Numa noite normal, como qualquer outra, conheci um lindo casal em um parque na Zona Norte do Rio de Janeiro: Nany e Xande.
Ela tinha 39 anos e ele, 43. Ambos pareciam ser boas pessoas. Nany tinha a pele morena, cabelos negros e uma pequena mecha azul. Xande era branco e tinha os cabelos negros.
Conversamos sobre vários assuntos durante um bom tempo. Quando falei que iria embora, Nany disse:
— Não vá. Fica mais um pouco.
Logo em seguida, Xande apareceu com mais algumas latinhas de cerveja nas mãos e falou:
— Fica mais um pouco, irmão. A noite está só começando.
Sempre gostei de fazer amizades e conversar com pessoas diferentes. Conhecer histórias, pensamentos e maneiras diferentes de enxergar a vida sempre me chamou atenção.
Mas, infelizmente, naquela noite eu realmente precisava ir embora.
Foi quando Nany perguntou ao marido se poderia pegar o meu número do WhatsApp. Ele mesmo falou:
— Irmão, tem Whats? Pra gente combinar alguma coisa aqui no parque.
Falei:
— Claro. Seria uma boa.
Ele anotou meu contato e, ao me despedir, apertou minha mão e me deu um abraço, como se fôssemos amigos de longa data.
Nany também me deu um abraço forte e um beijo no rosto. Confesso que gostei do beijo e do abraço.
Fui embora pensando que seria apenas uma amizade passageira.
Os dias passaram.
Aproximadamente duas semanas depois, de repente, recebi uma mensagem de um número diferente.
Eu nem lembrava mais da resenha com o casal no parque. Como meu dia estava corrido, deixei o telefone de lado e só fui ler a mensagem quase no final da tarde.
Eram mensagens de Xande e Nany dizendo que estavam no shopping e me convidando para encontrá-los.
Era aniversário de Nany.
Como eu tinha acabado de chegar do trabalho, tomei um banho rápido, coloquei uma roupa e saí.
Cerca de quarenta minutos depois, cheguei ao shopping e fui direto para a praça de alimentação.
Quando Xande me avistou, deu um grito:
— Cara, você veio!
Nany, superfeliz, me abraçou e me apresentou às demais pessoas que estavam ali.
Cumprimentei um por um, e Xande logo arrumou uma cadeira para mim, colocando-a ao lado de Nany.
Fizemos aquela bagunça de sempre, com risadas, piadas, histórias de Xande e tudo mais.
Nany estava radiante e muito cheirosa. Ela usava um vestido preto, um pouco curto, que moldava todas as curvas de seu corpo.
Confesso que algumas canecas de chope já estavam começando a fazer efeito.
Cantamos parabéns para Nany, e Xande, superempolgado, começou a entregar os presentes.
Ela, toda sorridente, abriu um por um.
Até que chegou ao último presente.
Era um par de algemas.
Todos caíram na gargalhada.
Nany riu ainda mais.
Algumas pessoas começaram a zoá-la:
— Hoje tem, hein!
Xande, entrando na brincadeira, falou que aquela noite seria uma surpresa para ela.
Nany, toda sorridente, respondeu:
— Eu também tenho uma coisa especial para você.
Aos poucos, as pessoas foram indo embora e, quando anunciei que também iria, Nany me segurou e falou para Xande que eu estava fugindo.
— Xande, ele está fugindo!
Xande falou:
— Não, irmão. Fica mais, fica mais.
E eu, todo sem jeito, falei que precisava ir, pois estava dando sono.
Ele sorriu e falou:
— Hoje vamos fazer barulho lá em casa.
Falei que não.
Nany se agarrou em meu braço, fazendo biquinho e falando:
— Vamos, vai. Vem com a gente.
Xande disse:
— Deixa de bobeira. Você é gente boa. Será bem-vindo em minha casa, e nem é longe daqui.
Realmente não era longe. Era perto, apenas um bairro de distância.
Então, depois de tanta insistência, aceitei.
Xande pagou a conta e, quando falei que iria ajudar, ele falou que não, pois era aniversário da Nany.
Fiquei sem jeito, mas tudo bem.
Falei que iria ao banheiro. Então, Xande falou que ia também.
Quando voltamos, Nany já estava com duas tulipas na mão, dizendo que era a saideira.
Peguei a minha e, num gole só, acabei com tudo.
