O EMPRESÁRIO DO QUARTO AO LADO

O EMPRESÁRIO DO QUARTO AO LADO
Eu tinha ido à capital apenas para participar de uma reunião de trabalho. Minha esposa resolveu me acompanhar para aproveitarmos o fim de semana juntos. Reservamos um quarto de hotel com varanda, pedimos alguma coisa para jantar e achamos que passaríamos uma sexta-feira tranquila. Isso até Fernanda começar a conversar com um senhor grisalho que estava hospedado no quarto ao lado. Naquela hora, eu ainda não fazia ideia de que acabaria conhecendo nosso vizinho muito melhor do que imaginava.
A reunião tinha sido chata, aquelas coisas de sempre. Aperto de mão, sorriso forçado, promessas de parceria. Corri para o hotel ansioso para encontrar a Fernanda. Ela já havia tomado banho, estava com aquele vestido curto de listras que deixa suas pernas mais longas, e o cabelo molhado caía nos ombros. Beijei-a com vontade, senti o cheiro do sabonete nela. Um cheiro que, depois de quinze anos de casamento, ainda me deixava com a pulga atrás da orelha.
— Foi bom? — perguntou ela, me ajudando a tirar a camisa.
— A reunião? Um tédio. Mas a continuação do dia promete. Deixei a mala na cama e entrei no banho. Quando saí, ela estava na varanda, de braços cruzados, olhando o movimento lá embaixo. A cidade parecia um tapeto de luzes, o barulho subia abafado. Aproximei-me por trás, abracei sua cintura e enterrei o rosto no seu cabelo. De repente, ouvi uma voz masculina do outro lado da divisória.
— Boa noite. Bonita a vista daqui, não é?
Fernanda se virou um pouco, encostando na grade. Era um senhor, mais ou menos da minha altura, mas bem mais corpulento. Cabelos grisalhos, barba curta, camisa polo bege. Tinha um jeito tranquilo, um sorriso fácil.
— Boa noite. Sim, é linda. Só não gosto muito de altura — respondeu ela, e eu senti a mão dela apertar a minha que estava em sua cintura.
Ele riu, um som baixo e agradável.
— Compreendo. Eu sou Roberto. Sou hóspede do 302.
— Eu sou Fernanda, e este é meu marido, Daniel. Estamos no 304. Ele veio a trabalho e resolvi aproveitar para fazer um turismo no marido.
Dei uma risada. Roberto também. Ele estendeu a mão por cima da divisória e a apertei. Tinha um aperto firme.
— Prazer, Daniel. Vocês são de onde?
— Do interior. Uma cidade pequena perto da serra. E o senhor?
— Daqui mesmo, mas moro sozinho. Divorciado há cinco anos. Viajo bastante a trabalho. Tenho uma empresa de transportes.
A conversa fluiu. Falamos de viagens, de como era a capital antigamente, de como o trânsito piorava a cada dia. Roberto tinha uma maneira de contar histórias que cativava. Falava sem afetação, com a confiança de quem não precisa provar nada para ninguém. Depois de um tempo, ele coçou a barriga.
— Bom, eu estava pensando em descer para jantar, mas a preguiça está falando mais alto.
Fernanda me olhou por cima do ombro, um brilho maroto no olhar. Eu entendi a deixa.
— Nós já pedimos comida no quarto. Provavelmente virá bem mais do que a nossa fome. Se não se importar com a companhia de casal chato, pode dividir o jantar com a gente.
Roberto hesitou, mais por educação do que outra coisa.
— Não quero incomodar.
— Claro que não! — insistiu ela. — A não ser que tenha medo de que minha comida seja ruim. Eu quem pedi.
Ele riu de novo.
— Tudo bem, então. Vou pegar uma camisa e já volto.
Ele desapareceu no quarto. Fernanda se virou para mim e me deu um beijo longo.
— Ele parece gente boa — comentei.
— Parece mesmo — ela disse, e o tom dela era diferente. Era curioso.
Poucos minutos depois, Roberto bateu à porta. Camiseta social azul clara, calça jeans. Abri a porta e o convidei para entrar. O quarto não era grande, com a cama de casal, um pequeno sofá e uma escrivaninha. Empurramos a mesinha de canto para o meio da sala e organizamos os potes de comida: um filé com batatas, uma salada, um brigadeiro de colher. Peguei três copos e a garrafa de vinho tinto que havíamos comprado.
