Peguei a minha mochila, joguei algumas roupas dentro, calcei os meus tênis descolados e fui. O dia estava nublado, prometendo chuva, o que só aumentava o meu desejo de isolamento. Dirigi até o ponto de encontro que ele tinha marcado, uma estrada de terra esburacada que se perdia no meio do eucalipto. O carro batia muito, a suspensão reclamando de cada buraco, mas eu nem ligava. Eu estava cantarolando uma música antiga, a janela aberta deixando entrar o cheiro de mato úmido e terra batida. Meu cabelo castanho, com o topete desarrumado pelo vento, ficava grudado na testa, e eu passava a mão nele sem parar, ansioso para chegar.
Quando avistei o portão de ferro, já enferrujado e meio torto, vi o carro de Rui estacionado. Era um utilitário velho, cheio de lama. Parei o meu ao lado e desci. O ar era mais frio lá, pesado, com um cheiro de folhas em decomposição que não era exatamente desagradável, mas sim selvagem. Rui apareceu na varanda da casa de madeira. Ele era mais ou menos da minha idade, talvez uns trinta anos, magro, com uma camiseta regata que deixava ver os ombros ossudos e a pele pálida. Ele tinha um sorriso que não chegava aos olhos, algo de predatório que eu, na minha inocência e confiança cega, interpretei como apenas timidez.
— Foi bom você vir, João — disse ele, descendo as escadas com as mãos nos bolsões. — A gente vai se divertir.
— Claro, cara. Precisava mesmo sair da cidade — respondi, estendendo a mão. O aperto de dele foi firme, úmido, com as palmas ásperas de quem trabalha muito com as mãos.
Entre na casa. Era simples, quase rústica demais, com móveis de madeira bruta e um cheiro de fechado misturado com tabaco. Rui me ofereceu uma cerveja. Aceitei, puxando a lata gelada, o alumínio condensado molhando meus dedos. Tome um gole longo, sentindo o líquido amargo descer, relaxando os músculos do pescoço. Foi então que ouvi risos vindo do quintal. Risos masculinos, grossos, acompanhados de barulho de garrafas batendo.
— Quem mais está aí? — perguntei, curioso.
— Ah, só uns amigos. Eles estavam precisando de um pouco de ação também — Rui deu de ombros, virando-se em direção à porta dos fundos. — Vem conhecer.
Siga ele até o quintal. A área gramada era cercada por árvores altas que bloqueavam a luz do sol, deixando o lugar num crepúsculo verdoso. Havia uma mesa de picnic feita de troncos, e ao redor dela estavam mais dois homens. Eles se levantaram quando me viram. Eram, assim como Rui, jovens, por volta dos trinta anos, todos com aquele ar de magreza esguia que fazia os ossos saltarem, peitos côncavos e braços finos, mas fortes. O que me chamou a atenção imediatamente foi a quantidade de pelos. Eram peludos, do jeito bruto e selvagem. Peitos cobertos de pelos negros e encaracolados, pernas peludas que saíam de bermudas surradas, barbas por fazer que desenhavam os maxilares afiados.
— Esse é o João? — perguntou um deles, que chamarei de Tiago. Ele tinha olhos escuros, penetrantes, e um sorriso de dentes amarelados. — O filho do político. O garoto de ouro.
— Esse mesmo — respondeu Rui, dando uma piscada. — Disse que ele gosta de se divertir.
O terceiro, que chamarei de Nuno, não disse nada. Apenas me olhou de cima a baixo, avaliando a mercadoria. Ele era o mais baixo dos três, mas o mais largo nos ombros, com uma barriga saliente e macia que contrastava com a magreza dos outros. Ele tinha um olhar pesado, fixo na minha região pubiana, como se pudesse ver através da minha calça jeans.
