Sou praticante de artes marciais. Não sou nenhum campeão, mas mantenho a saúde em dia e a mente no lugar, aprendendo, todos os dias, a importância da disciplina, do respeito e da superação. Foi entre um treino e outro que conheci uma mulher que mudou minha rotina. Ela era linda: baixinha, morena, de cabelos lisos e com um sorriso encantador que iluminava qualquer ambiente. Tinha um jeito doce e uma presença marcante, impossível de passar despercebida. Seu corpo harmonioso chamava atenção e, confesso, seus seios fartos me deixaram completamente sem palavras na primeira vez que a vi. Por um instante, perdi a compostura e esqueci toda a serenidade. Mas, muito além da beleza, era o brilho dos seus olhos e a leveza do seu sorriso que realmente me conquistavam. Naquele momento, percebi que algumas lutas não acontecem dentro de um ringue. Algumas começam silenciosamente, quando alguém especial surge em nossa vida e faz o coração bater mais forte do que qualquer treino intenso jamais conseguiu. Como sempre acontecia nas aulas, formávamos duplas para o treino. Ela pediu para ficar comigo como parceira, e aceitei mais que depressa. — Claro, vamos nessa. Começamos o treino e, até ali, tudo corria normalmente. Em determinado momento, porém, ela percebeu que eu olhava para seus seios durante alguns movimentos. Sorri, um pouco sem graça, e voltei a treinar. Ela apenas riu, como se dissesse que estava tudo bem. Esqueci de dizer: seu nome era Marcela. Naquele dia não aconteceu mais nada. O treino terminou, todos foram embora e, antes de sair, perguntei ao mestre quem ela era. Ele respondeu que ela era casada e tinha um filho. Fiquei meio sem jeito e tentei esquecer aquilo. Dias depois, voltei ao treino, já sem muita esperança. Assim que chegou, Marcela sorriu e disse: — Vamos lá, parceiro. Fiquei animado com a presença dela. — Vamos lá. Nos arrumamos e fomos para o tatame. Logo percebi que ela estava mais à vontade comigo. — Ainda bem que você veio. A galera não tem muita paciência comigo por causa da minha falta de coordenação motora. Sorri e respondi: — Relaxa. Eu te ajudo. Durante uma pausa, ela se aproximou com a garrafa de água e disse: — Molha a boca. Achei aquele gesto muito legal da parte dela. Mesmo tentando manter a concentração, confesso que ainda me distraía com sua beleza. Às vezes parecia que eu precisava fazer um esforço enorme para não perder o foco do treino. Naquele dia o treino foi puxado e, quando terminou, todos estavam exaustos. Enquanto a turma ia embora, o mestre pediu que o último a sair fechasse a academia. Como de costume, comecei a guardar minhas coisas com calma. Foi então que vi Marcela dizendo que iria me esperar. O mestre saiu e, pouco depois, me mandou uma mensagem no WhatsApp pedindo que eu apagasse as luzes antes de ir embora. Enquanto arrumava minha bolsa, Marcela perguntou se eu era casado. Resolvi dizer a verdade. — Sim. Sou casado e também tenho um filho. Ela sorriu e respondeu: — Eu também. Em tom de brincadeira, completei: — Mas estou por aí... Hoje em dia penso um pouco mais em mim. Ela riu da resposta e voltou a comentar que a galera não tinha muita paciência com ela durante os treinos. Olhei para ela e disse: — Não liga para isso. Até onde eu puder, vou te ajudar. Quando fizemos uma pausa, ela se aproximou com a garrafa de água e me ofereceu para molhar a boca. Achei aquele gesto muito legal da parte dela. Mesmo assim, eu ainda não conseguia deixar de olhar para aqueles seios; às vezes parecia que iam pular para fora da roupa. Naquele dia o treino foi puxado e, quando terminou, todos estavam exaustos. Enquanto a turma ia embora, o mestre pediu que o último a sair fechasse a academia. Como de costume, comecei a guardar minhas coisas mais devagar. Foi então que vi Marcela dizendo que iria me esperar. O mestre saiu e, pouco depois, me mandou uma mensagem no WhatsApp pedindo que eu apagasse as luzes antes de ir embora. Enquanto arrumava minha bolsa, Marcela perguntou se eu era casado. Resolvi dizer a verdade. — Sim, sou casado e também tenho um filho. Ela sorriu e respondeu: — Eu também. Em tom de brincadeira, completei: — Mas estou por aí. Hoje em dia penso um pouco mais em mim. Ela riu e voltou a comentar que a galera não tinha muita paciência com ela. Olhei para ela e respondi que não ligasse para isso, porque, até onde eu pudesse, iria ajudá-la. Como o treino tinha sido pesado, ela