Garoto Rural 15 - O amor de pica, para sempre fica.
Ah! O AMOR... Quem o inventou? Quem o nominou? Quem já o experimentou? Um sentir absoluto, impoluto, que poderia apenas se chamar DOR... Hoje é quinta feira, 28/05/26, já é noite, e ela iniciou triste sem o alarido dos grilos, pois eles estão triste junto comigo. O início da semana foi complicado, pois fiquei preocupado com a declaração do meu adorável Garoto Rural (GR). Ele é resoluto, tão ciente do que está sentindo e em nenhum momento pareceu ser apenas arroubos da sua doce juventude. Ele tem muita personalidade, mas eu não poderia levar isso adiante, apesar de ter muita paixão por ele. Precisava fazer alguma coisa, ele é muito jovem e agora que completou 18 anos, no último fevereiro. Ele tem me ligado todas as noites desde então, dizendo-se com saudades e que esse sentimento por mim vem se intensificando lentamente em seu peito há algum tempo, culminando na certeza de um amor que lhe enche de coragem e determinação em enfrentar a tudo e a todos. Repete ao telefone incansavelmente que me ama, se masturbando no banheiro do quartel enquanto fala comigo e goza, pedindo que eu lhe fale algo só para que ele possa ouvir a minha voz. Isso tudo me envaideceria se não me deixasse extremamente preocupado. Ontem, quarta-feira, ele me ligou no intervalo de almoço e pediu para encontra-lo à noite para sairmos e jantar, queria conversar comigo pessoalmente; e lógico, foder também, né, além de eu estar louco para sentir aquele maravilhoso cacete entrar novamente no meu cuzinho apaixonado e deixá-lo derramar a materialização do seu amor dentro de mim, nem que fosse pela última vez. Sua voz era vibrante e terminou a ligação com um “eu te amo, pentelho!”, aumentando a minha angustia. Chegou à noite e ele estava bem vestido e cheiroso, a sua aparência era maravilhosa. Meu coração deu saltos ao vê-lo. Eu também o amo e lamentei não ter a idade próxima à dele, pois assim entraria de cabeça nessa relação sem olhar pra trás. Ele entrou no carro, o seu sorriso era radiante e o seu pau já estava atravessado na calça, duro! Eu botei as mãos na cabeça, e ele deu risadas. Falei: “Cara, como é que podemos ir a algum lugar com você desse jeito?” – e apontei para àquele tarugo grosso e enorme atravessado – “Nem para vir com uma camisa mais comprida, safado...”. Ele respondeu se divertindo: “Então vamos para a sua casa e você me traz bem cedo amanhã, porque meu cacete não vai amolecer enquanto você não der um trato nele”. Eu pensei nos quase 30 km que teria que voltar e sair muito cedo no frio, pela manhã e me deu uma preguiça imensa. Respondi: “Vamos achar um motel que tenha serviço de quarto aqui por perto, assim consigo te entregar cedo no quartel amanhã, combinado?”. Ele: “Fechou, gato! Vou te fazer muito feliz hoje. Quero te comer gostoso como ninguém fez até hoje, meu putinho...”, e já foi enfiando a mão por trás das minhas costas e entrando com ela por dentro da cueca até minha bunda, já que a minha calça tinha elastano e senti a ponta do seu dedo médio entrando no meu cuzinho arrepiando-me inteiro. Pedi calma para procurar alguma coisa no Google, pois por ele, já começaria a me comer ali mesmo no carro. Achei um motel acessível, pedi uma suíte que tivesse hidromassagem e entramos. O garoto estava excitadíssimo, já foi arrancando as roupas e o seu belo e soberbo pau apontava para mim, fazendo aquele movimento de “vem”. Eu tinha que controlá-lo, o beijei na boca segurando o seu pauzão que estava incrivelmente duro e ele me retribuía apaixonadamente, desabotoando a minha camisa tirando-a, afrouxando o meu sinto, abrindo o zíper da minha calça e arreando-a. Eu também estava excitado e ele tirou a minha