Diário perdido de uma menina má – Reencontro



Ficamos conversando por um bom tempo. A Maiara parecia ter baixado a guarda e ficou quase que interrogando o coitado do Gilvan. Já a Letícia, parecia estar mais na defensiva e não falou muito enquanto estávamos na cozinha.
...
Todo mundo chegou e, como esperado, vovó não achou galinha caipira em nenhum lugar. O coitado do vovô ouviu vários impropérios por não ter ido em todos os lugares onde ela queria ir. Papai trouxe coisas que daria para alimentar um time Futebol americano. Todos estavam ali, ao meu redor, como se fosse mais uma comemoração de aniversário ou uma festa de fim de ano. Todos com um intusiasmo surpreendente. Mas em todos olhares havia um pesar que ninguém se atrevia externalisar temendo quebrar o trato imposto por mim anteriormente.
Papai agarrado ao meu irmãozinho o fazendo rir assoprando sua barriguinha; Maiara implicando com a Letícia porque ela picou a cebola em pedaços muito grandes; minha irmãzinha penteando uma boneca quase do tamanho dela; vovô emburrado na sala; vovó queimando o tempero do arroz porque deixou a panela esquentar muito e o Gilvan ao meu lado tentado esconder o nervosismo perante minha família.
Foi um momento incrível! Aquele caos aparente era tão bom. Todos estavam contidos, mas não havia filtros ou barreiras entre nós. Todos interpretavam a si mesmos e eu me senti realizada por estar presente naquele momento tão sublime.
...
Me despedi do meu pai e de meus avós já dentro de minha casa e como combinado a Letícia dormiria em casa. O Gilvan simplesmente me abraçou quase me quebrando as costelas e pretendia sair sem me dar um beijo. Eu realmente não sabia o que estava rolando entre nós. Mas eu queria exibi-lo de alguma forma. Era como se ele fosse um troféu que eu queria expor para oprimir as mulheres que eu mais amei.
Vendo que ele não me beijaria, eu o puxei e o beijei demoradamente enfiando minha mão em seus cabelos. O coitado não sabia onde enfiar a cara depois disso e saiu sem saber o que falar e meio atônito.
Maiara e Letícia simplesmente cobriram as bocas como se lutassem para não deixarem escapar o que realmente pensavam. Olhei profundamente nos rostos das duas, mas não fazia ideia do se passava em suas mentes.
A Maiara segurou a Letícia pelo braço e falou algo em seu ouvido. De um tchau seco e estava de partida quando a segurei de disse:
— Maiara eu te amo!
Ela virou com os olhos arregalados e encarando a Letícia tentando se certificar se ela havia ouvido ou não. Ambas estavam com uma cara de espanto. Eu queria falar tudo que eu sentia, mas ainda não era o momento.
— Maiara, Letícia eu queria dizer que eu amo vocês duas.
As duas me abraçaram e começaram a chorar. Não sei se elas sabiam do tipo de amor que eu estava falando, mas me senti bem em deixá-las com essa dúvida. Depois disso a Maiara foi embora. Ficamos eu e Letícia. Eu, de certa forma, planejei esse momento e agora que aconteceu, não do jeito que eu esperava, mas aconteceu.
— Letícia, obrigado por ficar comigo nesse momento tão difícil em minha vida.
— Para de bobagem! Você é quase uma irmã para mim! – ela respondeu.
— Você pode dormir no quarto ao lado. Lá tem toalha e tudo mais que você precisar. O banheiro tem tudo. Tem até o xampu que você gosta.
— ah! Como você se lembra do meu xampu? – sua surpresa em saber que eu me lembrava de sua marca do seu xampu predileto a surpreendeu. Um sorriso tênue e tímido expôs sua satisfação em saber que eu me recordava desse pequeno detalhe.
— Você... seus cabelos são lindos! Eu queria que os meus fossem parecidos. – Eu respondi insinuando que ela era linda.
Ao quase dizer que ela era linda, ela ficou tão vermelha que quase dava para sentir o calor em seu rosto.
— Então vou tomar um bom banho! – Letícia respondeu tentando disfarçar a vergonha.
— Depois que você acabar eu vou.
Fiquei em meu quatro aguardando ela acabar. Eu não sabia o que falar ou o que fazer porque ficamos muito tempo sem conversar direito. Eu ainda a odeio por ter mentido para mim naquele dia.
— Nossa! Você tem todos os cremes e produtos que eu e a mamãe temos lá em casa. – Letícia saiu ainda mais surpresa depois do banho.
