Fui passar férias na fazenda do meu tio e o filho do caseiro me ensinou a tirar leite
Cheguei na fazenda no fim de uma tarde quente de janeiro. O carro do tio parou na frente da sede e o cheiro de terra molhada, esterco e capim fresco me envolveu de uma vez. A casa grande de madeira clara tinha varanda larga e redes balançando. Mais adiante ficava a casa do caseiro, menor, com telhado de zinco e um quintal cheio de galinhas. O tio me apresentou ao caseiro assim que descemos. — Esse é o Zé, o homem que segura a fazenda quando eu não estou. E aquele ali é o filho dele. O rapaz que se aproximou limpando as mãos na calça jeans era moreno de sol, cabelo curto e bagunçado, ombros largos de quem carrega saco de ração desde pequeno. Tinha um sorriso tímido quando o tio estava por perto. Cumprimentou com um aperto de mão firme e um “prazer” baixo, quase engolido. — Pode me chamar de Pedro — murmurou, sem segurar o olhar por muito tempo. Na frente dos outros ele era assim: calado, educado, o tipo que responde só o necessário. Mas já no segundo dia, quando o tio foi resolver umas coisas na cidade e o caseiro saiu para o pasto mais longe, Pedro mudou. Eu estava encostado na cerca do curral, só observando os bezerros, quando ele apareceu carregando um balde. — Primeira vez na roça, né? — perguntou, agora com a voz mais solta. — Cê tem cara de quem nunca tirou leite na vida. Ri, meio sem graça. — Nunca mesmo. Só vi em vídeo. Ele riu de canto, apoiando o balde no chão. — Então vai ter aula. Porque aqui ninguém fica à toa. Ou aprende a ordenhar ou aprende a levar chifrada. O trocadilho veio tão natural que demorei um segundo para cair a ficha. Ele fingiu que não tinha falado nada demais e começou a chamar a vaca mais mansa. — Vem cá. Ajoelha do lado. Mão limpa, ué. Não é pra fazer carinho no úbere não… embora algumas gostem. Ajoelhei. Ele se colocou atrás de mim, quase colado, e pegou minha mão. — Assim. Aperta e puxa. Devagar no começo. Se apertar errado ela não libera. Tem que ter jeito… e paciência. A mão dele era quente, calejada, e guiava a minha com uma firmeza que fazia o peito esquentar. O leite jorrou no balde com um som ritmado. Pedro falava baixo, quase no meu ouvido: — Isso… assim. Vê como ela responde quando cê faz certo? Algumas são mais difíceis. Precisa insistir um pouco mais. Soltei uma risada nervosa. — Cê fala como se estivesse ensinando outra coisa. Ele soltou minha mão devagar e se afastou só o suficiente para eu sentir a falta do calor. — Talvez esteja. Depende do aluno. Na frente do caseiro e do tio, Pedro voltava a ser o rapaz quieto que só falava “sim, senhor” e “já vou”. Mas sozinho comigo ele soltava o verbo. No terceiro dia fomos consertar cerca no pasto de baixo. O sol batia forte. Tire a camisa. Ele também. O corpo dele era marcado de trabalho: peito firme, braços grossos, uma linha de pelos escuros descendo da barriga até sumir na calça baixa. Enquanto batíamos as estacas, ele soltou: — Cê tem mão boa pra cerca, hein. Aperto firme. Gosto de homem que não tem medo de forçar. Olhei de lado. — Tô só fazendo o serviço. — Sei. Mas tem serviço e tem serviço. Uns a gente faz por obrigação. Outros a gente faz porque gosta do resultado. Bati mais uma estaca com força demais. Ele riu baixo. — Calma. Se forçar demais a madeira racha. Tem que ir com jeito… entrando aos poucos. Parei e encarei ele. — Cê só fala por cima, né? Pedro apoiou o braço no arame farpado e sorriu, daquele jeito safado que só aparecia quando estávamos sozinhos. — Na frente do seu tio eu falo baixo. Sozinho com cê eu falo o que quero. E o que eu quero agora é ver se esse corpo de cidade aguenta um dia inteiro de roça sem reclamar. — Eu aguento mais do que cê pensa. — É o que todos dizem no começo. Depois na hora de montar o touro… a história muda. Soltei uma risada. — Que touro? Ele só ergueu uma sobrancelha e voltou a trabalhar, como se não tivesse dito nada. A proximidade