O CONTO DE CLARA – PARTE 3

A quarta-feira em Goiânia amanheceu com um céu cinzento, abafado, mas a mente de Clara estava em uma tempestade silenciosa. No dia anterior, ela havia cruzado a cerca de hortelã com o cesto de roupas nos braços e o colo limpo às pressas pelas cuecas de algodão de Heitor. Mas, por mais que ela tivesse tomado um banho demorado na noite anterior, esfregando a pele morena até deixá-la avermelhada, o rastro do calor daquele sêmen espesso parecia ter ficado impregnado em sua alma.

Sentada à mesa da cozinha, olhando para a xícara de café que esfriava, a realidade veio à tona com a força de um choque elétrico. Clara não era mais uma adolescente brincando com um namoradinho antigo; ela não estava vivendo uma aventura boba com um amigo de infância que poderia simplesmente ser esquecida ou apagada com o tempo. Ela era uma mulher direita. Uma paroquiana casada perante Deus, cujo marido, Carlinhos, estava na estrada trabalhando e confiando nela.

Aquilo não era uma "ajuda técnica" para a dor de Heitor. Era um pecado explícito, uma quebra grave de tudo o que ela construíra. O prazer que sentira ao ter o quadril gordo apertado pelas mãos dele e o orgulho bobo de ser elogiada agora pareciam uma armadilha. Ela sentiu uma vergonha profunda de si mesma. Não importava a dor dele, não importava o quanto Heitor a fizesse se sentir valorizada: aquilo precisava parar de uma vez por todas. Ela ia dar um basta.

No fim da tarde, aproveitando o momento em que Juliana não estava, Clara respirou fundo e caminhou até a cerca baixa de hortelã. Suas mãos tremiam dentro dos bolsos do vestido longo, mas seus olhos castanhos carregavam uma firmeza nova. Heitor estava na varanda e, ao vê-la se aproximar com aquela postura rígida, percebeu na hora que o clima havia mudado. Ele desceu os degraus devagar, mantendo a distância respeitosa da madeira que os separava.

Clara: — Senhor Heitor... eu vim aqui porque preciso falar algo muito sério. O que aconteceu ontem no escritório, foi o limite. Eu não dormi a noite passada pensando nisso. Eu sou uma mulher casada, o senhor sabe da minha criação, da minha igreja. Isso não é uma brincadeira que a gente pode continuar fazendo e fingir que está tudo bem. Eu estou dando um basta aqui, Senhor Heitor. Não vai ter próxima vez. Acabou a ajuda.

Heitor ouviu tudo em silêncio. Seus olhos escanearam o rosto tenso de Clara e desceram por um segundo pela silhueta do seu corpo gostoso sob o vestido, mas ele não tentou avançar, não usou de ironia e nem tentou manipulá-la. Como o homem experiente e vivido que era, ele apenas respirou fundo e assentiu com a cabeça, exibindo uma expressão de sincera compreensão, ele sabia que tinha passado do limite agora que ela exigiu esse afastamento, ele pensou que não devia ter levado ela tão longe, uma gozada nos peitos daquele jeito forçou muito sua consciência, ali mesmo em questão de segundos ele decidiu mudar a abordagem e ser mais sútil, deixar as coisas acontecerem mais naturalmente, pois se um dia algo rolar entre eles seria mais espontâneo.

Heitor: — Eu entendo perfeitamente, Clara. E você está coberta de razão. Eu sempre respeitei você, a sua casa e a sua religião, e não vai ser agora que vou mudar isso. Se você sente que passou do limite e que isso está te fazendo mal, eu aceito o seu basta. A última coisa que eu quero no mundo é trazer tristeza para o seu coração.

Ele deu um passo curto para o lado, cruzando os braços de forma pacífica, mantendo o tom de voz manso e confortante que ela conhecia bem.

Heitor: — Só quero te pedir uma única coisa, como vizinho e como amigo que preza pela sua companhia. Não precisa mudar o que a gente já fazia antes de tudo isso. Vamos continuar indo juntos para as reuniões aos sábados, no carro, como sempre fizemos. Eu te dou a sua carona, a gente conversa sobre coisas normais e eu te trago em segurança. Prometo, que o que aconteceu vai ficar no passado. Eu vou continuar te respeitando, Clarinha. O que você me diz?

Clara olhou para Heitor através da cerca. O tom manso dele e a promessa de respeito lavaram sua alma com um alívio imediato. Ela sorriu, sentindo que recuperava o controle de sua vida e que sua confiança naquele homem maduro não era em vão.

Clara: — Se é assim, Senhor Heitor... eu aceito. Fico muito agradecida pelo seu respeito. No sábado nós vamos juntos, como sempre.

Ela voltou para dentro de casa com o coração leve, convicta de que o perigo havia passado. Mal sabia Clara que a calmaria duraria pouquíssimo tempo.

Naquela mesma noite, os faróis de um caminhão iluminaram a fachada da casa. Carlinhos, o marido de Clara, havia voltado de viagem muitos dias mais cedo. Ele era um homem bom, de traços simples, manso e profundamente trabalhador, mas que trazia nos ombros o cansaço de quem vivia na estrada. Clara o recebeu com o carinho de sempre, mas notou que o marido trazia um olhar abatido, distante.

No dia seguinte, o peso nos ombros de Carlinhos falou mais alto. Ele sabia que Heitor, além de vizinho, era um homem experiente e influente no meio social deles. Sentindo-se sufocado pelas cobranças, Carlinhos caminhou até a casa ao lado para conversar com o colega. Heitor o recebeu com café fresco no escritório — o mesmo escritório onde, dias antes, Clara estivera de joelhos.

