O silêncio no carro foi brutal. Nem o ronco do motor conseguia preencher o vazio entre os três. Tobias dirigia com o maxilar travado, o olhar fixo na estrada. Ana olhava pela janela, as unhas cravadas na coxa, o short jeans ainda marcando a bunda. Cláudio, no banco de trás, tentava explicar alguma coisa, mas as palavras saíam engasgadas e ninguém respondia.
Chegaram em casa. Tobias desceu primeiro e foi direto para o quartinho, fechando a porta com um estalo seco. Ana e Cláudio entraram. A porta da sala ainda nem tinha batido direito quando a briga explodiu.
— Você some o dia inteiro, sem avisar, sem telefone, e ainda por cima apostando? — Ana falava baixo, mas a voz tremia de raiva. — Eu já te disse mil vezes que não aguento mais isso. Jogo, aposta, dinheiro sumindo… e agora some no bairro onde a gente cresceu? O que você tava fazendo lá, Cláudio?
Ele tentou se defender, levantando as mãos.
— Esqueci o telefone em casa. Um amigo me ligou, falou de uma partida rápida. Fui só dar uma olhada, perdi a hora… juro. Não era pra rolar nada pesado.
Ana riu sem humor.
— Nada faz eu acreditar em você. Nada.
Ela se virou, entrou no quarto e trancou a porta. Ficou lá dentro até anoitecer. Do lado de fora, Cláudio tomou um banho demorado, saiu de toalha, vestiu uma calça confortável e se jogou no sofá, o olhar perdido na televisão desligada. Tobias passou pela sala, já de uniforme, e saiu para mais uma noite de trabalho sem dizer uma palavra. A casa ficou em silêncio pesado.
Por volta das 22h a fechadura do quarto girou.
Ana saiu.
Cláudio ergueu a cabeça e ficou sem ar.
Ela estava diferente. Visivelmente alterada. O cabelo liso e solto caía pelos ombros. Um batom vermelho intenso marcava a boca carnuda. A saia preta colada subia poucos centímetros acima do joelho, moldando as coxas e o contorno redondo da bunda a cada passo. O decote generoso da blusa preta deixava à mostra o começo generoso dos seios, a pele clara contrastando com o tecido escuro. Ela estava linda. E perigosa.
Olhou direto para Cláudio, a voz firme:
— Vou sair.
Ele se levantou de um salto, ainda sem entender.
— Onde você vai?
Ana já estava calçando o salto alto na porta.
— Lá no buteco onde você estava. Vou tirar a limpo essa história.
Cláudio deu um passo à frente, o coração disparado.
— Ana, não precisa disso. Eu já expliquei…
Ela não esperou. Abriu a porta e saiu. O som dos saltos ecoou no corredor. Cláudio, atordoado, pegou a chave do carro e foi atrás. A saia preta balançava com o movimento das nádegas firmes, o tecido subindo um pouco a cada passada rápida, revelando um pedaço a mais de coxa. Ele engoliu em seco, a raiva misturada com um desejo que o deixava confuso.
No estacionamento, Ana já abria a porta do carro dele.
— Se vai atrás, então dirige. Mas não tente me impedir.
Cláudio entrou no banco do motorista, o olhar furtivo caindo no decote generoso, no batom vermelho, na forma como a saia se apertava quando ela se acomodava no banco. O ar dentro do carro ficou denso. Ele ligou o motor, as mãos suadas no volante, e partiu de volta para o mesmo bairro, o mesmo buteco, onde o dono do bar ainda lembrava daquele rabo gostoso que tinha secado mais cedo… e onde Ana agora ia entrar arrumada daquele jeito, pronta para confrontar tudo.
Ana não dizia uma palavra no caminho.
O silêncio dentro do carro era tão denso que quase se podia ouvir o som do próprio sangue. Cláudio dirigia com as mãos úmidas no volante, mas os olhos não conseguiam ficar só na estrada. De rabo de olho, roubava olhares para as coxas grossas de Ana, abertas pela saia preta colada. A luz amarela dos postes revelava os pelos loiros, claros, quase transparentes, que cobriam a pele macia e firme. Cada vez que ela cruzava ou descruzava as pernas, o tecido subia um centímetro a mais, e o coração de Cláudio martelava no peito.
