No dia seguinte, o evento começou cedo. Estavam os dois sentados na mesma mesa, no meio da sala, enquanto um dos oradores falava no palco. Raquel vestia um vestido preto justo, um pouco mais comprido que o da noite anterior, mas ainda assim curto o suficiente para mostrar as coxas quando se sentava. Paulo, ao lado dela, mal conseguia concentrar-se. A meio da segunda intervenção, Raquel sentiu a cona a latejar só de o sentir tão perto. Discretamente, puxou a cadeira para trás e levantou-se. — Desculpem… vou à casa de banho — murmurou para os colegas mais próximos. Caminhou com passo calmo até aos sanitários do fundo do corredor. Entrou na casa de banho das senhoras, foi à última cabine, trancou a porta e ficou ali, de pé, a respirar fundo. Não aguentou. Puxou o vestido para cima, meteu a mão pelas cuecas e começou a tocar-se, dois dedos a deslizar pela cona já molhada, o polegar no clitóris. Fechou os olhos e mordeu o lábio para não gemer alto. Passados poucos minutos, Paulo levantou-se também da mesa, o telemóvel na mão. — Desculpem, tenho de atender uma chamada urgente — disse em voz baixa, já a afastar-se. Em vez de ir para o exterior, caminhou direto até às casas de banho. Entrou na dos homens primeiro, olhou, saiu e, sem hesitar, abriu a porta das senhoras. Ouviu o respirar ofegante vindo da última cabine. Bateu duas vezes com os nós dos dedos. — Sou eu — sussurrou. Raquel abriu a porta de imediato. Os olhos dela estavam vidrados de tesão. Paulo entrou, trancou e virou-se para ela. — Estavas a tocar-te, não estavas? Ela não negou. Tirou a mão das cuecas e mostrou-lhe os dedos molhados. Ele agarrou-lhe o pulso, levou os dedos à boca e chupou-os sem dizer nada. Depois puxou-a contra si, beijou-a com força e virou-a de costas, de frente para a parede da cabine. — Rápido — murmurou ele, já a baixar o fecho das calças. — Alguém pode entrar a qualquer momento. Raquel puxou o vestido até à cintura e desceu as cuecas até aos joelhos. Paulo esfregou o pau duro na fenda dela e entrou de uma vez, abafando o gemido dela com a mão. — Cala-te… — sussurrou contra a orelha dela. — Se alguém ouvir, estamos feitos. Metia com força, curtas e profundas, o corpo colado ao dela. A tensão de poderem ser apanhados só aumentava o tesão. Cada vez que se ouvia um ruído no corredor, os dois paravam um segundo, o coração a bater descompassado, e depois ele voltava a foder com mais intensidade. — Estás tão molhada… a escorrer toda — rosnou ele baixo. — Só de pensares que te estou a foder aqui, com toda a gente lá fora… Raquel virou a cabeça o suficiente para falar junto ao ouvido dele, a voz embargada de prazer: — Estás tão duro… mais duro que o António, o meu marido. Ele nunca me enche assim… Paulo mordeu-lhe o ombro por cima do vestido e acelerou as estocadas. — Mais… continua — pediu ela. — Estou quase… Ele passou a mão à frente e esfregou-lhe o clitóris com os dedos enquanto metia. Raquel veio primeiro, a tremer contra a parede, a cona a apertar o pau dele em espasmos. Paulo segurou-lhe a anca com força e gozou logo a seguir, despejando o leite dentro dela, a respiração pesada contra o pescoço dela. Ficaram assim alguns segundos, a tentar recuperar o fôlego. Depois ele saiu devagar. A esporra escorreu logo pela coxa dela. Raquel puxou as cuecas para cima, ajeitou o vestido e virou-se para ele. — Vai primeiro — sussurrou. — Eu limpo-me e saio daqui a um minuto. Paulo beijou-a uma última vez, rápido e intenso. — Esta noite no hotel continuo contigo — prometeu ele. — E dessa vez sem pressa. Saiu da cabine, lavou as mãos depressa e regressou à sala como se nada tivesse acontecido, o telemóvel ainda na mão. Raquel ficou mais um pouco, limpou-se o melhor que pôde, olhou-se ao espelho e saiu também, o coração ainda a bater forte e a cona a latejar com o leite dele lá dentro. Quando se sentou outra vez à mesa, Paulo olhou de lado para ela e sorriu de leve. Ela cruzou as pernas com força e fingiu prestar atenção ao orador. Nenhum dos dois ouviu uma palavra do que estava a ser dito
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