Carlinhos sentou-se na cadeira de couro, com a cabeça baixa, e desabafou tudo.

Carlinhos: — Heitor... a situação na estrada está feia. Esse mês o frete não rendeu nada, por isso voltei antes, eu precisava descansar um pouco antes de retornar a essa rotina de trabalho que tenho. Eu vim aqui para te pedir um prazo, vou ser sincero com você Heitor... não vou conseguir te pagar a parcela do negócio que fechamos... Estou com a cabeça fervendo, não durmo direito tem dias.

Heitor, demonstrando uma empatia genuína, colocou a mão no ombro do caminhoneiro. Ele realmente gostava de Carlinhos, mas sua mente brilhante e manipuladora começou a registrar cada informação.

Heitor: — Fique tranquilo, Carlinhos. Somos amigos antes de tudo. A parcela a gente resolve depois. Mas estou te achando muito abatido além do dinheiro. O que mais está acontecendo?

Ali era a primeira vez que Carlinhos ouvia Heitor o chamar de amigo, e sendo o homem manso e emocional que era, aquilo soou como algo positivo aos ouvidos de Carlinhos, ter um amigo que além de emprestar dinheiro podia ouvir seus problemas era algo que ele nunca teve na vida, comovido pela generosidade de Heitor, Carlinhos acabou abrindo o coração de forma que só dois homens fazem em segredo.

Carlinhos: — É a Clara, Heitor... Essa rotina estressante está me matando. Para você ter ideia, às vezes eu volto para casa e... meu corpo não responde como antes. Estou tendo uns episódios de impotência, não total... sabe, eu não sei explicar bem, e fico sem graça pra falar disso, mas é como se eu não ficasse ‘duro’ de verdade aqui embaixo? Deve ser estresse de estrada. Pelo amor de Deus, isso é segredo nosso, a Clara não pode nem sonhar com isso. Eu me sinto um lixo. O maior medo da minha vida é perder aquela mulher. Ela é boa demais para mim, e me dói deixá-la tanto tempo sozinha. Sei que agora você e ela são amigos, e fico feliz que ela tenha sua companhia para não ficar tão isolada...

Heitor ouviu tudo atentamente. O desejo por Clara e o carinho por aquele casal se misturaram em uma ideia audaciosa. Ele viu a fragilidade de Carlinhos e decidiu, sutilmente, plantar a sua semente. Ele não fez nenhuma proposta indecente; apenas se abriu também, usando a vulnerabilidade para criar um laço de cumplicidade indestrutível.

Heitor: — Rapaz, eu te entendo. A idade e o estresse fazem isso. Eu mesmo tenho um problema complicado de saúde... Algo que também me envergonha. O último médico me disse que tenho um problema de "bolas cheias/bolas azuis", uma retenção crônica de esperma que me causa dores terríveis se eu não tiver um alívio. É um negócio humilhante para um homem, fico dependente de ajuda da minha esposa. Também te peço segredo absoluto sobre isso, Carlos. É assunto nosso, estou de contando para você entender que todos nós temos problemas e que logo você volta a ter toda a virilidade que tinha antes. Como eu disse, quem me ajuda com isso é a Monica, sempre que está em casa ela me ajuda, mas quando ela viaja eu tenho que me virar sozinho, aí vou te falar... é sempre complicado viu.

Carlinhos, o homem manso e ingênuo, compadeceu-se do novo amigo. Sentiu que ambos compartilhavam de fraquezas secretas na virilidade.

Naquela mesma noite, durante o jantar na casa de Clara, o clima parecia mais leve. Carlinhos estava aliviado por ter desabafado e resolvido a questão do dinheiro. Clara servia o arroz com frango que havia preparado, observando o marido comer.

De repente, Carlinhos limpou a boca com o guardanapo e, olhando para a esposa com admiração, soltou o comentário.

Carlinhos: — Sabe Amor... O Heitor é um bom homem. Fui conversar com ele hoje sobre as contas e o dinheiro que estou devendo pra ele, e ele foi muito compreensivo. Conversamos muito. Ele até desabafou comigo sobre um problema de saúde sério que está passando... Um tal de problema de "bolas azuis", que causa umas dores terríveis para ele. Fiquei com muita pena. Ele me pediu segredo, então você também não pode contar pra ninguém, mas como você e ele são muito amigos, achei que não tinha problema te contar.

O garfo de Clara travou no meio do caminho. O estômago dela deu uma volta completa e o sangue sumiu de seu rosto, deixando-a pálida sob a luz da cozinha. Suas mãos começaram a suar frio.

Clara olhou para o marido, em completo estado de choque e espanto, tentando processar o que acabara de ouvir. - Como o Carlinhos sabe disso? ela pensou, sentindo o coração martelar no peito. - O Heitor me disse que aquilo era um segredo absoluto... Por que ele contaria justamente para o meu marido?

A manipulação silenciosa de Heitor acabara de dar o seu primeiro e mais perigoso passo.

O sábado amanheceu com aquele mormaço típico, pesado, que parecia espelhar o peito de Clara. Desde o jantar com Carlinhos, a cabeça dela não havia parado um segundo. A imagem do marido contando sobre as "bolas" do vizinho rodava em sua mente como um pesadelo confuso. Para piorar, na noite anterior, Carlinhos havia procurado por ela na cama. Ele queria transar, demonstrar o amor que sentia e tentar espantar o medo de perdê-la.

