real08 — A Vida de um Corno de Verdade: A Praça



Uma coisa é a fantasia na cama, com a luz apagada. Outra é ela te olhar nos olhos, calma, e te contar exatamente como quer que aconteça de verdade. É aí que o corno descobre uma coisa: quem dá as cartas nunca foi ele.

Comecei a colocar em prática. Depois do sexo — de satisfazer ela e, depois, a mim mesmo —, mesmo com aquela vergonha, com aquela vontade de não tocar no assunto, eu mantinha a conversa.

"Nossa, amor, sabia que antes dava muito trabalho pra você gozar? E agora, te xingando, dizendo que sou um negão, você goza muito mais rápido. Fala a verdade: você gosta, né? Já imaginou fazer de verdade, amor? Você acha que teria coragem?"

Ela: "Aah… acho que sim, amor."

A vergonha tinha ido embora. Eu já estava naquele estado. Insisti: "Sério, amor? Você acha mesmo? Como você gostaria que fosse?"

Ela respondeu: "Ah, amor, tipo normal. Mas é difícil. No trabalho só tem mulher, a gente sai pouco de casa… acho difícil."

E eu, louco, entorpecido: "Então precisamos sair mais, amor."

Fiquei em êxtase. Cara, ela disse que sim. Ou seja, ela aceitava fazer de verdade. E agora era comigo — eu precisava fazer acontecer.

Comecei a procurar em site de garoto de programa da região. Só procurei negro, do jeito que ela dizia gostar. Confesso que deu mais trabalho do que eu imaginava, mas encontrei um cara, de uma cidade vizinha, um pouco distante — pra dar mais tranquilidade pra ela.

E pronto. No momento certo, depois da nossa transa, puxei o assunto de novo: "Amor, eu procurei um negão na internet. Posso te mostrar?"

Ela deu um sorrisinho: "Nossa, amor, você quer mesmo, hein."

Eu, meio sem jeito. Quando é real, a gente fica com um pé atrás, sei lá — é muita adrenalina e excitação ao mesmo tempo. Peguei o celular, mostrei a foto e perguntei: "Você encararia, amor?"

Ela olhou, olhou. E, muito tranquila, respondeu: "Sim. Eu encararia."

Cara, só de escrever agora meu coração acelera. Que loucura. Ia se tornar real. Eu falei: "Sério, amor? Jura?" Ela disse: "Sim. Juro."

Uma observação, pros amigos que me entendem: um corno de verdade quer e não quer chegar no fim. Ele gosta de enrolar, gosta de todo o processo. Eu confesso — o que eu mais queria era estar ali junto, vendo, ouvindo ela, vendo ela se comportar como uma vagabunda. Mas, ao mesmo tempo, deixar ela ir sozinha, sair com um cara… cara, parece mais humilhante. Parece traição de verdade. Se o corno pudesse criar um multiverso, ter várias versões pra experimentar cada jeito, ele faria. Mas a realidade é uma só. Então é o que é.

Perguntei pra ela: "Amor, você quer ir sozinha, ou quer que eu vá junto?"

Ela parou. Pensou. E respondeu: "Você deixaria eu ir sozinha?"

Caraaa… meu coração parou. Fiquei vivendo aquele momento em câmera lenta. Eu atônito, pensando: "Filha da puta, ela quer ir sozinha?"

Respirei e respondi: "Sim, meu amor. Você sabe que eu te amo. Só fico preocupado com a sua segurança. A gente não conhece o cara, sei lá, tenho medo de ele fazer alguma coisa."

Ela me olhou cheia de amor: "Verdade, amor. Obrigada por cuidar de mim."

Eu, todo orgulhoso: "Claro, amor. Mas a gente pode pensar em alternativas. Nos encontrar em algum lugar juntos. O importante é você estar segura e se realizar. O que eu mais quero é te dar prazer."

Ela, toda dengosa, me beijou: "Hum, amor… interessante. A gente podia se encontrar numa praça. O que acha? Numa outra cidade."