cueca e me virou de costas esfregando o seu pauzão no meu rego que implorava por ele. Consegui falar: “Espere, quero beber alguma coisa... Vou abrir um vinho branco e vamos pra hidromassagem”. Ele concordou, mas seu pau não, pois estava cada vez mais duro. Enchi a banheira, fiz espuma e a liguei. Deixei a garrafa de vinho ao lado com nossas taças cheias e bridamos depois de entrarmos. Com isso abaixei a sensual impetuosidade dele que passou a me beijar calmamente, saboreando a minha língua e lábios, esquecendo um pouco da sua latente juventude. Ficamos muito tempo assim, curtindo, nos beijando. Terminamos o vinho e fomos para a cama. Ele me beijou as costas inteira. Sua língua no meu cú fazia-me delirar. Depois eu chupei o seu pau que latejava na minha boca e ele conseguiu enfia-lo até a minha garganta com o seu volumoso e macio saco se esparramando pelos meus lábios. Esse moleque é um tesão de verdade, mas estava disposto a perdê-lo para o bem dele mesmo. Se fosse preciso, eu encararia aquele momento como despedida, pois depois que as chamas se apagassem, eu teria uma conversa com ele. Novamente ele alojou um travesseiro na minha lombar e foi enfiando o seu pau que parecia maior. Eu trançava as minhas pernas sobre as suas costas e senti um pouco de dor no momento que ele alojou a cabeça da grossa rola já um pouco mais adentro do meu cuzinho, pois eu estava tenso, além de excitado. Ele teve muita calma, tirou várias vezes e a lubrificou, recolocando-a delicadamente. Eu observava o seu corpo pelo espelho no teto e ele era um homem feito, ritmado sobre mim com a sua libido voraz, enquanto falava com os lábios roçando nos meus: “Calma amor, relaxa, você parece tenso..., não quero te machucar, você é meu, só meu..., vai, meu amor, deixa eu entrar em você bem devagarinho, deixa, te amo...”, e me beijava com avidez, enquanto o seu glorioso pau me possuía indo até o fundo de todos os meus sentidos. E VOCÊS ACREDITAM QUE EU GOZEI???! Pois gozei absurdamente na barriga dele enquanto ele apenas começava os movimentos e me deliciava com esses sussurros, me encarando docemente. Caralho!!! Como poderei viver sem esse guri gostoso??? Como???? Me digam!!!! Paramos para nos limpar, pois eu havia lambuzado toda a sua barriga e ele estava ofegante, se sentindo o macho orgulhoso que me faz gozar dessa forma, pois eu lhe havia contado que só ele conseguira essa façanha. Ele me olhava com uma ternura inquietante, me desarmando praticamente para a conversa que deveríamos ter em seguida. Voltamos para a cama e o pau dele não amoleceu em nenhum momento. Deitei de costas para ele que veio por cima me penetrando com o mesmo cuidado. Eu continuava tenso e tinha acabado de gozar, o meu esfíncter não estava aceitando muito bem aquela invasão. A lubrificação foi intensa e a paciência dele maior ainda. Até que me senti confortável e ele pode fazer o que sabe, dar prazer em qualquer posição e o seu belo pau massageava até a minha alma, enquanto eu apertava mais ainda o cuzinho para abraçar cada centímetro daquele tarugo rijo que entrava e saía através dos movimentos másculos de um jovem que poderia ensinar muito homem feito por aí, a foder divinamente bem. Ele demorou dessa vez e sua respiração era forte. Suas palavras ao meu ouvido eram de enlouquecer: “Você ama a pica do teu macho, né?”, “Eu queria dormir todas as noites com o meu pau dentro desse cuzinho delicioso”, acelerava os movimentos e seu corpo se transformava num só músculo vibrante, batendo a sua virilha e tronco de coxas na minha bunda de forma firme e pesada, como um homem deve fazer em quaisquer circunstâncias, seja com outro homem ou uma mulher, enfiando o ferro com vontade mesmo, sem dó: “Quer