosto vermelho de fúria e preocupação.
— Edu! Eduardo! Você está bem, meu amor? Machucaram você? — Ela correu até ele, depois virou o olhar venenoso para Gustavo e apontou o dedo. — E quanto ao seu namoradinho, diz pra ele que se aconteceu alguma coisa com o Eduardo eu vou processar ele e tirar até as cuecas furadas dele!
Gustavo deu um passo à frente, a voz gelada e cheia de ódio contido:
— Vai lá, chama a polícia. Eu até posso não chamar… mas se ela vier prender o meu namorado, eu conto tudinho que o seu namorado fez comigo. Quer mesmo apostar quem vai preso primeiro?
O silêncio que caiu na sala foi cortante.
Longe dali enquanto Kenji almoçava tranquilamente com Luigi, rindo das histórias do quarentão por sua jornada pelo Brasil. Miguel e Brian entram no restaurante.


Autor Mrpr2

Foto 1 do Conto erotico: Quando o amor incomoda - 53


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Quando o amor incomoda - 53

Codigo do conto:
265717

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
29/06/2026

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