Passaram-se quatro dias que pareceram séculos. O feriado, que antes era tão desejado, tornou-se o mais longo e, paradoxalmente, o mais ansiado pelo fim. Assim que cheguei no colégio, meu único objetivo era encontrá-la. E ali estava ela, no corredor, linda como sempre. Assim que me viu, aquele sorriso inconfundível surgiu em seus lábios, e seu rostinho branco corou de um vermelho que entregava tudo. Eu sabia. Naquele instante, tudo iria mudar.
Nos cumprimentamos disfarçadamente, um aceno de cabeça e um sorriso discreto, sem que ninguém desconfiasse de nada. Ninguém sabia de nada do que havia acontecido. Então, na primeira oportunidade que tivemos a sós, ela me puxou para um canto e, com os olhos fixos nos meus, disse:
"Terminei meu namoro. Não conseguia ficar com ele, pensando em você. E agora?"
Abri um sorriso que mal cabia no rosto, a satisfação era imensa. "Estou aqui", respondi, a voz carregada de uma confiança recém-descoberta, "e pretendo ficar. Isso resolve?"
Durante a semana, conversamos muito sobre os próximos passos. A ideia de assumir um relacionamento tão rápido era complicada. A família dela conhecia o ex-namorado há anos, e seria delicado. Resolvemos esperar um pouco, deixar a poeira baixar. O apartamento dela já não era mais uma opção, pois a irmã Larissa havia voltado, o que significava que não teríamos muito tempo a sós como antes.
Passamos então a ir para o meu apartamento. Minha irmã conheceu Simone, e logo meus pais também. Para eles, ela era um anjo, uma garota doce e educada. A fachada era perfeita. Nos finais de semana, ela vinha para minha casa, passávamos o dia juntos e todas as noites eu a deixava em sua residência, sempre com um beijo furtivo antes de nos despedirmos.
E então, em todas as oportunidades solitárias que surgiam – fossem as tardes livres no meu apartamento, ou os momentos em que a casa dela estava vazia – acontecia. Transávamos como se não houvesse amanhã, uma urgência que parecia crescer a cada encontro. Aquele acordo de intimidade sem barreiras que havíamos selado na primeira noite se manteve. Nunca usei camisinha com ela. Meses se passaram nessa rotina de encontros e segredos até que, finalmente, fui apresentada a Larissa, a irmã mais velha de Simone, que até então tinha sido apenas uma sombra distante em nossas vidas.
Durante anos, essa foi a nossa dinâmica. Em todas as oportunidades solitárias, fosse no apartamento dela, fosse no meu quarto, sempre fazíamos amor, explorando cada faceta do nosso desejo. Até que chegou o dia de ser apresentado oficialmente à família de Simone.
Fui convidado para ir até a cidade natal deles, uma viagem que prometia mergulhar mais fundo no universo de Simone. Dormiria em um dos quartos da gigantesca casa que possuíam.
Durante os cinco dias que passei na casa da família de Simone, a rotina clandestina se estabeleceu. Sempre que podíamos, no calar da madrugada, ela se esgueirava pelos corredores daquela gigante casa e ia para o meu quarto. Nossos encontros eram silenciosos, uma dança de corpos e sussurros abafados, cada toque uma confirmação da nossa ligação secreta. Ao final, antes que o sol sequer ameaçasse surgir, ela sempre voltava para o seu quarto, a discrição sendo nossa maior aliada.
Em uma daquelas manhãs, acordamos e estávamos todos à mesa de café: eu, Simone, Larissa e os pais dela. Durante a refeição, os pais anunciaram que precisavam sair e só voltariam no meio da tarde. Larissa, por sua vez, disse que também sairia na parte da manhã, mas que logo estaria de volta. A notícia nos deu a brecha perfeita.
Assim que ficamos sozinhos, sem pensar muito, corremos para o meu quarto. A casa era grande, o que nos dava uma sensação de segurança, e da janela do meu quarto podíamos ver a entrada principal, o que nos permitiria ter tempo caso alguém se aproximasse.
