O Encontro no Salão Vermelho

Eles se conheceram numa noite chuvosa de outono, no salão de um bordel discreto no centro da cidade. O lugar cheirava a perfume barato, madeira envernizada e desejo acumulado. Luzes baixas, cortinas pesadas, sofás de veludo gastas pelo tempo e pelos corpos.
Lívia trabalhava ali há três anos. Vinte e oito anos, corpo curvilíneo, seios generosos que se moviam sob o vestido curto de seda preta, coxas firmes e um olhar que sabia exatamente o que um homem queria antes mesmo de ele abrir a boca. Ela cobrava caro e entregava mais.
André chegou por acaso. Trinta e dois anos, divorciado, sozinho demais. Entrou para “apenas olhar”, mas quando Lívia cruzou a sala com aquele andar lento e deliberado, ele parou. Ela notou o desejo cru nos olhos dele e sorriu de canto.
— Você parece perdido — murmurou ela, aproximando-se. A voz era baixa, rouca, como se já tivesse gozado há pouco.
— Talvez esteja — respondeu ele.
Ela o levou para um quarto no segundo andar. A porta se fechou. Sem rodeios, Lívia deslizou as mãos pelo peito dele, desabotoou a camisa e beijou-lhe o pescoço enquanto suas unhas arranhavam a pele. André a empurrou contra a parede, puxou o vestido para cima e descobriu que ela não usava calcinha. Estava molhada, quente, pronta.
Ele a penetrou ali mesmo, de pé, com força. Lívia gemeu alto, as unhas cravadas nas costas dele, as pernas enroladas em sua cintura. O ritmo era bruto, quase desesperado. Cada estocada fazia o quadro na parede tremer. Ela gozou primeiro, o corpo se contraindo em volta dele, o gemido abafado no ombro dele. André veio logo depois, enterrado fundo, gemendo o nome dela — que ela ainda não tinha dito.
Depois, deitados na cama bagunçada, suados e ofegantes, ele perguntou:
— Qual é o seu nome de verdade?
Ela hesitou. Ninguém perguntava aquilo.
— Lívia.
Ele sorriu.
— André.
Naquela noite ele não pagou só pelo sexo. Pagou pelo café que ela pediu depois, pela conversa que se estendeu até quase o amanhecer, pelos dedos que traçavam círculos preguiçosos na pele do outro. Quando ele saiu, deixou um número de telefone e uma frase simples:
— Se quiser sair daqui um dia… me liga.
Lívia ligou três semanas depois.
Eles se encontraram num apartamento alugado por ele. Sem relógio, sem quantia combinada. Só pele contra pele. Dessa vez foi mais lento. Ela montou nele, rebolando devagar, guiando-o até o ponto em que os dois gemiam o nome um do outro. André a virou de quatro, puxou o cabelo e a fodeu com profundidade, enquanto uma mão descia entre as pernas dela e a masturbava no mesmo ritmo. Lívia gritou quando gozou, o corpo inteiro tremendo. Ele a acompanhou, derramando-se dentro dela, sem proteção, sem medo.
Com o tempo, o bordel ficou para trás. Lívia parou de trabalhar. André nunca mais precisou pagar. O que começou como um encontro pago virou noites longas, manhãs preguiçosas, sexo em qualquer superfície disponível: o sofá, a mesa da cozinha, o chuveiro, o carro no estacionamento do prédio.
Uma noite, meses depois, ela o amarrou na cama com lenços de seda. Montou nele de frente, controlando cada movimento, masturbando-se enquanto o cavalgava. Quando ele estava prestes a gozar, ela parou, desceu e o chupou até ele se contorcer, só para voltar a montá-lo e terminar junto. Depois, ainda ofegantes, ele a puxou para um beijo profundo e murmurou:
— A melhor coisa que eu já fiz foi entrar naquele lugar.
Lívia sorriu contra a boca dele, ainda sentindo-o pulsando dentro de si.
— E a melhor coisa que eu fiz… foi deixar você me tirar de lá.
Eles continuaram se fudendo como se o mundo fosse acabar amanhã. Porque, no fundo, os dois sabiam: o que começou num salão vermelho de um bordel tinha se transformado em algo muito mais sujo, muito mais real e infinitamente mais gostoso.
Foto 5 do Conto erotico: O Encontro no Salão Vermelho


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274618 - O Encontro no Salão Vermelho Continuação - Categoria: Fantasias - Votos: 1

Ficha do conto

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Nome do conto:
O Encontro no Salão Vermelho

Codigo do conto:
274617

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
13/10/2026

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