Fiquei ali, parado no meio do quintal, sentindo o clima mudar de repente. A minha confiança começou a vacilar, não por medo, mas por uma estranha antecipação. Eu sempre fui curioso, bissexual, mas mantinha essa parte da minha vida bem controlada. Ali, cercado por aqueles três homens que exalavam testosterona e suor, senti o sangue correr mais rápido. Havia algo neles, um cheiro de sebo não lavado, de homem bruto, que mexia com instinto primitivos.
— Vamos beber algo? — sugeri, tentando quebrar a tensão que parecia uma corda esticada prestes a arrebentar.
— Já bebemos — disse Tiago, aproximando-se. Ele andava de um jeito balançante, confiante. — Agora a gente quer outra coisa.
Ele parou bem na minha frente. Eu podia sentir o cheiro dele, uma mistura forte de suor, cerveja velha e um cheiro íntimo de virilha. Atrás dele, Nuno e Rui cercaram minhas costas. Fiquei encurralado contra a mesa de picnic.
— Que tipo de coisa? — perguntei, a voz falhando um pouco. Meu coração batia contra as costelas, não de medo, mas de uma excitação repentina e avassaladora.
— Você sabe, João. Você tem essa cara de quem sabe — sussurrou Tiago, colocando a mão no meu peito. Ele passou os dedos pelos pelos do meu torso que apareciam pelo decote da camiseta. A mão dele era quente, úmida, e o toque enviou choques elétricos pela minha coluna.
Foi então que a máscara social caiu. Não houve aviso prévio, não houve delicadeza. Tiago agarrou minha camiseta com as duas mãos e puxou, rasgando o tecido com um som seco. O ar frio bateu na minha pele, fazendo meus mamilos endurecerem instantaneamente. Eu soltei um grunhido de surpresa, mas não recuei. Pelo contrário, meu corpo reagiu, inclinando-se para o toque.
— Olha só essa pelança — comentou Nuno, vindo por trás. Suas mãos ásperas roçaram nas minhas costas, descendo até a cintura da minha calça. — Gostoso.
Eles não perderam tempo. Foi uma avalanche de mãos e corpos. Rui veio pela frente e, sem cerimônia, desatou o cinto da minha calça e puxou o zíper. O som do metal correndo pareceu alto demais no silêncio da mata. Minha calça jeans caiu até os tornozelos, prendendo meus pés. Eu fiquei de cueca boxer justa, minha ereção já evidente, desenhando o pano.
— O rapaz está animado — riu Tiago, esfregando a palma da mão diretamente na minha rola dura através do algodão.
Eles me cercaram. Três corpos magros, peludos, pressionando contra mim. Eu sentia as rolas deles, duras e quentes, esfregando nas minhas coxas, na minha barriga, nos meus braços. O cheiro de sebo, aquele odor gorduroso e masculino de rola suja, ficou intenso, intoxicante. Eu inalei fundo, tonto com a mistura de aromas.
— Tira a cueça — ordenou Rui, com uma voz que não admitia negação.
Eu não precisei que me pedissem duas vezes. Minhas mãos tremiam levemente enquanto eu empurrava o pano para baixo. Meu pau saltou para fora, batendo na barriga. É um pau grosso, com a glande rosada e uma boa quantidade de pelos na base, mas comparado ao que eu estava prestes a ver, eu sabia que eu era o "civilizado" ali.
Eles também se despiram. Foi uma desorganização de roupas caindo no chão de terra batida. E quando ficaram nus, a realidade da situação bateu com força total. Eram três animais. Rolas grossas, veias saltando, peles brilhantes de suor e sebo. A cabeça do pau de Tiago era enorme, coberta por um prepúcio grosso que mal deixava a glande aparecer. Havia um cheiro forte de esmegma vindo daquilo, um ácido acre que me fez a boca água. Nuno tinha um pau mais curto, mas incrivelmente grosso, como um cano de esgoto, e os sacos dele eram enormes, pendurados pesados e peludos. Rui tinha o pau mais comprido, fino e curvo, com uma glande roxa que parecia prestes a explodir.
