Cortesia na Provador 7

O sino da porta soou quase como um suspiro quando Priscila entrou. O calor da rua grudava na pele dela, mas dentro da boutique o ar era gelado, propositalmente baixo, fazendo os mamilos se contraírem sob o tecido fino do cropped branco. Ela sentia o tecido roçar a cada passo, uma fricção sutil que já a deixava mais consciente do próprio corpo. O short jeans de cintura alta marcava a curva dos quadris largos e exibia a barriga tanquinho, cada gotejinha de suor do treino recente brilhando como pequenos diamantes na luz suave da loja.
Andreia ergueu os olhos do balcão e parou. Por um segundo inteiro, apenas observou. Seus lábios entreabertos, o olhar descendo devagar: dos cabelos loiros ainda úmidos que caíam em ondas desleixadas, passando pelos seios que empinavam o cropped, pela cintura estreita, até as coxas grossas e definidas que o short mal continha.
— Boa tarde… — A voz saiu mais rouca do que o habitual. Andreia pigarreou de leve, mas o estrago já estava feito. — Posso ajudar?
Priscila se aproximou do balcão devagar, os quadris balançando num ritmo que parecia calculado.
— Quero um body de renda. Bem justo. Algo que… marque tudo. E uma calcinha que não esconda quase nada.
Andreia contornou o balcão. O salto batia ritmado no piso de madeira. Ela parou a poucos centímetros de Priscila, perto o suficiente para que a loira sentisse o perfume dela — algo quente, amadeirado, com fundo de baunilha e pele.
— Tenho exatamente o que você precisa. — Seus olhos desceram para os lábios de Priscila antes de voltarem a encarar os dela. — Vem comigo.
No fundo da loja, o provador maior: espelhos em três paredes, banqueta de veludo vermelho no centro, luz amarelada que fazia a pele parecer dourada. Andreia abriu a cortina pesada e a fechou atrás das duas com um gesto deliberado, isolando o mundo lá fora.
Priscila não esperou convite. Ergueu os braços e deixou o cropped subir devagar, revelando primeiro a parte inferior dos seios, depois os mamilos rosados e duros, apontando para frente como se implorassem por atenção. O tecido passou pelos cabelos, bagunçando-os ainda mais. Ela jogou a peça de lado e ficou ali, apenas de short e tênis, o peito subindo e descendo um pouco mais rápido.
Andreia mordeu o canto do lábio inferior.
— Meu Deus… — escapou baixo, quase um gemido.
Priscila desabotoou o botão do short. O zíper desceu devagar, o som metálico ecoando no cubículo pequeno. Ela empurrou o jeans para baixo junto com a calcinha cinza simples, que já estava visivelmente úmida no centro. Quando o tecido chegou aos tornozelos, ela chutou tudo para o canto e se endireitou, completamente nua, a pele arrepiada pelo frio e pela expectativa.
Seus olhos encontraram os de Andreia no espelho.
— Você vai ficar só olhando?
Andreia deu um passo à frente. Seus dedos tocaram primeiro a clavícula de Priscila — um toque leve, quase reverente. Depois desceram, contornando a curva externa dos seios, roçando de leve os mamilos com as unhas curtas e bem cuidadas. Priscila inspirou fundo, o abdômen se contraindo.
— Ainda não toquei de verdade… — Andreia murmurou, aproximando o rosto do pescoço da loira. Soprou de leve na pele, fazendo-a arrepiar inteira. — E você já está assim.
Ela se abaixou devagar, os joelhos tocando o carpete macio. Seus dedos subiram pelas panturrilhas firmes, pelas coxas grossas, até parar na virilha. Abriu as pernas de Priscila com delicadeza, apenas o suficiente para ver o sexo inchado, os lábios externos brilhando de excitação, o clitóris já despontando vermelho e sensível.
Andreia passou a ponta do nariz ali primeiro, inalando profundamente o cheiro dela — doce, salgado, puro desejo. Depois encostou os lábios fechados, apenas pressionando, sentindo o calor contra a boca.
Priscila gemeu baixo, as mãos indo para os cabelos castanhos de Andreia, desfazendo o coque com dedos ansiosos.
