A sexta-feira chegou com uma atmosfera densa no apartamento. Katia havia passado a semana inteira com um sorriso indecifrável no rosto, e Thomás, ainda traumatizado pelo castigo na camisa de força, andava pisando em ovos. No final da tarde, a ordem finalmente veio, fria e direta: — Teremos visitas para o jantar. Duas amigas muito íntimas. Quero você no uniforme completo de sissy maid, com a maquiagem impecável e os saltos trancados. Você tem dez minutos. Quando a campainha tocou, Déb já estava a postos na sala, o coração martelando contra as costelas, o cinto de castidade apertando a virilha sob as meias-calças e a saia de renda. Katia abriu a porta para Bianca e Priscila, duas mulheres imponentes, vestidas com roupas de grife e exalando a mesma aura de superioridade predatória de sua dona. — Katia, querida! — Priscila sorriu, beijando o rosto da anfitriã antes de seus olhos escuros recaírem sobre a figura de Déb, paralisada no canto da sala. — Então os rumores são verdadeiros. Você realmente o domesticou. — Ele é um projeto em andamento — Katia respondeu com naturalidade, entregando os casacos das amigas para Déb. Bianca, por sua vez, carregava uma luxuosa sacola de veludo negro. Ela caminhou até o centro da sala e a entregou a Katia com um sorriso malicioso. — Eu não poderia vir de mãos vazias. Trouxe um presentinho de inauguração para a sua nova cadelinha de estimação. Acho que vai complementar perfeitamente esse uniforme de empregada. Katia abriu a sacola e seus olhos brilharam. De lá de dentro, ela puxou uma pesada máscara de cachorro puppy play em couro preto com focinheira, um plugue metálico do qual pendia um longo e felpudo rabo de cachorro, e, por fim, uma grossa coleira de adestramento com contatos metálicos internos, acompanhada de um pequeno cadeado e um controle remoto. Os olhos de Thomás se arregalaram. O pânico o paralisou, mas ele não tinha para onde correr. — Que excelente ideia, Bianca. Vamos estrear agora mesmo — Katia ordenou. — Déb, debruce-se sobre o braço do sofá. Imediatamente. Tremendo dos pés à cabeça, sob o olhar atento e os sorrisos divertidos das duas visitantes, Déb obedeceu. Katia levantou a saia de renda da empregada e forçou o plugue metálico nele. Thomás ofegou, cravando as unhas no estofado ao sentir a invasão, seguida pela constatação humilhante de que um rabo felpudo agora balançava a cada tremor de seu corpo. Em seguida, Katia encaixou a máscara de couro no rosto dele e abotoou a grossa coleira de adestramento ao redor de seu pescoço. O clique metálico do cadeado soou como uma sentença definitiva. Katia ergueu o pequeno controle remoto, exibindo-o para as amigas. — Vamos ver se ele aprende rápido. Ela apertou o botão. Um choque elétrico agudo e cortante disparou pelos contatos metálicos diretamente no pescoço de Thomás. Ele soltou um ganido abafado pela máscara e caiu de joelhos. — Isso foi só um choquinho de aprendizado — Katia sorriu friamente. — Levante-se, cadela. E sirva o jantar. O banquete foi uma tortura psicológica e física constante. Déb era obrigada a servir os pratos e encher as taças equilibrando-se nos saltos, sentindo o plugue alargar seu interior. A máscara de couro abafava sua respiração, e o controle remoto passava de mão em mão entre as três mulheres, ditando cada um de seus movimentos. — Sirva o vinho, Déb — ordenou Bianca. Quando Thomás se inclinou, a mão tremendo levemente pelo esforço e pela humilhação, algumas gotas ameaçaram respingar na toalha. Bianca apertou o botão. Um choque seco fez os músculos do pescoço dele travarem. — Postura rígida. Tente de novo — exigiu Bianca, sádica. As três mulheres conversavam sobre viagens e negócios, ignorando completamente a humanidade dele, tratando-o apenas como um animal treinado. Sempre que Thomás tentava aliviar o peso dos saltos ou balançava o rabo de forma descoordenada, Priscila ou Bianca disparavam a coleira. Os choques não eram fortes o suficiente para desmaiá-lo, mas ardiam como chicotadas elétricas, mantendo-o em um estado constante de terror e obediência absoluta. Após a refeição, as donas seguiram para a sala de estar. — Sabe, Katia, estou com uma leve dor nas pernas. Acho que preciso de um apoio — comentou Priscila, pegando o controle remoto da mão da anfitriã. — Déb. Ajoelhe-se. Posição de descanso. Thomás desceu até o tapete, formando uma ponte com as costas. Priscila repousou os pés, calçados em pesados sapatos de salto grosso, diretamente sobre a coluna de Déb. O peso era sufocante. Quando Thomás tentou arquear as costas milímetros para baixo para aliviar a pressão nas costelas, Priscila pressionou o botão. Zzzzt! O choque o fez ofegar violentamente dentro da máscara. — Fique imóvel. Móveis não se mexem — repreendeu Priscila, cravando levemente o salto. Enquanto Déb servia de mobília, Bianca se aproximou. — Ele precisa de lembretes constantes — disse ela, tirando do bolso um par de pinças metálicas. Sem aviso, enfiou as mãos pelo decote do uniforme de Déb e prendeu as pinças com força nos mamilos dele. Um gemido agudo e abafado escapou. Katia apertou o controle. Outro choque. — Shh. Cadela não late sem permissão. A noite ainda guardava o golpe final. — Déb, deite-se de costas no tapete. Braços e pernas abertos — Katia murmurou, recolhendo o controle. Priscila retirou os pés, e Déb obedeceu, o rabo de cachorro sendo esmagado contra o chão. Katia e Priscila seguraram os pulsos e tornozelos dele. Bianca ajoelhou-se ao lado e começou a atacar suas costelas e barriga com cócegas impiedosas. A reação foi devastadora. Thomás tentou manter a dignidade, mas o reflexo biológico o traiu. Ele começou a se contorcer, engasgando em risadas histéricas. Sempre que ele se debatia demais ou tentava fechar as pernas, Katia disparava a coleira, enviando choques que se misturavam às cócegas e à queimação dos apertadores. A sobrecarga sensorial fritava o cérebro de Thomás. Ele chorava de rir, ofegava, tomava choques e se contorcia, as risadas agudas ecoando humilhantes dentro da máscara canina. Quando finalmente o soltaram, Thomás estava largado no chão, em curto-circuito, arfando dentro do couro apertado. Lágrimas manchavam o interior da máscara, os mamilos latejavam, o pescoço formigava pelos choques, o plugue preenchia-o, e seu orgulho estava estilhaçado para sempre. Katia ergueu sua taça, e as amigas a acompanharam, brindando sobre o corpo ofegante. — À minha propriedade — Katia sorriu, tocando a ponta do próprio sapato na focinheira da máscara de Déb, enquanto guardava o controle remoto e a pequena chave do cadeado no bolso. — Limpe a cozinha e vá para o seu colchonete. Temos um longo fim de semana pela frente.
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