mais, amor, quer? Hã? Vou estar sempre pronto pra você, te amo”, “De hoje em diante quero esse cuzinho só pra mim”, e urrou. Cada bombeada de gala ele repetia “te amo” e inundou o meu toba, fazendo-me gozar novamente sem mexer no pau. Ele tem muito leite que transbordava do meu cú recém invadido... E o pau dele não amolece por completo, fica meia bomba ainda um tempão, e se encostar nele levanta rápido novamente. Eu estava acabado, fomos para o banho enquanto eu me preparava mentalmente para a tal conversa séria. A minha intenção era continuarmos nos encontrando e eu tentaria diluir esse sentimento que se mostrava definitivo para ele, mas a coisa era muito mais grave. Ele já tinha feito planos... Colocamos roupões e pedi a nossa janta enquanto abria mais uma garrafa de vinho, para me dar coragem de iniciar o papo. Ele estava feliz e realizado, mas eu teria que passar-lhe a real. Jantamos bem, bebemos mais um pouco e fomos nos deitar na cama. Ele começou animado: “Mudei os meus planos, esse ano farei faculdade de TI para trabalhar com você, pois assim nem precisarei fazer especialização, você será o melhor mestre, além de me ensinar inglês e eu te ensinar italiano. Pedirei o meu engajamento no exército, farei inscrições para os cursos de cabo e se possível, para sargento temporário para ganhar mais, farei faculdade à noite e ficarei no exército até terminar, pois 4 anos passam rápido. O meu sargento me apoia e me indicará nas inscrições internas. Quando me formar, peço a baixa e gostaria de viver com você, meu amor, mas já queria assumir um compromisso com você. Quando der, a gente passa os fins de semana juntos até eu me formar. Eu continuaria morando no quartel e se a minha família não aceitar, nem piso mais lá em casa. Você me quer na sua vida?”, e me fez uma carinha mais linda do mundo. Eu estava entalado e ele continuou: “Eu assumo para todos a nossa relação e falo para a minha família que achei o amor da minha vida e que quero você pra sempre, que esse amor é por um homem fora de série. Que se foda se acharem que sou gay! Tô nem aí! Só não quero ficar galinhando enquanto estivermos juntos e pediria isso de você também”. Ele era doce demais e comecei a chorar..., e muito! Assustando-o. Ele acolheu a minha cabeça em seu peito e ficou me acalentando carinhosamente: “Não chora cara, eu quero ser o teu companheiro para sempre, não quero que você fique mais procurando outras pessoas, você é sozinho no mundo e eu quero ser a sua família, a gente pode adotar crianças no futuro e aumentar a família, tantos caras fazem isso...”. Aí é que eu chorava mesmo. Me acalmei, tomei mais vinho e comecei lhe contando o que ele não sabia ainda, do grande amor que tive por um homem chamado William, o “Bailarino”, e como a coisa terminou. Ao final, ele é quem estava chorando e me abraçou comovido, dizendo: “Não vou te abandonar, amor, nunca, te amo demais...”, e me beijava enquanto eu enxugava as suas lágrimas. Aí eu comecei meio engasgando no início: “Querido, a diferença de idade nossa é de quase 20 anos, você tem muita coisa ainda pra viver. Isso tudo é muito precipitado, apesar de que o seu plano de estudos e permanência no exército, enquanto isso, é ótimo! Eu também sou louco por você. Você me faz feliz, mas não posso ser egoísta e me aproveitar da sua juventude assim, como se fosse um vampiro. Quero que você experimente, seja livre, ouse, arrisque, trabalhe e se encontre na felicidade plena. Não posso assumir um compromisso com você nesse modelo que você está propondo. Podemos continuar do jeito que a gente vinha e quem sabe mais lá na frente... É arriscado mudar isso assim, você pode se machucar, pois uma relação assim carimba a pessoa para o resto da vida e existe muito preconceito... E depois você nem é gay, você é hétero, caralho! Quero que você coma bucetinhas à rodo ainda, pois você é um cara totalmente desejável e lindo” ... Nesse momento ele estava chorando pra valer, dizendo entre soluços: “Mas eu quero você... Eu te amo de verdade e não aguentarei saber que você transa ainda com outros caras. Isso já vinha me incomodando!”