Meu pai é um homem da roça, bruto, com mãos que parecem raízes e uma virilidade que o tempo não conseguiu apagar. Ele chegou para passar uns dias e, em menos de quarenta e oito horas, o silêncio da casa já o incomodava. Ele sentia o cheiro da minha fraqueza e a fome da Júlia.
Na terceira noite, eu estava de joelhos no tapete, implorando por um olhar dela, quando a porta do quarto voou com um chute. Meu pai entrou como um animal enfurecido. O nojo nos olhos dele me fez vibrar.
— Mas que porra é essa, Carlos? — a voz dele trovejou, fazendo meu sangue geliticar. — Eu criei um homem ou um verme? Você se rasteja como uma cadela enquanto sua mulher morre de sede de um macho de verdade?
Eu não conseguia responder. Fiquei ali, trêmulo, enquanto a Júlia, com um sorriso de escárnio que eu nunca tinha visto, cruzava as pernas e deixava o robe abrir diante dele.
— Seu filho não serve para nada, Sr. Lourival — ela disse, e o som daquelas palavras me deu um tesão insuportável. — Ele é seco. Não consegue nem manter o pau em pé. Eu sou uma mulher desperdiçada.
Meu pai me agarrou pelo colarinho, me levantando do chão como se eu fosse um trapo.
— Eu não vou carregar a vergonha de ter um herdeiro broxa. Minha linhagem não morre aqui. Se você não tem semente para essa mulher, eu mesmo vou fazer o serviço.
Ele me jogou no canto do quarto com uma força bruta.
— Fica aí, seu bosta. Fica de olho e aprende como um homem da minha terra trata uma fêmea. Vou fazer o meu neto nessa nora para salvar o nome da família.
Eu assisti, paralisado e excitado ao extremo, enquanto meu pai abria a calça. Quando o pau dele saltou para fora — enorme, grosso, marcado por veias e pela força da roça — eu senti o meu próprio membro minúsculo latejar de inveja e submissão. Era o triplo do meu tamanho. A Júlia soltou um gemido de pura antecipação.
Ele a agarrou pelo cabelo, forçando-a a ficar de quatro na cama, bem na minha frente.
— Olha bem, Carlos. Olha o tamanho do homem que vai ocupar o seu lugar. O filho que ela vai carregar vai ter o meu sangue, porque de você não vai herdar nada além da fraqueza.
Ele entrou nela com uma estocada rústica que fez a estrutura da cama estalar. O grito da Júlia não era de dor, era de libertação. Eu comecei a me masturbar freneticamente ali no canto, vendo o meu pai socar o quadril contra a bunda dela com um ódio prazeroso. Cada golpe dele era um aviso da minha insignificância.
— Isso! — ela gritava, as mãos cravadas no colchão. — Me engravida, meu sogro! Me enche desse leite de homem de verdade!
Meu pai metia com a autoridade de quem estava retomando uma propriedade. Ele gozou fundo, uma descarga massiva que eu vi escorrer pelas coxas dela quando ele saiu. Ele olhou para mim, ainda ofegante, com um desprezo vitorioso.
— Agora limpa ela, Carlos. Limpa a semente do seu pai para não desperdiçar o que ficou lá dentro. Amanhã eu volto para garantir que o serviço foi bem feito.
Eu mergulhei entre as pernas da Júlia, saboreando o rastro do meu pai, sentindo o gosto da virilidade dele misturado ao mel da minha esposa. Eu era o homem mais humilhado do mundo, e nunca tinha me sentido tão vivo.