O gosto do concreto

O ar da madrugada em São Paulo tem um gosto peculiar de concreto úmido e poluição dissipada, uma mistura que só quem viveu a noite inteira na rua consegue reconhecer. Saí da balada com a cabeça ainda girando um pouco, o som do baço eletrônico ecoando nos meus tímpanos como uma ressaca que prometia ser brutal. A camisa de linho, antes impecável, agora colava suavemente nas minhas costas, e o tênis descolado, meu orgulho, já estava com uma leve camada de poeira das calçadas da região central. Eu não queria ir para casa ainda. Aquele tédio familiar, a pressão da farmácia, as expectativas políticas do meu pai... tudo isso parecia muito longe quando as luzes da cidade começavam a diminuir de intensidade e o silêncio da madrugada tomava conta.

Fui caminhando sem destino, guiado por aquele instinto impulsivo que sempre me meteu em encrencas, mas que também me dava as melhores histórias. A Praça da Sé, de dia, é um caos de gente, religiosos e turistas. De madrugada, vira outro animal. É um lugar de sombras, de cantos onde a luz dos postes mal alcança, de histórias que ninguém quer contar. Eu curtio aquele ar de perigo controlado, a sensação de estar no limite, onde as regras sociais da minha "boa família" não valiam nada. O cheiro de urina e lixo velho era forte, mas de alguma forma, aquilo me ancorava na realidade crua da cidade, longe das fachadas de apartamentos de luxo e das farmácias com ar condicionado.

Foi então que o vi. Ele estava sentado num banco de pedra, quase invisível na penumbra de uma das laterais da catedral. Um morador de rua, idoso, a pele enrugada como papel amassado, misturada com camadas de sujeira acumuladas por Deus sabe quanto tempo. Ele estava imóvel, com as pernas abertas, ocupando o espaço com uma postura desafiadora, mesmo que estivesse completamente alheio à minha presença a princípio. O cheiro que emanava dele era intenso, um aroma acre de suor, secreção e degradação, algo que faria qualquer pessoa "de bem" cruzar a rua apressada. Mas eu parei.

Algo naquele cenário despertou aquela minha curiosidade mórbida, aquela necessidade de quebrar a rotina e experimentar o que estava proibido. Eu me aproximei, o som dos meus passos ecoando no vazio da praça. O velho levantou o olhar devagar. Seus olhos eram turvos, perdidos, mas havia ali um brilho de reconhecimento predatório. Ele não parecia assustado com a minha aparência de "playboy" de periferia rica. Pelo contrário, um sorriso dentes amarelados e quebrados se formou nos lábios dele, como se ele soubesse exatamente o tipo de sacanagem que passava pela minha cabeça, mesmo antes de eu formular qualquer pensamento coerente.

— Ei, moço — ele grunhiu, a voz rouca como lixa passando ferro. — Perdido?

Eu não respondi. Meus olhos desceram, involuntariamente, para a região entre as pernas dele. A calça jeans que ele vestia estava aberta na braguilha, expondo um membro que, mesmo flácido, tinha um tamanho impressionante. Mas o que me chocou não foi apenas o tamanho, foi o estado em que ele se encontrava. O pau do velho estava coberto por uma camada espessa e esbranquiçada de sebo, uma substância pastosa que acumulava ao redor da glande e desceu pelo eixo, misturando-se com pelos pubanos encaracolados e sujos. Era imundo, no sentido mais literal e repulsivo da palavra. No entanto, eu não conseguia desviar o olhar. O cheiro chegou até mim, fétido e masculino, fazendo minha respiração travar na garganta.

O velho notou onde eu estava olhando. Ele riu, um som seco e cuspido.

— Gostou do que vê, garoto? — ele desafiou, passando a mão suja e calejada pelo próprio pau, espalhando aquela gordura repugnante. — Está precisando de uma mãozinha pra limpar isso aqui faz tempo.

Meu coração batia forte contra o peito, não de medo, mas de uma excitação profunda e vergonhosa. Eu, João, o filho do político, o gerente da farmácia, o cara de futuro promissor, ali estava, hipnotizado por um pau imundo de um desconhecido na rua. A contradição era eletrizante. Eu dei um passo mais perto, sentindo o cheiro dele invadir minhas narinas, pesado e sufocante. Meus joelhos quase bateram um no outro, uma submissão instintiva tomando conta do meu corpo.

— Vai ficar só olhando? — ele provocou, abrindo mais as pernas. — Chega mais e põe a mão na porcaria.

