No dia seguinte, André saiu cedo para uma reunião longa. O apartamento ficou em silêncio. Lívia acordou ainda cheirando a sexo da noite anterior — o perfume da Camila misturado ao do marido na fronha, o corpo ainda sensível.
Ela tentou tomar café. Tentou ler alguma coisa. Mas o tesão não passou. Pelo contrário: quanto mais lembrava das mãos firmes da amiga, da boca dela entre as pernas, do jeito que Camila gemia quando era fodida, mais molhada ficava.
Pegou o celular.
— Ei… — a voz saiu rouca. — Estou sozinha. Vem tomar um café?
Camila riu do outro lado da linha, já entendendo.
— Café, né? Chego em vinte minutos.
Chegou de legging preta e top esportivo, o cabelo ainda úmido do banho pós-treino. Nem pediu água. Olhou para Lívia — de camisola fina, sem calcinha — e sorriu.
— Você está com cara de quem não dormiu direito.
— Eu dormi. Só acordei com vontade de você.
Camila fechou a porta com o pé e avançou. O beijo foi direto, profundo, sem rodeios. Lívia puxou o top da amiga para cima, revelando os seios firmes, e chupou um mamilo enquanto as mãos desciam pela legging. Camila gemeu baixo quando os dedos de Lívia encontraram o calor entre as pernas.
— Porra… você já está encharcada — murmurou Lívia.
— Desde que você ligou.
Foram para o quarto. Camila tirou a legging de uma vez e empurrou Lívia para a cama. Deitou por cima dela, coxas fortes abrindo as pernas da amiga, e começou a beijar o pescoço, os seios, a barriga. Quando a boca chegou entre as pernas de Lívia, ela não teve pressa. Lambidas longas, lentas, depois sucção firme no clitóris. Lívia arquejou, a mão no cabelo da personal trainer, rebolando contra a língua.
— Assim… não para…
Camila não parou. Dois dedos entraram, curvados, enquanto a boca trabalhava. Lívia gozou rápido, as coxas tremendo em volta da cabeça da amiga, um gemido alto ecoando no quarto.
Mas não acabou.
Lívia virou a amiga de costas, abriu as pernas dela e devolveu o favor. Chupou Camila com fome, a língua entrando, os dedos apertando a bunda atléticas. Camila gemia rouco, o corpo definido se contraindo. Quando gozou, puxou o cabelo de Lívia com força e gritou.
Depois foi mais lento. Mais sujo.
Ficaram de lado, pernas entrelaçadas, se esfregando uma na outra, seios colados, bocas se beijando enquanto se masturbavam mutuamente. Lívia montou no rosto de Camila e rebolou devagar, enquanto a amiga a chupava de novo. Depois inverteram. Usaram a mão, a boca, a coxa. Em determinado momento, Camila ajoelhou atrás de Lívia, que estava de quatro, e a fodeu com os dedos com a mesma força que usava nos treinos — firme, ritmada, sem piedade. Lívia gozou outra vez, o rosto enterrado no travesseiro.
Horas se passaram.
O sol mudou de posição na janela. As duas estavam suadas, o cabelo grudado no pescoço, os corpos marcados de beijos e unhas. Camila deitou a cabeça no peito de Lívia, ainda ofegante, e riu baixo.
— Seu marido vai sentir o cheiro de mim na cama.
Lívia passou os dedos pelo cabelo da amiga, o sorriso satisfeito e sujo.
— Eu quero que ele sinta.
E eu quero que ele saiba que eu adorei.
Que eu passei a tarde inteira gozando na sua boca… e que já estou pensando em te chamar de novo.
Camila ergueu o rosto e beijou a boca dela, lenta.
— Então chama.
Porque eu também não cansei de você.
Lívia puxou a amiga para mais um beijo, a mão já descendo de novo entre as pernas dela.
— Ainda tem o resto da tarde…