. Agora eu o acalentava: “Calma querido, vai passar, você ainda vai se apaixonar muitas vezes. Eu não vou te abandonar assim, só vamos dar um tempinho até você pensar direito, tente arrumar uma namorada, coma umas bucetinhas gostosas para você ter certeza... Se quiser eu providencio para você, quantas você quiser...”, ele balançava a cabeça me reprovando totalmente, fazendo-me sentir um lixo, tonificando cada sílaba: “Eu não preciso disso, amigo...”, e me encarou com um desprezo que nunca esquecerei. Mudei de estratégia para aquela conversa ficar menos dolorosa, continuei: “Na verdade eu terei que fazer uma viagem meio longa à trabalho (inventei na hora)”. Ele arregalou os olhos lacrimejantes para mim, perguntando: “Para onde você vai?”. Respondi: “Vou pra São Paulo fazer um curso e depois pretendo ir aos EUA ver se fecho uns contratos”, menti, mas o fato é que eu deveria ficar um pouco longe, de fato e pensei: (“Quem sabe não é hora de conhecer o agrônomo, amigo da querida família de SP, que vive me cobrando esse encontro”) ... Ele interrompeu os meus pensamentos, me abraçando e implorando: “Não vá, não fuja de mim, caralho!”, e desabou chorando. O meu coração estava em pedaços, mas esse cruel choque de realidade era necessário. De repente virou de costas para mim pegando na sua bunda, dizendo: “Vem, quero dar pra você agora! Enfia a pica e goza dentro! Você já é dono do meu coração e agora seja dono até do meu cú, de mim inteiro! Me come, caralho! Vem, faz o que você quiser comigo, mas não me abandone, porraaaa!!!!” (eu acho que o motel inteiro ouviu). Caralho... Aí eu me desesperei de verdade. Aí eu pude sentir que estava no caminho certo, eu tinha que pôr um fim nisso e eu teria mesmo que “arrumar um curso” em algum lugar. Jamais eu poderia me aproveitar desse belo rapaz e acabar com a sua vida enchendo-o de dúvidas e futuros conflitos mais do que já lhe causei. Eu estava arrasado com aquela atitude desesperada dele. Ele continuava de costas para mim e sua bunda era linda, ele a abria para que o penetrasse tentando pegar o meu pau por trás de suas costas para direcioná-lo e eu me esquivava, procurando acalmá-lo, abraçando-o, tentando virá-lo de frente para mim e chorando de dó daquele ato desesperado: “Calma querido, calma, não é assim... Não funciona assim, querido... Você não precisa fazer isso, nem de longe... Se acalme, não vou te abandonar assim repentinamente. Manteremos contato, você poderá passar em casa quantas vezes quiser, poderemos até transar ou sermos somente dois bons amigos, sim, por que não? Mas não podemos selar um compromisso de namorados, isso é sério demais e poderiam me acusar de estar me aproveitando da sua beleza e juventude, sua família e seus amigos viriam pra cima de mim com certeza, eu não quero isso. Seria precipitado e irresponsável da minha parte. E tenha na cabeça uma coisa, você é hétero, gosta de buceta, gosta de mulher, você quer casar e gerar os seus próprios filhos, que serão tão lindos quanto você. Estás tendo apenas uma experiência gostosa comigo e isso está preparando-o para o futuro, você exercitou a sua libido, aprendeu a dominar um cara de quase 20 anos mais velho como se fosse uma gueixa e com isso você vai ser o macho mais gostoso da face da terra; e feliz de quem estiver sob o seu domínio. Eu já tive