— Uh, que banquete — disse Roberto, se sentando no sofá. Fernanda sentou numa poltrona de frente pra ele, e eu fiquei na ponta da cama. Servi o vinho e brindamos.
— Por sexta-feiras inesperadas — disse Fernanda.
Comemos, conversamos. Roberto falou do casamento de trinta anos, da separação amigável. Dizia que não guardava mágoas, apenas saudade de ter uma companhia constante.
— A solidão não é o pior, sabe? É o silêncio de voltar pra um apartamento vazio. Mas a gente se acostuma. Compra cachorro, assina todos os canais a cabo, aprende a cozinhar pratos que nunca pensou que faria.
Fernanda ouvia atentamente, o corpo inclinado para a frente.
— E não pensa em se casar de novo? — perguntou ela.
Roberto deu de ombros, tomando um gole de vinho.
— Aos sessenta e três, você aprende a não fazer planos. Se acontecer, bom. Se não, também. A única coisa que não me falta é o meu tempo. Ele agora é só meu.
Ele olhou para Fernanda, um olhar demorado, e disse:
— Você parece ser uma mulher bastante decidida.
Fernanda sorriu, um sorriso largo.
— Meu marido diz que esse é justamente o meu problema.
— Problema nenhum — brinquei eu. — Eu só aprendi a não discutir quando ela já decidiu alguma coisa. É mais saudável para o casamento.
Os três rimos, mas o ar no quarto mudou. Fiquei observando. O jeito como Fernanda repousava o queixo na mão, como Roberto a ouvia. Era uma atração silenciosa, palpável, que flutuava no ar entre eles.
Quando o jantar acabou, Roberto se levantou.
— Muito obrigado pela comida e pela companhia. Foi o melhor jantar que tive nesta cidade. Mas não vou abusar da sua hospitalidade. Vou deixá-los.
Ele pediu licença para ir ao quarto ao lado buscar o carregador do celular. A porta se fechou e eu fiquei olhando para Fernanda.
— E aí? O que você achou do nosso vizinho? — perguntei, tentando parecer casual.
Ela se levantou, foi até a janela e ficou olhando para a cidade. Depois virou para mim.
— Ele é agradável, não acha? Mas... tu não percebeu mais nada?
Sorri, aproximando-me dela.
— Percebi que você não tirou os olhos dele a noite inteira.
Fernanda não negou. Encostou a cabeça no meu peito.
— Eu achei ele atraente, Daniel. De uma forma diferente. Não é pela beleza, é... é a idade, é a segurança dele. A maneira como fala. Como se soubesse exatamente quem é.
A confissão dela me pegou de surpresa, mas não me incomodou. Pelo contrário. A curiosidade, uma centelha, começou a queimar dentro de mim.
— É só curiosidade, Fernanda? Ou tem algo mais?
Ela suspirou, e seu corpo se pressionou contra o meu.
— Gostaria de conhecê-lo de maneira mais íntima. Mas só se você estivesse bem com isso. Se isso te incomodar de qualquer forma, a gente esquece que essa conversa existiu. Eu te amo e o nosso casamento está em primeiro lugar.
Fiquei em silêncio por um momento, pensando. Quinze anos de casamento. Uma vida construída em bases sólidas. Seria isso um teste? Ou seria apenas uma noite, uma experiência compartilhada, um desvio no caminho que talvez nos fortalecesse? A ideia de ver a Fernanda com outro homem, especialmente um homem mais velho como Roberto, não despertou ciúmes em mim. Despertou outra coisa. Uma espécie de excitação proibida. A vontade de ver o desejo nos olhos dela, de ser parte do desejo dela, mesmo que de uma forma diferente.
— Eu não estou incomodado — disse eu, e a voz saiu mais firme do que eu esperava. — A curiosidade tá matando a gente. Mas primeiro, a gente precisa saber se o interesse é recíproco. Se não, a gente vai parecer dois bobos.
Ela se afastou e me olhou nos olhos.
— Como a gente faz isso?
A porta bateu de leve e Roberto entrou de novo no quarto, segurando o celular com o cabo do carregador na mão.
— Esqueci aqui. Demorei um pouco porque o telefone tocou, era da minha filha.
Ele parou ao ver a distância entre nós, o clima carregado.
— Desculpe, atrapalhei alguma coisa?