Ele não tinha feito nada de errado. Só jogara. Mas no passado recente o jogo tinha quase destruído o que restava entre eles. Ana odiava. Ele havia prometido, jurado, que nunca mais. E agora ela estava ali, ao lado dele, cheirando a perfume caro e raiva contida, vestida como se tivesse saído de um sonho sujo.
— Ana… vamos voltar pra casa — tentou, a voz rouca. — Isso não precisa…
Ela não respondeu. Nem virou o rosto. Apenas continuou olhando pela janela, o batom vermelho marcado, o decote generoso subindo e descendo com a respiração calma demais para alguém que estava prestes a entrar num buteco de periferia àquela hora.
Quando chegaram, o lugar estava morto.
Nenhuma luz acesa na fachada. Nenhuma música. Nenhuma alma na calçada. O silêncio da rua era quase agressivo.
Cláudio soltou o ar que segurava.
— Tá vendo? Não tem ninguém. Vamos embora.
Ana virou o rosto lentamente. O olhar dela era de superioridade fria, quase cruel. Sem dizer palavra, abriu a bolsa, tirou o celular e digitou uma mensagem rápida. O dedo apertou “enviar”.
Por alguns segundos, nada aconteceu.
Só o som distante de um cachorro latindo e o motor do carro ainda ligado.
Então a porta lateral do buteco se abriu.
O velho apareceu na fresta, a mesma expressão de quem já esperava. Os olhos dele passaram direto por Cláudio e cravaram em Ana. A saia preta colada, o decote generoso, o cabelo liso caindo sobre os ombros, o batom vermelho… ela estava extremamente gostosa. Perigosa. Como se tivesse se vestido não só para confrontar, mas para provocar, para lembrar a todos o que estava em jogo.
Ana olhou para Cláudio. A voz saiu baixa, firme, quase um sussurro cortante:
— Depois de hoje você nunca mais vai voltar aqui. Eu vou garantir isso.
Quer ficar no carro… ou vai querer entrar comigo?
Você escolhe.
Cláudio sentiu o estômago revirar.
O medo subiu pela garganta misturado com um desejo sujo e confuso. Ele não sabia o que a esperava lá dentro. Não sabia o que ela planejava. Só sabia que a mulher ao lado dele, naquela saia apertada, com aquelas coxas grossas e o olhar de quem já tinha decidido tudo, estava no controle absoluto.
Sem pensar, ele abriu a porta.
Os dois desceram.
Os saltos de Ana ecoaram no asfalto rachado. A saia balançou com o movimento das nádegas firmes. O velho segurou a porta aberta, o olhar ainda grudado nela, e o corredor escuro do buteco engoliu os três.
No corredor estreito e úmido, o cheiro de cigarro velho e cerveja azeda grudava nas paredes. O velho deixou Ana passar na frente de propósito. Os olhos dele desceram imediatamente, fixos, devorando o balanço pesado daquela bunda redonda e firme presa na saia preta colada. O tecido subia e descia a cada passo dela nos saltos, marcando o contorno carnudo, a linha do fio dental escondido por baixo. Cláudio sentiu o estômago revirar. O desconforto queimava na garganta, mas ele não abriu a boca. Não podia.
— Pode ir, dona… nessa porta aí que acontecem os jogos — murmurou o velho, a voz rouca, enquanto a mão direita descia e ajeitava a pica já meia-bomba por baixo da bermuda larga. O volume crescia visível, o tecido tensionando.
Ana entrou primeiro. O velho atrás, quase colado, e Cláudio por último. A porta rangeu. O ar lá dentro era mais quente, carregado de suor masculino e fumaça barata. A luz amarelada de uma lâmpada pendurada revelava uma mesa de madeira rachada, cartas espalhadas, cinzeiros sujos.
Cláudio parou no meio do caminho. O coração deu um salto dolorido.
Lá estava ele: o mesmo cara com quem tinha jogado horas antes. O mesmo que Cláudio tinha limpado. Agora o sujeito sorria de canto, apoiado na cadeira, os olhos passando de Cláudio para Ana e demorando no decote generoso, nas coxas grossas que a saia apertava.
Ana não hesitou. A voz saiu baixa, cortante, autoritária:
— Meu marido gosta de aposta.
Agora vamos jogar.
Senta ali, Cláudio.
Me mostra como joga.
Ela apontou a cadeira com o queixo. O olhar dela não pedia. Ordenava.
