O corpo de Clara ainda estava elétrico, sua pele parecia sensível desde o sábado no hotel, mas a simples ideia de passar pelo desconforto daquela penetração rápida, burocrática e que lhe causava aquela dorzinha chata no fundo do útero a deixava angustiada. Ela queria sentir prazer, estava excitada, mas não com o marido.
Trancando-se no banheiro sob o pretexto de tomar banho, Clara pegou o celular. O trato de "conversar apenas aos sábados" ruiu diante da sua necessidade de desabafar. Com o coração batendo acelerado, ela abriu o aplicativo de mensagens e escreveu para o vizinho.
Clara: — Senhor Heitor, me desculpe quebrar o nosso trato e mandar mensagem no domingo..., mas eu estou muito agoniada aqui no banheiro. O Carlinhos está quase acordando e eu sei que ele vai querer deitar comigo hoje. Eu estou... com o corpo quente, sabe? Mas não quero transar com ele. Estou com medo de sentir aquele incômodo e aquela dor de novo. Não sei o que fazer, estou confusa.
Heitor, que estava em sua própria casa e conhecia perfeitamente a rotina do casal ao lado, respondeu quase de imediato. Ele sorriu ao ver a mensagem na tela, sabendo que Clara já dependia dele até para gerenciar sua vida íntima.
Heitor: — Clarinha, não precisa pedir desculpas. O seu amigo está aqui para te ouvir a qualquer hora. Eu entendo perfeitamente o seu receio. É horrível sentir dor quando.
Ele fez uma pequena pausa antes de mandar a próxima mensagem, escolhendo as palavras com uma malícia camuflada de conselho inocente e amigável.
Heitor: — Sabe o que você deveria fazer hoje para não passar por esse desconforto? Em vez de deixar ele te penetrar, por que você não dá uma "punhetinha" para ele? É uma forma maravilhosa de dar prazer para o Carlos e deixá-lo feliz, sem que você precise sentir nenhuma dor. Agora que você aprendeu, você pode usar esse carinho com o seu maridinho. Eu tenho certeza de que ele vai adorar ser cuidado por você desse jeito.
Clara leu a mensagem fixamente, com os olhos pretos bem abertos e a respiração curta. O conselho do Heitor parecia tão lógico, tão prático... Ela olhou para as próprias mãos, lembrando-se imediatamente da textura grossa, branca e latejante do pinto do vizinho que ela havia massageado no dia anterior. A ideia de transferir aquele movimento para o marido a deixou ainda mais excitada, misturando a imagem dos dois homens em sua mente enquanto ouvia Carlinhos se mexer na sala.
Clara leu o conselho na tela do celular e sentiu um frio na barriga, a intimidade daquela conversa no banheiro a deixava trêmula. Ela rapidamente digitou a tréplica, buscando mais uma orientação do vizinho.
Clara: — Senhor Heitor, o senhor tem algum conselho a mais para me dar para dar certo? Estou nervosa.
A resposta dele veio carregada de malícia, direcionando cada detalhe de como ela deveria se vestir para o marido, explorando ao máximo aquela silhueta marcante.
Heitor: — Acho que o conselho que te dou é para você não usar sutiã hoje, Clarinha. Já que está em casa, usa uma blusa fina de dormir ou algo mais sensual que marque bem o seu corpo. Assim o Carlos vai gozar rápido. E mesmo você não gostando do pinto dele esteticamente, acho que até você vai sentir prazer fazendo isso. Você vai sentir que está no comando da situação. Aproveita para provocar ele, pergunta se está gostoso, fala sobre o pintinho dele e as bolas... ou bolinhas. Pelo jeito, o seu marido tem o pênis pequeno, não é?
Clara engoliu em seco no banheiro, lembrando do contraste entre os dois homens. Ela não pôde deixar de comparar a finura e a fragilidade do marido com a robustez branca e grossa do pinto reto do vizinho que havia segurado no sábado.
