A despedida de solteiro do meu melhor amigo, o Pedro, estava destinada a ser uma coisa séria. A noiva dele, a Carol, não queria saber de strippers ou putarias. Combinámos então uma festa só para homens: churrasco, cerveja gelada, música alta e muita conversa de macho. Mas eu e mais dois camaradas tínhamos um plano secreto. Uma brincadeira para sacudir aquele clima de certinho.
“Vou-me vestir de mulher”, propus, um sorriso malandro nos lábios. “Enquanto vocês fazem a contagem regressiva para o ‘sim’ dele, eu saio de dentro de uma caixa de presente, toda arrumada. Só para ver a cara dele.”
Os outros dois adoraram a ideia. Arranjámos uma peruca loura e comprida, um vestido curto e justo, preto, que mal cobria o rabo, e um par de saltos altos que me fizeram tremer só de olhar. No dia, ainda pus uns brincos e um batom vermelho. Ficou uma puta de respeito, se eu digo. Os amigos cúmplices arranjaram uma caixa enorme, decorada com um laço. Eu entrei lá dentro, agachado, com o coração a bater forte, enquanto a festa começava lá fora.
Ouvi as vozes, as risadas, o som das latas a abrir. A música pulsava. Depois, ouvi o meu amigo Marco a gritar:
“Ei, pessoal! Silêncio! Temos um presente especial para o noivo!”
Uma contagem regressiva começou, ecoando pelo quintal. “Três… dois… UM!”
A tampa da caixa voou, e eu ergui-me, saí daquele confinamento dançando, rebolando os quadris para a música. A cara do Pedro foi um espetáculo à parte. Os olhos arregalaram-se, a boca abriu, e depois uma gargalhada grossa e genuína explodiu do seu peito. Ele apontou para mim, quase sem conseguir respirar de tanto rir.
“Puta que pariu! É o Miguel!”, gritou alguém, e o ambiente incendiou-se de risos e aplausos.
Encarniçado, abracei o papel. Era a puta da festa. Avancei em direção ao Pedro, dançando, rodopiando, esfregando o meu corpo no dele. Ele ria, com os braços no ar, incentivando.
“Isso, miga! Solta a franga!”, berrava o Marco.
Eu rebolava, sentindo o calor do corpo dele. E então, numa rebolada mais lenta, mais intencional, senti. Um volume duro, quente, pressionando contra a minha coxa através das calças dele. Um pau em pé. Um sorriso ainda mais malandro surgiu nos meus lábios pintados. A brincadeira tinha ficado interessante.
Continuei, bebendo um gole de cerveja que alguém me passou, dançando só para ele. A música era sensual, e eu deixava-me levar. O Pedro, já alto, com os olhos brilhando e um sorriso que já não era só de diversão, mas de algo mais… cobiçoso, arrancou a camisa. O torso forte ficou à vista, e ele entrou na dança, agarrando-me pela cintura.
“Agora é que a porra vai esquentar!”, gritou o Ricardo de um canto.
O público era só homens, uns trinta, e a energia mudou. De repente, não era só uma piada. Era uma tensão, um voyeurismo colectivo, excitante e proibido. O Pedro puxou-me para trás, contra ele. Senti o pau dele, agora sem a barreira da camisa, ainda mais evidente, duro como pedra, a pressionar-me entre as nádegas. A sua mão grande desceu e deu um tapa firme na minha bunda, o som ecoou no silêncio momentâneo que se fez.
“Caralho!”, alguém exclamou.
E então, do fundo do quintal, uma voz rouca, embriagada e anónima gritou:
“FOOOODE!”
Foi como um estalo. Um segundo de silêncio, e depois o coro explodiu, uníssono, ritmado, primal:
“FODE! FODE! FODE! FODE!”
O Pedro olhou para mim, os olhos escuros, intensos. Eu senti um frio na barriga, misturado com um calor súbito que me percorreu todo. *Merdinha, ele vai mesmo fazer isso?* Pensei, assustado e, para minha surpresa, excitado como nunca.
Ele não hesitou. Com um movimento rápido, abriu o botão e o fecho das calças, puxando o pau para fora. Era grande, grossa, veiuda, já completamente erecta e a pingar de pré-gozo. Gente do céu. Eu afastei-me um passo, a dança parou. A galera vaiou.
“Continua, porra! Vai, dança, sua puta!”, berravam.
O Pedro agarrou-me de novo, puxando-me para o colo. A sua respiração era quente no meu pescoço, onde a peruca me fazia cócegas.
“Tens medo, minha gatinha?”, sussurrou ele, a voz rouca. “É só uma brincadeira… até ao fim.”
E antes que eu pudesse responder, ele sentou-se numa cadeira de jardim, puxando-me para o seu colo, de costas para ele. Ergueu a barra do meu vestido, expondo-me completamente por baixo. A noite era quente, o ar na minha pele nua era um contraste delicioso. Vi-o cuspir na própria mão, envolver o pau com a saliva brilhante, e depois as suas mãos firmes na minha cintura.
“Relaxa”, ordenou, num tom que não admitia discussão, mas que tinha uma nuance de cuidado.
E então, puxou-me para baixo.
