O sino da porta soou quase como um suspiro quando Priscila entrou. O calor da rua grudava na pele dela, mas dentro da boutique o ar era gelado, propositalmente baixo, fazendo os mamilos se contraírem sob o tecido fino do cropped branco. Ela sentia o tecido roçar a cada passo, uma fricção sutil que já a deixava mais consciente do próprio corpo. O short jeans de cintura alta marcava a curva dos quadris largos e exibia a barriga tanquinho, cada gotejinha de suor do treino recente brilhando como pequenos diamantes na luz suave da loja. Andreia ergueu os olhos do balcão e parou. Por um segundo inteiro, apenas observou. Seus lábios entreabertos, o olhar descendo devagar: dos cabelos loiros ainda úmidos que caíam em ondas desleixadas, passando pelos seios que empinavam o cropped, pela cintura estreita, até as coxas grossas e definidas que o short mal continha. — Boa tarde… — A voz saiu mais rouca do que o habitual. Andreia pigarreou de leve, mas o estrago já estava feito. — Posso ajudar? Priscila se aproximou do balcão devagar, os quadris balançando num ritmo que parecia calculado. — Quero um body de renda. Bem justo. Algo que… marque tudo. E uma calcinha que não esconda quase nada. Andreia contornou o balcão. O salto batia ritmado no piso de madeira. Ela parou a poucos centímetros de Priscila, perto o suficiente para que a loira sentisse o perfume dela — algo quente, amadeirado, com fundo de baunilha e pele. — Tenho exatamente o que você precisa. — Seus olhos desceram para os lábios de Priscila antes de voltarem a encarar os dela. — Vem comigo. No fundo da loja, o provador maior: espelhos em três paredes, banqueta de veludo vermelho no centro, luz amarelada que fazia a pele parecer dourada. Andreia abriu a cortina pesada e a fechou atrás das duas com um gesto deliberado, isolando o mundo lá fora. Priscila não esperou convite. Ergueu os braços e deixou o cropped subir devagar, revelando primeiro a parte inferior dos seios, depois os mamilos rosados e duros, apontando para frente como se implorassem por atenção. O tecido passou pelos cabelos, bagunçando-os ainda mais. Ela jogou a peça de lado e ficou ali, apenas de short e tênis, o peito subindo e descendo um pouco mais rápido. Andreia mordeu o canto do lábio inferior. — Meu Deus… — escapou baixo, quase um gemido. Priscila desabotoou o botão do short. O zíper desceu devagar, o som metálico ecoando no cubículo pequeno. Ela empurrou o jeans para baixo junto com a calcinha cinza simples, que já estava visivelmente úmida no centro. Quando o tecido chegou aos tornozelos, ela chutou tudo para o canto e se endireitou, completamente nua, a pele arrepiada pelo frio e pela expectativa. Seus olhos encontraram os de Andreia no espelho. — Você vai ficar só olhando? Andreia deu um passo à frente. Seus dedos tocaram primeiro a clavícula de Priscila — um toque leve, quase reverente. Depois desceram, contornando a curva externa dos seios, roçando de leve os mamilos com as unhas curtas e bem cuidadas. Priscila inspirou fundo, o abdômen se contraindo. — Ainda não toquei de verdade… — Andreia murmurou, aproximando o rosto do pescoço da loira. Soprou de leve na pele, fazendo-a arrepiar inteira. — E você já está assim. Ela se abaixou devagar, os joelhos tocando o carpete macio. Seus dedos subiram pelas panturrilhas firmes, pelas coxas grossas, até parar na virilha. Abriu as pernas de Priscila com delicadeza, apenas o suficiente para ver o sexo inchado, os lábios externos brilhando de excitação, o clitóris já despontando vermelho e sensível. Andreia passou a ponta do nariz ali primeiro, inalando profundamente o cheiro dela — doce, salgado, puro desejo. Depois encostou os lábios fechados, apenas pressionando, sentindo o calor contra a boca. Priscila gemeu baixo, as mãos indo para os cabelos castanhos de Andreia, desfazendo o coque com dedos