Clara: — Sim, Senhor Heitor... comparado ao do senhor, o dele é bem pequeno. Eu nem imagino como a Dona Mônica aguenta o senhor, ela deve sentir muita dor com aquela grossura toda... Eu vou tentar fazer o que o senhor falou, vou dar a... punhetinha nele hoje para ver. Muito obrigada pelo conselho.
Ao enviar a mensagem repetindo a palavra que ele usou, Clara bloqueou a tela do celular e rapidamente apagou todo o histórico de mensagens do celular para não deixar nenhum rastro. Ela respirou fundo diante do espelho do banheiro, olhou para o próprio rosto meigo de paroquiana e começou a tirar o sutiã, preparando-se para colocar a blusa fina e assumir o controle da cama, exatamente como Heitor havia planejado. Quando Carlinhos acorda do sofá e vem em direção ao banheiro, ela o recebe com um sorriso meigo, mas com um olhar diferente, mais firme. Antes que ele ensaie qualquer aproximação física ali mesmo, ela toma a iniciativa.
Clara: — Amor, entra ali e toma um banho bem gostoso. Lava bem a sua intimidade, capricha bastante, porque hoje eu quero fazer uma coisa diferente com você na cama.
Carlinhos, o homem manso e ingênuo, abre um sorriso de orelha a orelha, sentindo-se o homem mais sortudo do mundo. Ele entra no box de imediato. Clara pensou rápido: exigindo o banho, pelo menos o pinto dele estaria bem cheiroso e limpo para ela tocar e fazer o serviço.
Minutos depois, Carlinhos sai do banheiro apenas de toalha na cintura, exalando cheiro de sabonete. Clara já está posicionada na cama de casal, vestindo apenas a blusa fina de dormir, sem sutiã, deixando os bicos dos seios bem-marcados contra o tecido. Ela faz um sinal com a mão, adotando uma postura de comando que nunca teve antes.
Clara: — Senta aqui na borda da cama, amor. Fica quietinho e deixa que eu cuido de você hoje.
Ela se ajoelha no colchão, ficando de frente para ele. Com calma, Clara puxa o nó da toalha e a deixa cair. Diante de seus olhos e de suas mãos agora experientes, a anatomia de Carlinhos se revela, e a diferença para o vizinho é brutal, quase inacreditável. O pênis de Carlinhos é pequeno e visivelmente fino, sem o peso ou o vigor imponente de Heitor. Além disso, Carlinhos tem uma fimose acentuada; a pele da capa é apertada, cobrindo quase toda a cabecinha do membro, e exige um cuidado minucioso para ser puxada para trás, revelando uma glande pequena que raramente fica totalmente exposta por completo sem causar um leve desconforto a ele.
Clara aproxima os dedos nus. No momento em que ela fecha a mão em torno da haste fina, iniciando o movimento de subida e descida e lidando com a pele apertada da fimose, uma onda de satisfação inesperada atinge o seu peito. A comparação em sua mente é inevitável — o pintinho do marido parece quase um brinquedo perto da tora branca e grossa que ela besuntou de saliva no dia anterior —, mas, exatamente como Heitor havia previsto, Clara sente um prazer real e genuíno ali.
Não é o prazer da carne sendo preenchida, mas o prazer psicológico do poder. Vendo o marido prender a respiração, completamente entregue e dominado pelos movimentos das mãos dela, Clara percebe o quanto é gostoso estar no controle absoluto da situação. Ela dita o ritmo, ela dita as regras, transformando a fragilidade do marido no combustível para o seu próprio tesão.
Enquanto movimentava os dedos pela haste fina e lidava com o limite daquela pele apertada, Clara decidiu colocar em prática as provocações que Heitor havia sugerido. Ela precisava manter a postura de esposa recatada nas palavras, mas queria exercer o seu controle. Para contornar o tamanho discreto da anatomia do marido sem usar termos grosseiros, ela calibrou o tom da voz, deixando a diferença bem subentendida.
Clara: — Está gostoso, amor?
Carlinhos: — Sim amor, você nunca tinha feito isso antes assim!
Clara: — Você gosta de como a mão da sua esposa encaixa direitinho em você? Parece que foi feita sob medida para te guardar inteiro aqui dentro.