Cláudio engoliu em seco. As mãos suavam. Sentou-se. As pernas tremiam levemente sob a mesa. Não sabia o que estava valendo. Só sabia que o ar tinha ficado denso demais, que Ana estava de pé ao lado dele com os seios quase saltando do decote, e que os dois homens se olhavam de um jeito que ele conhecia bem demais.
O velho e o amigo trocaram um olhar rápido, quase imperceptível. Um sorriso mínimo. Já tramavam. As cartas foram distribuídas. Cláudio jogou tenso, os dedos trêmulos, a respiração curta. Cada movimento era forçado. Ele sentia o olhar de Ana queimando na nuca, o perfume dela misturado com o cheiro de pinga e suor do ambiente.
A primeira rodada terminou rápido.
O amigo ganhou. Claro. Trapaça limpa, cartas marcadas, sinais sutis.
O homem inclinou-se para frente, a voz grossa:
— Ganhei. Qual é meu prêmio?
Ana não respondeu com palavras.
Andou até ele. Ajoelhou-se no chão sujo, o joelho da saia preta tocando a madeira áspera. O som do zíper sendo aberto ecoou alto demais no silêncio. Ela desabotoou a calça, puxou para baixo a cueca e tirou o pau dele para fora — grosso, já duro, as veias saltadas, o cheiro forte de homem.
Cláudio ficou vidrado. Os olhos arregalados. Não acreditava. Sua esposa, ajoelhada na frente daquele desconhecido, os dedos finos fechados em volta do pau alheio, subindo e descendo com ritmo firme, o polegar passando na cabeça úmida, espalhando o pré-gozo. O som molhado da punheta enchia o cômodo. Ana olhava para cima, para o rosto do homem, enquanto a mão trabalhava sem pressa, apertando, torcendo, deixando a cabeça roxa e brilhante.
O velho, ainda sentado na mesa, já não disfarçava. A bermuda estava estufada por um volume imenso, a pica completamente dura, latejando visível sob o tecido. Ele passava a língua nos lábios secos, os olhos fixos nas mãos de Ana, no movimento constante, no jeito como o pau do amigo latejava entre os dedos dela.
Ana sentiu o corpo do homem tremer. Deixou-o no ponto de bala — a glande inchada, brilhando, prestes a explodir — e soltou de repente. Levantou-se com calma, limpou a mão na própria saia, e olhou para Cláudio com aquele mesmo ar de comando absoluto.
— Vamos para a segunda rodada.
Se esforça, Cláudio… ou você não vai gostar da próxima.
Ela se virou para o velho:
— Tem bebida aqui?
Meu marido gosta de jogar bêbado.
O velho se levantou rápido demais, o volume ainda gritante na bermuda. Foi até um armário velho e voltou com uma garrafa de pinga barata, o rótulo descascado, o líquido amarelado. Despejou um copo cheio até a borda.
Ana pegou o copo e colocou na frente de Cláudio.
— Bebe.
Ele olhou para ela. Depois para o copo. O cheiro forte da cachaça subiu pelo nariz. Estava submisso. As mãos tremeram quando segurou o copo. Bebeu de uma vez. O líquido queimou a garganta, desceu quente, espalhou um calor pesado pelo peito. Ele já sabia. Sabia o que as próximas rodadas podiam custar. E mesmo assim engoliu tudo, o olhar baixo, o corpo tenso, enquanto Ana voltava a se sentar ao lado dele, as coxas grossas cruzadas, a saia subindo mais um pouco, e os dois homens do outro lado da mesa já se olhavam de novo, prontos para a próxima trapaça.
Cláudio olhou para a mesa e sentiu o peso real da aposta. Era alto demais. Muito alto. Ana, já com o olhar brilhante, serviu o resto da pinga nos copos. O velho e o amigo levantaram os seus, fingiram beber, mas só molharam os lábios. Em seguida encheram o de Cláudio de novo, até a borda. Ana também virou o dela de uma vez só. O líquido queimou a garganta dela e desceu quente. Em poucos minutos o rosto já estava corado, os olhos meio vidrados, o sorriso solto.
