Capítulo 1: A Surpresa que Mudou Tudo
A família vivia com conforto na casa grande de dois andares nos arredores da cidade. Desde a morte do Coronel Roberto, o pai de Marcelo, a generosa pensão militar garantira que Ana, aos cinquenta anos, nunca precisasse trabalhar. Viúva madura, Ana mantinha um corpo voluptuoso: seios pesados e ainda firmes, quadris largos, cintura bem marcada e uma bunda grande, macia e empinada que preenchia qualquer roupa. Sara, sua filha de trinta e seis anos, nunca se casara. Morava com a mãe, trabalhava remotamente e tinha um corpo mais esguio, com pernas longas, seios médios e uma bunda redonda que chamava atenção quando andava pela casa de shortinho.
Marcelo, o caçula, tinha acabado de completar dezoito anos. Alto, atlético e com o corpo definido pelos treinos da faculdade, ele estudava em uma cidade a cerca de cem quilômetros de casa.
Duas semanas antes da tradicional Festa Fantasia do Sítio do Lucas, Marcelo ligou para a mãe.
— Mãe, infelizmente não vou conseguir ir pra festa esse ano. Surgiram uns compromissos aqui na faculdade que não dá pra adiar. Chego só no sábado. Tô com saudade pra caralho de vocês, mas não vai dar…
Ana ficou visivelmente decepcionada, mas compreensiva.
— Ah, que pena, filho… A gente tava pensando em ir, mas se você não vai, talvez a gente nem vá. Se conseguir resolver tudo, avisa a gente, tá?
Quando desligou o telefone, Ana olhou para Sara, que estava ao lado ouvindo parte da conversa. Um sorriso cúmplice surgiu entre as duas.
— Nossa, filha… talvez seja até uma boa oportunidade — disse Ana, baixando um pouco a voz. — Sem o Marcelo lá pra ver a gente, pra ficar controlando… A gente podia ir pra se divertir de verdade, né? Conhecer gente nova, dançar, soltar um pouco a tensão.
Sara mordeu o lábio inferior, claramente animada com a ideia.
— Eu tava pensando exatamente nisso, mãe. Já faz tanto tempo que a gente não sai pra curtir. Sem ele por perto, a gente fica mais livre. O que você acha?
— Acho ótimo. Vamos sim. Mas com uma condição: ninguém pode nos reconhecer. Quero máscara boa, daquelas que escondem bem o rosto.
As duas passaram os dias seguintes planejando. Escolheram fantasias inspiradas nas Flintstones, mas na versão bem sexy: Ana seria a Vilma, com um vestido curto de bolinhas brancas e pretas, decote generoso que mal continha seus seios pesados, a barra terminando no meio das coxas grossas e uma fenda lateral que mostrava a pele macia. Sara seria a Betty, com um vestido ainda mais curto, colado no corpo, que marcava sua bunda redonda e deixava as pernas longas à mostra. Ambas teriam máscaras elegantes e bem fechadas, uma loira e outra ruiva, que cobriam da testa ao queixo, garantindo total anonimato.
Na sexta-feira à tarde, dia da festa, Marcelo decidiu fazer uma surpresa. Ele havia mentido sobre os compromissos — na verdade, estava louco para ir à festa e pretendia chegar mais cedo. Chegou em casa por volta das quatro da tarde, abriu a porta com a chave reserva e chamou:
— Mãe? Sara? Cheguei!
Silêncio. A casa estava vazia.
Ele subiu até os quartos e, ao passar pelo corredor, viu as duas fantasias penduradas lado a lado no cabideiro do quarto da mãe. O vestido curto da Vilma, o da Betty ainda mais provocante, as máscaras… Tudo pronto. Marcelo sentiu um misto de excitação e surpresa. Elas tinham decidido ir mesmo assim. Sozinhas naquela festa.
Um sorriso malicioso se formou em seu rosto. Em vez de deixar recado, ele arrumou tudo exatamente como encontrou, fechou a casa como se nunca tivesse entrado e pegou um Uber direto para o sítio do Lucas.
No chalé reservado, enquanto tomava banho e vestia sua fantasia de Príncipe das Trevas — capa preta, máscara sombria e calça justa que marcava o volume generoso entre as pernas —, Marcelo não parava de imaginar. Suas mãe e irmã estariam lá, fantasiadas, máscaras no rosto, achando que ele estava a cem quilômetros de distância.
Ele iria encontrá-las. E a noite prometia ser muito mais interessante do que ele havia planejado.



