— Para de sorrir assim, seu arrombado — gritou Luan, olhando para mim pelo retrovisor. — Você parece que vai para o próprio enterro. É sua despedida, caralho! Vamos comer bunda até o dia do casamento.
Eu ri, um som nervoso mas genuíno. — É, é. Só tô pensando se a noiva ia aprovar essa parte do "enxoval".
— Ela não precisa saber — resmungou Gabriel, esticando a perna para tocar no meu ombro. — O que acontece na despedida, fica na despedida. E no motel. E na nossa memória.
A gente tinha combinado. Gabriel, Luan e eu. A trinca de infância, os parceiros de todas as safadezas da faculdade. Agora eu estava prestes a me casar, e eles decidiram que eu precisava de um último adeus, da maneira mais suja possível. Eles tinham arrumado o maior quarto de um motel de luxo perto da capital de São Paulo. E o principal: eles tinham contratado a diversão. Sete garotos de programa. Sete. O número me deixava tonto e o pau duro já na calça jeans justa.
O carro entrou na entrada iluminada do motel. O portão se abriu lentamente. Luan estacionou perto da porta do quarto 50, a suíte presidencial. O lugar era imenso, com uma hidro de cantos redondos que parecia uma piscina para anões, uma cama king size que poderia acomodar uma pequena família e espelhos no teto e nas paredes. O ar estava gelado, cheirando a aquele spray de motel que tenta disfarçar o sexo de milhares de outros casais, mas falha.
Entramos e eu joguei a chave num criado-mudo. O som ecoou no quarto vazio. Luan trancou a porta e virou a chave na fechadura dupla. O som do clique foi final. Não havia saída agora, pelo menos não antes de a gente se acabar todo.
— Bebem um gole? — ofereceu Gabriel, tirando uma garrafa de uísque da bolsa e três copos de plástico.
— Tô precisando — aceitei. O líquido queimou na descida, espalhando um calor reconfortante pelo peito, acalmando os nervos sem matar a tesão.
Nós nos sentamos na borda da cama, a espuma cedendo sob nosso peso coletivo. A luz baixa dos abajures criava sombras dramáticas nas paredes. Eu olhei para meus amigos. Luan, com a camiseta de banda subindo um pouco e revelando a pele macia da cintura. Gabriel, mais gordinho, com a barba desenhada perfeita e aquele jeito bonachão que escondia uma safadeza animal. E eu, João, o noivo de terno e gravata que ali estava, pronto para ser desfeito.
Aí tocou a campainha.
Meu coração deu um pulo na garganta. Luan se levantou, ajustando a própria calça, e foi até a porta. Ele olhou pelo olho mágico e sorriu, virando-se para nós e fazendo um sinal de "joinha" com o polegar.
— A festa chegou, caralho — disse ele, abrindo a porta.
Eles entraram em fila. Sete. Sete garotos diferentes, mas todos seguindo o roteiro que meus amigos tinham pedido com capricho. Eram todos magrinhos, aquele tipo de corpo de adolescente que nunca perdeu a esbelteza, mas que carregava uma virilidade adulta nas entrepernas. Eram peludos, sim. Pentelhas nos braços, nas pernas, um rastro subindo pelo abdômen, peitos com pelos negros e cacheados. E todos dotados. Eu podia ver os contornos das paus grandes e grossas nas calças de moletom ou jeans apertados que vestiam.
O primeiro a entrar era um moreno de olhos amendoados, cintura fina e um sorriso de canto de boca. O segundo era um loiro ruivo, com a pele cheia de sardas e pelos cor de fogo que pareciam eletrizados. O terceiro era alto, muito escuro, com uma mandíbula quadrada e um pacote enorme que balançava quando andava. E assim foram entrando, ocupando o espaço do quarto com seu cheiro de homem, de suor e de tesão disfarçada.
— Ei, pessoal — disse o moreno, com uma voz rouca. — Vocês são os noivos?
— Só ele — riu Gabriel, apontando para mim. — Nós somos os padrinhos do pecado.
Os garotos riram. Era uma risada de quem já viu de tudo, de quem estava ali para trabalhar, mas que parecia genuinamente interessado no que ia rolar. Eles começaram a circular pela sala, alguns encostando na parede, outros sentando nas poltronas de veludo, espalhando-se pelo espaço como predadores marcando território.
