Uma noite, ele limpou com tanta fome que gozou três vezes enquanto trabalhava, tremendo no chão, molhado de si mesmo.
A Marina olhou pra baixo, pra poça.
— Olha isso. — Ela passou o dedo na gaiola dele, pegou o leite e provou. — Você gozou tudo aqui. Sua porra. Melecado.
Ele não conseguia nem responder.
— Sabe o que a gente vai fazer? — Ela levantou o dedo, ainda brilhando. — Abre a boca.
Ele abriu. Ela colocou o dedo na boca dele. Doce, salgado, dele mesmo.
— Engole. — Pausa. — Engole o seu próprio gozo, cachorro.
Ele engoliu. Ela repetiu, dedo por dedo, gota por gota, tirando do corpo dele e devolvendo na boca dele.
— Isso. Isso é humilhação. Você goza de limpar outro homem da sua mulher, e depois bebe o seu próprio leite. — Ela riu. — E o pior: você adora.
Ele adorava. E ela sabia. E era exatamente por isso que fazia.