Clara cedeu, mas a experiência foi a mesma de sempre: rápida, sem aquela faísca. Carlinhos a penetrou com pressa, e ela sentiu apenas um incômodo, uma dorzinha chata que não lembrava em nada o prazer avassalador que ela imaginava que existia entre um casal. Ela não ficou molhada, muito menos chegou perto de gozar, enquanto sua mente, traidora, projetava a imagem do que aconteceu no escritório de Heitor.

Agora, o motor do carro de Heitor roncava macio na rodovia em direção ao interior. O cheiro do couro do carro e do perfume importado dele preenchiam o ambiente. Clara olhava pela janela, as mãos apertando a bolsa sobre o colo do vestido longo. Ela achou que estaria segura depois do basta, mas o confinamento daquele carro fazia seu corpo ferver. Cada troca de marcha de Heitor parecia ecoar o rastro do calor que ela ainda guardava na pele.

A intimidade entre os dois, temperada pelo segredo compartilhado, acabou quebrando o silêncio do asfalto. Clara não aguentou a curiosidade e a angústia.

Clara: — Senhor Heitor... o Carlinhos me contou sobre a conversa de vocês. Eu fiquei... em choque. Não imaginava que o senhor falaria da sua saúde com ele, não achei que eram tão próximos assim. Como o senhor está? Como anda... aquele seu problema?

Heitor manteve os olhos fixos na estrada, com as mãos firmes no volante. Um sorriso sutil e quase imperceptível surgiu no canto dos seus lábios. A armadilha estava funcionando exatamente como ele imaginou.

Heitor: — Ah, Clarinha... me desculpe por isso. É que o Carlos é um homem muito bom, e no calor da conversa, ele se desabafou comigo sobre a vida e os problemas né, acabei me abrindo também. Agora sobre o meu problema... sabe como é a dor, né? Quando aperta, a gente perde o prumo. Mas estou tentando aguentar. A Mônica ainda longe, então... estou naquela fase complicada. Mas não se preocupe comigo, não quero te incomodar com os meus problemas. E você? Deu tudo certo entre vocês nos últimos dias?

Clara soltou um suspiro pesado, olhando para o painel do carro. O constrangimento deu lugar a um desabafo sincero, fruto da nova intimidade que o pecado havia criado entre os dois.

Clara: — Sendo bem sincera, Senhor Heitor... não muito. Ele me procurou ontem à noite, sabe? Mas... é sempre a mesma coisa. Ele me... penetrou, mas eu senti um incômodo, uma dorzinha lá no fundo... Não sei explicar. Não pareceu em nada com o prazer que eu vejo as pessoas falarem, ou com o que eu... — ela engoliu em seco, parando a frase antes de mencionar o escritório — ...com o que eu imaginava que seria entre marido e mulher. Parece que falta algo. Acho que fiquei frustrada.

Heitor ouviu o desabafo com os olhos brilhando. Cada palavra de Clara confirmava a impotência parcial de Carlinhos e a insatisfação dela. Aquela confissão foi como combustível. Sem que ele pudesse controlar, a menção ao sexo e a proximidade daquele corpo curvilíneo da vizinha no banco ao lado fizeram seu membro reagir instantaneamente.

A calça de sarja fina de Heitor não conseguiu esconder. Em poucos quilômetros, um volume enorme, rígido e imponente se desenhou claramente entre as pernas dele, apontando em direção ao painel.

Clara, que disfarçadamente olhou para o lado para ver a reação dele, reparou na hora. O tamanho do volume a deixou sem fôlego. O estômago dela deu um nó. Ela olhou para aquela protuberância marcada no tecido e, imediatamente, lembrou-se da conversa do marido: "problema de bolas cheias, cheias...".

A mente de Clara disparou. Ela pensou na dor imensa que seu amigo devia estar sentindo naquele momento, pulsando de retenção bem ali ao lado dela. O coração dela acelerou, a boca salivou e o próprio sexo dela respondeu com uma onda de calor que umedeceu a calcinha. Ela sabia exatamente como resolver aquela dor com as mãos.

No entanto, a promessa do basta pesou em seus ombros. Clara engoliu a seco, desviou o olhar fixamente para a paisagem lá fora e apertou as unhas na própria coxa. Ela se segurou com todas as forças e, não se ofereceu para ajudar, lutando bravamente contra o próprio desejo que a consumia.

Depois que as reuniões da paróquia terminaram, o fim da tarde começou a cair sobre a cidade do interior. Na hora de irem embora, Heitor demonstrou mais uma vez sua postura de homem maduro e prudente. Sabendo que o falatório em cidade pequena corre rápido e que alguém poderia estranhar a proximidade dos dois, ele sugeriu que parassem para comer algo. Mas não escolheu um restaurante escondido ou íntimo; levou Clara a uma lanchonete bem movimentada, tomaram suco juntos e comeram um pastel de feira de interior no centro, um lugar cheio de famílias e barulho.

Aos olhos de Clara, aquela atitude foi a prova definitiva de que Heitor não tinha segundas intenções maliciosas. Enquanto dividiam um lanche, ela o observava conversar de forma cortês, percebendo o quanto ele sempre fora carinhoso e amigável. Ele nunca a havia obrigado a nada. Todas as vezes em que ela o ajudara, havia sido por livre e espontânea vontade dela no fim das contas, motivada pela dor dele. Heitor era um cavalheiro que estava apenas sofrendo com uma condição médica humilhante aos olhos dela. Para Clara, aquele cenário parecia o ideal: uma amizade pura, onde ela podia ser o porto seguro dele.