— A gente combinou o que? — perguntou o loiro ruivo, tirando a camiseta de uma vez e revelando um torso magro, coberto por uma pelagem densa e avermelhada. Seus mamilos eram pequenos e escuros, eretos no ar frio.
— Tudo liberado — disse Luan, aproximando-se dele e colocando a mão na cintura do garoto. — Todo mundo come, todo mundo dá. Versáteis. A gente quer uma suruba de verdade. Sem frescura.
O loiro sorriu e puxou Luan para um beijo. Foi um beijo molhado, barulhento, cheio de língua e dentes. Eu assisti, sentindo o sangue correr todo para minha virilha. Minha pau estava pulsando na calça, pedindo espaço. Eu me levantei e fui até o criado-mudo para servir mais um uísque, tentando disfarçar o desconforto, mas sabendo que era inútil.
— E você, noivo? — sussurrou uma voz atrás de mim.
Era o garoto alto, o de pele negra brilhante e olhos penetrantes. Ele estava péssimo atrás de mim, tão perto que eu sentia o calor de seu corpo. Ele colocou a mão no meu ombro, os dedos fortes afundando no meu músculo.
— Tá nervoso? — perguntou ele.
Virei-me. Ele era mais alto que eu, o que não era difícil, já que eu não era tão alto assim. O cheiro dele era incrível, um misto de sabonete barato e testosterona pura.
— Um pouco — admiti, minha voz falhando. — Nunca fiz... sete.
Ele riu baixinho, um som grave que vibrou no peito dele e no meu. — Não se preocupa. A gente vai tomar cuidado com você. Ou não.
Ele me puxou pelo cinto do jeans, colando nosso quadrís. Eu podia sentir a dureza dele, a espessura de sua pau ainda vestida, esfregando na minha. Foi um choque elétrico. Minha respiração prendeu. Olhei para os lados. Gabriel já estava de quatro na cama, com o loiro ruivo enfiando a cara na bunda dele, lambendo com vontade, enquanto o moreno de olhos amendoados sugava o pau de Gabriel. Luan estava sendo desvestido por dois outros garotos, um beijando seu pescoço enquanto o outro desabotoava a calça dele.
O quarto estava se transformando rapidamente. O ar ficou pesado, úmido. Os sons de roupa sendo removida, zíperes descendo, respirações ofegantes e os primeiros gemidos abafados preenchiam o espaço.
O garoto alto não esperou. Ele desatou o meu cinto com uma prática que assustava. O botão do jeans voou, o zíper desceu e ele puxou a calça para baixo, junto com a boxer. Minha pau saltou para fora, batendo na barriga dele. Ele olhou para ela, depois para mim, e sorriu.
— Gostoso — murmurou.
Ele se ajoelhou. Eu vi o topo da cabeça dele, os cabelos curtos e cacheados. Ele segurou minha pau na base, apertando firme, e levou a glande para a boca. Era um pau uncut, com a pele solta que ele adorava manipular com a língua, empurrando para dentro do prepúcio e chupando a glande sensível por baixo da pele. Eu joguei a cabeça para trás, gemendo alto. Era bom demais. A boca dele era quente, molhada, e a língua ágil fazia movimentos circulares que me deixaram com as pernas bambas.
Ele afundou a cabeça, engolindo minha pau toda até a base. Eu senti a garganta dele apertar a ponta, o reflexo de vômito controlado, o calor intenso. Ele começou a sugar com força, bochechas cavadas, fazendo aquele barulho de sucção que é puro pornô em áudio.
— Foda-se... — grunhi eu, segurando a cabeça dele com as duas mãos, meus dedos entrelaçados nos cabelos dele. — Chupa essa porra.
Ele aumentou o ritmo. Eu olhei para baixo, vendo meu pau desaparecendo e reaparecendo entre os lábios dele, cobertos de babança. A saliva escorria pelo queixo dele, caindo no chão. Eu via a barriga dele, contraídas com o esforço, e a pau dele endurecida dentro da calça de moletom, formando um tentáculo enorme.
Enquanto isso, na cama, a bagunça se instalara. Gabriel estava gemendo como um animal, o rosto enterrado no colchão enquanto o loiro ruivo comia sua bunda com unhas e dentes. O moreno agora estava fodendo Gabriel, com as pernas do meu amigo envoltas em volta da cintura magra do garoto de programa. O som da pele batendo na pele — plac, plac, plac — era ritmado e intenso.