Eu: "Nossa, amor, sério? E o que você gostaria de fazer numa praça?"

E é isso, meus amigos: você precisa saber o que quer, porque depois que dá asa pra cobra, você perde completamente o controle. Você pensa só no sexo, só na hora H. Mas, meu amigo… mulher é mulher. Elas são foda. Elas sentem tesão em te humilhar — e humilham sem esforço nenhum.

Ela, calma, olhou bem nos meus olhos. Ali, deitados, juntinhos. E perguntou: "Posso falar mesmo?"

Eu disse: "Sim, claro, meu amor."

Ela disse: "Então… se pudesse, eu queria encontrar com ele na praça. A gente se apresentar, ficar conversando um pouco. Até que, de algum jeito, ele fosse chegando mais perto de mim."

"Certo. E o que mais? Me explica melhor."

"Ah, amor… tipo, como se ele fosse meu namorado, sabe? E você só um amigo. Tipo quando a gente fica encostado no carro: eu encostada nele de costas, ele atrás de mim, e você na frente, conversando com nós dois. Tipo um casal, eu e ele, e você um amigo. Assim."

Cara, do céu. Eu atônito, protestei: "Mas você queria numa praça vazia, então? Naquela praça deserta?"

Ela respondeu: "Não, amor. Se não, a gente corre perigo do mesmo jeito. Tinha que ser uma praça cheia, sabe? Cheia de gente."

Eu não acreditava no que estava ouvindo. Estava sem chão, meio tonto — de tesão, de prazer, de medo, de raiva, de excitação. Sei lá, cara, que loucura. Perguntei: "Nossa, amor, sério?"

Ela disse: "Você perguntou como eu imagino. Eu estou respondendo."

"Claro, amor, claro. E o que mais?"

"Ah… tipo ser um casal mesmo. Beijar, se abraçar. E você ali junto."

Eu já pálido, sem saber o que dizer ou pensar: "Certo. E depois?"

Ela disse: "Ah… queria que o clima ficasse quente, ele começar a me apalpar na sua frente aponto de queremos ir pro motel. E você me esperaria na praça."

Meu Deus. Que lindo. Que sonho. Que tesão. Que humilhação. Que medo. Eu sentia tudo isso de uma vez só, completamente perdido e em êxtase. Falei: "Nossa, amor… que delícia amor, você é maravilhosa. Se você quer assim, a gente faz assim com certeza. Posso mandar mensagem pra ele?"

Ela disse: "Tá bom, amor."

E naquele "tá bom, amor" tão calmo, tão tranquilo, eu ainda não fazia a menor ideia do que estava colocando em movimento.
                                


Faca o seu login para poder votar neste conto.


Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.


Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.


Twitter Facebook



Atenção! Faca o seu login para poder comentar este conto.


Contos enviados pelo mesmo autor


273558 - real07 — A Vida de um Corno de Verdade: No Meu Canto - Categoria: Cuckold - Votos: 0
273545 - real06 — A Vida de um Corno de Verdade: Aprendendo o Meu Lugar - Categoria: Cuckold - Votos: 3
273536 - real05 — A Vida de um Corno de Verdade: Antes que o Corno Chegue - Categoria: Cuckold - Votos: 5
273535 - real04 — A Vida de um Corno de Verdade: O Pacto Silencioso - Categoria: Cuckold - Votos: 2
273534 - real03 — A Vida de um Corno de Verdade: Semente Plantada - Categoria: Cuckold - Votos: 4
273533 - real02 — A Vida de um Corno de Verdade: A Noiva Indiferente - Categoria: Cuckold - Votos: 3
273532 - real01 — A Vida de um Corno de Verdade: A Origem - Categoria: Cuckold - Votos: 6

Ficha do conto

Foto Perfil eueeleeoprazer
eueeleeoprazer

Nome do conto:
real08 — A Vida de um Corno de Verdade: A Praça

Codigo do conto:
273559

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
30/09/2026

Quant.de Votos:
0

Quant.de Fotos:
0