Fernanda olhou para mim, eu dei um aceno quase imperceptível. Ela respirou fundo e se sentou no sofá, batendo a mão ao lado.
— Não, Roberto. Pode sentar. Na verdade, a gente estava conversando sobre... bem, sobre a noite.
Ele se sentou, um pouco distante, olhando de mim para ela. Eu me sentei na cama, em frente a eles.
— Sabe, Roberto — começou Fernanda, e sua voz estava firme, mas suave —, depois de tantos anos de casamento, a gente procura formas de... reacender as coisas. E hoje, com você, eu senti uma... atração.
O silêncio no quarto era denso. Você podia ouvir o zumbido do ar-condicionado. Roberto não disse nada, apenas observou, seus olhos eram inteligentes, calmos.
— E eu — continuei eu, sentindo que era minha vez de participar —, não estou incomodado com isso. Na verdade, eu estou curioso. Curioso para ver a minha mulher feliz, vivendo algo que ela deseja.
Roberto coçou o queixo, um gesto lento e pensativo.
— Eu... não sei o que dizer. Acho que estou um pouco surpreso.
— Nós também estamos — disse Fernanda, e seu sorriso voltou, um pouco tímido agora. — Mas a vida é curta demais pra gente não aproveitar uma sexta-feira inesperada, não foi você que disse?
Ele finalmente sorriu, um sorriso genuíno que iluminou o rosto dele.
— Eu disse. Mas... vocês têm certeza? Isso não é algo que se possa... desfazer depois.
— A gente tem certeza — disse Fernanda, e a mão dela deslizou pelo sofá até tocar o joelho dele. — Nós somos adultos. Nós sabemos o que estamos fazendo.
O olhar de Roberto para ela mudou. Ficou mais intenso, mais carregado. Ele olhou para mim, como que pedindo uma última confirmação. Eu apenas assenti.
Então, tudo aconteceu de maneira lenta e deliberada. Fernanda se aproximou mais dele no sofá. Roberto levantou a mão e afastou um fio de cabelo do rosto dela. O gesto foi simples, mas carregado de uma intimidade que me cortou o peito. Eu me lembro de ter pensado: "Estou mesmo fazendo isso? E o mais importante: estou deixando isso acontecer?"
Fernanda inclinou a cabeça e ele a beijou. Não foi um beijo apressado ou de desespero. Foi um beijo exploratório, lento, de boca aberta. Eu podia ver a língua dele encontrando a dela. Eu senti um aperto na garganta e, para minha surpresa, um calor começando a se espalhar pela minha barriga.
Eles se beijaram por um tempo que pareceu uma eternidade. As mãos dele começaram a percorrer as costas dela, descendo até a curva dos quadris. As mãos dela estavam no pescoço dele, nos cabelos grisalhos.
Eu me levantei e me sentei na poltrona do outro lado da sala, observando. Não me senti excluído, mas sim como um espectador privilegiado de um momento que era ao mesmo tempo íntimo e exibicionista.
Eles se separaram, ofegantes.
— Vamos para a varanda — sussurrou Fernanda.
Eles se levantaram e eu os segui. A noite estava úmida e quente. A cidade continuava seu zumbido constante, lá embaixo. Roberto ficou atrás de Fernanda, abraçando-a por trás enquanto ela se apoiava na grade de metal. Ele beijava seu pescoço, seus ombros. A mão dele desceu e encontrou a barra do vestido dela, subindo por dentro, pela pele lisa da coxa. Eu vi os joelhos dela fraquejarem. Ela arqueou as costas, encostando a bunda na virilha dele.
Eu fiquei perto da porta, observando. Eu nunca tinha visto Fernanda assim, tão entregue, tão vulnerável e ao mesmo tempo tão poderosa no seu desejo.
Ela se virou para ele e o beijou de novo, com mais fome agora. Suas mãos desceram e começaram a ajeitar ele por cima da calça jeans. Eu vi o volume crescer sob o toque dela. Ele gemeu baixo contra a boca dela.
Fernanda se afastou um pouco, pegando na mão dele.
— Vamos para dentro — disse ela, e me olhou. — Você também, Daniel.
Entramos no quarto. O ar-condicionado gelou o suor que havia começado a brotar em nossas peles. Roberto sentou na cama e Fernanda ficou de pé na frente dele. Ela tirou o vestido por cima da cabeça. Por baixo, usava apenas um sutiã preto de renda e uma calcinha combinando. A luz da varanda a contornava, fazendo a pele bronzeada dela brilhar.