— Agora você é nosso, garoto — disse Tiago, empurrando-me de bruços sobre a mesa de picnic.
A madeira áspera raspou contra o meu peito e nos meus mamilos sensíveis. Eu gritei baixinho, mistura dor e prazer. Minha bunda ficou exposta, vulnerável, no ar. Eles não esperaram. Senti mãos espalhando as minhas nádegas, dedos roçando no meu cu fechado, apertado.
— Aperta esse cuzinho? — perguntou Nuno, dando um tapa forte na minha bunda.
A dor foi aguda, um queimor que se espalhou pela pele, mas que foi direto para o meu pau, fazendo-o pulsar. Eu gemi, pressionando a cara contra a madeira úmida.
— Por favor... — eu gemi, sem saber se estava pedindo para parar ou para continuar.
Eles não se importaram com o que eu queria. A única linguagem que falavam era a da força bruta e do desejo carnal. Tiago cuspiu na minha bunda. Eu senti a saliva escorrendo pela freguesia, fria e úmida. Em seguida, ele empurrou um dedo grosso e calejado para dentro. Eu contraí o corpo involutariamente, o músculo do ânus tentando expulsar o intruso.
— Relaxa, porra — ele ralhou, dando outro tapa, ainda mais forte. Minha bunda devia estar vermelha, marcada pela mão dele. — Vai ter que aguentar muito mais que um dedo.
Ele trabalhou o dedo, torcendo, abrindo caminho. Eu arfava contra a mesa, meus dedos cravando na madeira. A dor era real, mas a submissão era eletrizante. Eu, o filho do político, o gerente da farmácia, ali, nu, sendo usado por três desconhecidos no meio do mato. A degradação era libertadora.
Rui apareceu na minha frente. Ele subiu na mesa, ajoelhando-se com os joelhos de cada lado da minha cabeça. Sua rola curva e cheirosa balançava na minha frente.
— Abre a boca — ordenou ele.
Eu abri. Ele não foi gentil. Ele enfiou a rola até o fundo da minha garganta. Eu engasguei, os olhos lacrimejando, lutando para respirar. O gosto era forte, de sal, de urina talvez, de homem puro. Ele começou a foder minha boca, com movimentos rápidos, usando minha cabeça como um objeto. Eu sentia a glande dele batendo no meu palato, sentia os pelos pubianos dele roçando no meu nariz, sufocando-me com o cheiro dele.
Enquanto eu engolia a rola de Rui, senti Tiago tirar o dedo do meu cu. O vazio durou apenas um segundo. Algo maior, muito maior, pressionou contra minha entrada. Era a cabeça enorme, suja de sebo, do pau dele.
— Vai doer, cadela — avisou ele, e empurrou.
O grito ficou abafado pela rola de Rui na minha boca. Foi como se um tronco estivesse sendo enfiado dentro de mim. A dor foi lancinante, rasgante. Eu tentei me soltar, mas Nuno e Rui me seguram firme. Tiago não teve piedade. Ele continuou empurrando, inchando meu anel até o limite, entrando de uma vez só até o saco bater na minha pele.
Eu estava cheio. Nunca tinha me sentido tão cheio, tão esticado. O pau dele era quente, vivo, pulsando dentro do meu intestino. Ele esperou alguns segundos, apenas gozando da sensação do meu cu apertado estrangulando a base da rola dele.
— Caralho, que cuzinho apertado — ele suspirou, começando a mover-se.
O ritmo que ele imprimiu foi brutal. Não houve carinho, não houve aquecimento. Foi bombardeio puro e duro. Ele batia as coxas dele na minha bunda com força, fazendo um som de ploc alto e obsceno que ecoava na mata. A cada golpe, meu corpo era empurrado para frente, fazendo eu engolir mais a rola de Rui.