Eu me agachei na frente dele. O chão era frio e úmido, mas eu mal sentia. Meus olhos estavam nivelados com aquela monstruosidade suja. Com a mão tremendo levemente, eu estiquei os dedos e toquei na pele quente e pegajosa do pau dele. A sensação era nojenta e incrivelmente estimulante ao mesmo tempo. O sebo era grosso, gorduroso, e ao meu toque, o pau dele começou a responder, engrossando lentamente. Eu envolvi a haste com a mão, sentindo a textura das veias saltando sob a camada de sujeira.

— Isso aí, seu putinho — ele sussurrou, colocando uma mão na minha nuca, os dedos ásperos pressionando minha pele. — Limpa essa bosta direito.

Eu comecei a mover a mão para cima e para baixo, esfregando o sebo, tentando remover aquela crosta com a fricção. O cheiro de esmegma ficava mais forte, subindo ao meu nariz e me deixando tonto. Eu via o líquido branco acumular-se na minha palma, misturando-se com o suor da minha mão. Era um trabalho nojento, como limpar uma tubulação entupida, mas havia um ritualismo ali. Eu estava rebaixando-me, voluntariamente, para aquela condição. Meu próprio pau, preso dentro da calça jeans apertada, pulsava em concordância.

O velho suspirou, inclinando a cabeça para trás e fechando os olhos.

— Faz tempo que ninguém faz isso... — ele murmurou. — Agora usa a boca. Limpa com a língua.

A ordem caiu como uma sentença, mas em vez de repulsa, eu senti uma onda de calor percorrer meu corpo. Eu me inclinei, a poucos centímetros da glande dele. O odor era quase físico, batendo no meu rosto. Eu abri a boca e, com a ponta da língua, toquei no sebo acumulado na cabeça do pau dele. O sabor era salgado, amargo e metálico, uma explosão de sujeira na minha boca. Eu engoli em seco, sentindo a textura viscosa grudar na minha língua e no céu da boca.

Eu comecei a lamber de verdade, passando a língua plana sobre a glande, raspando a camada de esmegma. Eu ouvia o velho gemer baixinho, a mão dele apertando meu pescoço com mais força, me guiando. Eu chupava a cabeça, sentindo o gosto forte daquele homem que vivia na rua, absorvendo a sujeira dele como se fosse um néctar. Minha saliva começava a misturar com o sebo, criando um fluxo que escorria pelo queixo e caía na minha camisa. Eu não me importava. Eu estava hipnotizado pelo ato de degradar a mim mesmo para o prazer dele.

De repente, sem aviso, ele segurou meu cabelo e puxou minha cabeça para trás.

— Agora você vai beber o resto — ele disse, a voz grossa de desejo.

Ele segurou o pau duro e apontou para minha boca. Eu entendi o que ia acontecer e, em vez de recuar, abri a boca o máximo que pude, estiquei a língua e esperei. Um jato quente de urina bateu no fundo da minha garganta. O gosto era forte, salgado e ácido, muito mais intenso do que o sebo. Eu engoli compulsivamente, tentando acompanhar o fluxo, mas havia muito. O xixi escorria pelos cantos da minha boca, molhando meu rosto todo, escorrendo pelo pescoço e entrando na minha camisa. O cheiro de mijo se juntou ao cheiro de sujeira, criando uma aura de putaria ao meu redor.

O velho riu enquanto mijava na minha cara, humilhando-me com aquele ato primal.

— Toma todo, seu nojento! — ele grunhiu.

Quando ele terminou, eu estava ofegante, coberto de urina, com o gosto forte na boca e o coração disparado. Eu me sentia sujo, usado, e nunca havia me sentido mais vivo. O velho olhou para mim, satisfeito, e depois se levantou. Ele era mais alto do que parecia sentado. Ele me puxou para cima com uma força surpreendente para a idade dele.

— Ainda não acabou, garoto — ele disse, virando-me de costas e me empurrando em direção a uma coluna de pedra mais escura, onde as sombras engoliam qualquer luz. — Agora você vai pagar por essa limpeza.

Ele me dobrou sobre a coluna, o frio da pedra roçando no meu peito molhado. Eu senti as mãos dele puxarem minha calça e a cueca para baixo com brutalidade, deixando meu traseiro exposto ao ar frio da madrugada. Eu gemi, sentindo a vulnerabilidade da minha posição. Não havia romance ali, apenas desejo animal e domínio.

Ouvi o som dele cuspindo na mão e lubrificando o pau dele, que já estava duro como uma pedra novamente. Em seguida, senti a cabeça enorme do pau dele pressionando contra meu ânus. Eu contraí involuntariamente, o medo misturando-se com a antecipação. Ele era grande, e a sujeira só aumentava a fricção.