O clima era intenso, a excitação palpável. Simone, sem as amarras da discrição noturna, gemia alto, sem medo, sem vergonha. Estávamos cada vez mais em sintonia, nossos corpos se movendo em um ritmo frenético de prazer. E, sem sabermos, estávamos sendo espiados.
Larissa havia voltado mais cedo do que o previsto, não fizera barulho e, ao invés de usar a entrada de costume, pode ter vindo por um caminho que não prevíamos, ou estava lá o tempo todo. Naquele momento, imersos em nosso próprio universo, não tínhamos ideia de que éramos observados. Simone, por sua vez, se soltava cada vez mais, entregando-se ao momento.
Eu então pedi a ela, a voz rouca de desejo: "Quero gozar no seu rosto e ver você puxando meu leite até sua boca..."
Ela sorriu, um sorriso que mesclava surpresa e aprovação, como se tivesse adorado a ideia. Seus olhos brilhavam com uma malícia que me dizia que ela estava mais do que disposta a realizar minha fantasia. No momento certo, com uma agilidade que me pegou de surpresa, ela se ajoelhou à minha frente, abocanhando minhas bolas com uma intensidade que quase me fez desabar.
Toquei meu pau, direcionando-o para o ponto exato, e então soltei tudo. Uma torrente quente jorrou, espalhando-se pelo rosto dela. Ela não hesitou. Com um movimento lento e calculado, limpou-se com a língua, puxando cada gota do meu leite até sua boca. Seus olhos se cravaram nos meus enquanto ela engoliu tudo, e então, com um sorriso de satisfação e um brilho nos olhos, ela murmurou: "Meu leite tá quentinho! Que delícia!"
Nos arrumamos rapidamente, a adrenalina ainda correndo em nossas veias, e voltamos para o centro da casa. Ao chegar lá, Larissa estava na cozinha, mexendo em algo sem muito propósito.
Sua postura era um tanto desconcertada, e ela evitou o contato visual direto, sem querer muito papo conosco. Naquele momento, não dei muita importância, atribuindo sua estranheza talvez a algum mau humor matinal ou a cansaço. Durante anos, eu nunca soube que Larissa havia espiado a irmã mais nova se deliciando com meu pau e o meu leite. A lembrança daquele dia, para mim, era apenas de um prazer proibido e compartilhado, sem sombras.
Passaram-se anos. A relação com Simone se aprofundava, nossos encontros sexuais se tornaram uma parte essencial e viciante da minha vida. A casa dela, meu apartamento, qualquer lugar que nos oferecesse um mínimo de privacidade, servia de palco para nossa paixão. Larissa, sempre presente, mas quase como uma figura de fundo, uma irmã mais velha protetora, mas que eu supunha estar alheia aos nossos segredos mais íntimos.
Até que, numa certa noite, enquanto eu saía do apartamento de Simone, o inesperado aconteceu. No corredor de acesso ao bloco, a iluminação fraca mal disfarçava a figura de Larissa que vinha em minha direção. Ela cambaleava um pouco, visivelmente alterada pelo álcool, mas seus olhos, ainda que um tanto embaçados, traziam um foco e uma intenção que me alertaram. Havia algo mais ali do que a simples embriaguez. Ela parecia ciente do que estava prestes a fazer.
Chegando perto de mim, seu corpo esbarrou no meu. Antes que eu pudesse reagir, ela me empurrou contra a parede fria do corredor, a força inesperada me pegando de surpresa. Seus dedos, trêmulos, apontaram para o meu rosto, quase me tocando. A voz, embargada pelo álcool e por uma raiva contida, irrompeu:
"Eu vi tudo aquele dia... Vocês... você pedindo para minha irmãzinha agir como uma puta sua. Seu safado!"
No momento, eu não sabia de qual dia ela estava falando. Contudo, mantendo a compostura, disse: "Larissa, é melhor você se afastar. Eu e Simone somos namorados e temos nossa vida sexual."
"Mas não assim!", ela retrucou, a voz embargada, as mãos ainda em meu peito. "Você a tratou de um jeito... desrespeitoso!". Respondi com uma ironia calculada: "Sim, porque quando estamos a sós, ela se entrega a mim, e nesse espaço íntimo, as regras são nossas. Ou você vai me dizer que não posso explorar nossos desejos mais profundos com ela? Quem, então, eu poderia desafiar assim? Você?". E ri, um riso seco e provocador.
