Clara sempre rezou ao lado de Marcos. De joelhos no tapete marrom da sala, ao pé do sofá onde o quadro com a frase "Cristo é o cabeça deste lar" pendia levemente torto. As orações dela eram belas, líquidas. O que ela nunca incluía nas preces: Marcos nunca a fez gozar. Ele era dedicado, sim. Beijava seu pescoço com devoção, sussurrava salmos durante o ato. Mas o pau dele — pequeno, fino, sempre meio murcho — não dava conta. Quando enfiava, Clara mal sentia. Quando se mexia, parecia um peixe fora d'água. Ela fingia. Sabia o ponto exato de arquear as costas, de prender a respiração, de gemer "ai amor" no momento certo. Marcos gozava em trinta segundos, no máximo um minuto, e saía de cima dela suando, satisfeito, achando que tinha arrasado. Clara sorria, dizia "foi bom", e ia para o banheiro. Toda noite, depois que Marcos virava de lado e começava a roncar, Clara esperava quinze minutos. Então, com o coração acelerado, enfiava a mão por dentro da calcinha. Deitada de bruços, esfregava o clitóris contra os próprios dedos, pressionando com força. Com a outra mão, alcançava o cu — enfiava um dedo, às vezes dois — e se masturbava em silêncio, mordendo o travesseiro para não gemer. Gozava assim, sozinha, em dois minutos. Melhor do que com ele. Sempre melhor. Depois limpava os dedos no lençol e virava para o outro lado. A fome nunca passava. A resposta para aquela fome morava ao lado. Seu Heitor, 58 anos, viúvo, ex-mecânico. Mãos grossas, dedos calejados, pau grande — ela descobriria isso depois. Ele fumava na varanda e olhava Clara com um descaramento que a fazia molhar a calcinha na hora. Era grosso. Não pedia licença. Mandava. A primeira vez foi numa tarde de sábado. A mangueira estourou, Marcos estava fora, Heitor pulou o muro. — Tá alagando meu quintal, sua puta. Abre aí. Ele entrou na cozinha, desligou o registro, e quando se virou, o vestido de algodão de Clara estava quase transparente de suor. Ele olhou para os peitos dela, para a marca da calcinha, e disse: — Esse seu marido não te come direito, né? Clara não respondeu. Ele atravessou a cozinha, agarrou o cabelo dela, e enfiou a língua na boca dela sem pedir. Ela tentou dizer "não pode", mas a mão dele já estava dentro da calcinha, dedos grossos abrindo sua boceta, que já estava escorrendo. — Sua vagabunda — ele sussurrou. — Toda molhada. Só de me ver. Ele a empurrou contra o balcão, abaixou o vestido dela até a cintura, a fez ficar de quatro no chão frio da cozinha. Clara ouviu o zíper da calça dele. Sentiu o pau dele — enorme, grosso, quente — encostar na entrada da sua boceta. Ele não perguntou nada. Enfiou de uma vez, fundo, até o talo. Clara gemeu alto. Não fingiu. Doeu e ardeu e foi a melhor coisa da vida dela. Ele comeu ela ali mesmo, no chão da cozinha, puxando o cabelo dela, batendo na bunda dela, xingando. — Toma, sua cadela. Toma esse pau. Seu marido não te fode igual, né? Fala. — Não — ela gemeu. — Não fode igual. Ele a fodeu por meia hora. Ela gozou duas vezes. A primeira, se mijou toda no chão de tanto prazer. A segunda, chorou. Quando ele finalmente gozou dentro dela, ela sentiu a porra quente escorrendo pela coxa e pensou: é disso que eu preciso. Depois, limpou o chão, arrumou o vestido, e voltou para casa. O sofá, o quadro de Cristo, a Bíblia na estante. Tudo igual. Ela, não. A rotina se estabeleceu. Toda terça e quinta, quando Marcos ia ao culto, Clara atravessava o quintal. Batia na porta dos fundos. Heitor abria de cueca, já de pau duro. — Ajoelha. Ela ajoelhava. — Chupa. Ela chupava. Engolia até o fundo, babava toda, chorava com o pau dele entalado na garganta. Ele segurava a cabeça dela e fodia sua boca como se fosse um buraco qualquer. Ela adorava cada segundo. Depois, ele mandava ela subir na cama. De quatro. De bruços. De lado. Ele comia o cu dela, coisa que Marcos nunca nem sugeriu. Ele enfiava os dedos, cuspia, empurrava o pau devagar, e Clara quase enlouquecia de tesão. Gozava igual uma cadela. Gritava. Pedia mais. Pedia porrada. Ele dava tapa na cara dela, na bunda, nos peitos. Chamava ela de puta, de depósito de porra, de vagabunda suja. Ela só pedia "mais, mais". Com Marcos, na Sexta-Feira