foi acontecendo assim: no curral, no pasto, no lago atrás da casa. Um dia ele me chamou para nadar depois do serviço. A água estava morna. Entramos de short. Ele nadou até o meio e gritou: — Vem. A parte fundo é melhor. Lá a gente não sente o pé no chão… tem que se segurar em alguma coisa. Nadei até ele. A água batia no peito. Pedro se aproximou mais do que o necessário e falou baixo: — Cê nada bem pra quem é de cidade. Corpo hidrodinâmico… ou será que é só a bunda que empurra a água? Sentí o rosto esquentar, mas não me afastei. — Cê não cansa de falar merda? — Não. Especialmente quando a merda faz o outro ficar vermelho desse jeito. De noite, na varanda da sede, enquanto o tio e o caseiro conversavam sobre boi gordo, Pedro se sentava longe e quase não falava. Mas assim que os dois se distraíam, ele me olhava por cima do copo de suco e fazia aquele gesto discreto de quem está contando piada só pra um. No quinto dia a tensão já estava insuportável. O tio viajou de novo para a cidade e o caseiro foi passar a noite na casa de um parente doente. Ficamos só eu e Pedro na fazenda. Ele apareceu na porta da sede depois do jantar, mãos no bolso, aquele sorriso tímido de quem ainda finge educação. — Bora dar uma volta no curral? Quero ver se as vacas estão tranquilas. E cê precisa aprender a tirar leite de verdade… não só aquela brincadeirinha de ontem. Saímos. A noite no campo era escura e cheia de grilos. O curral cheirava a palha e animal. Pedro acendeu um lampião e pendurou num prego. — Vem cá — chamou, apontando para uma vaca mansa. — Hoje cê vai ordenhar sozinho. Eu só olho. Ajoelhei. Ele ficou atrás de mim de novo, mas dessa vez não tocou logo. Só falava: — Isso… aperta com os dedos inteiros. Não só a ponta. Tem que envolver. Sentir o volume na mão antes de puxar. Minha mão tremia um pouco. O leite não saía direito. — Tá nervoso — ele constatou, a voz mais grave. — Relaxa o ombro. Se ficar duro demais não flui. — Não tô nervoso. — Tá sim. Eu vejo. O corpo fala. Igual quando a gente quer uma coisa e finge que não quer. Ele se ajoelhou ao meu lado. A coxa dele encostou na minha. A mão calejada cobriu a minha outra vez e guiou o movimento com mais lentidão do que o necessário. — Assim… vê? Agora saiu. Porque cê deixou eu conduzir. O leite batia no balde. O calor da mão dele se espalhava pelo meu braço. Eu sentia a respiração dele no meu pescoço. — Cê aprende rápido — murmurou. — Algumas coisas a gente só precisa de um professor paciente. Soltei o úbere e me virei um pouco, ainda ajoelhado. — E qual é a próxima lição? Pedro me olhou de baixo, o lampião iluminando só metade do rosto. — Depende. Cê quer aprender só a tirar leite… ou quer aprender a montar também? O coração disparou. Finji que não entendi direito. — Montar o quê? — O que cê achar que aguenta. Tem gente que só quer ordenhar. Tem gente que quer sentir o peso… o embalo… o calor por dentro. Fiquei em silêncio. Ele não se afastou. A mão que ainda estava na minha deslizou até o meu joelho e parou ali, esperando. — Eu nunca… — comecei, a voz saindo mais baixa do que eu queria. — Eu sei. Tá escrito na sua cara. Por isso eu tô indo devagar. Não quero assustar o bezerro novo. A comparação me fez rir, nervoso. — Cê me acha um bezerro? — Acho um bezerro bonito. E curioso. Que fica cheirando a cerca mas ainda não pulou. Levantei devagar. Ele também. Ficamos de pé, perto demais. O cheiro de Pedro era de sabão de coco, suor limpo e feno. Sem o tio por perto ele não tinha mais nenhum pudor no olhar. — Se eu pular a cerca — falei, tentando manter o tom leve —, cê segura? — Eu seguro. E ainda ensino a cair do jeito certo. A mão dele subiu e tocou minha cintura, por cima da camisa. O polegar fez um círculo lento. — Posso? Não respondi com palavra. Só balancei a cabeça. Ele se aproximou e beijou. O beijo foi diferente de qualquer um que eu já tinha dado em mulher. Mais áspero, mais seguro, a língua entrando com