— Não gozou? — Ela sentava, abria as pernas. — Então você vai gozar do jeito certo.
Ele se ajoelhava. Colava a língua. E ela, com a mão, descia até as bolas dele — que pendiam soltas, porque o cinto deixava as bolas de fora — e começava a bater.
Tapa leve. Tapa. Tapa. Rítmico. Sincronizado com a língua dele.
— Isso. Limpa e apanha. Limpa e apanha.
O Rafael gemia contra a buceta dela, e a cada tapa a coisa subia. As bolas ardiam, o pau apertado pulsava, e ele ia chegando — empurrado pela dor, pelo gosto, pela humilhação.
— Tá chegando? — Ela batia mais forte. — Tá? Então vai. Goza pra mim. Goza agora.
E ele gozava. Na mão dela, sob os tapas, com a língua enterrada na buceta gozada da esposa. Sem nunca ter tocado no próprio pau.
A Marina olhava pra baixo, satisfeita, e dizia:
— Viu? Você precisa de dor pra gozar. Precisa de humilhação. É o seu jeito. E eu sei fazer.