Quem a foi buscar à estação foi L., porque coincidia com a hora de saída do trabalho. Eu saio mais tarde, e quando cheguei a casa elas já lá estavam. L. estava na cozinha, a preparar qualquer coisa. A. estava na sala, sentada no sofá, com um vestido largo e solto, daqueles que disfarçam mas que também se levantam com facilidade. Quando entrei, ela levantou-se para me cumprimentar. Aproximei-me, dei-lhe um beijo na face e, ao mesmo tempo, a minha mão deslizou-lhe pelas costas até ao cu, com a outra mão enterrei os dedos na cona, por cima do vestido, apalpando-lhe a renda da cueca. Ela corou imediatamente, afastou-me com um sorriso envergonhado e um olhar que dizia estás louco.
O jantar foi tranquilo, mas tenso. L. falava do trabalho, A. da consulta, eu respondia com monossílabos porque a minha cabeça estava noutro sítio. Durante a refeição, os nossos pés encontraram-se por baixo da mesa. Ela não os retirou. Pelo contrário, subiu devagar pela minha perna acima, até ao joelho, e fez uma leve pressão. Eu retribuí, deslizando o meu pé pela sua canela, sentindo o calor da pele através do vestido. L. não viu nada.
Antes de deitar, não deu para fazer nada. Apenas uns apalpes furtivos na cozinha, quando L. foi ao quarto buscar qualquer coisa. Aproveitei para roçar-me nela por trás, sentindo as nádegas contra a minha virilha. Ela recostou-se em mim por um segundo, depois soltou-se, com medo. Mas os olhares continuaram, intensos, cúmplices.
Mais tarde, já no sofá, enquanto L. se preparava para dormir, trocámos mensagens no WhatsApp. Eu estava sentado, ela ao meu lado, os telemóveis escondidos. Ela escreveu: "Estou tão molhada que nem consigo estar quieta." Eu respondi: "Mostra-me." Ela hesitou, olhou em redor, e depois, devagar, abriu as pernas. O vestido subiu, deixando ver a cueca. Era de renda preta, mas o que me prendeu a atenção foram os pêlos escuros a brotar pelas bordas, rebeldes, a pintelheira que tanto me enlouquecia. Fiquei duro num instante. Levantei-me, disse que ia buscar água, mas fui ao WC. Fechei a porta, baixei os calções e esgalhei uma punheta rápida, com a imagem dela na cabeça, as pernas abertas, os pintelhos à mostra. Gozei em segundos, silenciosamente, com o punho apertado à volta da piça.
No dia seguinte, L. levantou-se cedo para levar A. ao hospital. Eu fingi que dormia, mas ouvi os passos delas, as vozes baixas, a porta a fechar-se. Fiquei sozinho. A. tinha uma chave de casa, e o plano era voltar de autocarro depois da consulta. L. almoçava no serviço, eu conseguia gerir o meu horário, por isso decidi vir a casa mais cedo.
Quando entrei, ela já estava na cozinha, de avental, a preparar o almoço. O vestido largo ainda estava posto, mas agora sem cueca – percebi logo pelo relevo do tecido a colar-se-lhe ao sexo. Mal fechei a porta, agarrei-a por trás, contra a bancada. Ela soltou um gemido surpreendido, mas não resistiu. Beijámo-nos com fome, as línguas a enrolarem-se, as mãos a percorrerem os corpos. Ela meteu a mão dentro dos meus calções e começou uma punheta lenta, firme, a apertar-me a base enquanto a outra mão me segurava a nuca.
— Quero-te — disse eu, ofegante.
— Eu também, meu querido — respondeu ela, com a boca colada ao seu pescoço.