Nuno não ficou parado. Ele estava na lateral, observando, mas logo entrou na ação. Eu senti algo frio e metálico tocar na minha pele. Era um alicate de roupa, ou algo parecido. Ele pegou um dos meus mamilos, que já estavam duros e sensíveis, e colocou o prendedor.
— AAAHH! — gritei, a dor aguda disparando pelo peito.
Ele não parou por aí. Colocou outro no mamilo esquerdo. Depois, mais dois abaixo, na pele sensível da aréola. A dor era constante, latejante, misturando-se com a dor da penetração brutal no meu cu e o prazer tortuoso de ter a boca cheia.
— Fica quieto — disse Nuno, passando a mão pela minha barriga, arranhando com as unhas longas e sujas. Ele deixou marcas vermelhas na minha pele clara, arranhando desde o peito até a região pubiana.
Eles me usaram como uma carne. Um objeto para prazer deles. Tiago fodia meu cu com fúria, xingando, chamando-me de vadia, de putinha, de burra de governo. Rui só se importava em gozar na minha boca, segurando minha cabeça com força, meus cabelos presos entre os dedos dele.
O tempo perdeu o sentido. Podia ter sido dez minutos ou uma hora. Eu estava flutuando numa névoa de dor e prazer extremo. Meu corpo não era mais meu; era uma propriedade deles.
De repente, Tiago parou. Ele estava enterrado até a base. Eu senti o pau dele pulsar, endurecendo ainda mais, se preparando.
— Vou encher esse cuzinho de leite — gritou ele.
Ele deu alguns golpes finais, curtos e profundos, e então explodiu. Eu senti o jato de porra quente inundar meu intestino, espalhando o calor por dentro de mim. Era muito. Parecia que ele não gozava há dias. Ele continuou pulsando, despejando tudo o que tinha, gemendo alto como um animal.
Quando ele puxou, a porra escorreu para fora, escorrendo pela minha coxa, misturada com um pouco de sangue e o lubrificante natural do meu corpo que tinha sido forçado a sair. O vazio voltou, mas meu cu estava agora relaxado, aberto, uma bocinha gaped esperando por mais.
Rui também estava perto. Ele puxou a rola da minha boca e começou a bater punheta na minha cara. Eu olhei para cima, vendo o rosto de prazer dele contorcido.
— Abre a boca, porra! Vai tomar tudo!
Jatos grossos de esperma atingiram meu rosto. Olhos, nariz, boca. Eu abri a língua, tentando pegar o máximo que podia, sedento por aquela degradação. O gosto era salgado, amargo, e eu engoli avidamente, sentindo o líquido escorrendo pela garganta.
Nuno olhou para mim, vendo meu rosto coberto de porra, meu pingando porra do cu, os prendedores nos mamilos.
— Agora é a minha vez — disse ele.
Ele não foi para o meu cu. Ele me puxou do chão, meus joelhos fracos mal segurando meu peso. Ele me empurrou para a terra batida, de costas. A terra fria e úmida roçou nas minhas costas, nos meus braços. Ele se ajoelhou entre minhas pernas e ergueu minhas pernas para o ar.
— Segura as pernas — ordenou Tiago, que já estava se recuperando.
Eu segurei minhas pernas atrás dos joelhos, abrindo meu furo para eles. Nuno não precisou de lubrificante. O cu já estava cheio de porra de Tiago. Ele simplesmente encostou a cabeça grossa do pau dele e empurrou.
Mesmo cheio de porra, a grossura dele era chocante. Eu gritei, arqueei as costas, sentindo a pele esticar novamente. Ele foi fundo, bater na boca do colo do útero imaginário, tocando lugares que ninguém tinha tocado antes.
— Olha pra mim — disse ele. — Olha enquanto eu fodo você.
Eu olhei. Vi o rosto suado dele, os pelos do peito colados ao suor, a expressão de posse total. Ele começou a foder, devagar, mas com força, torcendo a cintura para bater em todos os lados.