— Relaxa essa bunda senão vai rasgar — ele avisou, dando um tapa forte na minha nádega.

A dor do tapa me fez soltar um grito abafado, e nesse momento de distração, ele empurrou. A cabeça do pau invadiu meu corpo, abrindo caminho à força. Eu gritei de dor, sentindo-me sendo rasgado por dentro. Ele não esperou eu me acostumar. Ele começou a foder com força, puxando minhas quadris para trás enquanto enfiava a vara toda até o fundo.

Cada golpe era um impacto profundo. Ele não tinha piedade. O pau dele entrava e saía com sons úmidos e obscenos, batendo na minha próstata e me fazendo ver estrelas, mesmo através da dor. Eu segurava na coluna, meus dedos brancos de tanta força, sentindo meu corpo ser sacudido para frente e para trás. O cheiro de suor dele vinha por trás, envolvendo-me, sufocando-me. Era fétido, mas eu inspirava fundo, querendo me impregnar daquele odor.

— Que cu apertado... — ele murmurava entre gemidos rudes. — Teve muita gente nessa rola antes, hein? Mas você nunca levou uma dessa.

Ele aumentou o ritmo, os quadris batendo contra minhas nádegas com um som de chicote. Eu gemia sem parar, meu próprio pau duro e escorrendo porra, mas eu não tocava nele. A sensação de estar sendo usado como um objeto de prazer por aquele homem da rua era demais para minha cabeça. Minha barba estava molhada de suor e saliva, meus olhos ardiam. Eu olhava para as sombras da praça, vendo os prédios ao redor, as luzes distantes, pensando em como ninguém ali sabia o que estava acontecendo naquele canto escuro. O segredo, a obscenidade pública, tudo isso alimentava meu tesão.

Foi então que percebi que não estávamos sós.

No meio de um gemido mais alto, meus olhos se ajustaram à penumbra e vi uma silhueta parada a alguns metros de distância. Era outro morador de rua, mais jovem, magro, observando a cena. Ele tinha a mão dentro da calça, claramente se masturbando enquanto via o velho me comer. O choque inicial deu lugar a uma excitação adicional. Ser visto. Ser desejado. Ser um espetáculo.

O observador não se aproximou. Ele ficou ali, batendo punheta, os olhos fixos no vai e vem do pau do velho no meu cu. Eu o encarei, abrindo a boca num suspiro de prazer, provocando-o. Eu queria que ele visse tudo. Eu queria que ele visse o quão viciado eu estava naquela merda.

O velho que estava me fodendo não pareceu notar ou não se importou com a audiência. Ele estava focado em seu próprio prazer, pegando minha bunda com unhas que pareciam garras, deixando marcas vermelhas na minha pele. Ele respirava pesado no meu ouvido, um som asmático que aumentava a cada segundo.

— Toma... toma essa rola suja... — ele grunhia.

De repente, o ritmo dele mudou. Os golpes ficaram mais curtos e mais rápidos. Ele segurava meu pescoço com uma mão, me prendendo contra a coluna.

— Vou gozar dentro de você, seu vadia — ele avisou, a voz trêmula.

Senti o pau dele pulsar dentro de mim, inchando ainda mais. Ele berrou um som gutural, animal, e então senti o jato quente de porra bater nas minhas entranhas. Era muito, ele parecia não parar de gozar. A sensação de calor se espalhando pelo meu reto era intensa. Ele continuou a foder enquanto gozava, misturando o esperma com a sujeira e o sangue leve da penetração bruta, transformando meu interior numa lama quente.

Ele finalmente parou, ficando imóvel por alguns segundos, recuperando o fôlego. Depois, puxou o pau de fora com um som úmido e desengonçado. Um pouco de porra escorreu pelo meu ânus, descendo pela minha coxa. Eu fiquei ali, ofegante, apoiado na coluna, sentindo meu ânus latejar e gotejar.

Foi então que o observador decidiu participar.

Ele se aproximou, andando com uma passada estranha, os olhos vidrados. Ele ainda tinha o pau para fora, duro na mão. Ele olhou para o pau do velho, que agora estava murchando e gotejando uma mistura de porra, sebo e sangue, e depois olhou para meu traseiro exposto.

— Deixa eu ver isso — disse o segundo homem, com uma voz rouba e estridente.

Ele se agachou atrás de mim. Eu senti a mão dele tocar minha nádega, espalhando a porra que estava escorrendo. Ele levou os dedos à boca, provando a mistura. Depois, sem aviso, ele se levantou e começou a bater punheta freneticamente, mirando no pau do velho.