No entanto, ao entrarem no hotel onde costumavam descansar antes de retornar a Goiânia, o silêncio do corredor trouxe a verdade à tona. Clara não conseguia esquecer o volume gritante que vira na calça de Heitor durante a viagem de vinda. Sabia que ele estava aguentando o tranco o dia inteiro, em silêncio, por respeito ao basta que ela dera.

Ao entrar em seu próprio quarto, Clara largou a bolsa na cama. Seu corpo ainda ardia, e a conversa sobre a intimidade fria com Carlinhos ainda pesava em sua mente. Ela olhou para as próprias mãos e tomou sua decisão. Abriu o kit de socorro do quarto, pegou o par de luvas de procedimento que havia lá e caminhou pelo corredor.

Parada em frente à porta do quarto de Heitor, ela respirou fundo e bateu de leve.

A porta se abriu e Heitor apareceu, já sem o sapato, com a fisionomia visivelmente cansada. Ao vê-la ali, ele simulou uma surpresa respeitosa.

Clara olhou para ele com os olhos castanhos cheios de uma nova determinação e pediu licença para entrar, fechando a porta atrás de si.

Clara: — Senhor Heitor... eu pensei muito hoje. O senhor foi um cavalheiro o dia todo, me protegeu, me respeitou. E eu sei que o senhor está sofrendo. Eu vi no carro... o quanto o senhor está no limite. Eu não posso virar as costas para um amigo.

Heitor a ouviu, mantendo a expressão de quem estava suportando um fardo pesado. Ele deu um suspiro fingido, massageando a própria virilha por cima da calça.

Heitor: — Clarinha... você não imagina o quanto está doendo. Minhas pernas estão até pesadas. A retenção está me matando, mas eu prometi que ia te respeitar. Não queria te pedir nada.

Clara deu um passo à frente, tirando as luvas do bolso e mostrando para ele.

Clara: — E o senhor vai continuar me respeitando. Mas eu vou te ajudar. Eu trouxe isso aqui... Eu vou usar as luvas de novo. Assim continua sendo um procedimento, uma ajuda médica entre dois amigos que confiam um no outro. O senhor aceita?

Os olhos de Heitor brilharam, contendo a satisfação de quem via sua manipulação atingir a perfeição absoluta. Ele assentiu devagar, deitando-se na cama enquanto Clara calçava o látex texturizado em suas mãos, pronta para assumir, de uma vez por todas, o papel de salvadora secreta do vizinho.

A atmosfera dentro do quarto de hotel parecia ter consumido todo o oxigênio do lugar. Heitor deitou-se na cama de casal, escorando as costas na cabeceira, mantendo os olhos verdes fixos em Clara. Ela, vestindo o vestido longo da igreja, subiu no colchão devagar. A silhueta de seu quadril largo e gordo e cintura fina desenhou-se contra os lençóis claros à medida que ela se acomodava, sentando-se de joelhos exatamente entre as pernas abertas do vizinho.

O contraste era total. Heitor, um homem de 1,70m, branquelo, de barba cheia e cabelos loiros, contrastava intensamente com a pele morena e os cabelos lisos de Clara. Com as mãos trêmulas, mas decididas, ela calçou as luvas de látex, ouvindo o estalo seco do material contra os seus pulsos.

Heitor abriu o zíper da calça de sarja. Quando o membro dele se libertou, Clara perdeu o fôlego por um instante. Não era um pinto gigante em comprimento, mais ainda sim grande, mas era impressionantemente grosso, uma peça robusta e bonita de se ver, era quase completamente reta, firme como uma rocha, apontando em direção a ela. Sendo ele muito branco, o pinto acompanhava o tom claro da pele, destacando a cabeça protegida por uma pele muito fina e delicada.

Clara aproximou as mãos enluvadas. O primeiro toque do látex no membro rígido fez Heitor fechar os olhos e soltar um suspiro baixo. Ela fechou os dedos em torno da haste grossa e começou o movimento de subida e descida. A pele fina da capa deslizava com extrema facilidade sob a pressão dos dedos de Clara, puxando-se totalmente para trás e deixando a grande cabeça rosa completamente exposta, reluzente e pulsante.

A textura do látex, no entanto, começou a incomodar. O atrito seco fazia um ruído abafado.

Heitor: — Clarinha... está muito seco. Gospe na sua mão, ou gospe direto nele...vai ajudar a lubrificar, por favor. A dor está sumindo, mas você precisa que deslize.

Clara olhou para a cabeça rosa exposta e sentiu a boca salivar. Ela inclinou o corpo para a frente e deixou uma quantidade generosa de saliva cair diretamente sobre a glande e o corpo do pinto dele. Conforme ela recomeçou a bombear, o pau começou a babar, misturando o cuspe com o próprio líquido transparente de excitação que brotava da uretra dele. O som do látex úmido deslizando na carne grossa preencheu o quarto.

Foi nesse momento que uma frustração carnal atingiu Clara. O látex da luva bloqueava o calor real da pele dele. Ela não conseguia sentir as veias pulsando sob os dedos, não sentia a textura exata daquela virilidade que a havia fascinado no escritório na última vez que ela o ajudou. O desejo de possessão falou mais alto do que a promessa do basta.

Clara: — Senhor Heitor... Eu quero tirar as luvas.

Heitor a encarou, surpreso, mas mantendo o controle do jogo.