— Vocês dois — ele gritou para os outros. — Ocupe a boca dele de novo.
Tiago veio para o lado. Sua rola, que tinha acabado de gozar, estava começando a endurecer de novo. Ele enfiou na minha boca, forçando eu a limpar o resto de porra e o gosto do meu próprio cu que estava nela. Rui ficou observando, mas logo se juntou, oferecendo o saco dele para eu lamber.
Eu estava em êxtase. Três homens me usando. Dupla penetração na minha boca e no meu cu. Os prendedores balançavam nos meus mamilos com o movimento da foda, enviando ondas de dor aguda a cada empurrão.
Nuno durou muito. Ele tinha uma resistência animal. Ele me fodia, parava, batia na minha bunda, arranhava minhas coxas, e voltava a foder. Eu estava babando, sem ar, os olhos revirados. O mundo se reduziu ao cheiro de suor, ao som de pele batendo em pele, e à sensação de ser preenchido.
— Vou mijar — disse Tiago de repente, tirando a rola da minha boca.
Eu esperava que ele fosse mijar no chão. Mas ele não. Ele apontou o pau para o meu peito.
— Abre a boca, cadela.
O jato de urina quente e amarela bateu no meu peito, nos mamilos com os prendedores, escorrendo pela barriga. Eu abri a boca, desesperado. O jato entrou, enchendo minha boca, forçando eu a engolir rápido para não me afogar. Era quente, salgado, um gosto ácido e forte. Eu engoli gole após gole, sentindo o líquido quente descer para o estômago. Ele mijou no meu rosto, nos meus cabelos, marcando território.
Rui viu aquilo e sorriu. Ele também precisava mijar. Ele se aproximou e, enquanto Nuno continuava fodendo meu cu sem piedade, Rui mijou na minha rola e nos meus sacos. A sensação da urina quente escorrendo pelo meu pau duro foi estranha, excitante, humilhante.
Nuno acelerou. Ele estava perto. Ele pegou minhas pernas com força, deixando marcas roxas nos meus tornozelos.
— Toma essa porra! Toma!
Ele entrou fundo uma última vez e ficou lá. Eu senti a explosão dentro de mim, misturando-se com a de Tiago. Ele gemia, o corpo todo tremendo, despejando tudo. Quando ele terminou, ele puxou a rola com um som pop alto e sujo. Uma quantidade enorme de porra escorreu para fora, formando uma poça no chão de terra sob minha bunda.
Eu fiquei lá, imóvel, ofegante, coberto de urina, porra, terra e suor. Meu corpo doía todo. Os mamilos estavam latejando. O cu estava queimando, dilatado, pingando fluidos. Mas eu nunca tinha me sentido tão vivo.
Eles não tinham acabado. Era só o começo dos três dias.
Tiago veio até mim e tirou os prendedores dos mamilos. A dor do sangue voltando foi aguda, me fazendo gritar.
— Levanta — disse ele, puxando-me pelo braço.
Eu tentei me levantar, mas minhas pernas tremiam. Eles me arrastaram para uma árvore próxima. Havia cordas e tiras de couro penduradas nos galhos.
— Vamos amarrar você bem — disse Rui. — Ainda temos a noite toda.
Eles me amarraram com as mãos acima da cabeça, preso ao tronco da árvore. A casca áspera roçava nas minhas costas nuas. Fiquei suspenso, os pés mal tocando o chão.
— Agora vamos brincar de verdade — disse Nuno, voltando com uma caixa de ferramentas.
Ele tirou objetos. Um martelo, uma chave de fenda, e algo que me fez o sangue gelar: um objeto cilíndrico, grosso, de madeira, parecendo um cabo de vassoura lixado, mas ainda muito grosso.
— Isso vai entrar no seu cu — disse ele, passando a madeira na minha bunda suja e escorrendo. — Vamos ver quanto você aguenta.
