Vamos lá...
O sol da manhã filtrava pelas cortinas quando fui até a janela da cozinha, ainda com o corpo pesado de sono. Lá fora, ouvi risadas infantis e uma voz masculina, rouca, mas suave. Me aproximei mais e vi a cena: Ele. O vizinho. Sem camisa. Sempre sem camisa. Os músculos continuavam uma escultura viva – ombros largos, peitoral definido, aquele V que sumia sob o short folgado – mas agora ele balançava seu pequeno filho nos braços, fazendo vozes engraçadas. O pequeno gargalhava, agarrado ao pescoço dele. E ele sorria.
Um sorriso genuíno. Doméstico. Normal.
Senti um frio na espinha.
Ele é pai.
Um marido. Um homem que provavelmente prepara café da manhã para a esposa, que assiste desenhos animados no sofá, que tem uma vida comum.
E eu?
Eu estava ali, espiando como uma pervertida, com a buceta pulsando só de lembrar daquela escada, daqueles músculos, daquele olhar que me consumiu inteira.
Ele me viu.
Foi um movimento quase imperceptível, mas nossos olhos se encontraram. Eu prendi a respiração, os dedos apertando o peitoril da janela, como se pudesse me ancorar à realidade.
E então… nada.
Ele desviou o rosto com a naturalidade de quem olha um gato atravessando a rua. Como se eu fosse só mais uma vizinha qualquer.
Não a mulher da escada.
Não o corpo que ele devorou com os olhos.
Não a fome silenciosa que dividimos naquele corredor estreito.
Invisível.
O sangue correu quente pelo meu rosto. Raiva? Vergonha? Tesão?
Talvez tudo junto.
Talvez só o meu corpo recusando moralidade.
Meu coração batia entre as pernas.
Entrei no chuveiro como quem foge. A água quente deslizava pelas minhas costas, mas não levava a culpa. Inclinei a cabeça para trás e deixei o jato cair sobre meus seios, tentando apagar o que sentia. Não consegui.
Fechei os olhos.
Não havia falas na minha fantasia. Só corpo.
As mãos dele – grandes, ásperas – segurando meus quadris. A parede fria da escada contra as minhas costas. O calor dele. A respiração pesada. O silêncio tenso de algo que não deveria acontecer.
Deslizei os dedos entre as pernas. Inchado. Latejante. Quente.
Não era carinho.
Era necessidade.
Esfreguei com força, os quadris empinando contra minha própria mão. Meus mamilos endurecidos ardiam sob a água.
"Você me quer. Você me quer tanto quanto eu te quero."
Mas não era ele dizendo.
Era eu. Mentindo para mim mesma.
Não bastou.
Saí do banho com o corpo vermelho, latejando. Me joguei no sofá, ainda pingando, vestindo só um short de algodão e um top colado. Nada que impedisse minha mão de deslizar por dentro do elástico, encontrando a umidade que já me traía.
Fechei os olhos.
Um dedo.
Dois.
Entrando e saindo com um som obsceno.
Meu short ficou manchado. A palma da outra mão apertava um dos seios com força, o polegar rodando áspero no mamilo.
Me imaginei:
- Ele me vendo assim.
- Ele sentindo o cheiro do meu sexo no ar.
- Ele endurecendo dentro da calça, mesmo sem querer.
Mas ele não vinha.
Ele me ignorou.
Quando o orgasmo veio, foi violento.
Meu corpo arqueou no sofá, os dedos enterrados até a última falange, minha buceta se contraindo como se quisesse sugar algo que não estava lá.
Mordi o lábio pra não gemer alto.
Foi assim que Saulo me encontrou – pernas tremendo, short molhado, o cheiro do meu gozo pairando no ar.
"Amor, tô em casa," ele chamou, pendurando as chaves.
Tirei a mão do short rápido, mas não a tempo de esconder o rubor no rosto.
Ele passou por mim sem notar nada.
"Tá quente hoje, né?" disse, indo direto pra geladeira.
Respirei fundo.
Continua...
Votem, comentem, quero ler o que vocês estão sentindo lendo.
Beijinhos.
Estou adorando a sua história vizinha. Acredito que descobri uma maneira de resolver essa situação rssss Uma mulher extraordinária como você não pode ficar assim... Votadíssimo Bjos Marcelo Thadeu
Lucas e Márcia O Saulo sempre adorou me chupar Beijinhos para vocês
Que delicia de gozada! Sensacional se satisfazer deliciosamente assim... E com certeza o Saulo pode lamber todo esse mel. Bjos, Ma & Lu
Brancobarbosa Adorei saber disso. Beijinhos pra você
Maravilhoso, quente,sensual. Tem o poder de nos transportar para dentro do Conto. Estou em êxtase.
Edtarado. Que bom que você gostou. Daqui a pouco continuo. Obrigada pelo seu comentário, espero que tenha votado também. Beijinhos.
Excelente. Esperando ansiosamente pelo próximo conto. Votado com louvor
Pladosex Será que vou ter que mudar a categoria nas próximas partes do conto? rsrs Obrigada pelo seu comentário, espero que tenha votado também. Beijinhos.
Osedutor30 Será que sou muito safada? Obrigada pelo seu comentário, espero que tenha votado também. Beijinhos.
Tá no caminho para virar uma putinha e fazer o marido um novo corninho!!
Que tesão… o marido nem imagina a esposinha safada que ele tem.
Pedro Vasconcelos. Eu não vou adiantar o que aconteceu nos comentários, mas garanto que vai explodir sim. rsrs Obrigada pelo seu comentário, espero que tenha votado também. Beijinhos.
começa a aquecer. Vai explodir brevemente
Fernando, escrever tem sido quase tão bom quanto viver.
Tesão demais!
Spritefanta, eu sou bem safadinha mesmo. Você vai ver. Obrigada pelo seu volto e comentário. Beijinhos.
Votado com prazer, sua safadinha.