Déb — Parte XI: Sem Voz, Sem Escolhas

O erro fatal de Thomás aconteceu em uma noite de sexta-feira. Em um momento de descuido e frustração acumulada pelo cansaço do trabalho, ele elevou a voz para Katia durante uma discussão banal sobre a organização da casa, tentando argumentar como se ainda tivessem uma relação de iguais. Katia não gritou de volta. Ela apenas o olhou com uma frieza cortante, encerrou o assunto e foi dormir.
Durante toda a semana seguinte, ela agiu com uma normalidade apática. Thomás, aliviado, achou que a tempestade havia passado e que ela tinha esquecido o episódio. Ele não poderia estar mais enganado. Katia usou cada um daqueles dias para bolar um plano meticuloso de vingança, encomendando em segredo os equipamentos necessários para quebrar qualquer resquício de insolência que ele ainda pudesse ter.
A verdadeira resposta chegou apenas na manhã do sábado seguinte.
Quando o sol começou a iluminar o quarto, ela se levantou, vestiu suas roupas de academia e caminhou até o armário, tirando de lá uma sacola preta pesada.
— Achei que o fim de semana na chácara tinha deixado claro a quem você pertence — a voz dela era gélida, pontuada por uma decepção calculada. — Mas parece que a Déb esqueceu o seu lugar e o Thomás tentou latir na semana passada. Eu usei esses últimos dias para preparar uma surpresa para você. Isso exige uma correção.
Antes que ele pudesse pedir desculpas, Katia tirou da sacola uma autêntica camisa de força de lona grossa com tiras de couro. Os olhos de Thomás se arregalaram em pânico. Sem aceitar qualquer resistência, ela o puxou para a cama, enfiou os braços dele nas mangas compridas e as cruzou com força sobre o peito dele, apertando as fivelas nas costas. Em seguida, pegou cordas grossas e amarrou firmemente os tornozelos dele à estrutura da cama. Ele estava completamente imobilizado.
O castigo, no entanto, estava apenas começando.
Katia trouxe um vibrador metálico e o introduziu nele, garantindo que ficasse na posição mais invasiva possível. Para o desespero absoluto de Thomás, ela pegou um rolo de fita adesiva e fixou o brinquedo no lugar para que ele não pudesse expulsá-lo.
— Ele está programado para ligar na potência máxima por um minuto, a cada dois minutos de pausa. Assim você não se acostuma com a sensação — explicou ela, sádica.
Para completar a humilhação e proteger os lençóis de qualquer acidente, Katia o forçou a vestir uma fralda grossa por cima do cinto de castidade e da fita. Ela ajeitou as bordas do tecido e o olhou de cima, o tom carregado de escárnio:
— Pode tentar fazer as suas necessidades aí dentro hoje, se conseguir — ela zombou, com um sorriso perverso que o fez estremecer.
Por fim, Katia se aproximou do cesto de roupas, pegou uma de suas calcinhas usadas da véspera e a embolou. Sem a menor cerimônia, ela forçou o tecido sujo dentro da boca de Thomás, empurrando-o até que ele engasgasse levemente. Para garantir que ele não cuspisse o improvisado e humilhante silenciador, ela cortou dois pedaços de silver tape e selou a boca dele em formato de cruz. O único som que ele conseguia emitir era um murmúrio abafado contra a própria vergonha.
— Eu vou para a academia e tenho alguns assuntos para resolver na rua — Katia disse, pegando a bolsa e as chaves. — Pense bem nas suas atitudes enquanto eu estiver fora.
A porta bateu. Thomás foi deixado sozinho, preso, amordaçado e humilhado. As horas se arrastaram como uma eternidade de tortura sensorial. A cada dois minutos, o motor do vibrador ganhava vida, enviando ondas de choque e espasmos incontroláveis pelo seu corpo amarrado. O estímulo implacável, somado à restrição implacável do cinto de castidade de metal, levou o corpo de Thomás ao colapso.
Ao longo daquela tarde interminável, sem poder usar as mãos ou se aliviar adequadamente, o corpo dele foi forçado ao limite repetidas vezes. Ele sofreu vários gozos amarrados, espasmos violentos e secos que o faziam revirar os olhos e gritar contra a mordaça. Foram tantas ejaculações forçadas e reprimidas que o prazer se transformou em um suplício físico. Ele nunca, em toda a sua vida, havia gozado tantas vezes seguidas. O excesso deixou seus músculos exaustos e a região pélvica latejando; cada novo clímax arrancado dele pelo vibrador era profundamente dolorido, uma sobrecarga que o deixava ofegante, contorcendo-se em agonia e excitação sob a lona grossa da camisa de força.
Foi apenas no meio da tarde que o som da fechadura destrancando trouxe um fim àquele ciclo enlouquecedor. Katia entrou no quarto, a pele brilhando com uma camada espessa de suor após horas de treino intenso, o cheiro forte e almiscarado de seu esforço preenchendo o ambiente. Ela parou ao lado da cama, olhando de cima para a figura patética, tremendo de exaustão e contorcida de Thomás na fralda e camisa de força, e soltou uma risada de puro divertimento.
— Olhe para você... Não passa de um brinquedo inútil — ela zombou.
Katia se inclinou e arrancou a silver tape de uma só vez, repuxando a pele do rosto dele. Thomás cuspiu a calcinha, arfando, sugando o ar desesperadamente com lágrimas escorrendo pelos olhos. Ele esperou que ela soltasse seus braços, mas Katia tinha outros planos.
Com um movimento rápido, ela abaixou a própria calça de academia e a calcinha úmida. Sem desatar uma fivela sequer da camisa de força, ela subiu na cama e sentou-se com todo o peso diretamente sobre o rosto dele. A escuridão e o peso repentino tiraram o pouco fôlego que ele havia recuperado, enquanto o cheiro forte do treino invadia seus sentidos.
— Eu suei bastante hoje. Como você ainda está amarrado e com o corpo dolorido de tanto gozar sozinho, vai usar a única coisa livre que lhe resta para me servir — ela ordenou, pressionando os quadris contra o rosto sufocado dele. — Limpe-me. Tudo.
Com os braços presos na lona e o corpo ainda sofrendo os espasmos residuais do castigo elétrico, Thomás não teve escolha a não ser obedecer cegamente. Ele usou a língua exausta para limpar a pele úmida e salgada de Katia, venerando-a com uma submissão desesperada enquanto ela gemia baixinho, esmagando o rosto dele contra o colchão a cada movimento, no controle absoluto de quanto ar ele podia respirar.
Somente quando ela finalmente se deu por satisfeita, Katia se levantou da cama. Ela se vestiu com calma e, só então, desligou e puxou o vibrador brutalmente, para em seguida começar a desatar as fivelas apertadas da camisa de força e as cordas dos pés. Thomás sentiu os braços dormentes caírem ao lado do corpo, tremendo, esgotado em níveis que sua mente mal conseguia processar.
Katia ajoelhou-se ao lado dele, segurou seu queixo com força e olhou bem fundo em seus olhos marejados, a voz reduzida a um sussurro perigoso:
— Que isso sirva de lição. Se você tentar levantar a voz ou se esquecer de quem é o dono aqui de novo... da próxima vez, o castigo será muito, muito pior. Fui clara?
— S-sim, senhora... — ele soluçou, quebrado, entendendo de forma visceral que a calmaria daquela última semana havia sido apenas o tempo necessário para Katia planejar a sua ruína completa.

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Ficha do conto

Foto Perfil Conto Erotico secretossegredos

Nome do conto:
Déb — Parte XI: Sem Voz, Sem Escolhas

Codigo do conto:
274275

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
10/10/2026

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