Luan estava deitado de costas na hidro, com um garoto montado em sua cara, sufocando-o com a bunda peluda, enquanto outro chupava o pau de Luan com vontade. Luan segurava as coxas do garoto que estava em seu rosto, puxando-o para baixo, obviamente adorando ser usado como um banco.
O garoto alto soltou minha pau com um "pop" alto e se levantou. Ele tirou a própria calça. Sua pau era um monstro. Grossa, longa, cheia de veias salientes e com uma glande roxa enorme, também não circuncisada. A pele do prepúcio cobria a glande mesmo duro, mas ele puxou para trás, revelando a cabeça brilhante e úmida de precum.
— Deita — ordenou ele, empurrando-me em direção a uma poltrona vazia.
Eu caí na poltrona, pernas abertas, pau estufado para o alto, escorrendo porra. Ele subiu em mim, ajoelhando nos braços da poltona, encaixando nosso pau entre nossos corpos. Ele me beijou novamente, e eu pude me gostar a mim mesmo, o sabor do meu precum na boca dele. Ele era um beijador agressivo, mordendo meu lábio inferior, passando a língua pelo meu pescoço, mordiscando minha orelha.
— Vou te foder, noivo — sussurrou no meu ouvido. — Vou te deixar solto de tanto gozar.
Ele desceu e, sem aviso, levantou minhas pernas, colocando-as sobre seus ombros. Eu estava exposto, vulnerável, minha bunda no ar, oferecida para ele. Ele cuspiu na mão e passou a saliva em sua pau, depois posicionou a glande na entrada do meu cu.
Eu prendi a respiração. Era grande. Muito grande. Ele empurrou devagar. A cabeça entrou, esticando o anel muscular, queimando de uma forma deliciosa. Eu grunhi, meus dedos cravando no veludo da poltrona.
— Relaxa — disse ele, parando para eu me acostumar. — Deixa entrar.
Ele empurrou mais. Polegada por polegada, aquele pau enorme me invadia. Eu sentia cada veia, cada textura, o calor intenso da carne viva dentro de mim. Quando ele bateu na fundura, eu soltei um urro que ecoou pelo quarto. Ele estava todo dentro de mim.
— Caralho... — suspirei, ofegante. — Tá todo... tá todo dentro.
Ele sorriu, vitorioso. Começou a foder. Puxou quase até a glande e cravou de volta. Plac. Eu vi estrelas. Ele pegou um ritmo, fudendo com força, usando minha bunda como se fosse uma concha. Minha pau batia na minha barriga a cada golpe, borrifando precum.
Olhei ao redor. A cena era surreal. Sete garotos de programa, três amigos, corpos nus, suados, peludos se entrelaçando numa orgia de carne e prazer. O cheiro de sexo, cu, suor e uísque era inebriante.
Vi um garoto de cabelos compridos se aproximar da poltrona. Ele tinha uma pau dura e bonita, não tão grande quanto o que estava me fodendo, mas muito grossa. Ele subiu no braço da poltrona e ofereceu o pau para minha boca. Eu não pensei duas vezes. Abri a boca e deixei ele entrar. Agora eu estava sendo preenchido nas duas extremidades. O garoto alto me fodia sem piedade, enquanto eu engolia a pau do garoto de cabelos compridos.
O garoto na minha boca começou a foder minha face, segurando minha cabeça, empurrando até eu sentir o cheiro de pub dele no meu nariz. Eu babava, não conseguia engolir tudo, a saliva escorria pelos cantos da boca, misturando com o suor que escorria pela minha testa.
— Olha ele — ouvi a voz de Luan, que tinha se soltado da hidro e estava observando. — O noivo tá comendo e dando ao mesmo tempo. Profissional.
Luan veio para perto. Ele estava todo suado, a barriguinha brilhando. Ele pegou minha pau, que estava sendo ignorada, e começou a masturbar com força, enquanto o garoto alto continuava a me destruir por trás.
— Vai gozar, João? — provocou Luan. — Vai gozar com esses dois pau na tua cara?
Eu gemi com a pau na boca, um som abafado e gutural. A pressão estava subindo. O garoto alto mudou o ângulo, acertando minha próstata com precisão cirúrgica. Vi branco. Minhas pernas tremeram. O garoto na minha boca puxou para trás e eu gritei:
— Vou gozar! Porra, vou gozar!