Eles untaram a madeira com a mistura de porra que escorria do meu cu e com um pouco de vaselina que Tiago tirou do bolso. Depois, Nuno encostou a ponta da madeira na minha entrada.
— Relaxe, ou vai rasgar.
Ele empurrou. A madeira era fria, dura, sem a flexibilidade de um pau. Eu gritei, puxando as cordas. Eles riram. Eles empurraram mais. A madeira entrou, alargando meu ânus além do que eu achava possível. Eu me senti partido ao meio.
Quando a madeira estava bem funda, eles a amarraram no lugar com uma corda que passava pela minha cintura e entre as pernas, para que não saísse. Eu fiquei lá, impalado no pedaço de pau, cheio, dolorido, humilhado.
Eles se sentaram em tocos de árvores ao redor, abrindo cervejas, observando meu sofrimento como se fosse um show de TV.
— Você é uma boa vadia, João — disse Tiago. — Vamos te usar bem nesses três dias.
A noite caiu. O som dos grilos era ensurdecedor. Eu ficava ali, pendurado, sentindo a madeira dentro de mim, a dor nos mamilos, o cheiro de urina no meu corpo. De vez em quando, um deles se levantava, vinha me bater, ou mijava em mim de novo. Às vezes, forçavam eu a chupar a rola deles até ficarem duros de novo, só para deixarem lá, sofrendo de tesão.
Eu perdi a noção do tempo. A dor virou um fundo constante, um zumbido que meu cérebro aprendeu a ignorar em favor de flashes de prazer distorcido. Eu olhava para eles, vendo seus corpos peludos ao luar, as rolas duras, e sentia um desejo doentio de ser usado, de ser destruído por eles.
No meio da noite, eles me desceram da árvore, mas não tiraram a madeira. Me arrastaram para o chão, de bruços. Tiago se deitou na minha frente.
— Senta na minha rola — ordenou ele.
Com dificuldade, com a madeira ainda no cu, eu me posicionei acima dele. Ele segurou a madeira e puxou, tirando-a com um som molhado e sujo. Eu gritei com o vazio repentino, mas antes que eu pudesse me recuperar, ele puxou minha bunda para baixo e enfiou o pau dele.
— Agora Nuno — disse Tiago.
Nuno veio por trás. Eu senti a cabeça do pau dele encostar no meu cu, que já estava ocupado pelo pau de Tiago.
— Não... não cabe... — eu gemi, pânico tomando conta.
— Cabe sim — disse Nuno, empurrando.
A dor foi indescritível. Dupla penetração. Dois paus gordos entrando ao mesmo tempo, rasgando, esticando, destruindo meu limite. Eu gritei até minha garganta doer. Eles não pararam. Uma vez que a cabeça entrou, eles foram fundo. Eu fiquei cheio até o estômago, parecendo que meu corpo ia se rasgar ao meio.
Eles começaram a foder em sincronia. Quando um entrava, o outro saía. Eu era um saco de carne entre eles, sem controle, sem voz, apenas um receptáculo para o prazer deles. O cheiro de sebo, suor e sexo era insuportável. Eu sentia os pelos deles roçando na minha pele, sentia o peso dos corpos deles me esmagando.
— Engole tudo, sua porra — gritava Tiago, mordendo meu pescoço.
Eles me usaram por horas. Gozaram dentro de mim de novo, enchendo-me até transbordar. Quando terminaram, eu estava inconsciente, apenas um corpo mole no chão sujo.
Acordei com o sol batendo no meu rosto. Eles estavam acordados, tomando café, parecendo homens normais, exceto pelo fato de estarem nus e eu estar no chão, coberto de resíduos da noite anterior.
— Bom dia, princesa — disse Rui, chutando meu pé suavemente. — Café da manhã está servido.
Ele apontou para a rola dele, que estava começando a endurecer.
— Mas antes... — ele olhou para mim com um sorriso malicioso. — Você tem sede, não tem?