Carlinhos: — Sim... sim...
Para garantir que o deslizamento fosse perfeito e a fimose não machucasse, Clara esticou o braço até o criado-mudo e pegou o seu creme hidratante de pele. Ela preferiu o cosmético perfumado à saliva; no fundo, tinha medo de que o cuspe pudesse trazer algum cheiro ruim daquela anatomia menos privilegiada e acabar cortando o seu próprio clima. Com o creme espalhado, a haste fina e as bolinhas dele ficaram completamente besuntadas, facilitando o ritmo. Ela queria provocar mais, falando coisas safadas, mas não conseguiu pensar em mais nada muito safado naquele momento.
Percebendo que Carlinhos já estava respirando de forma arqueada, chegando perto do seu limite rápido, Clara resolveu testar o poder de sua própria sensualidade. Ela segurou a barra da blusa fina de dormir e a puxou para baixo, colocando os seus pequenos seios a mostra, com os bicos pretos totalmente erguidos diante dos olhos do marido. Ela esperava uma reação avassaladora, um toque, um beijo faminto como o que Heitor havia lhe dado no hotel.
No entanto, Carlinhos não entregou absolutamente nada. Ele apenas continuou olhando, de boca aberta, os braços largados ao lado do corpo. Ele não esticou a mão para tocá-la, não tentou beijar o peito dela e visivelmente não demonstrava nenhuma faísca de atração ou desejo por aquela visão. Clara sentiu um estalo de rejeição no peito. Ela já sabia que o marido costumava elogiar mulheres de seios gigantescos nas revistas e na televisão, mas ser ignorada daquela forma, estando nua e entregue na frente dele, foi um golpe duro.
A passividade dele gerou uma faísca de raiva em Clara. Aquela falta de atitude a fez pensar, por um segundo, se no fundo o marido não guardava algum segredo mais profundo sobre a própria sexualidade, quem sabe até uma atração por outros homens que justificasse aquela frieza com uma mulher que Heitor dizia ser tão bonita. Engolindo o orgulho ferido, ela decidiu terminar o serviço logo, mas mudou o tom da provocação, usando o diminutivo como um castigo silencioso pela falta de virilidade dele.
Clara: — Olha para mim... vai, solta tudo. Deixa a sua esposa cuidar do você, meu maridinho.
Carlinhos deu um gemido fraco e o seu corpo estremeceu por inteiro. Pelo jeito que Clara segurava e apontava o membro fino para trás, em direção ao próprio corpo dele, o ápice aconteceu de forma tímida. O pênis de Carlinhos disparou apenas um único jato de sêmen; não foi uma explosão farta como a do vizinho, mas era um líquido estranhamente espesso, que cruzou a curta distância e foi parar direto no pescoço do próprio Carlinhos.
Ele soltou o ar, desabando na cama imediatamente, limpo e aliviado, enquanto Clara recolhia as mãos cobertas de hidratante, encarando o marido deitado e sentindo que a distância real entre o seu casamento e a vida que experimentava aos sábados acabara de se tornar um abismo intransponível.
Enquanto observava o marido ali jogado, Clara sentiu a mente traidora voar de volta para o quarto de hotel. A lembrança da boca de Heitor sugando o seu peito, com aquela pegada firme, era tudo o que ela realmente queria. Lembrou-se dele linguando o seu bico, um bico bem escurinho, quase preto, e um arrepio forte subiu por sua espinha.
Ai, meu Deus, que pecado..., pensou, sentindo o corpo queimar.
Ela pegou um pedaço de papel para limpar o pescoço e o corpo de Carlinhos, mas o sêmen do marido parecia uma cola pastosa, difícil de sair. Só de olhar para aquela textura esquisita, Clara teve a certeza de que aquilo não devia ser gostoso e doce igual ao leite de Heitor; nem por um segundo passou pela cabeça dela a menor vontade de experimentar. Carlinhos, demonstrando toda a sua mansidão e cansaço, apenas virou para o lado e dormiu ali mesmo, pelado e jogado na cama.