Ela ficou de frente para ele, permitindo que ele a visse. O olhar dele era de pura admiração. Ele não a devorou com os olhos, ele a admirou.
— Você é uma mulher muito bonita, Fernanda — disse ele, e a voz estava rouca de desejo.
Ela sorriu e se ajoelhou na cama, entre as pernas dele. Desfez a fivela do cinto dele, o zíper, e puxou a calça e a cueca juntos até os joelhos. O pênis dele escapou, ereto e mais espesso que o meu, com os pelos grisalhos aparados na base. Fernanda o segurou com as duas mãos, olhando para ele. Depois, sem hesitar, levou a boca até lá.
Eu a vi tomar a cabeça dele entre os lábios, deslizar para baixo lentamente. Roberto gemeu, a cabeça dele se jogou para trás. Uma de suas mãos encontrou o cabelo dela, não a forçando, apenas acompanhando o movimento.
Eu estava duro. Era inevitável. A cena era crua, real, e incrivelmente excitante. Eu me sentei na cadeira da escrivaninha, tirando meu próprio pênis da calça.
Fernanda trabalhou nele com a boca e com as mãos, com uma dedicação que eu raramente via. Ela o observava, gostando do efeito que causava. Depois de um tempo, ela se afastou.
— Deita-se — disse ela para ele.
Ele obedeceu, se deitando de costas na cama, as calças ainda amarradas nos tornozelos. Fernanda subiu e o montou, de frente para ele. Ajeitou a calcina para o lado e desceu lentamente, tomando-o dentro de si. Um gemido longo e baixo escapou dos lábios dela quando ela o sentiu inteiro. Ela começou a se mover, um ritmo lento e profundo.
Eu me levantei e me aproximei da cama. Fiquei de joelhos ao lado da cabeça de Roberto. Fernanda se inclinou e me beijou. Eu pude sentir nele o gosto dela, um gosto salgado e diferente. Ela pegou meu pênis na mão e começou a me masturbar enquanto se movia em Roberto. O ritmo dela aumentou, os seios balançando perto da boca dele. Ele levantou as mãos e os cobriu, passando os polegares nos bicos duros.
Fernanda soltou um gemido mais alto, um som que eu conhecia bem. Era o som dela se aproximando do orgasmo. Eu me ajoelhei mais perto e ofereci meu pênis à boca dela. Ela o aceitou de bom grado, sugando com fome enquanto cavalgava Roberto.
O quarto estava cheio de sons. Os gemidos dela, a respiração ofegante dele, o barulho úmido dos nossos corpos. Era uma sinfonia de prazer sujo e real. Eu senti o meu próprio orgasmo se aproximando, uma onda de calor subindo pela minha espinha.
— Vou gozar, Fernanda — avisei.
Ela apenas gemeu em resposta, sugando mais forte. Eu explorei na boca dela, um jato quente e abundante. Ela engoliu o que conseguiu, o resto escorreu pelo canto dos lábios.
Roberto, que estava olhando tudo, não aguentou.
— Eu também... — gemeu ele.
Ele a segurou pelos quadris e a puxou para baixo, enchendo-a. Eu vi o corpo dela estremecer, um segundo orgasmo mais violento varrendo-a. Ela caiu sobre o peito dele, ofegante.
Fiquei ali de joelhos, vendo eles se recuperarem. O cheiro do sexo no quarto era forte. Fernanda finalmente se levantou, o pênis de Roberto escorregando dela, brilhando com os fluidos dela. Ela se deitou entre nós na cama.
— Uau — disse ela, rindo baixo. — Isso foi... inesperado.
— De fato — concordou Roberto, virando de lado para olhar para ela. Ele passou a mão pelo cabelo dela. — E incrível.
Ele a beijou, um beijo calmo, de satisfação.
Eu me deitei do outro lado dela. Ela estendeu os braços e nos abraçou, um em cada lado.
— E você, Daniel? — perguntou ela, me olhando. — Está bem?
Eu beijei sua testa.
— Estou mais do que bem. Estou surpreso comigo mesmo, mas estou bem.