Eu estava. A garganta seca, o corpo pedindo líquido.
— Vamos te hidratar — disse Tiago.
Eles me levantaram e me apoiaram contra a árvore. Os três se aproximaram, um de cada vez, e mijaram na minha boca aberta. Eu bebi tudo, sem reclamar, sem pensar. A urina da manhã era mais concentrada, mais amarga, mas eu engoli como se fosse água. Era tudo o que eu tinha. Era tudo o que eu era.
Eles me foderam mais duas vezes naquela manhã. Uma vez no chão, outra vez contra a cerca velha do quintal. Eles usaram galhos de árvores, folhas, as próprias mãos. Eles me arranharam até sangar, me bateram até roxo. Eles me chamaram de nomes que eu nunca tinha ouvido, degradantes, sujos. E cada palavra, cada golpe, cada gole de urina me afundava mais naquele abismo de prazer e submissão.
No segundo dia, eu nem tentei resistir. Eu me tornei o brinquedo deles. Quando eles entravam no quarto, eu já abria as pernas. Quando eles tiravam o pau, eu já abria a boca. Eu vivia para o momento em que eles me enchiam, seja de porra, seja de urina, seja de dor.
Lembro-me de uma tarde do segundo dia em que me amarraram de pernas abertas na cama. Eles colocaram velas em cima do meu corpo, deixando a cera quente cair na minha pele sensível, nos meus mamilos, na minha rola. Eu gritei, chorei, mas meu pau permanecia duro, gotejando porra. Eles riram da minha ereção, chamando-me de masoquista.
— Você adora isso, não adora? — perguntou Nuno, passando o dedo pela cera endurecida na minha barriga. — O filho do político, vador de pau.
Eu não podia negar. Eu amava. Eu amava a sujeira, a dor, a perda de controle. Eu amava ser tratado como um objeto, como um animal. Era a fuga perfeita da minha vida perfeita.
No terceiro dia, eu estava exausto. Meu corpo não respondia mais como antes. O cu estava dolorido, a garganta arranhada. Mas eles ainda tinham energia. Eles decidiram fazer uma festa de despedida.
Me levaram para o chuveiro ao ar livre, uma estrutura simples de canos e madeira no quintal. Eles me lavaram, mas não com delicadeza. Eles usaram esponjas ásperas que arrancaram a pele, e água fria que me fez tremer. Depois, me foderam ali, em pé, com a água escorrendo pelos nossos corpos.
Foi ali que Tiago, o mais selvagem de todos, olhou nos meus olhos e disse:
— Você é nosso agora, João. Sempre que eu quiser, eu venho na cidade e te pego. E você vai gostar.
Eu sabia que era verdade. Eu sabia que nunca mais seria o mesmo. Aquele fim de semana tinha quebrado algo dentro de mim, algo que eu nunca conseguiria consertar. E, secretamente, eu não queria consertar.
Quando me vestiram para ir embora, no final do terceiro dia, eu sentia o cheiro deles na minha pele, impregnado nas minhas roupas. Meu corpo estava coberto de marcas roxas, arranhões, queimaduras de velas. Eu mancava ao andar. Mas eu sorri para eles.
— Até a próxima — disse eu.
Eles riram, bateram palmas.
— Até a próxima, cadela.
Dirigi de volta para a cidade em silêncio. O rádio estava desligado. Eu só ouvia o som do motor e o bater do meu coração. Quando cheguei em casa, entrei no chuveiro e lavei o corpo por uma hora. Mas o cheiro de sebo, de urina, de porra, não saía. Ele estava na minha pele, na minha memória, na minha alma. Eu me olhei no espelho, vendo as marcas, vendo o homem que eu tinha me tornado. E, pela primeira vez na vida, eu me senti completo. Eu era João, o filho do político, o gerente da farmácia. Mas eu também era a vadia de três homens no mato. E essa era a minha verdade agora.