Luan apertou a base da minha pau. O garoto alto cravou fundo e ficou lá, vibrando o pau dentro de mim. Eu explodi. Jatos grossos de porra subiram pela minha pau, atingindo meu peito, meu pescoço, até acertar meu queixo. Foi um orgasmo violento, que sacudiu meu corpo inteiro, deixando-me ofegante e mole.
O garoto alto não parou. Ele esperou minha contração passar e recomeçou a bombardear meu cu, agora super sensível. Eu gritei, a sensação era quase dolorosa, mas tão boa que eu queria que nunca parasse.
— Agora minha vez — disse o garoto alto, tirando o pau de mim com um som úmido e escorregadio.
Ele me puxou da poltrona e me jogou de quatro no tapete falso de pele de onça. Ele se ajoelhou atrás de mim e entrou de novo, de uma vez só. Eu grunhi, sentindo o ar sair dos pulmões. Ele me segurava pela cintura, os dedos afundando na minha carne, e fodia como um possesso.
Olhei para a cama. Gabriel estava montado em um dos garotos, saltando na pau dele com entusiasmo, sua própria pau batendo na barriga do garoto. O rosto de Gabriel era de êxtase puro, a boca aberta, os olhos fechados. Luan estava deitado de lado, comendo a bunda de um garoto enquanto outro chupava a dele. Era um emaranhado de membros, pelos e fluidos.
O garoto alto apertou minha bunda, espalhando as nádegas para ver a penetração. — Que cu apertado, caralho — elogiou ele, dando um tapa forte na minha bochecha.
A dor aguda se misturou ao prazer. Eu empurrei para trás, pedindo mais. Queria que ele me marcasse, que eu sentisse isso amanhã durante o casamento. Queria lembrar de cada centímetro da pau dele enquanto eu trocava alianças.
Ele aumentou a velocidade. O som de seus quadris batendo no meu era ensurdecedor. Eu via o suor escorrer pelas costas dele, caindo nas minhas costas. Ele estava perto. Sua respiração estava ofegante, irregular.
— Onde quer? — grunhi ele.
— Dentro — gritei eu. — Enche meu cu de porra.
Ele urrou e cravou fundo uma última vez. Eu senti a pau dele pulsar dentro de mim, jatos quentes de esperma enchendo meu intestino. Ele continuou pulsando, esvaziando os testículos dentro de mim, marcando território. A sensação de ser cheio assim, de sentir a porra viva escorrendo dentro de mim, me fez tremer de novo.
Ele se retirou devagar. A porra escorreu, fazendo um barulho nojinho e quente. Eu caí de lado no chão, ofegante, meu cu latejando e pingando.
Mas a noite não tinha acabado. Longe disso.
Um dos garotos, um moreno baixo com uma bunda enorme e peluda, veio até mim. Ele estava de pau duro.
— Ei, noivo — disse ele. — Ainda tem energia para mais um?
Eu olhei para a pau dele. Era linda, grossa, com a glande vermelha. Eu sorri, sentindo uma segunda onda de tesão subir, substituindo o cansaço.
— Traz essa porra aqui — disse eu, abrindo a boca.
Ele se ajoelhou na minha frente e enfiou a pau na minha boca. Eu chupei com gosto, limpando o gosto de cu e porra da minha boca, concentrando nele. Ele tinha um gosto salgado, de homem. Eu passei a língua pela uretra, sugando o precum que saía.
Enquanto eu chupava, senti mãos nas minhas pernas. Era outro garoto, levantando minhas pernas novamente. Eu não olhei quem era. Só deixei acontecer. Uma língua lambeu meu cu ainda molhado, limpando a porra que escorria. Depois, dedos entraram, preparando-me para outra pau.
Fomos assim por horas. Perdi a conta das vezes que fui fodido, das paus que chupei, das bocas que passaram no meu pau. Foi uma rodéio de carne. A todo momento, alguém estava me tocando, me penetrando, me beijando. Eu vi Gabriel sendo arrombado por dois caras ao mesmo tempo, um no cu e um na boca, e implorando por mais. Vi Luan coberto de porra, tomando banho de urina de um dos garotos de programa, algo que eu nunca tinha visto ele fazer, mas que parecia estar adorando.