— Vamos, amor! — ela riu, a voz mais alta, a mão pousando na coxa dele por baixo da mesa. — Você não é o bãozão no baralho? Ganha deles! Senão você vai ter que pagar…
Cláudio ainda estava tenso, os ombros rígidos, mas a bebida começou a trabalhar. Ele virou o copo outra vez. A pinga bateu como uma carreta. O calor subiu pelo peito, espalhou pelo pescoço, afrouxou os músculos. A tensão foi escorrendo, dando lugar a uma euforia pesada e doce. O ambiente mudou. As risadas ficaram mais soltas. Ana estava alegre, o decote subindo e descendo mais rápido, a saia preta subindo um pouco a cada vez que ela se mexia. Cláudio até se esqueceu das brigas de horas atrás, do motivo de estarem ali, da raiva. Só existia a mesa, as cartas, o cheiro de álcool e suor, e o corpo quente da mulher ao lado.
Vinte minutos se arrastaram. Ninguém ganhava. As cartas iam e vinham, as mãos suavam, o ar ficava mais denso. Ana já estava alta demais. O batom vermelho um pouco borrado no canto da boca, as pernas abertas de leve sob a mesa, o olhar pesado de desejo e embriaguez.
Ela virou o rosto para Cláudio, a voz embargada:
— Preciso beber algo mais forte…
O velho não perdeu tempo. Os olhos brilharam.
— Cláudio, vai na frente. Tem um conhaque escondido no buteco. Última gaveta.
Ana percebeu a maldade na voz do homem. Riu por dentro, um riso lento e sujo. Sabia exatamente o que estava prestes a acontecer. E gostaria.
Cláudio se levantou. No mesmo instante a tontura veio forte. As pernas falharam, o chão balançou, a vista embaraçou.
— Nossa… tô bêbado pra caralho… acho que não vou dar conta de ir não…
O velho já estava de pé, a bermuda ainda estufada. Segurou o braço de Cláudio com força, abriu a porta e empurrou-o para o corredor.
— Vai lá. Vai escorando. Tá na última gaveta, escondido.
Cláudio cambaleou pelo corredor sujo. As paredes eram úmidas, o cheiro de mofo e mijo antigo subia pelo nariz. Ele se apoiava nas mãos, os braços ralando na parede áspera, a pele ardendo. Cada passo era incerto. A cabeça girava. Chegou ao outro cômodo, abriu a gaveta com dedos trêmulos… e nada. Só mais uma garrafa de pinga barata, o rótulo descascado.
Mas Ana queria algo mais forte.
Mal ele sabia.
Naquele exato momento, de volta ao quarto, Ana já estava de joelhos outra vez. A boca cheia. O gosto salgado e quente invadia a língua dela enquanto o velho e o amigo se olhavam por cima da cabeça dela, o som molhado e obsceno enchendo o silêncio que Cláudio tinha deixado para trás.
O barulho molhado dominava o quarto.
O velho segurava a cabeça de Ana com as duas mãos e socava o pau grosso e preto fundo na garganta dela.
— Você tava louca pra mamar, né, dona? — rosnava, a voz rouca, enquanto a glande batia no fundo da boca dela. Ana engasgava, a saliva escorrendo pelos cantos dos lábios, pingando no decote, mas não reclamava. Pelo contrário: os dedos dela já estavam por baixo da saia, bolinando a calcinha encharcada, esfregando a buceta inchada e escorregadia. O clitóris latejava sob o tecido molhado.
O amigo puxava o cabelo dela com força, batendo o pau na cara, nas bochechas, nos lábios vermelhos.
— Revezando bem, hein… — ele riu, empurrando a cabeça dela de volta para o pau do velho. Ana mamava um, depois o outro, a língua rodando, a baba escorrendo em fios grossos, o som de chupada molhada e engasgo enchendo o ar quente.
— Dona, seu marido vai chegar e a gente não vai parar não — disse o velho, a pica latejando na boca dela. — Você vai tomar nessa buceta cheirosa.
Ana só gemia ao redor do pau, o som abafado, vibrando na garganta. Engoliu o do amigo inteiro, até as bolas baterem no queixo, deixou-o babado e brilhante, depois se afastou, ofegante. Sentou na beira da cama estreita. O velho se sentou ao lado. Ela se deitou de lado e engoliu metade daquele mastro comprido e negro de uma vez, a garganta se abrindo, a saliva descendo pelo pau.
A saia já estava enrolada na cintura. O amigo ajeitou a camisinha, se posicionou atrás e socou de uma vez só.