Santa, ela fingiu de novo. Ele montou nela, enfiou aquele pau pequeno e mole, se mexeu por quarenta segundos, gozou. Clara gemeu baixo: "ai amor". Ele caiu ao lado, feliz. Ela foi pro banheiro, se olhou no espelho e sorriu. Se ele soubesse. Ele soube. Marcos chegou mais cedo numa quinta. Sentiu cheiro de porra e tabaco no cabelo dela. Não disse nada. Na semana seguinte, seguiu ela. Viu Clara entrar na casa de Heitor pela porta dos fundos. Espiou pela janela. Viu a mulher dele de quatro, nua, com o pau do vizinho enterrado no cu dela. Viu Clara gozar, se contorcer, gritar "me enche de porra, seu corno". O pau pequeno de Marcos endureceu na calça. Ele assistiu tudo em silêncio. Não sentiu ciúme. Sentiu tesão. Naquela noite, ele sentou no sofá e chamou Clara. — Eu vi. Clara ficou pálida. — Vi tudo. Você de quatro. Ele comendo seu cu. Você pedindo porra. Clara abriu a boca para pedir desculpas. Marcos levantou a mão. — Eu nunca vi você gozar assim. Nunca. Comigo, você finge. Clara engoliu em seco. — É verdade — ela disse. — Com você, eu finjo. Seu pau é pequeno. Você não sabe foder. Eu nunca gozei com você. Nunca. Marcos respirou fundo. O pau dele latejava dentro da calça. — Eu quero ver — ele sussurrou. — Quero ver ele te comendo de novo. Clara hesitou. — Você é um corno — ela disse, testando. Marcos gemeu. — Sou. Sou seu corno. No sábado seguinte, os três estavam na sala de Heitor. Marcos sentado na poltrona, mãos no colo. Heitor em pé, Clara ajoelhada. — Mostra pro teu marido o que você sabe fazer — Heitor disse. Clara abriu a boca. Heitor enfiou o pau inteiro na garganta dela. Marcos assistiu, de pau duro, sem ousar tocar. — Olha só, corno — Heitor disse, puxando o pau babado da boca de Clara. — Tua mulher mama igual uma puta. Você já viu ela assim? Marcos balançou a cabeça. Não. Heitor mandou Clara subir na cama. De quatro. Ele enfiou o pau na boceta dela, molhada, escorrendo. Fodeu ela rápido, forte. Clara gemia "assim, assim, fode essa puta". — Fala pro teu marido — Heitor ordenou. — Fala que meu pau é maior. — É maior — Clara gemeu. — Muito maior. — Fala que você gosta mais de mim. — Gosto mais. Muito mais. Heitor tirou o pau da boceta dela e enfiou no cu, seco. Clara gritou. Gozou na hora. Seu corpo tremia inteiro. Marcos, na poltrona, não aguentou. Enfiou a mão na calça e começou a se masturbar, com aquele pau pequeno, olhando a mulher ser comida pelo vizinho. — Olha ele ali — Heitor riu, fudendo o cu de Clara. — O corno batendo punheta. Patético. — Ele é patético — Clara repetiu, e gozou de novo. Heitor gozou dentro do cu de Clara. A porra escorreu pela perna dela. Ela caiu na cama, ofegante. Heitor acendeu um cigarro. Apontou para Marcos. — Agora vem cá, corno. Lambe o cu da tua mulher. Tira minha porra de lá com a língua. Marcos hesitou. Clara olhou para ele. Não com nojo — com poder. Pela primeira vez, ela mandava. — Vem, Marcos. Faz o que ele mandou. Marcos foi. Ajoelhou atrás da mulher, enfiou o rosto entre as nádegas dela, e lambeu o cu escorrido de porra do vizinho. Clara suspirou. — Bom menino — ela disse, acariciando a cabeça do marido. — Agora assiste mais um pouco. O papai ainda não acabou comigo. Heitor já estava duro de novo. O resto da tarde foi uma sequência de posições, gemidos, xingamentos, porra escorrendo por todo lado. Marcos assistiu tudo, punhetando o pau minúsculo, gozando na própria mão três vezes sem nem tocar na mulher. Clara perdeu a conta de quantas vezes gozou. No fim da tarde, quando o sol já estava baixo, Clara se vestiu. Beijou Heitor na boca. — Próximo sábado? — Já sabe o horário. Ela atravessou o quintal de volta para casa. Marcos foi atrás, cabisbaixo, de pau mole e mão suja de porra. Clara parou na porta, olhou para o quadro de Cristo, depois para o marido. — Tira essa roupa suja — ela disse, sem carinho. — E amanhã você compra o vinho que o Seu Heitor gosta. Você vai servir ele no próximo sábado. Marcos apenas concordou. Ela subiu para o banho, se olhou no espelho. Estava vermelha, arranhada, cheia de marcas. A mulher mais feliz do bairro. Deu um sorriso e fechou a porta.
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