Senti um gosto diferente em minha bebida, mas ignorei, achando que poderia ser coisa de quem já tinha bebido demais.
Olhei para os dois e comecei a rir.
Aquela seria apenas mais uma bebida antes de irmos embora.
Pelo menos era isso que eu imaginava.
Depois de terminarmos, seguimos para o estacionamento. Xande continuava animado, conversando e brincando como se a noite ainda estivesse apenas começando.
Nany caminhava ao meu lado e, de vez em quando, segurava meu braço para não se afastar no meio do caminho.
Eu ainda estava meio sem jeito com toda aquela insistência para que eu fosse com eles, mas os dois pareciam realmente felizes com a ideia.
Era estranho.
Eu havia conhecido aquele casal há apenas algumas semanas e agora estava indo para a casa deles como se já fôssemos amigos há anos.
Mas, ao mesmo tempo, havia alguma coisa naquela amizade que parecia diferente.
Talvez fosse apenas a bebida.
Talvez fosse o jeito espontâneo de Nany e Xande.
Ou talvez aquela noite ainda guardasse algumas surpresas que eu sequer imaginava.
E, sem perceber, entre uma conversa, uma risada e a última tulipa de chope, eu estava prestes a descobrir muito mais sobre aquele casal do que imaginava.
Quando chegamos ao veículo, vi que era uma RAM e saiu, sem querer, um:
— Uau!
Entramos no carro e Nany agradeceu pelo aniversário e deu um beijo bem acalorado no Xande.
Ao sair do estacionamento, vi Nany tirando o sutiã e a calcinha. Ela jogou para cima de mim e mandou eu segurar, com um sorriso, como se estivesse brincando.
Ela parecia uma menina.
Eu ri, sem jeito, e fiquei olhando para Xande.
Ele riu também e disse:
— Relaxa. Ela estava doida para tirar essa roupa faz tempo.
Aquela calcinha minúscula estava em minhas mãos.
Uns vinte minutos depois, fui sentindo meu corpo inteiro esquentar.
Chegamos à residência deles, e era uma casa enorme, num condomínio na Barra da Tijuca.
Os dois falaram que eu estava em casa, mandando eu ficar à vontade e fazer o que quisesse.
Xande me apresentou a casa e falou que, embora fosse rico, ele sempre curtiu a Zona Norte e que jamais mudaria só porque havia mudado de vida.
Nany correu, dizendo que tomaria um banho.
Depois de conhecer a casa inteira, Xande disse que iria tomar banho também, mas, antes, me deixou no que seria o meu quarto.
Quando entrei no quarto, logo vi, em cima da cama, uma caixa com meu nome e uma bolsa.
Dentro havia um roupão, um short e uma camiseta.
Fui tomar meu banho e, antes de sair, ouvi batidas na porta.
Era Nany, dizendo que estava na sala.
Respondi:
— Beleza.
E apressei meu banho.
Coloquei a roupa que ganhei e fui para a sala.
Meu corpo estava mais quente que o normal.
Quando cheguei à sala, Nany estava de vestido curtíssimo branco e com um decote de deixar qualquer homem hipnotizado.
Nany mandou-me sentar no sofá enquanto Xande não descia.
Ela ligou o som e colocou uma música animada.
Sentou-se ao meu lado e então pude ver a real Nany.
Eu estava excitado, a ponto de não conseguir me controlar.
Nany me olhava de um jeito que me dava um tesão que estava quase ficando fora de controle.
Ela sentou-se próxima e perguntou se eu gostei do presente.
Eu respondi de imediato que sim e que não precisava.
Ela automaticamente falou:
— Nós gostamos de você. E você merece, sim, uma lembrancinha.
Eu ri, sem jeito, mas curti.
Ela se ajeitou no sofá e então pude perceber que estava sem calcinha.
Nessa hora, tive que ajeitar minha roupa.
A roupa estava incomodando, pois eu estava excitado e suando feito porco.
Quase já não conseguia me controlar por conta de seus seios, que estavam excitados, e eu via nitidamente por conta do vestido transparente.
Quando fui me ajeitar mais uma vez, ela abriu as pernas e ficou deixando que eu tivesse uma visão que me deixou desconcertado.
Foi quando ela passou o dedo pelo meio das pernas e depois passou em minha boca, em meus lábios.
Não pude conter meu corpo, que estava em chamas.
Avancei e beijei aquela mulher que parecia estar me hipnotizando.