Senteia na bancada da cozinha, puxei-a para mim. Tirei-lhe o vestido num só movimento. Ela ficou nua, a pele morena a brilhar sob a luz da janela. As mamas pequenas, com os bicos já espetados, erguiam-se à espera da minha boca. Curvei-me e mordi-lhe um mamilo, suavemente, depois chupei-o com vontade, enquanto a minha mão descia até à sua cona. Já estava encharcada. Enfiei-lhe um dedo na cona. Depois outro, sentindo as paredes quentes e húmidas a contraírem-se à volta deles. Ela arqueou as costas, apoiou as mãos nos meus ombros e abriu-se ainda mais.
— Anda, chupa-me — pediu, num sussurro rouco.
Abri-lhe as pernas com as minhas mãos, afastei os lábios da cona e vi-a: uma coninha apertada, rosada, toda humilhada de desejo, envolvida por uma pintelheira aparada, os pêlos crespos e húmidos. Inclinei-me e lambi-a de baixo para cima, num movimento lento e demorado. Senti o seu gosto – ácido, doce, quente. Alternei a língua entre o grelo e a entrada, com pinceladas suaves no clitóris, fazendo-a gemer baixinho. Depois, desci mais para trás, afastei as nádegas e vi o olho do cu, pequeno, apertado, as pregas do cu a piscar, a abrir e fechar num reflexo involuntário. Passei a ponta da língua ali, só de leve, e ela tremeu toda.
— Não pares — ui… gemeu…
Mas eu queria mais. Queria senti-la por dentro. Levantei-a, rodei-a e inclinei-a sobre a bancada. Ela apoiou as mãos na pedra, o cu empinado para mim. A cona escorria, os pêlos brilhavam. Alinhei a cabeça da minha piça na entrada, senti o calor a envolver-me, e entrei devagar. Ela apertou-se à volta de mim, quente e molhada, as paredes a agarrar-me como se não me quisessem largar. Dei uma estocada funda, depois outra, e outra, num ritmo cada vez mais rápido. O som dos nossos corpos a baterem um no outro, a humidade a escorrer, os gemidos abafados – tudo se misturava.
— Fode-me — sussurrou ela, com a cara virada para o lado. — Fode-me como eu gosto.
Apertei-lhe as nádegas, abri-as mais e entrei ainda mais fundo, sentindo o fundo quente da sua cona a tocar-me na ponta. Ela gemia o meu nome, baixinho, com medo que alguém ouvisse, mas o corpo entregava-se por inteiro. As mãos dela apertavam a borda da bancada, os dedos brancos de força.
— Vou-me vir — disse eu, com a respiração cortada.
— Vem-te dentro de mim — respondeu ela, com a voz trémula. — Quero sentir-te.
Dei mais duas ou três estocadas, profundas e lentas, e senti o orgasmo a subir das bolas, a explodir dentro dela, quente e abundante. Ela contraiu-se toda à minha volta, num espasmo longo, e deixou-se cair sobre a bancada, ofegante.
Não tínhamos pressa, havia mais do que a luz da TV. Levantei-a, ainda com a piça dentro dela, e levei-a para o quarto de visitas. Ela não quis o meu quarto, disse que era demasiado íntimo, que aquele era o quarto neutro. Deitei-a na cama, abri-lhe as pernas e entrei novamente, agora mais devagar, saboreando cada centímetro. Os nossos corpos colaram-se, os suores misturaram-se, os beijos foram-se tornando mais lentos, mais profundos.
Ela enrolou as pernas à minha cintura e puxou-me para dentro, como se quisesse guardar-me ali para sempre.
Ficámos assim, colados, sentindo as últimas pulsações, a respiração a acalmar-se aos poucos. Mas a tesão ainda não tinha terminado. Longe disso. A. deslizou para baixo, com um sorriso maroto, e começou por me lamber a piça ainda húmida do nosso gozo. A língua dela percorreu-me do escroto até à glande, devagar, saboreando o misto dos nossos sucos. Depois, com a boca quente e os lábios apertados à volta do tronco, fez-me um broxe lento e profundo, enquanto os dedos me acariciavam os colhões. Senti o duro a crescer-lhe na boca, e ela gemia baixinho, como quem adora aquela sensação.