muitos meninos que passaram pelas minhas mãos e hoje estão casados com filhos, são felizes e talvez eu seja para eles apenas uma breve recordação ou nem isso”. Ele perguntou agora mais calmamente e refeito: “Mas, e você??? É isso que você quer pra sua vida? Ser sozinho e trepando com um, com outro, correndo risco de doenças e violências? Você vai terminar velho e sozinho? É isso mesmo?”, puxou a respiração profundamente e continuou, “Inclusive me preocupo demais com você naquele fim de mundo que você vive. Medo que você leve a pessoa errada e aconteça alguma tragédia, pois tem muita gente ruim no mundo, cara...”. Isso caiu como um bombardeio sobre mim, tinha muita angústia na sua voz e olhar. Eu abaixei a cabeça e não tive coragem de encará-lo. Aquele jovem adulto de pouca experiência de vida, estava me dando uma porrada imensa, mas de uma coisa eu tinha certeza, não estava fazendo isso por mim e sim por ele apenas, pois eu não gostaria de envelhecer e ter um cara 20 anos mais novo cuidando de mim, velho e caquético. E depois, é o seguinte, ele me domina sem esforço nenhum, naturalmente, e assim eu viveria totalmente voltado para ele, sendo-lhe subserviente e não quero isso. Se eu tiver que ter outro compromisso, coisa que não busco mesmo, essa pessoa terá que participar em tudo comigo, até nas pequenas tarefas domésticas e não eu me subjugar a uma ótima rola e foda apenas. Me recompus e respondi: “Querido, o importante é que me sinto feliz sozinho. Eu cuido bem da minha segurança sim, não fique preocupado com isso, eu te imploro, você sabe que cuido bem de mim, gosto das minhas coisas, da minha vida, da minha casa, do meu trabalho. Eu tentei ter alguém, mas não foi possível. O destino não quis e eu me esforcei, mas não dependeu de mim. Talvez aconteça novamente, mas não pode ser agora e não pode ser com alguém tão cheio de vida e muito jovem, com o mundo inteiro pela frente!”. Ele retrucou irritado: “Você fala como se fosse um velho! Você nem aparenta a idade que tem, Caralho! Nem tem cabelo branco ainda. Parece um garotão sarado, porra!”, ele estava bufando e eu nunca tinha visto essa reação. Tentei acalmá-lo iniciando um argumento e escolhi a expressão errada: “Meu amor...”, e ele me cortou rispidamente, com muita autoridade, ficando em pé e um pouco mais distante de mim, com o indicador em riste: “Amor o caralho! Não me chame de amor! Você não me ama! Você não quer amor, quer PICA! Só que essa aqui você não vai ter mais! – encheu a mão com o seu maravilhoso volume, continuando – “A vida está te oferecendo um amor verdadeiro e você o está defenestrando por medo, por não ter dado certo anteriormente e está preocupado com o que os outros vão achar, com a porra do preconceito, com a porra da minha família que você nem conhece! Com o meu futuro que eu nem sei como será sem você! Com o que vão pensar por eu ter escolhido um homem com a porra de 20 anos mais velho! Números, caralho!!! O que importa é a felicidade... Você não aprendeu ainda? Eu estou cagando para o que pensam, para as regras e convenções, que se foda tudo... E se fosse preciso eu te beijaria de língua no portão do quartel na frente de toda a companhia, pode apostar!!!”