Ana soltou um gemido longo e abafado, mas não tirou o pau do velho da boca. Continuou engolindo e babando enquanto o outro fodia fundo, o pau entrando e saindo com barulho molhado e sujo. A buceta dela pingava, o lubrificante natural escorrendo pela coxa, misturando com o suor. Ele fodia cada vez mais rápido e fundo, as bolas batendo, o som de pele molhada ecoando. Depois a puxou de quatro na cama, segurou a cintura e começou a socar com força, o pau sumindo inteiro a cada estocada. O barulho molhado das porradas enchia o quarto — ploc, ploc, ploc — misturado aos gemidos dela abafados no pau do velho.
Enquanto isso, Cláudio voltava pelo corredor, cambaleante, depois de procurar o conhaque que não existia. Chegou à porta e parou.
Os gemidos abafados de Ana chegavam claros.
Ela tinha tirado o pau da boca por um segundo e falava, a voz rouca e fodida:
— Soca tudo! Vai… fode… enfia esse pau preto em mim! Mais fundo!
Cláudio ficou congelado. A mão desceu sozinha, abriu o zíper e tirou o pau duro, latejando. Ficou ali, na porta, punhetando devagar enquanto escutava a mulher ser comida pelos dois lá dentro. O som das estocadas molhadas, o gemido dela, o bater de bolas… ele não se conteve. Tentou a maçaneta. Trancada. Bateu com a mão.
— Ana!
Silêncio imediato.
Quarenta segundos longos. Depois a porta se abriu. O amigo estava ali, o rosto suado, a camisa aberta.
Cláudio se sentou pesado na cadeira, a cabeça girando.
— Cadê a Ana?
— Foi no carro buscar uma coisa — mentiu o homem, já enchendo outro copo de pinga e empurrando na mão de Cláudio. — Bebe aí, fica de boa.
Mas Ana não estava no carro.
Estava de pé no banheiro minúsculo, as mãos apoiadas na parede úmida, a calcinha nos calcanhares, a saia erguida. O velho socava por trás o pau de vinte e dois centímetros, negro, grosso, as bolas pesadas batendo na buceta molhada a cada estocada. A outra mão tampava a boca dela com força, abafando os gemidos. Ela acomodava o mastro enorme sem engasgar, a buceta esticada, escorrendo, o som molhado e obsceno enchendo o espaço pequeno.
No quarto, o amigo enrolava Cláudio, empurrando mais bebida, conversando qualquer merda. Até que o velho saiu do banheiro, fechou a porta atrás de si e falou baixo para o outro:
— Deixei lá pra você.
Cláudio, curioso e já preocupado de verdade, se levantou cambaleante e saiu para checar o carro.
No segundo em que ele desapareceu pelo corredor, o amigo entrou no banheiro, puxou Ana de quatro de novo contra a parede e estocou forte, rápido, fundo. Sabia que precisava gozar antes do marido voltar. As estocadas eram secas, urgentes, o pau entrando com força na buceta já arrombada e melada. Ana mordia o próprio braço para não gritar.
O velho sentou na mesa, acendeu um cigarro, o cheiro de fumaça misturando com sexo.
Cláudio não achou Ana no carro. Voltou. Quando entrou no quarto, os dois homens estavam sentados na mesa como se nada tivesse acontecido.
— A Ana não está no carro!
O velho soltou a fumaça devagar.
— Foi no banheiro. Já tá saindo.
A porta do banheiro se abriu.
Ana saiu. O cabelo bagunçado, o batom borrado, a saia torta, o cheiro forte de sexo, porra e pinga barata grudado nela. A calcinha ainda úmida entre as coxas. Olhou para Cláudio com os olhos vidrados e satisfeitos.
— Vamos embora.
Antes que eles saíssem, o velho falou, a voz baixa e suja:
— Dona… toda vez que quiser, pode voltar.
Ana e Cláudio entraram no carro. Cláudio mal conseguiu fechar a porta. A cabeça bateu no encosto e ele apagou, o corpo pesado, a respiração funda. Ana ficou no volante. Ligou o motor, ajeitou a saia e partiu.
Entre as pernas, a buceta estava melada, aberta, arrombada, ainda pulsando. Um fio de porra misturado com o próprio lubrificante escorria devagar pela coxa interna, manchando o banco. Ela sorriu no escuro, satisfeita, o gosto de pau ainda na boca, e acelerou pela periferia.
msmario