Quando o amor incomoda - 59



A casa onde Romário morava estava vazia. Só restavam o cheiro de cigarro, o sofá de couro rachado e o quarto de Romário no fundo do corredor, com a cama desfeita e o poster do Flamengo na parede.
Eduardo empurrou a loira contra a porta do quarto assim que entraram. O corpo musculoso, cavanhaque e bigode loiros raspando o pescoço dela. As mãos grandes desceram pela cintura fina, apertaram a bunda e puxaram o short para baixo num movimento seco. A garota gemeu quando ele a virou de frente para a cama e a fez ajoelhar. Eduardo abriu o jeans escuro, tirou o membro já duro e empurrou na boca dela sem cerimônia. Os olhos claros fixos no reflexo do espelho, o peito largo subindo e descendo.
Do outro lado da cama, Romário já tinha a morena de quatro. A mão enorme segurava o cabelo dela enquanto empurrava fundo, o corpo negro e suado batendo contra as nádegas. O sorriso de sempre não sumia nem no meio do gemido.
— Isso, porra… aperta essa buceta pra mim.
Dizia fechado os olhos Romário. Os dois homens se olharam por um segundo. Eduardo riu baixo, puxou a loira pelo cabelo e a virou de costas, entrando nela de uma vez. O quarto encheu de sons molhados, de pele batendo em pele, de respirações pesadas. As duas garotas gemiam alto, as unhas cravadas no lençol, os corpos balançando no ritmo bruto que os dois amigos impunham. Romário urrava feito um animal o corpo todo arrepiado e uma alegria misturado com tesão que nunca sentiu antes. Romário sempre admirou profundamente Eduardo e quando o amigo entrou na academia seus músculos e pêlos tomaram o corpo de Eduardo a admiração de Romário entrou em um novo nível, este sentimento se contrastava com sua homofobia, pois muitas vezes Romário queria estar no lugar das mulheres com quem Eduardo ficava. Quando o vídeo de Eduardo tranzando com Milena vazou na internet Romário viu e reviu várias vezes batendo inúmeras punhetas observando cada detalhe os lábios, a expressão, os músculos de Eduardo e agora ele estava ali a poucos centímetros de seu ídolo, se seu irmão de consideração, de seu tesão secreto. Ver Eduardo tranzando, tão próximo, no seu quarto, na sua cama elevava o nível de tesão de Romário até seu pau parecia maior e não amolecia mesmo depois de gozar duas vezes.
Enquanto isso, algumas quadras dali, Gustavo e Luiz Felipe após o trabalho foram juntos comprar um sorvete e depois seguiram para a casa de Luiz Felipe pois tinham recebido a mensagem de Gurizão: a casa estava livre, aproveitem! Gustavo, camisa creme ainda abotoada até em cima, o corpo já se definindo contrastando com a luz amarela do corredor. Luiz Felipe com os cachos castanhos, os olhos mel brilhando por estar junto do seu namorado.
A porta mal fechou e as mãos de Luiz Felipe já estavam na cintura fina de Gustavo. O beijo foi fundo, a língua invadindo a boca do outro com uma fome doce e educada ao mesmo tempo. Gustavo tremeu quando as mãos fortes desceram pela calça pastel e apertaram a bunda.
— A casa inteira é nossa.
Murmurou Luiz Felipe contra a boca dele.
Eles não foram para o quarto. Usaram a sala. Gustavo foi colocado de joelhos no sofá, a camisa clara aberta, o peito quase sem pelos exposto. Luiz Felipe ajoelhou atrás dele, beijou a nuca, a coluna, a curva da bunda. Quando a língua quente e molhada invadiu Gustavo, o gemido que saiu foi alto, sem medo de ser ouvido. Depois Luiz Felipe se posicionou, o corpo de deus grego cobrindo o magro, e entrou devagar. Gustavo arqueou as costas, as mãos apertando o encosto do sofá, os olhos castanhos fechados de prazer. O ritmo começou lento e depois ganhou força. O som da pele batendo ecoava pela casa vazia. Luiz Felipe beijava o ombro de Gustavo enquanto empurrava fundo, a respiração quente no ouvido.