. Eu estava chocado, enquanto ele andava nu com o seu harmonioso corpo, saído da melhor fôrma masculina, de um lado para o outro como se buscasse outra realidade e não aquela que eu estava lhe apresentando, e continuou: “Você acha então que tenho que ser macho? O machão!!! – e abriu as asas majestosamente – A sociedade precisa de mais machos fodões! O que adianta? Tenho um vizinho que se dizia macho pra caralho, passava a rola na mulherada toda, mas chegava em casa bêbado e batia na mulher e nos filhos. Eu mesmo entrei na casa dele quando ouvi os gritos e queria enchê-lo de porrada, rachar ele no meio, mas o meu pai me segurou senão ia dar merda. O que adianta ser macho dessa forma? E tem muito desses machos por aí. Um monte de macho andando de terno e gravata, corruptos de merda roubando os pobres... Macho é aquele que assume o que quer sem prejudicar ninguém, caralho, macho é quem decide amar quem ele quiser e não está nem aí com a porra da opinião alheia!”, e batia forte no peito produzindo um som surdo. Eu estava atônito, mas consegui falar: “Realmente você falou de machos que na verdade são vermes, ratos de esgoto, mas existem sim os homens verdadeiros que se sacrificam pela felicidade daqueles que ama...”, e abaixei a cabeça, resignado. Ele ajoelhou exausto no carpete sentando nos calcanhares, enquanto a ponta da sua rola, agora triste, quase encostava no piso. Ele olhava fixamente para o imenso vazio do chão e dizia como se fosse somente para si próprio: “Eu escolhi amar uma pessoa, um ser apenas, sem me importar se ela tem que ter peitos, vagina, ovários, pênis e bunda... Busquei só a alma e o que ela representa para mim... Será que isso é tão errado assim?”. Eu me levantei da cama, emocionado e fui caminhando vagarosamente para perto dele e me sentei ao seu lado no chão: “Querido, aos 18 anos, o mundo parece urgente e o coração, soberano. É claro que o direito de escolha é todo seu, mas há um tempo certo para consolidar as bases da vida. Antes de nos entregarmos definitivamente às escolhas sentimentais, a realidade nos impõe a tarefa de construir nossa própria estabilidade e ela dependerá exclusivamente das experiências que você adquirirá em pouquíssimo tempo, disso eu tenho certeza. Seguir apenas a emoção pode ser um terreno frágil. Usar a razão para priorizar o seu futuro agora pode causar essa pontada de dor hoje, mas é essa mesma razão que pavimenta o caminho para que você possa, lá na frente, amar com segurança, inteireza e de forma verdadeiramente livre, por isso não posso ser o coadjuvante nesse momento, embora eu já tenha a minha estabilidade que me permita a compartilhar com alguém que já o tenha passado também, pelo menos um pouco, pelas agruras do tempo. Não estou querendo dizer que você dependeria de mim estruturalmente, não é isso, só estou tentando mostrar que você tem que conseguir por seus próprios méritos". Ele me ouvia, mas o olhar continuava fixo ao chão, e continuei: “Cara, eu te adoro e admiro, um dia você vai entender o que eu estou propondo. Meu carinho por você é imenso e você não imagina a dor que eu estou sentindo no peito em declinar da sua linda e lisonjeira proposta, num futuro pode ser, mas face ao que acabei de expor a você, não posso, perdoe-me...”, e comecei a chorar novamente. Ele se levantou calado, vestiu a cueca, acomodou o pau e eu sabia que essa seria a última e maravilhosa visão do seu pacotão apetitoso que se formava naquela linda e justa cueca branca de lycra – como pode ser tão gostoso, meu senhor... Olhei fixamente para aquele volume e me despedi mentalmente dele, enquanto ele dizia: “Estou cansado... Eu queria fazer amor com você a noite toda, mas perdi o tesão. Me deixa no quartel, por favor!”, e foi vestindo o resto da roupa com tristeza. Eu não falei mais nada e vesti a minha também. Paguei a conta e saímos calados. Já passava das 03h00 a.m. quando o deixei perto do quartel. Ele abriu a porta do carro e a segurou já em pé na calçada, me encarando com os olhos cheios de lágrimas, dizendo: “Te desejo toda a felicidade do mundo... (soluços). Eu vou sempre te amar, pro resto da vida. Eu daria a vida por você, que não imagina o quanto me fez feliz. Vou tentar te esquecer, mas é muito