A Escravidão Sexual e o Uso do Objeto
Nas suítes presidenciais que Gustavo pagava, Flora o despia por completo, forçando-o a contemplar a própria nudez diante do espelho enquanto ela apontava para o seu dote físico proeminente, ridicularizando sua masculinidade: "De que adianta ser tão grande e viril lá fora, se aqui dentro você é apenas o meu brinquedo?". Ela o proibia de tocar no próprio corpo e instalou nele um regime de controle rígido de orgasmos através do bloqueio. Gustavo passava dias em estado de ereção e ansiedade excruciante, implorando pela liberação que só vinha quando ela determinava.
Flora divertia-se usando os dotes de Gustavo como um mero instrumento para a sua própria satisfação, tratando o membro de 23 cm dele quase como um consolo de carne, utilizando os pés e em raras vezes a própria vagina. Ela sentava-se na cama, com sua silhueta volumosa iluminada pela meia-luz, e ordenava que ele, de joelhos no chão, usasse a boca e as mãos para estimulá-la por horas consecutivas. Ela exigia que ele a fizesse atingir orgasmos múltiplos e intensos, sugando a virilidade dele até a exaustão.
Flora aproveitava a grande quantidade de gozo que Gustavo produzia após dias de privação para dar continuidade à sua luxúria. Ela utilizava o próprio sêmen do investidor para lubrificar um consolo de silicone e, em seguida, introduzia o objeto no ânus de Gustavo sob o seu olhar de desdém, humilhando-o profundamente e deixando-o ainda mais desesperado e cheio de desejo, sem permissão para se tocar.
Em um de seus jogos mais sádicos, rotineiros, Flora utilizava uma cinta com um consolo acoplado diretamente na boca de Gustavo. Preso pelo arnês, ele era obrigado a penetrá-la usando apenas a força do pescoço e do maxilar, movendo o objeto fixado em seu rosto até fazê-la gozar. Após o término do ato, ela o mandava de volta para o escritório ainda excitado, trancado em seu desejo.
O Controle Pessoal e o Contraste da Rejeição
O controle de Flora estendia-se de forma implacável para a vida pessoal e profissional de Gustavo. Ela controlava a ereção dele à distância, inclusive durante o horário de expediente na firma de investimentos. Flora o proibia terminantemente de se masturbar ou aliviar o estresse, forçando-o a passar o dia trabalhando com o dote volumoso completamente ereto e marcado de forma nítida sob a calça social de alfaiataria. Sem poder se tocar, Gustavo andava pelos corredores exibindo o volume proeminente, o que atiçava o desejo e os cochichos das belas mulheres e até de homens do seu ambiente corporativo, alimentando ainda mais o seu sofrimento e a vaidade secreta de Flora.
Ela monitorava seus horários com precisão sádica e ordenava explicitamente a frequência do sexo em casa: "Você vai voltar para a sua casa e vai transar com ela duas vezes esta semana. Rápido, protocolar, sem fazê-la vibrar. Não gaste a energia que me pertence com ela".
Enquanto isso, em casa, Sarah vivia no mais profundo inverno afetivo. Aos vinte e seis anos, a esposa de Gustavo era uma visão de pura elegância clássica: alta, esguia, com uma postura de bailarina, pele alva e cabelos impecavelmente alinhados. O corpo de Sarah era perfeito, sarado e simétrico, combinando perfeitamente com sua inteligência brilhante como biomédica. No entanto, toda essa beleza escultural e sofisticação eram solenemente ignoradas. Gustavo cumpria a ordem de Flora à risca. Na cama com Sarah, ele mantinha os encontros rápidos, frios e mecânicos. Ele fechava os olhos para bloquear a imagem da esposa jovem e escultural, forçando sua mente a projetar o cheiro pesado de Flora, o gosto da urina e o toque impositivo da dominatrix idosa para conseguir performar. Sarah gozava pelo amor intenso que sentia, mas sentia-se profundamente rejeitada e confusa diante daquela frieza cirúrgica.
O Enjoamento e o Descarte
Com o passar dos seis anos, a psicologia de Flora mudou. O prazer de humilhar o jovem bilionário começou a saturar, e a voluptuosa dominatrix passou a enxergar Gustavo não mais como uma fonte de diversão, mas como um risco. Flora já estava envelhecendo e sabia que as fortunas que extraía de Gustavo em forma de joias, vestidos e cheques em branco eram voláteis e podiam desabar caso Augusto e Celina descobrissem o desvio patrimonial.
Foi quando Flora conheceu um homem maduro, viúvo, de linhagem tradicional e imensamente rico. Esse novo alvo representava a estabilidade definitiva que ela precisava: a chance de se casar novamente, recuperar seu antigo status social perante a alta sociedade e limpar seu nome, afastando-se do submundo dos fetiches ocultos. O novo pretendente era um homem conservador, e qualquer boato sobre o passado de Flora destruiria as chances de casamento. Para piorar a situação de Gustavo, esse novo homem rico era um investidor do mesmo círculo e conhecido de negócios do próprio Gustavo.
A partir desse momento, a obsessão cega de Gustavo tornou-se um grave empecilho para os objetivos de Flora. Quando resolveu descartá-lo de vez para flertar livremente com o rival de negócios dele, Flora elevou o nível das humilhações a patamares públicos e cruéis. Ela passou a marcar encontros apenas para forçar Gustavo a assistir, escondido ou em mesas distantes, as interações dela com o homem maduro. Flora desautorizava a presença de Gustavo, ignorava seus apelos desesperados por ordens e o ridicularizava friamente, dizendo que ele não passava de um brinquedo descartável que já havia perdido a utilidade. Ela o isolou por completo, trancando a porta do labirinto e deixando Gustavo em um estado de abstinência psicológica devastador, quebrando sua armadura e deixando-o vulnerável para a grande virada que Sarah daria anos mais tarde.