A ponta larga da cabeça do pau dele pressionou contra o meu cuzinho, que nunca tinha sido usado, que estava tenso e fechado. Ele não forçou. Parou, fez uma pressão constante, e cuspiu de novo, directamente no local, a saliva quente escorrendo. A sensação era obscena, húmida, e fez-me gemer baixo.
“Aaaaah…”
“Isso… abre-te para mim, puta”, ele rosnou.
Com um movimento lento, insistente, mas implacável, ele começou a entrar. Era uma invasão, uma queimadura, um rasgo íntimo que me fez gritar.
“AAAI, CARALHO! PARA!”
Mas ele não parou. Meteu e tirou, só a ponta, num vai-e-vem constante, cuidadoso mas determinado, lubrificando com a própria saliva e o meu desconforto que rapidamente se transformava numa dor aguda e prazerosa. A multidão em volta estava em silêncio, só se ouviam os nossos gemos e a música.
“Rebola agora”, ele ordenou, as mãos a guiar os meus quadris.
E eu, possuído por uma luxúria que nunca conhecera, comecei a mover-me. Para cima, para baixo, num ritmo lento. A dor diluiu-se, transformando-se num preenchimento profundo, intenso, que acertava em algo dentro de mim que me fez ver estrelas. Eu gemia, sem pudor.
“Que pau gostoso… que pica deliciosa, porra”, saíram-me as palavras, roucas, enquanto rebolava.
Ele gemia por trás de mim, os dedos a enterrarem-se na minha carne. “Tu és uma puta mesmo… um cuzinho tão apertado, caralho…”
A galera recuperou a voz, mas agora eram sussurros excitados, incentivos sujos.
“Kika nele, puta! Enfia tudo!”
“Olha a cara dele, está a gozar só de levar piça!”
“Chupa essa pica depois, miga!”
O Pedro tirou-me do colo, com o pau ainda profundamente dentro de mim, e virou-me de quatro no relvado macio. A posição era ainda mais vulnerável, mais obscena. Ele ajoelhou-se atrás de mim, e antes de voltar a meter, inclinou-se.
E começou a lamber.
Lamber o meu cuzinho, já aberto, húmido, latejante. Lambidelas lentas, circulares, daquele buraco que ele tinha acabado de conquistar. A língua dele era quente, macia, e a sensação era de uma intimidade tão profunda que me fez tremer por completo. Gemí como uma puta.
“Assim… gostas que te lambam o cu, não gostas, seu safado?”, ele murmurou, a voz abafada contra a minha pele.
“Adoro… não para, por favor… lambe mais…”
Ele lambeu, demoradamente, até eu estar a tremer de necessidade. Depois, virou-me de lado e puxou a minha cabeça para o seu pau. “Agora, chupa. Faz um boquete que eu nunca vou esquecer.”
Obedeci. Enfiei aquela pica grossa na boca, saboreando o sabor salgado dele, misturado com o meu próprio sabor. Chupei com vontade, com luxúria, focando na cabeça sensível, usando a língua, profundamente. Ele arfava, os dedos entrelaçados na minha peruca.
“Caralho… que boca quente… vai, sua putinha de merda, engole essa porra toda!”
Alternava entre chupá-lo com gula e beijá-lo profundamente, com uma fome que nos consumia a ambos. Os beijos eram molhados, sujos, com línguas que dançavam e saboreavam o gosto um do outro. Era mais do que sexo; era uma devoração mútua.
Quando ele não aguentou mais, virou-me de quatro novamente e entrou no meu cuzinho de uma vez, agora com mais facilidade, mas não menos força. O “smack” da nossa pele a colidir juntava-se aos nossos gemos. Ele metia e tirava, constante, profundo, encontrando um ritmo que me fazia perder a cabeça. Eu olhava para trás, via a cara dele contorcida de prazer, e via a roda de homens à nossa volta. Alguns masturbavam-se discretamente, outros só observavam, com os olhos vidrados, a boca seca. Um deles aproximou-se e pôs a borda de uma garrafa de cerveja nos meus lábios. Bebi, o líquido fresco a escorrer pelo meu queixo, misturando-se com o suor.
“Rebola mais forte, caralho! Estou quase…”, rugiu o Pedro, as investidas a ficarem mais descontroladas, mais profundas.
Eu empurrava para trás, encontrando o seu ritmo, sentindo aquele nó de prazer na minha barriga a apertar, a apertar…
“Vou gozar… vou encher esse teu cu de porra, sua puta!”, ele gritou.
“Goza, porra! Enche-me! Quero sentir a tua porra quente!”, gritei de volta, já completamente fora de mim.
Com um último empurrão brutal, ele enterrou-se até ao fundo e eu senti o jorro quente, intenso, a inundar-me por dentro. A sensação foi tão violenta, tão íntima, que desencadeou a minha própria explosão. Gozei sem me tocar, as convulsões do prazer a percorrerem-me enquanto o seu pau pulsava dentro do meu cuzinho.
Ele caiu sobre mim, ofegante, e nós ficamos ali, um montão de membros trementes, sob os aplausos, assobios e risadas abafadas dos amigos. O ar cheirava a sexo, a suor, a cerveja e a relva.
Ele sussurrou no meu ouvido, ainda dentro de mim:
“Melhor presente de solteiro… de sempre, caralho.”
E eu, com um sorriso tonto e dorido, só consegui concordar.
“Qualquer dia… a gente repete, seu fodedor.”



