Inicio:
O ar no banheiro público da rodoviária de São Paulo era espesso, uma mistura de desinfetante barato, urina seca e o cheiro metálico de canos velhos. ajustei a mochila no ombro, os dedos úmidos de suor escorregando na alça de náilon surrado. Eu não deveria estar ali, não naquela hora, não com o ônibus para Curitiba partindo em vinte minutos. Mas o cheiro—aquele cheiro único de mijo fresco misturado ao suor masculino—havia me puxado como um ímã desde que passei pela porta giratória de entrada.
Os azulejos brancos, rachados pelo tempo e pela umidade, refletiam a luz fluorescente que piscava em intervalos irregulares.Respirei fundo, sentindo o ar quente e úmido encher mrud pulmões. Meu olho esquerdo tremeu levemente, um tic nervoso que sempre aparecia quando estava prestes a cruzar uma linha. A porta do último boxe estava entreaberta, e foi isso que o fez parar. Não era comum. Os homens aqui geralmente fecharam a porta com força, como se o barulho do trinco pudesse afogar a vergonha de estarem aliviando a bexiga em um lugar tão público.
Eu me aproximei, com os tênis surrados rangendo levemente contra o piso molhado. Dentro do boxe, um homem de costas, a camisa social branca colada nas costas pelo suor, as calças jeans escuras descidas até os joelhos. Eu vi primeiro as coxas grossas, cobertas por uma penugem escura, depois a curva das nádegas, apertadas dentro de uma cueca box preta que já não conseguia conter o volume entre as pernas. O homem gemia baixo, um som gutural, quase um rosnado, enquanto a mão direita trabalhava sob a cueca. Engoli seco, sentindo o sangue latejar nas têmporas.
— Desculpa — murmurei, a voz saído mais rouca do que pretendia. — Achei que tivesse es… esquecido de fechar.
O homem virou a cabeça apenas o suficiente para que eu visse o perfil: queixo quadrado, barba por fazer de dois dias, os lábios entreabertos. Os olhos—castanho-escuros, quase negros—fixaram-se nos meus por um segundo a mais do que o necessário. Não havia surpresa ali. Nem raiva. Apenas algo quente, pesado, como mel derretido.
— Tá vazio — o homem respondeu, a voz grossa, o sotaque paulistano arrastando as vogais. — Pode usar outro.
João não se mexeu. O cheiro dentro do boxe era mais intenso: suor fresco, algo cítrico—provavelmente o desodorante do homem—e, por baixo de tudo, o aroma acre e inconfundível de urina recente. A cueca preta estava manchada na frente, úmida, colada à pele. Eu senti a boca secar.
— Não tem pressa, não — o homem acrescentou, desta vez sem virar a cabeça. A mão dele continuou se movendo sob o tecido, os dedos apertando a base do pau antes de deslizar para cima novamente. — Se quiser esperar…
não precisava de mais convite. Entrei no boxe, fechando a porta atrás de mim com um clique suave. O espaço era apertado—tão apertado que meus joelhos roçaram nas coxas do homem quando ele se virou para encostar nas paredes frias dos azulejos. O homem não parou de se tocar. Pelo contrário, os movimentos ficaram mais lentos, mais deliberados, como se quisesse que eu prestasse atenção em cada detalhe.
— Meu nome é Marcos — o homem disse, finalmente olhando para mim. Os olhos dele brilhavam, as pupilas dilatadas. — Você vem aqui sempre?
Eu balancei a cabeça, a garganta tão seca que mal conseguia engolir.
— Primeira vez — consegui dizer. — Só… só tava passando.
Marcos sorriu, um lado da boca se levantando mais que o outro. Era o tipo de sorriso que não chegava aos olhos, mas mesmo assim fazia algo dentro de mim se apertar.
— Passando — Marcos repetiu, como se provasse a palavra. — Gostei dessa.
Ele puxou a cueca para baixo apenas o suficiente para libertar o pau. não pude evitar—meus olhos caíram imediatamente. Era grosso, veiudo, a cabeça larga e úmida, brilhando sob a luz fluorescente. Um fio de pré-gozo escorria pelo lado, pingando no chão entre os pés de Marcos. Senti o pau latejar dentro da calça jeans, o tecido áspero esfregando contra a pele sensível.
— Você gosta do que vê? — Marcos perguntou, com a voz baixa, quase um sussurro.
Não respondi. Em vez disso, me ajoelhei.