Clara se levantou. Vestindo apenas a blusa de dormir e a calcinha que ainda guardava a umidade do seu próprio desejo, ela foi até a sala no escuro. Pegou o celular e mandou uma mensagem para Heitor agradecendo pelo conselho. Pelo horário avançado do domingo, ela não esperava uma resposta, mas a tela brilhou quase imediatamente. Heitor estava acordado. Ele perguntou se havia corrido tudo bem e se o "maridinho" tinha gostado.
Ainda chateada e com o orgulho ferido pela rejeição de Carlinhos, que sequer havia olhado para os seus seios, Clara não quis dar detalhes. Ela digitou que estava um pouco cansada e que eles podiam conversar melhor sobre isso depois. Heitor, com sua sensibilidade cirúrgica para a manipulação, entendeu o recado na hora, não pressionou e apenas desejou um boa noite carinhosa para ela.
Estranhamente, após descarregar a tensão, Clara conseguiu dormir muito bem naquela noite. O descanso parecia revigorar suas forças para a rotina que viria.
Nos dias seguintes, uma novidade mudou o rumo das coisas na casa: Clara logo descobriu que Carlinhos teria que pegar a estrada novamente muito em breve. Dessa vez, a viagem seria bem mais longa, mas ele estava animado e confiante, prometendo que voltaria com dinheiro de verdade para colocar as contas em dia e pagar de vez o que devia ao vizinho. Mal sabia o caminhoneiro que a sua ausência prolongada era exatamente o cenário que faltava para deixar a esposa totalmente livre nos braços de Heitor.
Carlinhos sai de viagem na manhã seguinte bem cedo. Ele dá aquele beijo de sempre na testa de Clara, demonstrando a mansidão de sempre, e segue para a estrada. Mas esse detalhe, que antes passava batido, agora martela com força na mente dela. Enquanto vê o caminhão sumir na rua, Clara se pega imaginando o vizinho: "Como seria o Senhor Heitor se despedindo de mim? Com aquele fogo todo, ele com certeza me puxaria pela cintura, me daria um beijo daqueles de tirar o fôlego e apertaria meu bumbum...", pensa, deixando um sorriso bobo e confuso escapar.
Tudo o que Clara viveu nos últimos dias a deixou em um estado de carência absurdo. Criada de forma muito rígida na igreja, ela nunca foi ensinada sobre o próprio corpo; não sabia se masturbar e sequer entendia o conceito de buscar o prazer sozinha. O máximo que conseguia fazer nos momentos de puro sufoco e tesão — como quando lembrava do pinto grosso de Heitor — era deitar-se na cama e ficar esfregando uma coxa na outra com força, tentando aliviar o calor que brotava entre as pernas.
Incapaz de aguentar o silêncio da casa vazia, Clara quebra o acordo mais uma vez e abre o aplicativo de mensagens na segunda-feira. Ela desabafa com Heitor, contando timidamente os detalhes da noite anterior e revelando a sua profunda decepção com a frieza do marido.
Clara: — Senhor Heitor... o Carlinhos viajou hoje cedo. Eu fiz o que o senhor falou, mas ele nem olhou direito para os meus peitos quando mostrei. Ele não tocou em mim, só quis o serviço dele e dormiu. Fiquei tão triste... Aquele pensamento ruim de me achar feia e gorda voltou com tudo na minha cabeça.
Heitor, do outro lado da cerca, lê aquilo sabendo que a armadilha psicológica funcionou perfeitamente. A carência e a baixa autoestima dela eram as portas abertas que ele precisava para o próximo passo.
Heitor: — Clarinha, não fique assim. O Carlos realmente não sabe a mulher maravilhosa que tem em casa. Você é linda, tem um corpo escultural e aqueles seios são perfeitos. Olha, amanhã é terça-feira e a Juliana vai dormir fora na casa de uma amiga. A casa vai estar vazia à noite. Por que você não vem aqui? Podemos fazer algo escondido, coisa de amigos, claro. Assistimos a um filme, conversamos para você distrair a cabeça e espantar essa solidão. O que acha?
