O fim de semana prolongado exigia um cenário à altura da submissão total de Déb. Katia não pretendia mantê-lo no apartamento comum; ela havia conseguido as chaves de uma propriedade isolada e adaptada, pertencente a uma de suas amigas dominadoras. Era uma casa projetada especificamente para o treinamento de submissos, com cômodos estéreis, pisos de fácil limpeza e um quintal cercado por muros altos. Assim que cruzaram a porta da casa de campo, o isolamento do mundo exterior bateu em Thomás como uma lâmina fria. Katia o fez ajoelhar-se na entrada e, com um sorriso autoritário, ditou as regras com clareza cristalina: — Escute bem, Thomás. Já que você provou ser exatamente o que eu queria, hoje a Déb vai viver exclusivamente como a minha cadela, do nascer ao pôr do sol. Sem privilégios, sem humanidade e sem desculpas. A primeira regra de ser um cachorro é a completa nudez social: tire tudo agora mesmo. Tremendo de frio e expectativa, Thomás obedeceu imediatamente, despojando-se de todas as roupas e ficando totalmente nu no meio da sala. Katia o observou com desdém divertido antes de abrir uma mala recheada com equipamentos de alta tecnologia e restrição severa. Primeiro, ela vestiu nele os imobilizadores rígidos de cotovelo e joelho, cilindros que travavam suas articulações em noventa graus, impossibilitando-o de ficar em pé. Para garantir a postura arqueada, travou a restrição de coluna conectando suas costas à nuca. Em seguida, encaixou a pesada máscara de cachorro puppy play em couro preto com focinheira, abotoou a grossa coleira de adestramento de choque e a trancou com um pequeno cadeado. Logo depois, ela encaixou o rabo bioni-mecânico na virilha dele, cujo plugue anal conectado a um controle remoto sem fio exercia pressão imediata. O cinto de castidade não foi mencionado nem utilizado; o próprio rabo e a restrição mecânica definiam sua anatomia de animal. — Este não sai por nada — avisou Katia. — Se tentar puxar, ele infla. E se precisar de algo, lembre-se: são exatamente cinco latidos altos e claros. Menos do que isso, ou qualquer som humano, acionará a coleira. O tratamento de animal de estimação ganhou vida na cozinha. No chão, lado a lado, estavam as tigelas de inox com ração e água. Sem o uso dos braços e travado pelos imobilizadores, Déb abaixou o focinho mascarado diretamente na tigela, lambendo e mastigando como um verdadeiro cão. À tarde, Katia o levou à sala para testar seus reflexos. Jogando uma bolinha de tênis pelo corredor, ela ordenou: — Pega! A locomoção com os cilindros era um exercício de pura dificuldade e desequilíbrio; ele precisava arrastar os joelhos travados e projetar o corpo desajeitadamente. Ele abocou a bola, rastejou de volta e a largou na ponta do sapato de Katia. Sorrindo, ela fez-lhe um agrado na cabeça mascarada, coçando a orelha dele com carinho possessivo. — Boa garota... você é a cadelinha mais obediente — murmurou, puxando-o para mais perto do sofá, onde Thomás apoiava o focinho nus nos pés dela, aceitando a devoção cega. Mas o esforço físico cobrou seu preço. Durante as brincadeiras, incapaz de conter a bexiga após beber água na tigela e sob a pressão dos acessórios, Thomás não se aguentou e urinou no chão da sala. A reação de Katia foi implacável. Apertando o controle remoto, o choque disparou pela coleira. Thomás soltou um ganido abafado pela máscara, caindo de lado. Katia o puxou pela coleira, arrastando-o para fora da casa. O tempo havia virado; a noite caíra com vento cortante e chuva forte. Como ele já estava inteiramente nu desde a chegada, Katia apenas o acorrentou à estaca de ferro no quintal enlameado. Ele só podia se comunicar latindo. Horas depois, encharcado, coberto de lama e trêmulo de frio, Katia o recolheu de volta para dentro. Na hora de dormir, a rotina mudou. Katia removeu os acessórios rígidos de cotovelo e joelho para garantir a circulação sanguínea dele. Em seguida, obrigou-o a entrar em uma jaula de ferro minúscula e sufocante no canto do quarto. O espaço era tão apertado que ele mal cabia, espremido contra as grades. Dentro havia apenas um pequeno pote de água e um fraldão. Katia trancou a jaula com um cadeado, tirou a máscara dele e deu-lhe uma pílula de Viagra. Observando o corpo dele nu e trêmulo responder com uma ereção dolorosa, Katia deitou-se na cama logo em frente e começou a se masturbar intensamente, gemendo alto e gozando repetidas vezes diante dos olhos arregalados dele. Horas mais tarde, exaustos pela tensão, ambos adormeceram — ela na cama, e ele encolhido na jaula de ferro. E, enquanto fechava os olhos ouvindo a própria respiração nas grades, Thomás percebeu que amava cada segundo daquela ruína.
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.