Sou Rick, 45, passivo, puta submissa. Isso aconteceu quando resolvi conhecer um dos cinemas de putaria perto do Largo do Arouche, em São Paulo. Já tinha ouvido falar do lugar. Sabia que era sujo, escuro, e que quem entrava ali não ia só assistir filme. Fui justamente por isso.
Paguei a entrada, passei a catraca, e fiquei parado no corredor, sem saber direito como aquilo funcionava. Cheiro de mofo, de cigarro velho, de desinfetante que não disfarçava nada. Subi pro segundo andar, onde passavam filmes de sexo gay. Pouca gente. Uns caras sentados, de pau pra fora, se punhetando no escuro. Fiquei andando, vendo onde estava o movimento, e achei uma escada do lado direito, no canto mais alto da arquibancada. Descia. Desci.
Lá embaixo era outro mundo. A sala de projeção tinha sido adaptada pra virar dark room. Escuro total, só uma luz fraca vindo da porta. Cheiro de macho, de mijo, de porra seca. Se ouvia a respiração das pessoas. Parecia ter uns dez caras ali, espalhados, parados, esperando.
Fiquei um tempo. Chupando um cara que apareceu do nada, de pau na minha boca, sem falar nada. A visão foi acostumando. Quando vi, tinha vários caras em volta, batendo punheta, me olhando, sem saber o que fazer. Aí me veio a ideia: e se eu me oferecesse pra aquela gente toda?
Tirei a roupa. Fiquei só de sapato, escorado num canto onde a luz da porta batia um pouco. O resto era breu. Eu sabia que estavam me vendo. Eu sabia que iam vir.
Não demorou. Um cara começou a alisar minha bunda por trás. Nem vi quem era. Logo chegou outro na frente e socou o pau na minha boca. O de trás, sem falar nada, encapou, passou gel, e enfiou de uma vez. Socou forte, tudo de uma vez. Eu gritei e vi estrelas. Ele meteu muito forte e rápido. Gozou em uns cinco minutos. Rápido, sem conversa.
Quando olhei em volta, tinha uns oito machos em círculo, punhetando. Um já segurou minha cabeça e enfiou a rola na minha garganta. Outro já se encaixava atrás de mim, posição pra meter. O segundo que meteu deu um tapa forte na minha bunda e socou. Nem deu pra ver se tinha camisinha. Levei uma gozada na garganta, e comecei a ficar preocupado. Coloquei a mão pra trás pra conferir, e o cara estava sem capa.
Fiz menção de sair. Um outro entrou na frente, me segurou pela cabeça, me deu um tapa no rosto e mandou eu ficar parado.
— Você se ofereceu, agora aguenta.
Eu gemi. Estava tenso, sentindo a pele do pau dele contra a pele do meu cu, sem camisinha, e ao mesmo tempo chupando outra rola. Levei uma segunda gozada na boca. O cara só saiu de lado, e entrou outro pra eu chupar, enquanto um me segurava firme pela nuca.
O que estava me enrabando foi aumentando o ritmo. Socava forte, fundo, sem dó. Até que gozou e encheu meu cu de leite. Senti o jato quente, escorrendo por dentro. Quando dei por mim, tinha mais gente. Uns dez caras em volta, olhando, punhetando, esperando a vez.
Na sequência, levei mais cinco rolas no cu. Todas sem capa. Sem gel, sem cuspe, só a porra dos que já tinham gozado servindo de lubrificante. Eu já não estava aguentando. Meu cu ardia, a porra escorria pela minha perna, o chão estava molhado de suor, de mijo, de porra, e eu no meio daquilo, de quatro, sendo usado.
Eu tentei sair. Já estava desesperado. Levei um tapa no ouvido.
— Fica quieto e aguenta. Você se ofereceu pra todos, agora aguenta todos.
Foi foda.
Levei oito gozadas no cu de pessoas que eu nem vi o rosto. Engoli mais umas cinco. Perdi a conta. Tinha mais uns cinco na fila pra meter, porque outros foram chegando pelo escuro. Eu já estava quase largado no chão sujo daquele lugar, sem forças, os caras me dominando sem dó. Ninguém perguntou nada, ninguém parou. Eu tinha me oferecido, e eles estavam me usando.
Em algum momento, um cheiro diferente. Um cheiro mais forte, mais rançoso. Um cara que meteu em mim tinha cheiro de mendigo. Sujo, sem banho há dias, pau encardido, gosto de mijo velho na boca. E eu levei. Sem reclamar. Porque eu tinha me oferecido.
Foi aí que uma luz entrou pela porta. Uma lanterna. Era o tiozinho da limpeza. Ele entrou e começou a botar todo mundo pra fora.
— Acabou. Fora. Vão embora.
Os caras foram saindo, um por um, calça na mão, camiseta no ombro. Eu fiquei lá, largado no chão, todo fudido, gozado, o cu arrombado e escorrendo. O tiozinho da limpeza nem olhou direito. Só foi me enxotando pra fora do dark room, com a vassoura, como se eu fosse lixo.
Peguei minhas roupas no chão. Enxuguei a porra escorrendo pelas pernas com a camiseta. Vesti do lado de fora do dark room. Na saída, vi alguns caras me olhando, pegando no pau de novo. Corri pra saída e não voltei mais. Até hoje.
Mas curti muito. Curti tudo.
Procuro machos ativos pra me enrabar sem dó de verdade. Podem me dominar e fazer tudo que quiserem comigo, mesmo se eu pedir pra parar e precisar ser à força. Me responsabilizo por tudo. Estou sempre preparado e limpo pra ser usado.
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