Heitor: — Mas Clarinha, você disse que era o seu limite... que era o procedimento. Tem certeza?

Clara: — Tenho. Eu não consigo sentir direito com isso... não é igual à última vez. Eu... eu acabei de descobrir que gosto de sentir o senhor. Tira das minhas mãos, por favor.

Heitor sorriu de canto, puxando as luvas das mãos dela devagar, jogando-as no chão. Quando a pele nua e quente das mãos de Clara envolveu novamente a carne grossa, branca e totalmente besuntada de babas, um choque elétrico percorreu a espinha dos dois. A pegada dela ficou mais firme, sentindo cada centímetro daquela espessura.

Heitor, percebendo o transe nos olhos negros dela, decidiu usar a cartada mais perigosa da manipulação. Ele adotou um tom de voz manso, quase inocente, como se estivesse apenas comentando uma curiosidade boba entre amigos.

Heitor: — É gostoso sentir assim nas mãos, né, Clarinha? Você acha que essa grossura toda faz muita diferença para uma mulher na hora do sexo?

A comparação com o marido veio à mente, o pensamento de forma tão despretensiosa, atingiu o cérebro de Clara como uma droga. Ela ficou completamente hipnotizada, olhando para baixo, encarando a cabeça rosada quando não pressionada, uma cabeça enorme e babona que subia e descia entre seus dedos. O contraste entre o fino pénis de Carlinhos, que a havia machucado na noite anterior, e a imponência daquela peça grossa diante dela destruiu qualquer julgamento moral. Ela não conseguia responder; apenas acelerou o ritmo da punheta, vendo o pinto de Heitor latejar com mais força. Ele arqueou as costas na cama, respirando fundo, os olhos verdes semicerrados, chegando muito perto do limite, mas segurando o ápice para prolongar aquela adoração.

Sentindo que a mente dela estava totalmente entregue à visão daquela cabeça rosa e latejante, Heitor resolveu avançar mais um passo na sua teia, subindo o tom para propostas mais ousadas, mas ainda camufladas naquela sua voz mansa e envolvente.

Heitor: — Clarinha... olha para mim. Eu estou quase lá, sinto que vou explodir a qualquer momento... Mas eu não vou conseguir colocar tudo para fora se não ver você de verdade. Da última vez, no escritório, eu vi os seus seios... Aquela imagem não sai da minha cabeça. Eu preciso ver eles de novo para conseguir tirar toda a goza das bolas, por favor...

As palavras dele flutuaram pelo quarto, fazendo a mente de Clara entrar em um curto-circuito confuso. Um calafrio violento percorreu sua espinha, e ela sentiu sua buceta dar uma fisgada forte, ficando completamente ensopada, inundando a calcinha de algodão, coisa que o próprio marido não conseguia fazer ela sentir. O medo voltou a bater no peito dela com força — aquele mesmo perigo iminente que ela sentira nas primeiras vezes. Mas, naquele segundo, encarando os olhos verdes do vizinho e sentindo o calor do pinto dele em seus dedos, Clara teve uma epifania assustadora. O perigo nunca esteve no Heitor. Ele não a estava forçando; ele era um amigo carinhoso. O perigo real estava nela mesma, na sua própria carne traidora que clamava por aquele homem e que repudiava a rotina morna que tinha em casa.

Heitor percebeu o conflito no olhar dela e, com uma suavidade calculada, tocou na barra do vestido longo dela.

Heitor: — Tira, Clarinha... Fica só de calcinha para mim. Deixa eu ver o corpo lindo que o maridinho não está sabendo cuidar. Confia em mim.

Clara: — Não... Senhor Heitor, o vestido não. A gente combinou que seria só...

A oposição dela foi fraca, uma última tentativa inútil de salvar as aparências perante si mesma. Heitor não insistiu com grosseria; apenas manteve as mãos espalmadas nas coxas fartas dela, esperando. Cedendo ao calor que a consumia por dentro e decidindo dar um voto de confiança definitivo àquela "amizade", Clara soltou o pinto dele por alguns segundos. Com movimentos trêmulos, ela puxou o vestido longo para cima, passando-o pelos braços e pela cabeça, jogando-o no chão do hotel.

Ela ficou sentada de joelhos na cama, vestindo apenas a calcinha, exibindo aquela silhueta imponente que o tecido da igreja sempre tentava esconder: a cintura fina abrindo-se no quadril largo e gordo e, acima de tudo, os pequenos seios, erguidos.

Heitor soltou o ar pelos lábios, genuinamente impactado pela beleza morena diante dele. Sem perder tempo, ele a puxou pela cintura, trazendo o corpo dela para mais perto do seu. Clara viu a barba loira e cheia dele se aproximar, sentiu as mãos grandes e brancas dele espalmarem-se contra a pele quente de seus seios, apertando-os com uma firmeza possessiva. Ela sabia que deveria recuar, que aquilo já passara de qualquer limite aceitável, mas sua boca simplesmente não conseguia pronunciar a palavra "não".

Em vez de se afastar, o instinto carnal a dominou. Clara voltou a segurar o pinto grosso de Heitor com uma das mãos, enquanto a outra desceu até o saco escrotal dele, apertando as bolas pesadas e cheias, sentindo a textura da retenção que ela acreditava ser um ‘problema’ real. O contato com a carne branca e quente a incitou; ela fechou os dedos em torno da haste, segurando firme perto da base da cabeça babona, e voltou a bater a punheta com um ritmo frenético, determinado.