A carência e a vontade de se sentir desejada estavam sufocando Clara de tal forma que ela não pensa duas vezes. Esquecendo o trato de se verem apenas aos sábados, ela digita a resposta imediatamente.
Clara: — Eu aceito, Senhor Heitor. Amanhã à noite eu vou sim. Muito obrigada por não me deixar sozinha.
O relógio na parede do escritório de Heitor marcava exatamente 21:00 quando a campainha tocou de forma discreta. Ao abrir a porta, Heitor deparou-se com Clara sob a luz da varanda. Ela vestia um vestido diferente dos tradicionais de domingo; era um tecido fino, de um caimento fluido que desenhava sutilmente o quadril largo e a cintura. Bastava um olhar um pouco mais atento para Heitor notar, pelo relevo suave sob o tecido, que ela estava sem sutiã, deixando os seios livres e provocantes.
Heitor a recebeu com o sorriso acolhedor de sempre e a conduziu até a sala. Ele abriu uma garrafa de vinho tinto, servindo duas taças enquanto uma música ambiente tocava ao fundo e o início de um filme começava a rodar na televisão, eles estavam na mesma energia, estavam tão sintonizados que nem davam muito moral pro filme que passava na TV.
Sentados no sofá de couro, enquanto conversavam e bebiam, Heitor começou a notar algo diferente em Clara, uma aura nova que ele não conseguia decifrar de imediato. Até que, ao olhar para as pernas grossas dela expostas pela fenda discreta do vestido, ele compreendeu. Clara havia descolorido todos os pelos do corpo. Aqueles pelinhos que antes eram morenos agora reluziam em um tom loiríssimo, quase dourado contra a pele morena, e havia até uma linha sutil e perfeita de bronzeamento desenhada na base das coxas. O conselho dele sobre a estética corporal havia mexido com ela mais do que ela mesma admitia.
Heitor aproximou-se um pouco mais, estendendo a mão branca e deixando os dedos deslizarem suavemente pelos pelos loirinhos da perna dela. O toque arrepiou Clara por inteiro. Ela se sentia genuinamente feliz, acolhida e desejada como há muito tempo não se sentia em casa.
À medida que o vinho subia, relaxando suas últimas inibições, o calor acumulado na carência da semana falou mais alto. Clara olhou de soslaio para a calça dele e, sem conseguir segurar o impulso, soltou a pergunta de forma direta:
Clara: — Senhor Heitor... como está o seu pinto grosso hoje?
No mesmo segundo, ela arregalou os olhos castanhos, levou a mão à boca e sentiu o rosto queimar de vergonha pela audácia da própria frase.
Clara: — Ai, meu Deus... me desculpe! Me desculpe por falar desse jeito, eu não sei o que deu em mim...
Heitor deu uma risada mansa, os olhos verdes brilhando com a confissão dela. Ele a olhou com malícia, apenas para provocá-la e testar seus limites:
Heitor: — Não precisa pedir desculpas, Clarinha. Mas... e o nosso combinado de só lidarmos com isso aos sábados? O que aconteceu com ele?
Clara deixou a taça de vinho de lado, virando o corpo inteiramente para ele no sofá. O olhar dela não era mais o de uma paroquiana assustada, mas o de uma mulher ciente do próprio desejo.
Clara: — Não precisa de combinado nenhum, Senhor Heitor... Eu sou sua amiga. E se for preciso, se o senhor estiver com dor, eu ajudaria agora mesmo. Para falar a verdade... eu também senti muita falta do seu carinho ontem.
Heitor não respondeu com palavras. O silêncio dele foi o comando definitivo. Ele apenas levou a mão ao cinto, abriu o zíper da calça e, com calma, sacou o membro para fora. O pinto branco e robusto subiu. Pelo teor da conversa e por passar a última hora fitando os bicos dos seios dela marcados no vestido fino, a grande cabeça rosa já estava completamente limpa e brilhando, cheia de líquido transparente de excitação.
Clara olhou para aquela imponência, o estômago dando um nó de puro tesão. Ela engoliu em seco e, pela primeira vez na história deles, a iniciativa partiu totalmente dela.