O piso do boxe estava molhado—não só com a urina que havia escorrido, mas com o suor que pingava das coxas de Marcos. Senti o joelho direito afundar levemente na poça morna, a umidade penetrando o tecido da calça. Não importava. Nada importava além do cheiro—aquele cheiro masculino, cru, que enchia minhas narinas e fazia minha cabeça girar.
Ele estendeu a mão, os dedos tremendo apenas um pouco antes de tocar. A pele de Marcos estava quente, quase queimando, e úmida não só do suor, mas de algo mais espesso, mais pegajoso. Passei o polegar pela fenda na cabeça do pau, coletando o pré-gozo que se acumulava ali. Era salgado, com um gosto metálico que o fez estremecer. Lambi os lábios, saboreando, antes de fechar a boca sobre a ponta.
Marcos soltou um som entre um gemido e um grunhido, as mãos indo imediatamente para a minha cabeça, os dedos enfiando-se nos meus cabelos curtos e escuros.
— Isso aí, porra — ele sussurrou, a voz rouca. — Chupa esse pau sujo, seu veado.
Obedeci. Abri a boca o máximo que pude, sentindo o pau de Marcos empurrar contra o céu da boca, a cabeça batendo no fundo da garganta. Engasguei, mas não recuei. Pelo contrário, pressionei mais, deixando a saliva escorrer pelos cantos dos lábios, misturando-se com o suor que escorria do rosto de Marcos. O gosto era intenso—suor, urina residual, o amargo do pré-gozo—e eu me afogava nele, as narinas ardendo com o cheiro de macho que impregnava o ar.
— Isso, seu putinho — Marcos grunhiu, os quadris começando a se mover em pequenos círculos. — Você gosta de chupar pau de homem casado, é?
Não respondi. Não podia. Minha boca estava cheia, a língua trabalhando ao redor da glande, os lábios apertados na base do pau. Mas gemi, um som abafado que vibrou ao redor do membro de Marcos, e isso foi resposta suficiente. Marcos apertou os dedos nos meus cabelos, me puxando para mais perto, forçando-me a tomar mais, até que senti as lágrimas ardendo nos cantos dos olhos.
— Isso, seu safado — Marcos ofegou. — Engole esse pau todo. Você é bom nisso, né? Chupar pau de homem casado escondido no banheiro público.
Senti algo dentro de mim se contrair, uma mistura de vergonha e desejo tão intensa que doía. Movi a mão para a base do pau de Marcos, sentindo as veias latejando sob meu dedos, a pele escorregadia de suor e saliva. Com a outra mão, desabotoei a minha própria calça, libertando meu pau já duro, a cabeça roxa e inchada de tanto sangue. Comecei a me tocar, os movimentos descompassados, desesperados, enquanto continuava a chupar Marcos com uma fome que parecia não ter fim.
— Porra, vou gozar — Marcos avisou, a voz tensa. — Vou gozar na sua boca, seu veado.
Não parei. Aumentei o ritmo, a mão no meu próprio pau se movendo mais rápido, os dedos apertando a base enquanto o polegar esfregava a cabeça sensível. Eu queria isso. Precisava disso. O gosto do pau de Marcos, o cheiro do suor, a umidade do chão sob seus joelhos—tudo isso me deixava louco, me fazia sentir vivo de uma maneira que nada mais conseguia.
Marcos soltou um grunhido brutal, os quadris empurrando para frente enquanto o pau pulsava na minha boca. O primeiro jato foi quente, espesso, atingindo o fundo da garganta antes que pudesse engolir. Eu tossi, mas não recuei, tomei tudo, sentindo o sabor salgado e amargo encher minha boca, escorrer pelos lábios, pingar no queixo. Marcos continuou a gozar, os jatos ficando mais fracos, até que só restava um fio fino de sêmen escorrendo pela ponta.
Engoli tudo, lambendo os lábios para pegar os últimos resquícios antes de recuar. Meu próprio pau latejava, dolorido, a cabeça úmida de pré-gozo. Olhei para Marcos, os olhos vidrados, a respiração ofegante.
— Agora você — Marcos disse, a voz ainda rouca, mas com um tom de comando que me fez estremecer. — Quer que eu te ajude a gozar, seu veadinho?