Andreia abriu a boca. A língua saiu devagar, plana, lambendo da entrada até o clitóris numa passada longa e molhada. Fez isso de novo, e de novo, cada vez mais devagar, deixando a saliva se misturar ao mel que escorria. Quando finalmente envolveu o clitóris com os lábios e chupou — devagar, ritmado, como se estivesse bebendo —, Priscila jogou a cabeça para trás e bateu com força contra o espelho.
— Porra… assim…
Andreia enfiou a língua dentro dela, fodendo-a com movimentos lentos e profundos, enquanto o polegar pressionava círculos firmes no clitóris. Depois trocou: dois dedos entraram de uma vez, curvando-se para cima, esfregando aquele ponto interno que fez as coxas de Priscila tremerem violentamente.
— Quieta… — Andreia sussurrou contra a carne molhada. — Ainda tem gente na loja.
Mas não parou. Pelo contrário: acelerou os dedos, chupando o clitóris com força agora, sugando, vibrando a língua na pontinha. Priscila apertou os cabelos dela com desespero, os quadris empurrando contra o rosto de Andreia, esfregando-se sem pudor.
O orgasmo veio como uma onda quebrando. Priscila mordeu o próprio antebraço para abafar o grito, o corpo convulsionando, os músculos internos apertando os dedos de Andreia em espasmos longos e ritmados. Um jato quente escorreu pelos dedos dela, molhando o queixo, pingando no carpete.
Andreia se levantou devagar, os lábios inchados e brilhantes. Beijou Priscila com violência contida, compartilhando o gosto dela. A loira gemeu dentro da boca da outra, as mãos já abrindo os botões da blusa de linho de Andreia.
— Minha vez — disse Priscila, voz rouca, quase um rosnado.
Ela empurrou Andreia contra a banqueta. A vendedora sentou, abriu as pernas sem cerimônia. Priscila se ajoelhou entre elas, puxou a saia lápis para cima até a cintura, arrancou a calcinha de renda preta para o lado. Andreia estava encharcada: os lábios grandes e escuros, o clitóris protuberante, uma gota grossa escorrendo devagar pela entrada.
Priscila não perdeu tempo. Enterrou o rosto ali, lambendo com vontade, a língua plana subindo e descendo, depois focando no clitóris com chupadas rápidas e fortes. Enfiou três dedos de uma vez — Andreia era mais larga, mais molhada, mais receptiva. Os dedos entravam e saíam com ruídos obscenos, enquanto a outra mão subia para apertar um seio por cima do sutiã, beliscando o mamilo com força.
Andreia agarrou os cabelos loiros, puxando com desespero.
— Mais fundo… por favor… assim…
Priscila obedeceu. Enfiou os dedos até o fundo, curvou-os, esfregou com pressão constante enquanto chupava o clitóris sem parar. Andreia começou a tremer, os quadris subindo da banqueta, o corpo inteiro se retesando.
Quando gozou, foi silencioso e devastador. A boca se abriu num “O” mudo, os olhos reviraram, e um jorro quente molhou o queixo e o pescoço de Priscila. Ela continuou lambendo devagar, prolongando as contrações, até Andreia empurrá-la de leve, sensível demais.
Elas ficaram ali, ofegantes, coladas uma na outra. O espelho devolvia três versões delas: cabelos bagunçados, batom borrado (Andreia nem usava, mas o gloss dela estava espalhado), coxas brilhando de suor e fluidos, olhares ainda famintos.
Andreia finalmente falou, voz rouca e satisfeita:
— O body e a calcinha são meus presentes pra você. Mas só se prometer voltar amanhã.
Priscila sorriu, lambendo os próprios lábios, ainda sentindo o gosto dela.
— Amanhã eu venho sem calcinha nenhuma por baixo. E você fecha a loja mais cedo.
Andreia puxou o rosto dela para mais um beijo lento, profundo, quase carinhoso.
— Combinado.
E abriu a cortina apenas o suficiente para deixar o cheiro delas escapar — sexo, suor, promessas — enquanto o sino da porta tilintava ao longe, anunciando outra cliente que nunca saberia o que acabara de acontecer no provador 7.

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Ficha do conto

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Nome do conto:
Cortesia na Provador 7

Codigo do conto:
253536

Categoria:
Lésbicas

Data da Publicação:
30/01/2026

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