Clara: — Eu... eu posso tocar nele, Senhor Heitor? Deixa eu segurar?
Heitor: — Pode, Clarinha. Ele é todo seu hoje.
Dessa vez não havia desculpa de dor, não havia pretexto de procedimento médico ou "ajuda". Clara aproximou os dedos trêmulos e envolveu a carne grossa por pura e espontânea vontade, apertando a haste branca e sentindo o calor real da virilidade de Heitor pulsar contra a sua palma.
Heitor deu um sorriso de canto, mantendo os olhos verdes fixos no rosto de Clara, enquanto sentia a mão dela deslizar com vontade pela haste de seu membro.
Heitor: — Eu vi o que você fez no seu corpo, Clarinha... Esses pelinhos loiros ficaram lindos na sua pele morena. Como eu sou um amigo tão fiel e hoje é um dia especial, sem ninguém em casa, eu mereço ver você sem roupa. Deixa eu ver como você ficou por inteiro.
Clara sentiu as bochechas queimarem. O efeito do vinho tinto, misturado com a carência acumulada, tirou qualquer força de resistência que ela ainda guardava. Morrendo de vergonha, ela se levantou devagar do sofá e puxou o vestido fino de tecido para cima, deixando-o escorregar pelo corpo até o chão. Ela ficou ali, de pé na sala dele, vestindo apenas a calcinha de algodão. O tecido já estava marcado bem no meio por uma mancha escura e úmida de excitação, entregando o quanto ela estava rendida.
Heitor não esperou. Ele a segurou firme pela cintura fina, puxando o quadril largo dela contra o seu. Com esse movimento, a cabeça rosa e babona do pinto dele ficou escorrendo e se esfregando direto na barriga quente de Clara. Logo em seguida, ele inclinou a cabeça e abocanhou o peito direito dela, voltando a mamar com aquela boca quente e faminta, massageando a carne firme.
Clara: — Ah... Senhor Heitor... — ela sussurrou, jogando a cabeça para trás e fechando os olhos. — A gente... a gente tem que ir com calma nisso. A gente pode acabar passando do ponto... por favor...
As palavras de advertência saíam em meio a gemidos sôfregos, desprovidas de qualquer autoridade real. Heitor ignorou o falso alerta. Enquanto a mamava, uma de suas mãos desceu até o cós da calcinha dela. Clara ainda tentou segurar o pulso dele em um último reflexo de pudor, mas Heitor, com uma força possessiva, arrancou a peça de uma vez e a jogou de lado, ele empurrou uma das pernas dela pro lado pra ver a reação, e ela por instinto abriu, então ele afastou a outra, ali estava ela toda entregue. Clara se deixou levar por completo. Pela primeira vez, ela estava totalmente nua na frente do vizinho, com sua intimidade completamente exposta sob a luz suave da sala. E foi nesse momento que Heitor foi pego de surpresa.
A buceta morena e grande de Clara, que no sábado era extremamente peluda, estava quase completamente depilada.
A depilação, por ter sido feita às pressas e escondida em casa, não estava totalmente perfeita. Ainda existiam alguns fios de cabelo teimosos, embora loirinhos por causa do descolorante, espalhados pelas bordas da virilha e bem perto do cuzinho. Mas o fato de ela ter tirado aquela mata de pelos significava apenas uma coisa: ela havia pensado em cada palavra, em cada provocação que ele dissera no carro. Ela havia mudado o próprio corpo para ele.
Heitor saboreou aquela vitória psicológica. Ele sabia que podia comer ela ali mesmo se fosse sua vontade, porém sabia que ainda não era o momento pra forçar isso, ao ver a intimidade de Clara recém-depilada, com aqueles poucos fios loirinhos nas bordas da virilha. Ele decidiu não usar o próprio membro ainda, mantendo o controle absoluto do jogo.
Clara sentiu o coração na garganta quando ele começou a fazer um carinho suave com as pontas dos dedos pelas bordas dos lábios maiores daquele sexo moreno, que já brilhava ensopado de tanto desejo. Ela fechou os olhos, arfando alto com a delicadeza do toque. Foi então que Heitor, com os olhos verdes fixos na reação dela, deslizou o dedo indicador e o penetrou devagar na intimidade inundada.