Heitor gemeu baixo, entregando-se ao toque da mão nua dela, e levou a boca próximo ao peito direito de Clara, ele não chupou de cara, ele esperou, a provocação foi suficiente pra Clara largar um pouco o pinto dele e passar a mão na nuca dele e agarrar os seus cabelos, depois fez forçar pra trazer sua boca ao centímetro que faltava pra ele tocar o mamilo escuro dela. Era o preferido dele. Desde quando os viu, aquela era a sua maior fantasia: mamar naqueles bicos. Ele abocanhou a carne morena, envolvendo o biquinho pequeno e preto entre os lábios, sugando-o com uma vontade reprimida há dias.

Quando a boca quente e úmida de Heitor sugou o seu mamilo, puxando-o para dentro e estimulando-o com a ponta da língua, uma corrente elétrica rasgou o corpo de Clara de cima a baixo, conectando o peito direto à sua buceta inundada. Ela jogou a cabeça para trás, os cachos caindo pelas costas, e soltou um gemido alto.

Clara: Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh... Heitor! MEU DEUS!!!

Ecoando pelo quarto de hotel. Pela primeira vez na vida, sem pressa, sem burocracia e sem a dor incômoda que sentia com o marido, Clara estava finalmente experimentando o que era o prazer real, legítimo e avassalador. Ela estava completamente entregue, cavalgando de joelhos na mão que masturbava o vizinho, enquanto ele a mamava com adoração.

Ele afastou a boca do mamilo entumecido de Clara por um segundo, mantendo o rosto a centímetros do dela. A respiração dele era quente, e os olhos verdes queimavam de pura satisfação ao ver o transe e a entrega da vizinha. Heitor resolveu usar suas últimas forças antes do ápice para cravar de vez a provocação na mente dela.

Heitor: — Está gostoso, Clarinha? Fala para mim... Olha como o seu corpo reage quando eu te toco. Eu estou vendo daqui... a sua calcinha está completamente molhada, ensopada por causa dessa ajuda.

Clara tentou puxar o ar, mas sua boca estava entreaberta, o olhar fixo na barba loira dele e, logo abaixo, na haste grossa e branca que ela mesma continuava a esfregar com força, sentindo as veias pulsarem contra sua palma nua. Ela não conseguia responder com palavras, apenas assentiu com a cabeça, soltando um suspiro sôfrego. O prazer real a havia paralisado.

Heitor arqueou o quadril na cama, sentindo a pressão insuportável nas bolas cheias que ela massageava com a outra mão. A cabeça rosa e exposta do membro dele deu três lances violentos, anunciando que a explosão era inevitável. Ele segurou Clara firme pela cintura fina, colando o peito dele no dela, e sussurrou com a voz rouca, sem mais nenhuma inocência:

Heitor: — Vai explodir olha só, Clarinha... Eu não aguento mais de tanta dor e de tanto desejo. Fala para o seu amigo... onde você vai querer que eu goze dessa vez? Escolhe onde você quer a minha porra quente Clara.

Clara olhou para baixo, vendo a imensidão daquele pinto troncudo implorando pelo alívio, completamente lambuzado pela saliva dela. A mente dela girou, esquecendo de Carlinhos, da paróquia, das promessas e do basta. Ela estava prestes a selar o seu destino naquele quarto de hotel.

A mente de Clara estava completamente desorganizada pelo prazer que subia em ondas pelo seu corpo. Olhando para aquela cabeça rosa e pulsante, coberta de saliva, ela respondeu com a voz trêmula, quase um sussurro de súplica:

Clara: — Nos peitos... Heitor. Joga nos meus peitos de novo... Foi tão gostoso sentir o calor na minha pele da última vez. Deixa cair tudo aqui... — Disse ela segurando os próprios peitos.

Heitor deu um sorriso de canto, mas não mudou a direção do membro. Seus olhos verdes faiscaram com o poder que tinha nas mãos. Ele queria mais. Queria quebrar a última barreira daquela mulher de igreja, marcando-a no lugar mais visível de todos, era arriscado, mas ele queria levar ela ao limite da submissão.

Heitor: — Nos peitos não, Clarinha... Dessa vez eu quero no seu rosto. Quero ver a sua carinha de santinha pintada com o meu leite. Mas eu não vou simplesmente jogar... Você vai ter que pedir. Pede para o seu amigo, em voz alta, do jeito que você realmente quer.

Clara arregalou os olhos por um segundo, o choque da proposta travando sua respiração. O rosto era o limite da humilhação para uma mulher direita como ela. Mas Heitor aproximou o rosto, roçando a barba loira na bochecha quente dela, ele beijou seu pescoço e sussurrou com uma suavidade hipnótica:

Heitor: — Pede, Clarinha... Não foi gostoso para você sentir a minha boca sugando o seu peito, te fazendo gemer desse jeito? Isso é gostoso para mim. Eu preciso ouvir da sua boca para conseguir soltar toda a porra quente que está aqui presa nas minhas bolas. Pede para mim...

A comparação fez o sexo de Clara dar mais uma fisgada violenta, inundando de vez a calcinha. A lógica dela havia sumido por completo, substituída pelo desejo cego de ver a consumação daquele homem branco e forte. Ela engoliu em seco, se ajoelhou no chão, olhou fixamente para a ponta do pinto grosso que latejava perto do seu rosto e cedeu ao fetiche dele.

Clara: — Senhor Heitor... por favor... joga no meu rosto. Eu quero no rosto... joga a sua goza no meu rosto.