Naquele instante, eu esperava um tapa, uma joelhada, até mesmo gritos histéricos. Em vez disso, recebi um beijo simples no lábio inferior. Ela se aproximou, no meu ouvido, e sussurrou: "Eu não paro de pensar em você desde aquele dia. Eu também quero o que ela teve."
"Que dia?", perguntei, a surpresa evidente.
"Lá em casa, no quarto onde você dormiu. Aquela cena dela, recebendo tudo...".
A intensidade daquela confissão, dita daquela forma, acendeu um fogo incontrolável em mim. Mas antes que eu pudesse sequer cogitar um próximo passo, ela simplesmente se desvencilhou e continuou seu caminho. Tentei segurá-la, mas achei melhor deixá-la seguir, o momento era delicado demais.
No dia seguinte, assim que cheguei ao apartamento, fui recebido por Larissa. "Minha irmã está no banho, precisamos conversar rápido. Ontem eu me perdi, nada daquilo foi verdadeiro e sério, me desculpa, jamais faria isso com minha irmã."
Larissa usava um robe de cetim preto, os cabelos estavam soltos, os olhos ainda carregando um pouco da maquiagem da noite anterior. Aqueles olhos verdes, aquela pele branquinha; ela era baixinha, menor que a irmã, magrinha e tinha peitos médios, firmes. Era três anos mais velha, mas com um espírito jovem, gostava de malhar.
E sem pensar, sabendo que teria ao menos um segundo antes da irmã sair do banho, fui para cima, empurrando-a contra a parede. Beijei-a com uma intensidade que calou qualquer retratação.
No seu ouvido, sussurrei: "Agora que não consegue parar de pensar... sou eu."
Minha mão, em um único movimento, deslizou por baixo do roupão, buscando a intimidade de suas pernas. Senti o calor pulsante, a umidade que confirmava seu próprio desejo, mesmo por cima da delicada calcinha. Desviei o tecido, e meus dedos encontraram a pele macia, já úmida de antecipação, explorando a crescente tensão ali.
Disse em um sussurro, a voz rouca de desejo: "Você também quer isso. E agora, sabe que eu quero. Se ela não pode ser minha puta... você será!"
Larissa, levantando uma das pernas e abrindo o corpo ao mesmo tempo, respondeu com uma voz que mal podia ser ouvida, mas que carregava a força de uma confissão: "Sim... serei sua...puta"
Escutei o chuveiro desligando.
Com a urgência do tempo se esvaindo, me afastei de Larissa, dando um último beijo de despedida, um toque rápido nos lábios que prometia mais. Retirei meus dedos de dentro dela, um gesto lento e provocante, e levei-os à minha boca, chupando-os deliberadamente enquanto meus olhos fixavam os dela.
Larissa, ao ver a cena, mordeu os lábios, uma explosão silenciosa de desejo contido. Ela cruzou as pernas, apertando as mãos contra si, como se tentasse conter a torrente de sensações. Então, virou-se e correu para o quarto, deitando-se apressadamente na cama e fingindo que apenas havia aberto a porta para mim, mantendo a farsa para a irmã que se aproximava.
Meses se passaram, preenchidos por uma tensão palpável. Eu e Larissa apenas atravessávamos olhares provocadores um para o outro, um jogo silencioso de sedução e anseio. Buscávamos um momento a sós, mais que impossibilitado pela constante presença de Simone e pela vigilância que o segredo exigia. Cada encontro era uma tortura doce, cada despedida um lembrete do que estava proibido, mas ardentemente desejado.
Até que a sorte nos sorriu, de uma forma peculiar. Certo dia, Simone me comunicou que iria para a cidade natal dos pais, para ajudar com algumas coisas da família. Mas, para minha surpresa e um arrepio de expectativa, Larissa não iria. Ela tinha provas importantes na faculdade e precisaria ficar na cidade. Era uma sexta-feira à noite, o palco perfeito para o desdobramento do nosso desejo. Fiquei com Simone até o táxi chegar e levá-la para a rodoviária. Ela imaginou que, assim que entrasse no carro, eu iria embora, cumprindo meu papel de namorado exemplar.