— Vira-te — pedi-lhe, com a voz rouca.
Ela obedeceu. Deitámo-nos de lado, eu por baixo, ela por cima, num 69 perfeito. A sua cona estava mesmo à frente da minha cara, os lábios carnudos e húmidos, a pintelheira aparada a fazer-me cócegas no nariz. Comecei por lamber-lhe o grelo de baixo para cima, enquanto ela chupava a minha piça com a mesma devoção. Alternava a língua entre o clitóris e a entrada, e sentia-a a tremer cada vez que eu lambia mais fundo. Então, com um dedo, deslizei pela humidade até ao olho do cu. Ela arqueou as costas, mas não parou de me chupar. Empurrei a ponta do dedo devagar, sentindo a resistência daquele anelzinho apertado, e depois entrei, até à segunda falange. Ela soltou um gemido abafado à volta da minha piça e apertou as nádegas contra a minha cara, pedindo mais.
— Gostas assim? — perguntei, com a língua ainda no seu grelo.
— Sim, caralho... não pares — respondeu, ofegante, enquanto a boca subia e descia sobre mim.
Continuei a mexer o dedo lá dentro, com movimentos circulares, enquanto a lambia em simultâneo. Ela já não conseguia concentrar-se no broxe; gemia contra a minha pele, a respiração quente a fazer-me arrepios.
— Quero montar-te — disse ela, subitamente, virando-se e sentando-se sobre mim.
Mas não de frente. Virou-se de costas, apoiou as mãos nos meus joelhos e alinhou a minha piça com a entrada da sua cona. Deixou-se cair devagar, e eu vi tudo: a minha piça a desaparecer dentro dela, os lábios a abrirem-se para a receber, e os sucos – quentes e abundantes – a escorrerem pela minha haste e pelas coxas dela, brilhando sob a luz da janela. Ela começou a cavalgar, num ritmo lento e profundo, e eu tinha uma visão inesquecível: as nádegas rijas a subirem e descerem, e o olho do cu a abrir-se e a fechar-se a cada movimento, como se respirasse no mesmo compasso. Eu apertei-lhe as ancas, guiando-a, e sentia-a a contrair-se toda à volta de mim, quente, molhada, viva.
— Vês como gosto de ti? — disse ela, com a voz entrecortada. — Vês como és meu?
— Tu és minha, cabrita — respondi, dando-lhe uma palmada na nádega.
Ela acelerou, os movimentos tornaram-se mais bruscos, e eu sentia cada centímetro da minha piça a deslizar dentro dela, a fricção húmida a fazer-me enlouquecer. Com uma mão, alcancei o clitóris e esfreguei-o em círculos, enquanto ela montava como se não houvesse amanhã. O som dos corpos a baterem-se, a humidade a escorrer, os gemidos abafados – tudo se misturou num crescendo de prazer. Ela veio-se primeiro, com um gemido longo e trémulo, apertando-me tão forte que quase me fez vir também. Mas aguentei, e continuei a foder-lhe a cona de costas, vendo a minha piça a entrar e sair, brilhante, coberta do seu mel. Foram mais uns minutos de vaivém lento e profundo, até que senti o orgasmo a subir outra vez, inevitável.
— Vem-te comigo — pedi-lhe, puxando-a para trás contra o meu peito.
Senti-a contrair-se novamente, num segundo orgasmo que a fez tremer toda, e foi aí que deixei escapar o meu leite, quente e abundante, lá bem fundo, enquanto a segurava firme, os dedos cravados nas suas coxas.
Quando finalmente nos separámos, o relógio marcava quase duas horas. O almoço estava frio, mas nenhum de nós se importou. Fomos comer qualquer coisa, mas a nossa fome era outra, e ainda faltava tempo para o comboio.