A gente ficou ali por um tempo, em silêncio, apenas ouvindo as respirações um do outro. Não foi estranho. Foi confortável. Como se a gente tivesse rompido uma barreira e descoberto um novo território, e agora estávamos apenas explorando o novo terreno.
Foi Fernanda quem quebrou o silêncio. Ela se sentou na cama, a pele brilhando de suor.
— Eu acho que a noite ainda não acabou — disse ela, e o olhar dela era pura malícia. — E eu ainda quero mais.
Ela olhou para Roberto.
— Eu quero te sentir de outra maneira.
Ele entendeu a mensagem. Ele se sentou, tirou o que restava da roupa e a deitou de bruços na cama, travesseiros debaixo do quadril para erguê-la. Ele pegou um dos potes de brigadeiro que estava na mesinha de cabeceira, passando o doce com os dedos em volta do ânus dela.
Eu nunca tinha visto algo tão erótico. Ele preparou ela com cuidado, usando os dedos e a língua, abrindo-a devagar. Fernanda gemeu na cama, o rosto enterrado no travesseiro. Ela gostava. Gostava muito.
Quando ele finalmente a penetrou, o som que ela fez foi quase um choro de prazer. Ele foi devagar, com uma paciência que só a idade e a experiência podem dar. Eu fiquei de joelhos na frente dela, oferecendo meu pênis, que já estava duro de novo. Ela o pegou com a boca, e o ritmo se estabeleceu. Roberto atrás, eu na frente. Ela preenchida, conectada a nós dois.
E durou. A noite se esticou, infinita. Mudamos de posições. Fernanda montou em mim, de frente, enquanto Roberto a pegava por trás, uma dupla penetração que a fez gritar de prazer. Eu a vi perder o controle completamente, entregue à sensação de ser possuída por dois homens ao mesmo tempo. Eu senti a contração dela em mim, o orgasmo dela mais intenso que todos os outros, uma onda que parecia nunca acabar.
Quando finalmente terminamos, estávamos exaustos. Dormimos os três na cama, uma emaranhado de pernas e braços, o suor e o cheiro do sexo como uma segunda pele.
***
Acordei com a claridade da manhã entrando pelas cortinas. O sol já estava alto. A cama ao meu lado estava vazia. Ouvi uma conversa baixa vindo da varanda.
Me levantei, ainda sonolento, e parei na porta do quarto. O que eu vi me pregou no chão.
Fernanda estava de quatro, no tapete fofo da sala. Roberto estava atrás dela, devagar. A luz da manhã entrava pela varanda, banhando os corpos deles. Era uma cena diferente da noite anterior. Não era frenesi, era... cumplicidade. Uma intimidade tranquila de quem já se conhece.
Ela me viu e sorriu, um sorriso sereno e satisfeito. Fez um sinal com a cabeça, me convidando a me juntar a eles. Eu me aproximei, me ajoelhei na frente dela. Ela abriu a boca para mim, e eu a entrei. Era como fechar um círculo. O cheiro dela, o gosto dela, a sensação dela.
Roberto me viu e sorriu também. Ele aumentou o ritmo, e eu senti a vibração do movimento dele no corpo dela, transmitida para mim através da boca dela. Foi rápido demais. A urgência da manhã, a surpresa do reencontro. Eu gozei de novo, menos intenso que na noite anterior, mas mais profundo. Ela engoliu tudo.
Quando me afastei, Roberto a puxou para sentar no colo dele, de costas para ele. Ele a penetrou novamente, desta vez pela frente, olhando nos olhos dela. Eles beijaram, um beijo longo e demorado. Eu os assisti, sentindo um calor no peito que não era apenas desejo, mas algo mais. Era a alegria de ver a mulher que eu amava tão plenamente satisfeita.
Roberto gemeu contra o pescoço dela, e eu vi o corpo dele se contrair. Ele estava gozando dentro dela. Fernanda o segurou forte, o rosto dela enterrado no ombro dele.
Depois, eles se separaram, ofegantes. Roberto se levantou e estendeu a mão para ela.
— Vamos tomar um café? Eu volto já. Ele voltou ao quarto vizinho e voltou minutos depois, com uma bandeja com três xícaras de café, pão de queijo e um pedaço de bolo.

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Nome do conto:
O EMPRESÁRIO DO QUARTO AO LADO

Codigo do conto:
275946

Categoria:
Fetiches

Data da Publicação:
30/10/2026

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