Mas eu tinha outros planos. Sem pensar muito, assim que o táxi partiu, toquei o interfone do prédio. O portão se abriu com um click familiar. Fui em direção ao apartamento, e para minha surpresa, a porta estava apenas encostada. Respirei fundo, a adrenalina começando a correr, e entrei, fechando a porta atrás de mim. O silêncio da casa era quase ensurdecedor, quebrado apenas pelo som dos meus passos em direção ao quarto das irmãs. A porta do quarto também estava encostada. Com um empurrão leve, abri-a, e o que vi me paralisou.
Nunca tinha visto uma mulher daquela forma.
Larissa estava em pé no centro do quarto, e não se tratava de uma roupa casual. Ela usava uma lingerie preta elaborada, meias finas até a metade da coxa que realçavam suas pernas, saltos altos que alongavam sua silhueta e um espartilho que marcava sua cintura, realçando os seios médios e firmes. A calcinha preta de rendinha era um convite silencioso. Seus cabelos estavam amarrados alto em um rabo de cavalo, e o perfume que havia usado, intenso e sensual, estava marcante no quarto, envolvendo-me.
Fiquei hipnotizado, paralisado, vendo aquela mulher. Minha cunhada. Ali em pé, com um olhar que dizia tudo, me esperando. O tempo parecia ter parado.
Naquela noite, que hoje se confunde em lembranças vívidas, ouvia minha cunhada gemer de uma forma que jamais tinha ouvido uma mulher antes. Larissa se transformou completamente diante dos meus olhos. Daquela sexta-feira à noite até o final da tarde de domingo, eu e Larissa vivemos em um torpor, onde o mundo exterior parecia não existir. Só queríamos um ao outro, incessante e vorazmente.
"Era isso que você queria?", perguntei, ofegante, durante uma breve pausa, com os olhos fixos nos dela.
"Sim!", ela respondeu, com a voz rouca e carregada de desejo, apertando as minhas costas. "Me... me fode... não para ...mete fundo em mim. "
Diversas foram as posições em que nossos corpos se entrelaçaram. Exploramos cada canto daquele quarto, cada limite que pensávamos ter. Quando senti que não aguentava mais conter a urgência do meu corpo, o ponto de não retorno se aproximava rapidamente.
Perguntei a ela, buscando um último direcionamento para aquele êxtase iminente. Ela não me respondeu com palavras. Apenas me guiou, com as mãos firmes em minha cintura, até a cama da irmã, o palco de tantos segredos. Deitou-se, abrindo as pernas em um convite explícito e irrecusável. Sem cerimônias, fui para cima, já não me aguentando mais, a respiração pesada, o corpo inteiro pulsando.
"Vou gozar...", avisei, a voz quase inaudível.
"Goza...", ela respondeu, com uma intensidade que arrepiou cada pelo do meu corpo. "Goza dentro de mim... deixa sua cunhada sentir esse leitinho...dentro...".
Assim como Simone, Larissa também tomava remédio, o que nos permitiu uma entrega ainda mais íntima, sem as barreiras que um preservativo imporia. Naquele final de semana, a intensidade do nosso desejo se manifestou em cada toque, cada beijo, cada gemido.
Durante meu relacionamento com Simone, sempre tentávamos explorar novas experiências, incluindo o sexo anal. No entanto, éramos ambos inexperientes, e a falta de prática e de um guia nos impedia de aprofundar essa dimensão da nossa intimidade. Era um terreno desconhecido para nós.
Mas, naquele final de semana com Larissa, tudo mudou. Ela se mostrou uma instrutora dedicada e paciente, com uma curiosidade e uma entrega que me surpreenderam. Com sua orientação sutil e seus movimentos confiantes, Larissa me ensinou, passo a passo, a navegar por essa nova forma de prazer. Foi uma descoberta mútua, um aprendizado que se deu entre suspiros e toques, desvendando uma intimidade mais profunda e ousada do que eu jamais imaginara ser possível. Ela abriu as portas para um novo universo de sensações, transformando um desejo latente em uma realidade palpável.
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