O velho, recuperando o fôlego, olhou para o outro com desdém, mas não se afastou. O segundo homem gemeu alto, um som agudo, e então explodiu. Jatos grossos de esperma voaram do pau dele e cobriram o pau do velho, que estava semi-ereto. Era uma quantidade absurda de porra, branca e espessa, banhando a glande e a haste suja do idoso.

O velho olhou para o próprio pau, coberto pelo sêmen do outro, e sorriu, mostrando os dentes podres.

— Agora vai lá e termina o serviço — ele ordenou, empurrando a cabeça do segundo homem em direção ao meu cu.

O segundo homem não precisou de ordens. Ele se agachou novamente atrás de mim e, com o pau ainda gotejando o resto da gozada, ele o esfregou diretamente na minha entrada, já lubrificada e aberta pelo uso anterior. Ele usou a própria porra como lubrificante, misturando-a com a do velho. A sensação de ter outro pau, novo e estranho, roçando na minha ferida aberta era eletrizante.

Ele não entrou. Ele apenas continuou a esfregar a glande sensível no meu ânus, estimulando-se com a textura da minha pele e com a visão da minha bunda aberta e suja. Ele gemia como um animal, passando a cabeça do pau nos lábios do meu cu, coletando a porra que escorria de dentro de mim e trazendo de volta para a ponta do pau dele.

— Tão gostoso... — ele murmurava.

Ele aumentou a velocidade da mão, roçando o pau na minha bunda com força. Eu gemia, sentindo a fricção direta no meu orifício dilatado. O cheiro de sexo era insuportável no ar, uma nuvem densa de testosterona, suor, urina e esperma.

De repente, ele agarrou minhas nádegas com força, cravando os dedos, e empurrou o pau para dentro, apenas a cabeça, e gritou. Ele gozou de novo, dessa vez dentro de mim. Senti o jato quente se juntar ao que já estava lá, enchendo-me ainda mais. Ele tremia todo, o corpo convulsionando com o orgasmo, empurrando a porra para dentro com pequenos golpes involuntários.

Quando ele terminou, ele se afastou, ofegante, e sentou-se no chão, exausto. O velho riu, arrumando as calhas com dificuldade.

— Bom garoto — disse o velho, dando um tapa leve na minha bunda exposta. — Agora pode ir. A gente se vê por aí.

Eles se afastaram, sombras se fundindo com a escuridão da praça, deixando-me sozinho na coluna. Eu fiquei lá por alguns minutos, incapaz de me mover imediatamente. Meu corpo doía, meu ânus queimava e gotejava, minha camisa estava colada no corpo pelo suor e pela urina, e o gosto de sujeira ainda impregnava minha boca.

Eu me arrumei devagar, puxando a calça para cima, sentindo o tecido roçar na pele sensível das minhas nádegas. A mistura de fluidos escorrendo na minha cueca era uma lembrança constante e úmida do que acabara de acontecer. Eu olhei ao redor. A praça estava silenciosa, indiferente. As luzes da catedral brilhavam frias.

Caminhei até uma fonte pública e lavei o rosto, a água gelada me despertando do transe. Olhei para meu reflexo na água turva. Eu ainda era o mesmo João, o cara do sorriso encantador e dentes brancos. Mas eu sabia que algo tinha mudado. Eu tinha cruzado uma linha. E o pior de tudo é que, enquanto caminhava de volta para casa, sentindo a dor e o suor secando na pele, eu já estava pensando em quando eu poderia voltar à Praça da Sé. A necessidade daquela sujeira, daquele rebaixamento absoluto, tinha se instalado em mim como um vício que eu não tinha intenção de curar. O cheiro daqueles homens, o gosto daquele sebo e daquela urina, tudo isso estava gravado na minha memória, pronto para ser revivido na próxima vez que a noite me chamasse.

Foto 1 do Conto erotico: O gosto do concreto


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


260688 - Fim de semana com os melhores amigos. - Categoria: Gays - Votos: 6
260605 - A última dança antes do altar - Categoria: Gays - Votos: 5
259398 - O cheiro da submissão - Categoria: Gays - Votos: 5
259397 - A besta no mato - Categoria: Gays - Votos: 3
259307 - Fetiches no bainheirão - Categoria: Gays - Votos: 14

Ficha do conto

Foto Perfil casadofetishista
casadofetishista

Nome do conto:
O gosto do concreto

Codigo do conto:
260723

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
29/04/2026

Quant.de Votos:
1

Quant.de Fotos:
1