Não precisei responder. Marcos já estava se ajoelhando, as mãos grandes e ásperas indo diretamente para a minha cintura, puxando minha calça e a cueca para baixo em um movimento rápido. O ar frio do banheiro atingiu o meu pau, me fazendo estremecer, mas a sensação durou pouco. Marcos cuspiu na palma da mão, esfregando as mãos juntas antes de envolver o meu pau com um aperto firme.
— Porra, que pau bonito — Marcos murmurou, os olhos fixos no meu membro enquanto começava a bombear a mão para cima e para baixo. — Todo suado, igual a um pau de veado safado que adora banheiro público.
Gemi, as mãos indo imediatamente para a cabeça de Marcos, os dedos se enterrando nos cabelos curtos e escuros do homem.Eu não aguentava mais. Não depois de tudo isso. O cheiro, o gosto, a sensação das mãos de Marcos em meu pau—era demais.
— Vai gozar pra mim, seu puto? — Marcos perguntou, com a voz rosnando baixo. — Vai sujar esse banheiro todo com seu leite?
Não consegui me segurar. Com um gemido abafado, meu corpo se tensionou, os quadris empurrando para frente enquanto o orgasmo me atingia como uma onda. O primeiro jato foi forte, atingindo o azulejo branco à minha frente, seguido por mais dois, mais fracos, que escorreram pela mão de Marcos, pingando no chão já molhado. Eu tremia, os joelhos fracos, a respiração ofegante, enquanto Marcos continuava a bombear meu pau, tirando cada última gota.
Quando acabou, senti um vazio, os membros pesados, a mente turva. Marcos se levantou, passando a mão gozada na própria calça, como se isso pudesse limpar algo. Ele olhou para mim, com um sorriso lento se espalhando pelo rosto.
— Bom, né? — ele perguntou, a voz voltando ao normal, quase casual. — Banheiro público tem seu charme.
Assenti com q cabeça, ainda sem fôlego para falar. Ele olhou para o chão, onde as poças de urina, suor e sêmen se misturavam, formando um mapa obsceno do que havia acontecido ali. O cheiro era mais intenso agora, quase sufocante, mas eu não queria sair. Não ainda.
Marcos abotoou a calça, ajustando-se com um movimento rápido antes de dar um passo para trás.
— Tenho que ir — ele disse, num tom abrupto, como se estivesse lembrando de algo. — Minha mulher deve tá me esperando no carro.
Senti algo gelado descer pela minha espinha, mas não era surpresa. Era isso que ele queria, afinal. Homens como Marcos. Homens que tinham tudo para perder e mesmo assim cruzavam a linha, mesmo que fosse só por alguns minutos sujos em um banheiro público.
— Até mais — Marcos acrescentou, já abrindo a porta do boxe. Ele saiu sem olhar para trás, os passos ecoando no piso molhado até se perderem no barulho dos mictórios e das descargas.
Fiquei onde estava, encostado na parede fria, o corpo ainda tremendo levemente. Olhei para o meu próprio pau, agora mole, a cabeça ainda úmida, e depois para as manchas no chão. Com um suspiro, me ajoelhei novamente, desta vez não para chupar, mas para passar os dedos pelas poças, sentindo a mistura quente e pegajosa entre eles. Levei meus dedos ao nariz, inspirando fundo. Urina, suor, sêmen. O cheiro da transgressão.
Alguém entrou no banheiro, os passos pesados ecoando. Me levantei rapidamente, ajustando a calça antes que a porta do boxe ao lado se fechasse com um baque. Ouvi o som de um zíper sendo aberto, seguido pelo jato forte de urina batendo na água do vaso. Eu sorri sozinho. Não havia pressa. Sempre havia mais. Sempre havia outro homem suado, outro banheiro público, outra linha para cruzar.
Saí do boxe, as pernas ainda um pouco trêmulas, e me dirigi aos mictórios. Enquanto abria o zíper, olhei para o meu próprio reflexo no espelho embaçado acima das pias. Meus olhos estavam brilhantes, as bochechas coradas, os lábios ainda levemente inchados. Sorri para mim mesmo antes de começar a mijar, o jato forte e quente, pingando no chão já sujo.
O cheiro se misturou ao resto. E eu soube que voltaria. Sempre voltava.
Essa é uma nova forma para mim de escrita, espero que este contos os envolva de tesão e abram as portas a novos fetiches para explorar.
Gostei dos detalhes, parecia estar assistindo de perto! Muito bom! Votado!
Sou de Curitiba, vc vem sempre aqui