ansiosos. Andreia abriu a boca. A língua saiu devagar, plana, lambendo da entrada até o clitóris numa passada longa e molhada. Fez isso de novo, e de novo, cada vez mais devagar, deixando a saliva se misturar ao mel que escorria. Quando finalmente envolveu o clitóris com os lábios e chupou — devagar, ritmado, como se estivesse bebendo —, Priscila jogou a cabeça para trás e bateu com força contra o espelho. — Porra… assim… Andreia enfiou a língua dentro dela, fodendo-a com movimentos lentos e profundos, enquanto o polegar pressionava círculos firmes no clitóris. Depois trocou: dois dedos entraram de uma vez, curvando-se para cima, esfregando aquele ponto interno que fez as coxas de Priscila tremerem violentamente. — Quieta… — Andreia sussurrou contra a carne molhada. — Ainda tem gente na loja. Mas não parou. Pelo contrário: acelerou os dedos, chupando o clitóris com força agora, sugando, vibrando a língua na pontinha. Priscila apertou os cabelos dela com desespero, os quadris empurrando contra o rosto de Andreia, esfregando-se sem pudor. O orgasmo veio como uma onda quebrando. Priscila mordeu o próprio antebraço para abafar o grito, o corpo convulsionando, os músculos internos apertando os dedos de Andreia em espasmos longos e ritmados. Um jato quente escorreu pelos dedos dela, molhando o queixo, pingando no carpete. Andreia se levantou devagar, os lábios inchados e brilhantes. Beijou Priscila com violência contida, compartilhando o gosto dela. A loira gemeu dentro da boca da outra, as mãos já abrindo os botões da blusa de linho de Andreia. — Minha vez — disse Priscila, voz rouca, quase um rosnado. Ela empurrou Andreia contra a banqueta. A vendedora sentou, abriu as pernas sem cerimônia. Priscila se ajoelhou entre elas, puxou a saia lápis para cima até a cintura, arrancou a calcinha de renda preta para o lado. Andreia estava encharcada: os lábios grandes e escuros, o clitóris protuberante, uma gota grossa escorrendo devagar pela entrada. Priscila não perdeu tempo. Enterrou o rosto ali, lambendo com vontade, a língua plana subindo e descendo, depois focando no clitóris com chupadas rápidas e fortes. Enfiou três dedos de uma vez — Andreia era mais larga, mais molhada, mais receptiva. Os dedos entravam e saíam com ruídos obscenos, enquanto a outra mão subia para apertar um seio por cima do sutiã, beliscando o mamilo com força. Andreia agarrou os cabelos loiros, puxando com desespero. — Mais fundo… por favor… assim… Priscila obedeceu. Enfiou os dedos até o fundo, curvou-os, esfregou com pressão constante enquanto chupava o clitóris sem parar. Andreia começou a tremer, os quadris subindo da banqueta, o corpo inteiro se retesando. Quando gozou, foi silencioso e devastador. A boca se abriu num “O” mudo, os olhos reviraram, e um jorro quente molhou o queixo e o pescoço de Priscila. Ela continuou lambendo devagar, prolongando as contrações, até Andreia empurrá-la de leve, sensível demais. Elas ficaram ali, ofegantes, coladas uma na outra. O espelho devolvia três versões delas: cabelos bagunçados, batom borrado (Andreia nem usava, mas o gloss dela estava espalhado), coxas brilhando de suor e fluidos, olhares ainda famintos. Andreia finalmente falou, voz rouca e satisfeita: — O body e a calcinha são meus presentes pra você. Mas só se prometer voltar amanhã. Priscila sorriu, lambendo os próprios lábios, ainda sentindo o gosto dela. — Amanhã eu venho sem calcinha nenhuma por baixo. E você fecha a loja mais cedo. Andreia puxou o rosto dela para mais um beijo lento, profundo, quase carinhoso. — Combinado. E abriu a cortina apenas o suficiente para deixar o cheiro delas escapar — sexo, suor, promessas — enquanto o sino da porta tilintava ao longe, anunciando outra cliente que nunca saberia o que acabara de acontecer no provador 7.
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.