reclamou que um chute havia acertado sua coxa com força. Aproximou-se para mostrar o local e deitou no tatame. Cheguei mais perto, observei o machucado e disse que provavelmente ficaria roxo. Brinquei: — Faz parte do meu show. Segurei sua perna com cuidado, levantei um pouco e dobrei levemente, como quem dizia: — Vou cuidar. Peguei uma garrafa de água bem gelada e encostei sobre o local. Ela gemeu por causa do frio, e confesso que aquele som mexeu comigo mais do que deveria. Meu corpo reagiu imediatamente, e tentei disfarçar, afastando a garrafa por um instante. Ela olhou para mim e disse, quase sorrindo: — Pode colocar... mais devagar. Sorri de volta. — Sempre com carinho. Ela riu, um pouco envergonhada. Encostei novamente a garrafa, agora com mais cuidado, e ela soltou outro gemido. Em seguida, pedi desculpas. — Desculpa pela força que usei. Sou meio bruto e, às vezes, nem percebo. Ela sorriu e respondeu: — Um bruto carinhoso... meu parceiro. Comecei a fazer leves movimentos de massagem, tentando aliviar a dor. Aos poucos, ela foi relaxando sobre o tatame. Eu já não sabia mais o que pensar, enquanto tentava manter a concentração. A proximidade entre nós era cada vez maior, e o clima parecia diferente de tudo o que havíamos vivido até então. Sem perceber, subi um pouco mais com a massagem, procurando aliviar a tensão na musculatura. Ela respirou fundo, fechou os olhos por um instante e disse baixinho: — Continua... por favor, não para. Naquele momento, percebi que havia algo muito maior do que uma simples massagem acontecendo entre nós. O silêncio da academia, a troca de olhares e a maneira como estávamos próximos faziam parecer que o tempo havia parado, enquanto nenhum dos dois encontrava coragem para dizer o que realmente estava sentindo. Passei próximo à virilha, apertando com delicadeza e um pouco mais de pressão. Ela suspirou e, quase sussurrando, disse: — Não... para... não para. Não aguentei. Aproximei meu rosto, completamente tomado pelo desejo. Já não havia resistência entre nós; estávamos entregues um ao outro. Eu queria possuí-la, e ela parecia corresponder a cada toque, a cada gesto. Puxei seu short, que deslizou sem resistência. Quando a toquei, senti seu corpo estremecer por inteiro. Seus gemidos ficaram mais intensos, e, naquele momento, deixamos de nos importar com o lugar ou com qualquer consequência. Parecia que o mundo havia desaparecido e que existíamos apenas nós dois. Ela respirava de forma ofegante, enquanto eu me perdia na intensidade daquele instante. Seu corpo reagia a cada estocada, e a maneira como ela se entregava tornava tudo ainda mais envolvente. Quando atingiu o ápice, segurou meu rosto e me puxou para um beijo intenso, daqueles que pareciam carregar tudo o que não havia sido dito até então. Por alguns instantes permanecemos completamente entregues um ao outro, guiados apenas pelo desejo que vinha crescendo desde os primeiros treinos. Cada beijo era mais intenso que o anterior, e cada toque parecia aproximar ainda mais nossos corpos. Não demorei muito para abraçá-la com força. Ela encostou a cabeça em meu peito, tentando recuperar o fôlego, enquanto eu acariciava seus cabelos. Havia algo hipnotizante na maneira como ela me olhava, como se, naquele instante, o mundo inteiro tivesse desaparecido e restássemos apenas nós dois. Nossos olhares se encontravam a todo momento, cheios de desejo e de uma cumplicidade que jamais havia existido antes. O silêncio da academia parecia proteger aquele instante proibido, enquanto nossas respirações aceleradas preenchiam o ambiente. Ficamos alguns segundos apenas abraçados, tentando entender o que havia acontecido. Ela acariciou meu rosto, sorriu de um jeito tímido e, ao mesmo tempo, cheio de significado. Eu sabia que aquilo mudaria tudo entre nós. Não era apenas a atração física que nos consumia; havia uma mistura perigosa de desejo, carinho e curiosidade pelo que ainda poderia acontecer dali em diante. Sem dizer uma palavra, levantamos devagar, arrumamos nossas roupas e permanecemos frente a frente por alguns instantes. Ela segurou minha mão por um breve momento, sorriu novamente e disse, baixinho, que jamais esqueceria aquele dia. Apenas concordei com um sorriso discreto, ainda tentando entender como um simples treino havia se transformado em um momento que marcaria nossas vidas para sempre.
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