Num determinado momento, estávamos todos na cama. A cama king size estava apertada com dez corpos nus. O cheiro era denso, quase palpável. Eu estava deitado de costas, com um garoto montado na minha pau, saltando, enquanto outro sentava na minha cara. Eu lambia a bunda dele com fervor, sentindo o sabor ácido e sujo.
O garoto na minha pau estava apertando o cu, me masturbando internamente. Eu segurava as coxas dele, ajudando-o a subir e descer. Olhei para o lado. Gabriel estava ao meu lado, beijando o loiro ruivo com paixão. Luan estava no fim da cama, comendo a bunda do garoto alto que tinha me fodido primeiro.
— Vamos gozar juntos — gritou alguém.
Foi como um sinal. A energia mudou. Todos começaram a se mover mais rápido, mais desesperados. O garoto na minha cara levantou e virou-se, masturbando a pau na minha direção. O garoto na minha pau aumentou o ritmo.
Eu senti meu próprio orgasmo se aproximando novamente. Eu estava exausto, mas meu corpo respondia. Eu gritei, avisando:
— Vou gozar de novo!
O garoto se levantou e eu gozei na minha própria barriga, misturando minha porra com o suor e a dos outros. Ao meu redor, gritos de pruder. O garoto na minha cara gozou, jatos quentes acertando meu rosto, meus olhos, minha boca. Eu abri a boca para pegar o que podia.
O garoto que eu estava fodendo gozou na minha barriga também, misturando os fluidos. O quarto ficou cheio de gritos, gemidos e o cheiro acre de esperma.
Quando acabou, caímos na cama, todos ofegantes, um emaranhado de corpos suados e pegajosos. Ninguém se mexeu por um bom tempo. O único som era a respiração pesada de dez homens tentando recuperar o fôlego.
Eu olhei para o teto, onde via nosso reflexo no espelho. Éramos uma mancha de carne. Meu corpo doía, mas era uma dor boa. Meu cu estava latejando, minha boca tinha gosto de pau e porra. Eu me sentia vivo. Mais vivo do que tinha me sentido em meses.
Gabriel riu, um som cansado e feliz. — Porra, João... melhor que casamento, né?
Luan soltou um grunho de concordância. — Merda, acho que não ando direito por uma semana.
Eu sorri, limpando um pouco de porra do canto da boca com o dedo e levando à língua. — Foi... foi insano.
Os garotos de programa começaram a se levantar, se arrumando. Eles tinham feito o trabalho. Agradeceram, pegaram suas roupas e começaram a sair, um por um, deixando nós três sozinhos na bagunça que tínhamos criado.
Quando o último saiu, fechando a porta devagar, o silêncio voltou ao quarto. Mas era um silêncio diferente. Um silêncio de cúmplices.
— E aí, noivo? — perguntou Gabriel, rolando para o lado e me olhando. — Pronto para ser um homem de família?
Eu ri, sentindo o peso real daquilo. — Cara, eu acho que acabei de ser o maior putão da história.
— E foi glorioso — completou Luan, sentando-se na beira da cama e passando a mão pela barriga cheia de porra. — Vamos tomar um banho nessa hidro antes de ir. Acho que a gente tá grudado.
Eu me levantei com dificuldade, sentindo cada músculo do corpo reclamar. Caminhei até a hidro, sentindo a porra escorrer pela perna. Entrei na água quente, sentindo o alívio imediato. Gabriel e Luan me seguiram. Nós nos sentamos lá, apertados, deixando a água relaxar nossos corpos usados.
Eu olhei para meus dois melhores amigos. Nós tínhamos compartilhado tudo. Faculdade, segredos, mulheres, e agora, essa noite inesquecível. Eu sabia que nada disso seria mencionado depois do casamento. Era um segredo selado com suor, porra e prazer.
— Obrigado, caras — disse eu, baixinho. — De verdade.
— Imagina — disse Gabriel, jogando água em mim. — Era a menor que podíamos fazer.
Nós ficamos lá, flutuando na água morna, sabendo que a minha vida ia mudar completamente no próximo fim de semana. Mas naquela noite, naquele quarto de motel cheio de cheiro de sexo, éramos livres. Éramos apenas três homens, sete garotos de programa e uma suruba que eu guardaria na memória até o dia que eu morresse. Eu fechei os olhos, deixando a água quente me envolver, pronto para aproveitar os últimos momentos da minha vida de solteiro do jeito que eu sabia fazer melhor: no pecado.
