Ainda era tarde quando Camila se levantou da cama para beber água. Nua, o corpo marcado de beijos, atravessou a sala até a cozinha. A cortina da janela grande estava meio aberta. Do outro lado do corredor do prédio, a porta do apartamento vizinho estava entreaberta.
O homem parou no vão da porta.
Trinta e poucos anos, camiseta simples, o olhar fixo no corpo suado e nu de Camila. Ele engoliu em seco. Não se mexeu.
Camila notou. Em vez de se cobrir, ficou parada, a garrafa de água na mão, e sorriu de canto. Virou o rosto e chamou baixo:
— Lívia… vem cá.
Lívia apareceu no corredor, só de calcinha, o cabelo bagunçado. Viu o vizinho. Viu o olhar dele. Olhou para a amiga. As duas se entenderam sem falar nada.
Camila abriu a porta um pouco mais.
— Você fica só olhando… ou entra?
O homem hesitou dois segundos. Depois atravessou o corredor.
A porta se fechou atrás dele.
Lívia se aproximou primeiro. Puxou a camiseta dele para cima e beijou a boca com a mesma fome de horas antes. Camila ajoelhou na frente dele, abriu a calça e tirou o pau já duro. Engoliu até o fundo sem cerimônia. O gemido do vizinho foi alto, surpreso.
— Porra…
— Calma — murmurou Lívia no ouvido dele. — A gente ainda nem começou.
Levaram ele para o sofá. Camila montou no rosto dele de imediato, rebolando devagar, enquanto Lívia cavalgava o pau. Os dois corpos femininos se moviam juntos em cima do homem, se beijando, se tocando, usando ele. Ele tentava acompanhar o ritmo, as mãos apertando a bunda de uma, a coxa da outra, ofegante demais para falar.
Quando Lívia gozou em cima dele, trocou de lugar com a amiga. Camila desceu e o penetrou de frente, o corpo atlético rebolando com força. Lívia se ajoelhou ao lado e chupou os seios da amiga enquanto ela fodia o vizinho. O homem gemia sem controle, a cabeça jogada para trás.
— Não para… — ele conseguiu dizer.
Elas não pararam.
Virou de quatro no tapete. Camila o fodeu por trás com a mão enquanto Lívia se sentava na boca dele. Depois inverteram. Usaram a boca, a mão, a buceta. Deixaram ele gozar uma vez dentro de Camila, limparam com a língua e continuaram até ele ficar duro de novo. A segunda vez foi mais lenta, mais profunda: Lívia de quatro, Camila debaixo dela se beijando, o vizinho entrando e saindo da esposa do André enquanto a personal trainer chupava os seios da amiga.
Ele gozou a segunda vez gemendo alto, o corpo inteiro tremendo.
Ainda assim elas não terminaram.
Camila o colocou deitado de costas, montou nele de novo e rebolou até ele implorar. Lívia se sentou no peito dele e se masturbou na frente do rosto, gozando mais uma vez enquanto a amiga o usava. Quando finalmente o soltaram, o vizinho estava destruído: suado, ofegante, o pau sensível demais para mais qualquer coisa, o olhar vidrado.
Lívia se inclinou e beijou a boca dele, suave.
— Agora você pode ir.
Ele se vestiu devagar, as pernas ainda tremendo. Na porta, olhou para as duas — nuas, satisfeitas, o cabelo grudado no pescoço — e só conseguiu balançar a cabeça, sem palavras.
A porta se fechou.
Camila riu baixo, jogou o corpo no sofá e puxou Lívia para cima dela.
— Acho que a gente quase matou o cara.
Lívia beijou o pescoço da amiga, ainda com o gosto do vizinho na boca, e murmurou:
— Quase.
Mas foi gostoso demais para parar.
As duas ficaram ali, enroscadas, o apartamento cheirando a sexo de três pessoas, o sol da tarde ainda entrando pela janela entreaberta.