confiança. Senti o gosto de café e algo doce. As mãos dele desceram até minha bunda e apertaram com firmeza, puxando meu corpo contra o dele. O volume duro se esfregou no meu. Soltei um som baixo na boca dele. Pedro sorriu contra meus lábios. — O bezerro tá respondendo… — Cala a boca — pedi, sem força nenhuma. Ele riu baixo e beijou meu pescoço, a barba rala raspando. — Não vou calar. Eu falo enquanto faço. É meu jeito. As mãos dele entraram por baixo da minha camisa e subiram pelo peito nu. Os dedos calejados passaram pelos mamilos e eu estremeci. — Sensível aqui também… bom saber. Tirou minha camisa e jogou sobre um fardo de feno. Depois tirou a dele. O peito moreno brilhava com o suor fino da noite. Puxou minha mão e colocou sobre o volume apertado da calça. — Sente. Tá assim desde o primeiro dia que cê ajoelhou pra ordenhar. Eu só esperava a hora certa de falar. Apertei por cima do tecido. Ele soltou um gemido curto e rouco. Abri o botão e o zíper. A mão deslizou para dentro. O pau dele era grosso, quente, a pele macia contrastando com a mão calejada que agora segurava meu rosto. — Posso tirar? — perguntei, ainda fingindo uma inocência que já não existia. — Pode. E pode ajoelhar de novo. Dessa vez não é pra vaca. Ajoelhei. O chão de terra batida era frio nos joelhos. Puxei a calça e a cueca dele para baixo. O pau saltou, pesado, a cabeça já brilhando. Cheirei antes de provar. Era um cheiro forte de homem, de trabalho, de sol. Passei a língua devagar, só na glande. Pedro soltou o ar entre os dentes. — Isso… assim. Não precisa ter pressa. Ordenha com a boca agora. Engoli a cabeça. O gosto era salgado e limpo. Ele não forçou. Só descansou a mão no meu cabelo e deixou eu explorar. Subia e descia, sentindo as veias com a língua, o peso no céu da boca. Quando engasguei de leve ele puxou um pouco. — Devagar. Eu gosto de ver a cara que cê faz quando tenta engolir tudo. Voltei com mais vontade. A saliva escorria. O gemido dele ficou mais grave. Depois de um tempo ele me puxou para cima e beijou minha boca molhada. — Agora deita no feno. Quero ver o resto. Deitei sobre os fardos. O cheiro de feno seco encheu o nariz. Pedro tirou o resto da minha roupa com calma, como quem desembrulha algo que esperou dias para tocar. Quando fiquei nu ele ficou só olhando por um momento. — Porra… — murmurou. — Melhor do que eu imaginei. Ajoelhou entre minhas pernas e passou a língua pelos meus mamilos, desceu pela barriga, ignorou o pau de propósito e foi direto para dentro da coxa. Mordiscou a pele sensível. Eu tremia. — Pedro… — Fala. Eu quero ouvir. — Me toca. — Onde? — Cê sabe. Ele riu contra a minha pele. — Eu sei. Mas quero que o bezerro peça direito. Engoli em seco. — Me chupa… por favor. A boca dele desceu e engoliu meu pau de uma vez. O calor foi tão intenso que arqueei as costas. Ele chupava com ritmo, a mão segurando a base, a língua trabalhando a cabeça. Eu gemia sem conseguir segurar. Quando estava perto demais ele parou e subiu o corpo. — Ainda não. Quero gozar dentro da primeira vez. E quero que cê sinta cada centímetro. Pegou um pequeno frasco de óleo que usavam para as ferramentas — cheiro leve de máquina — e despejou nos dedos. Olhou nos meus olhos enquanto o primeiro dedo circundava o cuzinho. — Relaxa. Eu vou devagar. Se doer demais cê fala. O dedo entrou. A pressão era estranha e boa ao mesmo tempo. Ele mexia com paciência, abrindo, procurando. Quando curvou o dedo e acertou determinado ponto, um choque de prazer subiu pela minha espinha. — Aí… — gemí. — Achei. É aqui que o leite sobe diferente, né? Soltei uma risada ofegante que virou gemido quando o segundo dedo entrou. Ele abria, esticava, preparava. Eu rebolava contra a mão dele sem vergonha nenhuma. — Já chega… — pedi. — Eu quero sentir o pau. Pedro se posicionou entre minhas pernas. Passou o óleo no pau grosso e encostou a cabeça no buraco. O olhar dele tinha perdido qualquer timidez. — Olha pra