CONTO 2 — A PRIMEIRA VEZ QUE ELA OBRIGOU



CONTO 2 — A PRIMEIRA VEZ QUE ELA OBRIGOU (sem ele entender)
Sexta-feira. Ela chegou em casa às 23h. Cabelo molhado. Cheiro de outro. Ele estava na sala, de cueca, esperando acordado — como sempre.

— Cheguei — disse ela.

— Sim, senhora.

Ela jogou a bolsa no sofá. Passou por ele. Foi direto para o quarto. Ele foi atrás, de cabeça baixa, igual cachorro.

Ela tirou o vestido. Tirou o sutiã. Ficou só de calcinha. A calcinha estava — ele percebeu na hora — molhada. Marcada. Com um cheiro que não era dela.

Ela não tomou banho. Deitou na cama. Abriu as pernas. Olhou para ele, que estava parado na porta, olhando.

— Vem cá.

Ele veio.

— Ajoelha.

Ele ajoelhou.

— Cheira.

Ele aproximou o nariz. Cheirou. O rosto dele mudou. A boca abriu um pouco. Ela viu os olhos dele brilharem.

— O que você tá cheirando? — perguntou ela, com um sorriso de quem sabia tudo.

— Cheiro de... de outro, senhora.

— De outro o quê?

— De outro homem, senhora.

— E o que você é?

Ele travou. A resposta estava presa. Ele nunca tinha dito em voz alta para ela. Nunca. Cinco anos.

— Fala — disse ela.

— Eu sou... corno, senhora.

Ela riu. Alto. Para o apartamento todo ouvir.

— VOCÊ OUVIU ISSO? — gritou ela, como se o mundo estivesse escutando. — ELE FALOU! ELE É CORNO!

E ele ali, de joelhos, vermelho, mas com o pau duro como pedra dentro da cueca.

— E o que corno faz? — perguntou ela.

— L... limpa, senhora.

— Fala direito.

— Limpa a senhora, senhora.

— Então limpa. Limpa a buceta gozada do comedor. Limpa tudo, seu corno manso.

Ele abaixou a cabeça. Enfiou o rosto. E lambeu.

Lambeu a buceta dela ainda melada de outro. Sentiu o gosto. Salgado. Diferente. Cheio. E gozou — sem tocar, sem mão, só com o rosto ali, o nariz afundado, a boca trabalhando.

Ela segurou a cabeça dele pelos cabelos. Empurrou. Humilhou.

— ISSO! LIMPA! LIMPA TUDO, SEU CORNO! LIMPA A BUCETA QUE OUTRO COMEU! PROVA! PROVA QUE VOCÊ É MANSO!

Ela gozou também. Na boca dele. Em cima do gosto de outro. Misturou tudo. Ele engoliu.

Depois ela olhou para baixo, para o rosto melado dele, para a cueca molhada dele, e riu.

— Você gozou só de lamber, seu corno.

— Sim, senhora.

— Sem tocar.

— Sem tocar, senhora.

— Vem cá. Pega.

Ela pegou a porra dele com a mão. Com os dedos. Levou à boca dele.

— Abre.

Ele abriu. Ela enfiou os dedos. Ele lambeu os próprios dedos sujos da própria porra.

— Toma. Toma tudo. Você é corno. Corno come a própria porra. Fala.

— Eu como a minha porra, senhora.

— Fala alto.

— EU COMO A MINHA PORRA, SENHORA!

— E por que?

— Porque eu sou corno e a senhora manda.

Ela sorriu. Puxou o rosto dele pelo queixo. Olhou nos olhos.

— Isso. Guarda bem isso. Você é corno. E eu mando.

E ele não sabia. Não sabia que ela tinha lido o caderno. Não sabia que ela sabia de tudo. Ele só sentia. E sentia uma felicidade absurda.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
CONTO 2 — A PRIMEIRA VEZ QUE ELA OBRIGOU

Codigo do conto:
275116

Categoria:
Cuckold

Data da Publicação:
20/10/2026

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3

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