— Você é meu… só meu.
Gustavo só conseguia gemer em resposta, o corpo tremendo a cada estocada.
Na manhã seguinte, a academia cheirava a ferro e suor.
Maria Eduarda estava no canto dos elásticos, o corpo definido marcado pelo top preto. O cabelo loiro preso num rabo de cavalo alto. Diegão, quase 1,90 m de altura, cabelo cortado à máquina com entradas, o corpo de personal trainer, aproximou-se sem pressa. O gigante parou na frente dela, a voz grave e calma.
— Você tá diferente hoje… Pensou na minha proposta?
Maria Eduarda levantou o rosto. Diegão ergueu a mão grande e, com uma delicadeza que contrastava com o tamanho, ajeitou uma mecha loira atrás da orelha dela. Os dedos desceram devagar pela nuca, acariciando a pele sensível. Os olhos dele não desviaram dos dela. O coração de Maria Eduarda disparou. Manu sentiu o peito apertar quando ele se inclinou e a puxou para um beijo de língua profundo, quente, demorado. A mão dele ainda na nuca, o polegar fazendo círculos lentos.
Foi nesse instante que a porta da academia se abriu.
Eduardo entrou com a bolsa preta no ombro, o corpo ainda marcado pela noite anterior. Os olhos claros encontraram a cena: a ex namorada sendo beijada pelo personal trainer. O sangue subiu à cabeça tão rápido que ele nem pensou. Jogou a bolsa no chão e avançou.
— Seu filho da puta!
O grito de Eduardo ecoou pela academia, sua voz que já era grave saiu como o estrondo de um trovão. Romário, que vinha logo atrás, tentou segurar o amigo pelo braço.
— Edu, para! Porra, para!
Eduardo já estava em cima de Diegão. O primeiro soco foi desviado. O segundo acertou o ombro. Diegão, maior e mais calmo, apenas segurou os punhos do loiro e o empurrou para trás com força controlada. Maria Eduarda gritou. O barulho de pesos caindo ecoou pela academia. Romário ainda tentava conter Eduardo, o corpo negro e musculoso se interpondo entre os dois.
— Ele é meu! Eu vou acabar com esse filho da puta!
Gritava Eduardo, a voz rouca de raiva.
— Tira a mão dela, caralho! Ela é minha namorada!
— Ficou louco Eduardo? Nós já terminamos a meses. Deixando bem claro, foi você quem terminou comigo se lembra? O que sinceramente eu te agradeço, porque eu devia estar muito fora de mim para não perceber o idiota que você é!
Milena entra e fica apenas olhando com os braços cruzados e Pamela atrás tentando esconder o sorriso sarcástico.
Diegão não respondeu. Apenas manteve Maria Eduarda atrás de si, o peito largo subindo e descendo, os olhos fixos no rival. O ar da academia ficou pesado, carregado de testosterona e ameaça.
Os outros personais se aproximaram inclusive o gerente e pediram para Eduardo sair da academia. O combo estava completo sem Maria Eduarda, sem emprego, sem academia e com a mãe nem um pouco satisfeita com suas atitudes que só pioravam a cada dia, mas na cabeça de Eduardo ele não era o culpado e sim Luiz Felipe. Foi por causa do namoro de seu ex amigo com seu irmão que desencadeou tudo aquilo ao menos foi isso que ele chegou esbravejando na igreja Nova Palavra que foi o Luiz Felipe que desgraçou sua vida, desencaminhou e enviados seu irmão, fez sua namorada o trair, fez ele se envolver com a Milena perder o emprego tudo foi o Luiz Felipe!
_ Não meu filho, essa pobre alma está atormentada o real culpado é o maligno, mas não se preocupe, vamos te ajudar.
Disse o Pastor Ubirajara.
_ Sério, mas como pastor?
Foto 1 do Conto erotico: Quando o amor incomoda - 59


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Quando o amor incomoda - 59

Codigo do conto:
268422

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
27/07/2026

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