Ouvir aquelas palavras saindo da boca da paroquiana foi o estopim para Heitor. O corpo dele enrijeceu por completo na cama e as bolas pesadas se contraíram. Ele segurou os cabelos lisos de Clara com uma das mãos, trazendo o rosto moreno dela para bem perto, a outra fazendo carinho nos lábios, e descendo pro pescoço, até chegar no peitinho dela... enquanto as mãos dela continuava a bombear a haste troncuda.

O pinto dele deu um sobressalto violento e o primeiro jato de sêmen, espesso, quente e esbranquiçado, cruzou o espaço, atingindo em cheio a bochecha e o canto da boca de Clara. Ela fechou os olhos e a boca, sentindo o impacto do líquido viscoso na pele quente. Logo em seguida, mais três jatos fortes e volumosos vieram, espalhando-se pela testa, descendo pelo nariz e lambuzando o queixo dela, enquanto Heitor soltava um gemido grave e prolongado, afundando a cabeça no travesseiro, depois de mais alguns jatos e gotas pingando da cabeça, finalmente esvaziando toda a retenção e o desejo acumulado de dias a fio.

Clara ficou imóvel por alguns segundos, de joelhos entre as pernas dele, respirando de forma ofegante. O calor do sêmen do vizinho começava a escorrer lentamente pelo seu rosto, misturando-se com o suor da excitação. Ela abreu os olhos devagar, olhando para Heitor que agora respirava aliviado, relaxado na cama. Naquele momento, com o rosto marcado pelo pecado, Clara entendeu que não havia mais volta. O basta tinha virado fumaça, e ela aceitara de vez o seu papel naquela vida dupla.

Por sorte, ela estava com a boca bem fechada, caso contrário, teria engolido uma quantidade enorme daquele esperma espesso. Com o rosto completamente coberto pelo sêmen esbranquiçado, Clara parecia paralisada pelo choque de realidade misturado ao prazer que ainda pulsava em seu corpo, era a quarta vez que ela o ajudava, uma mulher direita estava pela quarta vez recebendo o esperma quente do amigo em uma parte do seu corpo.

Heitor se levantou da cama, calmo e satisfeito, e segurou-a delicadamente pelo braço, conduzindo-a até o banheiro do quarto de hotel para ajudá-la a se limpar. Caminhando devagar, vestindo apenas aquela calcinha que agora estava completamente ensopada e colada ao corpo, a silhueta de Clara se expunha por inteiro. Pelo tecido úmido, Heitor pôde notar perfeitamente o volume do seu sexo: ele imaginou; uma buceta grande, morena e bem peluda por baixo daquele tecido fino e molhado, contrastando de forma marcante com a pele branca das mãos dele que a guiavam.

Eles pararam em frente ao espelho do banheiro. Heitor pegou uma toalha pequena, molhou-a com água morna e começou a passar suavemente pelas bochechas e pela testa de Clara, removendo o excesso do líquido viscoso. Olhando para o reflexo dela, ele soltou um comentário provocativo, mantendo aquele tom de voz manso:

Heitor: — Quase foi tudo na sua boca, Clarinha... Você talvez iria gostar do sabor!

Clara desviou os olhos do espelho, sentindo o rosto queimar de vergonha, e rebateu tentando recuperar um pouco da sua antiga postura:

Clara: — Senhor Heitor, isso já é demais, né? Não é normal uma mulher beber o esperma de um homem...

Heitor soltou uma risada baixa, limpando o canto do queixo dela com a toalha úmida.

Heitor: — Você é muito inocente, Clarinha. A Mônica adora o sabor e bebe às vezes quando estamos juntos. Principalmente com a alimentação que eu tive hoje... Passei o dia todo comendo limpo e tomando suco de frutas. O gosto muda completamente.

Antes que Clara pudesse processar a informação sobre a esposa dele, Heitor mudou o movimento. Em vez de passar a toalha, ele estendeu o dedo indicador, recolheu um pouco do sêmen fresco que ainda restava na bochecha de Clara e aproximou a mão do rosto dela. Com uma sutil pressão, ele encostou o dedo com leite nos lábios dela e fez com que ela levasse a própria mão até ali, incitando-a a provar.

Clara só deixou aquilo acontecer porque seu corpo ainda estava em completo estado de excitação. A mente dela não parava de repassar os detalhes do que havia acabado de acontecer no quarto, ciente de que ainda estava ali, de calcinha ensopada na frente do vizinho. Sob o transe do momento, ela abriu levemente os lábios e provou o sêmen de Heitor direto dos dedos na língua.

O estômago dela deu uma volta, mas não de nojo. O pior de tudo, o que mais a assustou, foi perceber que o sabor era doce. Como aquilo podia ser doce, meu Deus? Era um sacrilégio, um pecado terrível contra o seu casamento e sua igreja, mas um pecado extremamente gostoso. Uma parte oculta e corrompida de sua mente admitiu que queria mais, porém o orgulho e a timidez a impediram de recolher o resto com os dedos na frente dele. Em silêncio, enquanto olhava para o espelho, um pensamento traidor cruzou sua cabeça: “Quem sabe na próxima vez eu não deixe a boca um pouco aberta para sentir o sabor...”

Heitor, observando cada reação no rosto moreno dela, guardou o sorriso de vitória para si e comentou enquanto terminava de passar a toalha:

Heitor: — O sabor não é igual toda vez Clarinha! Mas dessa vez deveria estar gostoso pela careta que você fez. O suco de fruta deixa tudo bem doce.

