Sofia sentiu o coração acelerar quando Clara apagou a luz do quarto. Elas tinham sido amigas desde a infância, mas aquela noite era diferente. O convite para dormir na casa da amiga havia sido algo natural, mas desde que se deitaram na cama de casal, uma tensão elétrica preenchia o ar.
— Você está acordada ainda? — sussurrou Clara, virando-se para encará-la no escuro.
— Sim... — Sofia sussurrou de volta, sentindo o calor do corpo da amiga tão perto.
O silêncio se estendeu por alguns segundos, até que a mão de Clara encontrou a dela por baixo das cobertas. O toque foi leve, quase hesitante, mas Sofia não afastou. Pelo contrário, entrelaçou os dedos nos dela.
— Sempre quis te perguntar uma coisa... — Clara murmurou, aproximando o rosto. — Você já pensou em ficar comigo?
Sofia sentiu o estômago revirar. Sim, ela já tinha pensado. Muitas vezes, na verdade. Em segredo, nas noites solitárias, pensava nos lábios de Clara, no jeito que ela ria, no cheiro doce aroma de seu pescoço.
— Sim — respondeu, a verdade escapando antes que pudesse conter.
A resposta veio em forma de um beijo. Os lábios de Clara encontraram os seus com uma urgência doce, quente, faminta. Sofia gemeu contra a boca da amiga, as mãos subindo para enlaçar seu pescoço, puxando-a para mais perto. As línguas se encontraram, dançando, provando, enquanto os corpos se alinhavam sob as cobertas.
Clara deslizou a mão pela barriga de Sofia, erguendo lentamente sua camisola de algodão. O tecido roçou os mamilos já endurecidos da garota, e ela arqueou as costas, oferecendo-se.
— Você é tão linda — Sussurrou Clara, a boca abandonando os lábios para descer pelo queixo, pelo pescoço, até o colo. Ela lambeu, sugou, mordiscou a pele sensível, enquanto uma das mãos apertava o seio de Sofia.
— Clara... — Sofia gemeu, os dedos enterrados nos cabelos da amiga.
A camisola foi totalmente removida, seguida da calcinha. Clara se ergueu sobre ela, os olhos brilhando na penumbra, examinando seu corpo desnudo como se fosse uma obra de arte.
— Agora você — Sofia sussurrou, as mãos ávidas puxando a camisola de Clara sobre a cabeça, revelando seus seios pequenos e firmes. Ela os tomou nas mãos, os polegares roçando os bicos já tensos. Clara gemeu alto, a cabeça jogada para trás.
Sofia a puxou para baixo, os corpos colados, pele ardendo. Ela deslizou uma mão entre as pernas de Clara, encontrando a umidade que já a esperava. Os dedos escorreram pelos lábios inchados da amiga, provocando, até encontrarem o ponto sensível.
— Ai, porra... — Clara arfou, a boca aberta contra a orelha de Sofia.
Sofia começou a circular o clitóris da amiga com a ponta dos dedos, devagar no início, depois mais rápido, sentindo o corpo de Clara tremer contra o seu. A respiração da amiga ficava mais pesada, os gemidos mais desesperados.
— Quero te provar — Clara ofegou, descendo pelo corpo de Sofia com uma determinação feroz.
Ela se posicionou entre as coxas abertas da garota, os olhos fixos na umidade que brilhava em sua entrada. Primeiro, ela passou a língua lentamente, um traço largo da entrada até o clitóris, que já latejava, inchado e exposto. Sofia agarrou os lençóis, um gemido longo escapando de seus lábios.
— Por favor, continua... — ela implorou.
Clara obedeceu. Ela fechou os lábios em torno do clitóris e sugou, enquanto um dedo deslizava para dentro de Sofia, encontrando a parede quente e apertada. O corpo de Sofia se arqueou, os quadris se movendo em busca de mais contato.
— Tão gostosa... — Clara murmurou contra a carne, o hálito quente excitando ainda mais Sofia. Ela adicionou um segundo dedo, bombeando enquanto a língua alternava entre lamber e sugar o clitóris.
Sofia sentiu o orgasmo se aproximando como uma onda, um calor que crescia do ventre até explodir em espasmos. Ela gritou o nome de Clara, o corpo inteiro se contraindo, as pernas tremendo enquanto gozava na boca e nos dedos da amiga.
Clara não parou. Continuou lambendo, bebendo cada gota da excitação de Sofia, até que os espasmos diminuíssem e o corpo amigo relaxasse sobre os lençóis.
— Sua vez — Sofia ofegou, puxando Clara para cima dela, invertendo as posições.
Agora era Sofia quem deslizava para baixo, abrindo as coxas de Clara, sentindo o cheiro forte e doce de sua excitação. Ela mergulhou em um momento de pura contemplação antes de mergulhar, a língua encontrando o clitóris já pulsante da amiga.
Clara gemia sem controle, as mãos emaranhadas nos cabelos de Sofia, guiando seu ritmo. Sofia alternava entre lambidas rápidas e suaves, dedos escorregando para dentro de Clara, explorando, massageando aquele ponto que fazia a amiga perder a respiração.
— Estou perto... — Clara avisou, a voz trêmula.
Sofia intensificou o movimento, a língua e os dedos trabalhando em conjunto, até que Clara explodiu, um grito abafado pela mão que levou à boca, o corpo se contorcendo contra o rosto de Sofia.
Exaustas, ficaram enlaçadas, os corpos suados colados, a respiração ainda acelerada. Sofia aninhou a cabeça no ombro da amiga, sentindo os dedos de Clara traçarem círculos em suas costas.
— Isso foi... — Sofia começou.
— Perfeito — Clara completou, selando a frase com um beijo suave. —E ainda temos a noite toda.
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