forte o que eu sinto e nunca imaginei que pudesse amar um cara (soluços)... Vou tentar seguir os seus conselhos, pois eu sei que você sempre teve razão no que me falou até hoje, aprendi muito com você (agora apontando o dedo indicador para mim), mas se eu não conseguir, vou te procurar de novo, pode ter certeza, nem que seja pra você me dar outro fora”, bateu a porta e se afastou soluçando, enquanto eu descia desesperado do carro e pedia que esperasse para lhe dar um abraço, mas estanquei, pois ele estava com o braço direito esticado e mão espalmada em um sinal de PARE, para que eu me mantivesse afastado, respondendo exaurido: “Amigo..., melhor não, deixe como está, por favor, adeus...”, virou e se foi, tentando arrastar consigo os pedaços do seus coração espalhados pela calçada. Eu estava atônito. De onde saiu esse homem no corpo de um jovem? Eu fiquei quase uma hora no mesmo local, pois não conseguiria dirigir pelo tanto que chorava. Cheguei em casa era quase 05h00 a.m. e desabei não conseguindo trabalhar direito até agora, só chorei, puta que pariu, quando eu vou parar de chorar por amor???? O telefone tocou umas 16h00. Era o melhor amigo do GR, o MA ligando do Vale dos Sinos, RS. Fiquei surpreso e atendi. Ele já foi falando: “Cara, eu queria te dizer que você é a pessoa mais incrível que eu conheço e queria te agradecer pelo o que você acabou de fazer pelo futuro do meu amigo... Ele me contou sobre ontem e chorou muito ao telefone, mas lhe falei que iria passar e que você tinha razão”. Eu comecei a chorar novamente e não conseguia falar. Ele continuou: “Sei o quanto você deve estar sofrendo por essa decisão. Ele é realmente muito novo e sempre foi muito sério nas suas coisas. Ele toma decisões como se fosse adulto demais e eu sempre lhe disse que não é bem por aí. Ele é muito determinado e chegava a me assustar as vezes”, e ele estava com vontade de conversar, continuou, “Você acredita que a gente tinha 14 anos ainda e nessa época a gente vivia vendo filmes de foda no celular pra se acabar na punheta e quando eu pensava que ele estava concentrado vendo buceta no celular, ele estava lendo Machado de Assis, cara-do-Céu, ele lê livros desses caras, Jorge Amado, Guimarães Rosa etc., e eu até tentei acompanha-lo, mas achei tudo um saco..., ele é diferenciado, estuda inglês há muito tempo pela internet e fala italiano muito bem, a sua bisavó o ensinou e eles só se falam em italiano, pensa numa velha que é um demônio de brava e ele puxou a ela. A porra da velha está com quase 100 anos e se recusa a falar português. Uma vez a provoquei perguntando porque ela não gostava do Brasil e ela grunhiu, “Questa è terra di cani”, kkkk. Eu brinco dizendo que ela é a chefe da máfia siciliana aqui no Brasil, kkkk, pois veio de lá contra a vontade, mocinha ainda, com os pais que se apossaram de um monte de terras aí da região, só que os herdeiros foram vendendo tudo já”, e ele não parava de falar, me divertindo, “E depois que ele conheceu você passou a te admirar pela tua cultura, pelo fato de você já ter conhecido boa parte do mundo e ele quer isso para ele... E talvez essa admiração tenha se transformado nisso que ele sente hoje”. Eu respondi um pouco mais reconfortado pelas palavras do MA: “Sim, eu também acho, eu vejo o interesse dele por informação e inclusive emprestei-lhe vários livros e o seu vocabulário é muito bom..., mas cara, ele quer contar para o mundo sobre esse sentimento e a família dele não vai aceitar isso, vão vir pra cima de mim...”