mim enquanto eu entro. Empurrou. A cabeça abriu caminho devagar. A queimação veio forte. Eu prendi a respiração. Ele parou, esperou, beijou minha boca. — Respira. Deixa eu entrar mais. Outro centímetro. Depois outro. A sensação de ser preenchido era avassaladora. Quando ele estava pela metade eu já tremia inteiro. Pedro falava baixo, a voz rouca no meu ouvido: — Tão apertado… porra. Cê tá me ordenhando por dentro e eu nem meti tudo ainda. Empurrou o resto. O saco bateu na minha bunda. Ficamos imóveis por alguns segundos. Eu sentia o pau dele latejar dentro de mim, cada veia, cada pulsação. A dor ia misturando com um prazer fundo, diferente de tudo. — Pode mexer — sussurrei. Ele começou a se mover. Estocadas curtas no começo, depois mais longas. O feno rangia embaixo de nós. O barulho molhado do pau entrando e saindo preenchia o curral. Cada vez que ele acertava aquele ponto dentro de mim, um gemido saía sem eu conseguir segurar. — Mais fundo… — pedi. Pedro segurou minhas coxas e abriu mais. Metia com vontade agora, o corpo batendo no meu, o suor escorrendo. A boca dele encontrava a minha entre as estocadas. — Fala o que cê tá sentindo — exigiu. — Sinto seu pau me abrindo… sinto o calor… sinto quando cê aperta mais fundo… caralho, Pedro… — E gosta? — Gosto. Não para. Ele acelerou. As estocadas ficaram mais profundas, mais ritmadas. Eu rebolava de encontro, querendo mais. As mãos dele apertavam minha bunda com força, os dedos cravados na carne. — Eu imaginei isso desde o dia que cê chegou — confessou, ofegante. — Imaginei cê deitado no feno, me olhando com essa cara, levando pau pela primeira vez. — Então continua imaginando… e metendo. Pedro sorriu safado e mudou o ângulo. Cada estocada agora raspava exatamente no ponto que fazia minha visão embassar. O prazer subia rápido demais. Meu pau latejava entre os corpos, esfregando na barriga dele. — Eu vou gozar… — avisei, a voz falhando. — Goza. Quero sentir seu cu apertando quando cê gozar. Algumas estocadas depois o orgasmo me atingiu com uma força que eu não conhecia. O corpo inteiro se contraiu. O cu apertou o pau dele em espasmos e eu gozei entre nós, jatos quentes sem que ninguém tivesse tocado em mim. O prazer era tão intenso que soltei um grito abafado no ombro dele. Pedro gemeu alto ao sentir as contrações. — Porra… isso… aperta assim… Continuou metendo através do meu orgasmo, prolongando cada onda. Quando as contrações diminuíram ele enterrou até o fundo e gozou. Senti os jatos quentes pulsando dentro de mim, enchendo, quentes demais. Ele tremeu por cima de mim, a respiração descontrolada, a testa apoiada na minha. Ficamos assim longos minutos. O pau dele ainda dentro, latejando. A porra começando a escorrer devagar quando ele saiu com cuidado. Pedro se deitou ao lado, no feno, e puxou meu corpo para o dele. A mão grande acariciava minha costas suadas. — Primeira vez e já ordenhou o leite todo… — brincou, a voz ainda rouca. Ri, ofegante, o corpo mole. — Cê e suas piadas de fazenda. — É o que eu tenho. E parece que funcionou. Beijou minha testa, depois a boca, com uma ternura que contrastava com a foda intensa de minutos antes. — Da próxima vez eu te ensino a montar de verdade. Hoje foi só a primeira ordenha. Fiquei em silêncio, sentindo o cu latejar, a porra escorrendo pela coxa, o cheiro de feno e sexo misturados. Lá fora os grilos cantavam como se nada tivesse acontecido. Dentro do curral, eu já sabia que as férias tinham mudado de figura de uma vez por todas. Pedro passou o braço por cima de mim e puxou um saco de ração vazio para cobrir nossos corpos. — Descansa um pouco. Depois a gente toma banho no lago. E se seu tio perguntar o que a gente fez… — A gente tirou leite — completei. Ele riu baixo, o peito vibrando contra o meu. — Exato. Muito leite. E pela primeira vez desde que cheguei na fazenda, o silêncio da noite me pareceu perfeito.
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