— Agora sou eu quem vai tomar um bom banho! Guarda suas coisas lá no armário!
Ela saiu com um pijama longo e todo fechado que me decepcionou. Porém seu corpo exalava um cheiro suave de óleo corporal floral que aguçaria qualquer imaginação.
...
Finalizei e fiquei aguardando ela aparecer para eu tentar conversar com ela um pouco mais, mas ela já estava na cama.
Eu me senti frustada eu queria que ela conversasse mais comigo eu sempre quis que ela me desse mais atenção.
Vesti apenas um cueca e uma regata e fiquei em meu quarto na esperança dela me procurar.
Me deitei e meu corpo voltou a reclamar e dar sinais que estava perdendo a guerra.
Uma hora, duas horas se passaram. Nada de sono. Eu queria me reaproximar dela.
Me levantei. Me deitei novamente. Me levantei. Mesmo me sentindo mal eu fui ao quarto dela e abri a porta devagarinho. Apenas o lençol a cobria. Bati na porta uma, duas, três vezes e nada.
Parecia que ela já havia dormido. Fechei a porta novamente e quando dei alguns passos rumo ao meu quarto pensei: Essa biscate não está dormido.
Abri novamente a porta e bati mais duas vezes e nada de novo. Entrei lentamente e ergui o lençol e chaqualhei seu ombro, mas aquela putinha estava me ignorando e nem se virou. Pensei em ir embora. Fiquei feliz por ela não me xingar ou me empurrar. Já era um começo.
Continuei com a mão em seu ombro e me deitei ficando em suas costas. O silêncio perdurava sem que ela nem respirasse direto. A abracei e chamei seu nome: — Letícia! Letícia!
Nada. Me ignorou como se eu não estivesse ali.
— Você é uma puta! Eu te odeio!
Falei ao seu ouvido e nessa hora ela se mexeu se encolhendo e dando um espécie de gemida.
Aquela puta estava exitada.
Puta do Carvalho! – falei mais uma vez ela se contorceu novamente.
Coloquei minha mão sobre seu seio e percebi que seu mamilo estava rígido.
— Eu te odeio porque eu me apaixonei por você naquele dia.– Ao me ouvir falar isso ela tentou dizer alguma coisa, mas cobri sua boca com minha mão.
— Não fale nada, por favor! Só deixa eu te chupar mais uma vez! Eu sempre amei você!
Nesse momento eu gelei. Achei que ali seria seu limite e ela rechassaria toda e qualquer possibilidade de reaproximação.
Porém ela se virou e me beijou como se estivesse aguardando isso por mais tempo que eu.
— Da próxima vez que você beijar aquele cara na minha frente só para me provocar eu te mato! Sua pirralha do Carvalho! – sua voz saiu compreensível e com altivez.
Ela me beijou tão intensamente que o beijo do Gilvan pareceu angelical comparado aos chupões em minha língua que ela dava.
Comecei a enfiar minha mão em sua calcinha, mas ela a segurou.
—Hoje não dá! Eu estou menstruada!
Foi a coisa mais frustrante que eu poderia ouvir naquele momento. Estar ali perto dela e ser impedida de tocá-la, sentir seu pelos e o gostinho de sua bocetinha foi frustrante.
— Que porra! Logo hoje!— ela sorriu e continuou a me beijar.
Estávamos nos entendendo. Não tínhamos nada para dizer uma a outra. Apenas queríamos nos beijar e sentir o corpo uma da outra.
— posso chupar seus peitoS?— perguntei meio que no desespero.
— Não, só um beijinho. Nesse dias eles ficam muito sensíveis!
— Posso enfiar o dedo em seu cu?
— Meu Deus! Você tá ficando louca?! De onde tirou isso?! Cadê a menina inocente que eu conheci?
Demos muita risada...
— Eu não sei se eu vou ter outra chance!
Ao ouvir isso, o clima pesou e não havia clima para mais nada.
Nos abraçamos e ela chorou por bastante tempo antes de conseguir dormir, mas eu passei quase toda a noite acordada cheirando seus cabelos, beijando seus lábios e seu lindo nariz. Senti falta do aparelho em seus dentes, eles a tornava ainda mais sexy. Eu queria que aquele momento ficasse gravado em minha mente e que tudo aquilo não fosse apenas minha imaginação fantasiando. Eu apenas não queria deixar esse mundo sem ter gozado com meu primeiro amor.


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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico matusalembebe

Nome do conto:
Diário perdido de uma menina má – Reencontro

Codigo do conto:
266362

Categoria:
Lésbicas

Data da Publicação:
06/07/2026

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