A reação do corpo de Clara foi imediata: ela enriqueceu, soltando um gemido abafado. O dedo de Heitor entrou com muita dificuldade, espremido pelas paredes musculares extremamente tensas e estreitas dela. Era um canal incrivelmente justo. Heitor moveu o indicador devagar para dentro e para fora, sentindo a pressão daquela carne quente o apertando.
Heitor: — Olha para mim, Clarinha... relaxa. Sente o meu dedo aqui dentro. É por isso que você sente dor com o Carlos, sabia? Você é muito apertada, o seu canal é estreito demais. Uma buceta tão perfeita e apertada assim hoje em dia é muito rara de se encontrar. O seu maridinho não sabe como lidar com uma mulher especial assim.
Clara: — Ah... m-meu Deus... Senhor Heitor, para... eu não posso! Temos que parar...
Heitor parou o movimento do dedo por um instante, mantendo-o inserido na carne quente e justa. Ele segurou o queixo dela com delicadeza e, quebrando a barreira que o próprio marido mantinha, colou seus lábios nos dela em um beijo calmo, profundo e molhado, que calou os protestos de Clara. Ao se afastar milímetros, ele sussurrou com aquela voz mansa e hipnótica:
Heitor: — Relaxa, Clarinha... Eu não vou comer sua bucetinha hoje, eu te prometo. Só vou fazer isso quando você mesma me pedir. Eu sou seu amigo, nunca tentaria nada sem você pedir... Está gostoso, fala para mim?
Clara assentiu com a cabeça, os lábios trêmulos e o peito subindo e descendo com força, era a primeira vez que ele falava em ‘comer’ ela, e também era a primeira vez que ela era beijada daquele jeito, ele enfiou a língua dentro da boca dela sem dó, explorou cada cantinho e chupou a língua dela forte no final do beijo.
Clara: — S-sim... está gostoso demais... ah...
Heitor sorriu, sentindo as paredes daquela bucetinha apertada pulsando ao redor do seu indicador. Ele começou a movimentar o dedo com mais vigor, enfiando e tirando, passando o ledo na buceta toda molhada e brincando na vulva dela, explorando cada milímetro daquela intimidade depilada e ensopada. Enquanto a mão trabalhava lá embaixo de forma implacável, Heitor subiu a boca e abocanhou o peito de Clara, passando a chupar e a lamber o bico escurinho com força.
A provocação dele veio no pé do ouvido dela, misturada com o som estalado das lambidas no peito:
Heitor: — Eu vou te fazer gozar hoje aqui nesse sofá, Clarinha... Eu aposto o que você quiser que você nunca gozou na sua vida inteira. O Carlos nunca te fez sentir isso de verdade, não é? Fala para o seu amigo.
Clara se contorceu inteira, o quadril dando sobressaltos contra as coxas dele. A humilhação deliciosa daquela verdade a atingiu em cheio: ela nunca tinha gozado. Os movimentos rápidos do dedo dele combinados com a boca faminta em seu peito pequeno e firme estavam provocando um curto-circuito na sua mente. Ela começou a gemer muito alto, feito uma cadela no cio, totalmente entregue ao instinto.
Clara: — Ahnnnn! Meu Deus... Senhor Heit-tor... ahhh! C-continua... hnnn... ah, ah, ah! É verdade... eu nunca... ahnn-hnnn! Isso... bota o dedo... m-me faz gozar, Senhor Heitor... ohhh... ahhhhhhh!
Ouvir o clamor da paroquiana fez Heitor acelerar o ritmo do dedo, pressionando o ponto exato da carne apertada. A descarga de prazer foi violenta demais para alguém que sempre viveu na monotonia. Clara arqueou o quadril alto, os dedos cravando no couro do sofá, desabando em seu primeiro orgasmo real:
Clara: — Ah... ah... ahnnn... v-vou gozar... ahhhhhhh! Meu Deus, eu gozei... ahnn... Senhor Heitor! Ahhhhh!