. O MA concordou: “É amigo, pode ter certeza que ele faria isso mesmo, ele segue naquilo que acredita e não está nem aí com que pensam..., mas você está certo com esse cuidado, pois eu conheço a italianada dessa região aí... Não é flor que se cheire não. Aí derrubam o cara só pra ver o tombo, medir o barulho e o tanto que a poeira sobe, e ele tem uns irmãos metidos a bravos pra caralho... Você teria problemas realmente, eu ia te falar isso, mas ainda bem que você agiu racionalmente. Ao contrário, eu iria sugerir para vocês irem pra longe viver a história de vocês e ninguém os achar”, e continuou falando, “Inclusive ele me falou que chegou a oferecer o cú pra você, achando que assim ele viraria gay completamente, e que você recusou. Você foi muito nobre, meu camarada, eu sei a pegada que você tem, pois comeu o meu primo na nossa frente, naquela festinha na sua casa, e ele ficou gamado em você pra caralho. É outro que sempre lembra de você quando falamos”. Eu ri um pouco e só consegui dizer: “Eu queria que ninguém sofresse...”. O MA respondeu: “O GR se apaixonou de verdade por você, vei... Eu já sabia, ele me contou antes de te falar. Eu o aconselhei muito e pedi que ele não se precipitasse, mas que, se essa fosse a escolha dele eu o apoiaria. No fundo eu esperava essa atitude que você teve, pois sempre te achei muito sensato e correto... Vai ver que se eu ficasse por aí, iria me apaixonar também, pois você é o cara, bicho! kkkk”, e riu um monte ao telefone, divertindo-me. Ainda continuou: “Cara, quando ele me contou esse lance dele dar o cú e você recusar, eu brinquei dizendo que não ofereça pra mim, pois eu meto-lhe o ferro, não dispenso não kkkkk... Mano do Céu... Ele ficou virado no Jiraya de bravo e quase desligou... Me deu uma bronca do caralho. Tive que arredondar, pois o cara estava sofrendo, velho, e eu fazendo gozação... Eu também sou muito escroto, fala sério...”. Eu respondi: “É, aí você pisou na bola, rsrsrs... Caralho, logo pra quem ele foi contar isso... Eu te conheço, você perde o amigo, mas não perde a piada, kkkk”, e não consegui segurar o riso, pois precisava disso e essa ligação me fez super bem. Agora mais descontraído, continuei: “Fiquem certos que vocês sempre serão os amores da minha vida. Eu só acho que ele está confuso, pois gay, eu tenho certeza que ele não é, ele só está se projetando em mim e confundindo os sentimentos. Ele tem uma libido altíssima é um homem íntegro e lindo, ainda terá muitas mulheres aos pés”. O MA respondeu: “Sim, eu tenho certeza disso. Ele é um baita cara bonito e a mulherada pira com a pica dele. O cara sabe foder, mano. Vou monitorar, ficar conversando com ele, tentar mostrar esse lado que você passou pra ele. Nas férias de julho eu irei aí e quero ficar perto dele; vou te visitar também e a gente pode matar as saudades daquelas nossas festinhas, mas prometo não me apaixonar”, e caiu na gargalhada, continuando, “Já conversei com o meu padrinho que quero trazê-lo para cá para ele trabalhar conosco e estudar, vai ser bom pra ele. Vou jogá-lo no meio das gaúchas bonitas e gostosas que tem aqui e ele vai endoidar”. Eu voltei a chorar, não aguentava mais e forcei um pouco para encerrarmos a ligação. Eu estava muito emocionado com aquela demonstração de amizade e o elogiei por isso, pedindo que me mantivesse informado sobre o GR. Me senti no filme “Morte em Veneza”, uma trama focada na obsessão pela beleza e o conflito entre a razão e a paixão, pois ele é tão lindo quanto o garoto personagem do filme. Será que fiz certo? Isso pode ser um sacrifício por amor? Só sei que o amo demais, mas não posso..., escrevi esse relato de inopino e estou me sentindo melhor com isso, mas a minha angústia é incomensurável e talvez vocês possam me consolar, me aconselhar ou me dizer se fui um perfeito idiota. Vejam-no aí, lindo e maravilhoso... ??
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.