Clara apenas assentiu, sentindo o gosto adocicado do vizinho impregnado em sua boca, enquanto o vapor do banheiro morno encerrava aquela tarde de sábado. A barreira do basta não apenas havia caído, mas Clara agora carregava o sabor do pecado consigo, pronta para as próximas viagens na estrada.

A viagem de volta para Goiânia correu de forma muito diferente da vinda. O silêncio dentro do carro não era mais de tensão, mas de uma cumplicidade pesada, quase palpável. Clara olhava pela janela enquanto o carro engolia os quilômetros de asfalto, sentindo o corpo mole pela ressaca daquela excitação intensa. Na boca, parecia que o sabor adocicado do sêmen de Heitor ainda estava sutilmente presente, lembrando-a a cada segundo do que havia acontecido naquele hotel.

Faltando apenas alguns quilômetros para entrarem no bairro onde moravam, Heitor reduziu um pouco a velocidade, aproveitando os últimos momentos a sós antes que a realidade do cotidiano os engolisse. Ele olhou de soslaio para Clara, que mantinha as mãos unidas sobre o vestido longo.

Heitor: — Clarinha... a gente já está chegando. E dessa vez o Carlinhos está em casa te esperando. Mas antes de pararmos o carro, eu preciso te perguntar uma coisa... Essa ajuda maravilhosa que você me deu hoje, foi só uma coisa de momento ali no hotel, ou você está disposta a me ajudar mais vezes quando a dor apertar?

Clara sentiu o rosto queimar de vergonha imediatamente. Ela encarou o painel do carro, o coração acelerando só de lembrar da cena dela de joelhos na cama.

Clara: — Senhor Heitor... eu estou muito confusa, para ser bem sincera. Eu gosto de ajudar o senhor, me sinto bem sendo sua amiga e sabendo que estou aliviando sua dor..., mas tenho muito medo. Acho que se a gente continuar assim, posso acabar perdendo o controle e a gente pode acabar fazendo algo que acabe com o meu casamento.

Na mente de Clara, em sua lógica inocente e desesperada para aplacar a culpa, nada do que havia acontecido até ali configurava uma traição de verdade. Afinal de contas, ela não havia chupado o vizinho como naquele vídeo chocante que a amiga da paróquia tinha lhe mostrado no celular, e muito menos havia se entregado fisicamente a ele na cama. Sua buceta continuava casta, intocada por outro homem; ela pertencia única e exclusivamente ao Carlinhos. Para ela, agora que o tesão avassalador não estava mais pulsando entre suas pernas, tudo aquilo não passava de uma ajuda a um amigo necessitado.

Clara: — Então... se o senhor prometer que vai respeitar esse meu limite, a gente pode fazer um trato. Eu posso continuar ajudando o senhor, mas só aos sábados, nos dias em que a gente for para as reuniões da paróquia. Assim, fora disso, na nossa rotina normal da semana, não tem perigo para nenhum de nós dois. O que o senhor acha?

Heitor ouviu tudo atentamente, deliciando-se com a ginástica mental que ela fazia para justificar o pecado. Ele aceitou de imediato, sabendo que já a tinha exatamente onde queria.

Heitor: — É um acordo perfeito, Clarinha. Eu aceito e te agradeço do fundo do coração. Você é o meu anjo da guarda. Sabendo que vai me ajudar aos sábados, eu posso aguentar sim a longa semana, minha mente fica até mais calma.

Ele fez uma pausa, mudando de marcha devagar, e mudou o tom da conversa para algo mais descontraído, mas terrivelmente íntimo. Ele relembrou a cena do banheiro, quando ela estava apenas de calcinha úmida.

Heitor: — Mas me diz uma coisa... Hoje no banheiro, quando eu te ajudei a se limpar, eu não pude deixar de reparar na sua calcinha. Deu para ver que a sua bucetinha é bem peludinha... Você nunca pensou em depilar tudo ali embaixo? Pelo que eu conheço de mundo, os homens hoje em dia adoram mulheres totalmente sem pelos. É uma questão estética e até de higiene, sabe? Fica muito mais bonito e gostoso de ver.

Clara arregalou os olhos, sentindo o sangue subir todo para as bochechas. A intimidade da pergunta a pegou totalmente de surpresa, fazendo-a apertar a bolsa contra o colo com força, morrendo de vergonha de ter o seu sexo exposto daquela forma em uma conversa.

Clara: — Aí, Senhor Heitor... que conversa é essa? O Carlinhos... ele nunca reclamou disso comigo e nunca me pediu para tirar nada. Ele gosta de mim assim. Eu nunca pensei em depilar e não penso em tirar os meus pelos, não. Acho que isso é moderno demais para mim.

Heitor deu uma risada mansa, dando seta para entrar na rua de terra que levava às casas deles.

Heitor: — Tudo bem, tudo bem, não fica brava com o seu amigo. Foi só um comentário. Cada um tem seu gosto.

O carro finalmente parou em frente ao portão de Clara. Pela janela, ela pôde ver o caminhão de Carlinhos estacionado e as luzes da casa acesas. O marido inocente a esperava lá dentro, sem fazer a menor ideia de que a esposa agora voltava para os seus braços carregando um pacto de sábado selado com o vizinho, e o gosto doce do sêmen dele ainda escondido na memória.

Foto 1 do Conto erotico: O CONTO DE CLARA – PARTE 3


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Ficha do conto

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rickgyn

Nome do conto:
O CONTO DE CLARA – PARTE 3

Codigo do conto:
262984

Categoria:
Masturbação

Data da Publicação:
26/05/2026

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3

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