Ela estremeceu por inteiro, derramando o seu suco viscoso e abundante pelos dedos de Heitor, inundando a mão dele enquanto soltava os últimos espasmos de puro êxtase. Heitor subiu o corpo pesado sobre o dela e a calou com mais um beijo na boca faminto, depois trouxe o dedo todo lambuzado e começou a passar nos lábios dela, ela por instinto abriu a boca um pouco e ele colocou o dedo inteiro na boca dela, brincando com a língua e os dentes, era a primeira vez que ela sentia o próprio sabor, ele a beijou nesse momento misturando a saliva deles e mostrando o quanto ela era deliciosa. Ao afastar o rosto, vendo Clara com os olhos vidrados, ele sussurrou:
Heitor: — Você é tão gostosa, Clarinha. Você é perfeita. Viu só? O seu amigo te conhece melhor que seu maridinho. Mas vamos fazer um combinado: amanhã eu também vou querer mais disso...
A mente de Clara deu uma guinada violenta para trás, relembrando o vídeo proibido que a amiga da paróquia havia lhe mostrado. O boquete. A ideia de colocar aquela tora branca inteira na boca a deixou assustada, porém cheia de vontade. Ela aceitou o trato em silêncio. Heitor a pegou no colo e a levou para o quarto, onde dormiram juntos enquanto ele a acariciava.
Heitor sabia exatamente como jogar. Ele já tinha conquistado a rendição psicológica que precisava naquela noite e sabia que não deveria apressar o boquete ou algo mais sexual imediatamente; a antecipação tornaria tudo ainda mais intenso para a mente de Clara. Ele se afastou devagar dos lábios dela, olhando para a boca dela com uma malícia calculada.
Heitor: — Por hoje chega, Clarinha... Você aproveitou bem a nossa noite juntos. Amanhã se você quiser a gente pode continuar...
Clara mal conseguia responder. Seu corpo estava completamente mole, dormente por uma descarga de prazer que ela nunca havia sentido antes na vida. Ela estava entregue. Heitor a pegou no colo com cuidado, saindo da sala, e a levou direto para o quarto dele. Sem roupas, os dois se deitaram na cama de casal sob o lençol macio.
Clara adormeceu rápido pelo cansaço do orgasmo, mas Heitor continuou acordado por um tempo. No escuro do quarto, enquanto ela descansava a cabeça em seu peito, a mão dele desceu lentamente pelo quadril largo da paroquiana. Com os dedos calmos, ele começou a fazer um carinho suave, contornando e massageando a entrada do cuzinho de Clara.
Até aquele momento da história, as verdadeiras intenções de Heitor não tinham ficado claras, mas toda aquela manipulação, os conselhos, o jogo de paciência e a quebra de barreiras serviam para um único e definitivo objetivo: a virgindade do cuzinho de Clara.
Para Heitor, a bucetinha dela, por mais gostosa e depilada que estivesse agora, não tinha tanto valor de exclusividade, já que havia sido usada e pertencia ao marido manso. Ele queria algo que fosse só dele. Ele queria ser o dono absoluto daquele território intocado, e sabia que só conseguiria isso moldando a mente dela passo a passo. Agora que ele acabara de garantir a boca dela para o dia seguinte, o caminho para o rabo estava sendo pavimentado.
Mesmo quase dormindo, Clara sentiu aquele toque diferente. Um calafrio estranho correu por sua espinha. Nunca ninguém na vida havia tocado o seu cu — nem os namorados antigos da juventude e muito menos o Carlinhos, que mal sabia fazer o básico na cama. Heitor era o primeiro homem a encostar os dedos ali. Ela sequer imaginava que aquela região tão proibida e escondida de seu corpo pudesse receber um carinho daquela forma, tão suave e arrepiante.
Sem forças para resistir ou pensar no pecado, ela apenas se aconchegou mais nos braços fortes do vizinho e dormiu como um bebê, protegida e enredada na cama dele, por respeito ele colocou nela um pijama da Monica pra ela não acordar assustada por estar totalmente nua com ele na cama no outro dia.
