Uma delas, a Clara, era do tipo que todo mundo queria pegar e que não ficava com ninguém do grupo. A outra, a Fabiana, queria ficar com todo mundo, e os caras só pegavam ela escondido, quando não arrumavam nada melhor. Ela já tinha tentado comigo várias vezes e eu sempre inventava uma desculpa.
Já eram 4h da manhã, o som do bar tinha sido desligado porque ia fechar, e eu falei que não queria ir embora, perguntei onde tinha outro lugar com som àquela hora.
— O único lugar com som é o motel — disse a Clara.
— Então vamos.
— Tô brincando.
— Foi você que deu a ideia. Vamos.
Ela riu e não desmentiu, Ficamos naquela brincadeira (já tínhamos bebido um pouco), entramos no carro em direção a casa e, no caminho, havia um motel. Parei o carro na frente e perguntei:
— Vamos ou não?
— Eu só vou para beber — falou a Clara. — Não vai rolar nada.
— Tá bom.
Entramos.
O quarto era grande e tinha hidromassagem.
Tirei a roupa, fiquei só de cueca e entrei.
A Clara também entrou e ficamos naquela brincadeira de amigos, curtindo o som, bebendo e dançando, sem acontecer nada.
Saímos, e o choque do ar frio tirou a graça de todo mundo. Deitamos na cama, molhados, em cima do lençol, com as toalhas amassadas embaixo.
Aproveitei que a Clara estava de barriga para cima, fui por cima dela e beijei. Ela não me empurrou e também não colaborou: deixou a mão no meu peito, a boca respondendo devagar, do jeito de quem está avaliando se vale o esforço de mudar de opinião. De cueca, pau duro, comecei a sarrar nela, e ela deixou.
Quando olhei para o lado, o meu amigo já estava ficando com Fabiana, e os dois estavam indo para a escada.
Então não pedi licença. Desci o beijo pelo pescoço, mordi de leve o canto do ombro, e ela soltou o ar pelo nariz. A mão dela subiu e pegou na minha nuca.
— Você falou que não ia rolar nada — eu disse, com a boca na pele dela.
— Ainda não rolou nada.
— Tá bom.
A toalha dela já tinha aberto sozinha. Passei a mão pela cintura, pela lateral do quadril, e ela levantou o corpo de leve para facilitar.
O sutiã amarrava no meio das costas. Puxei devagar, e ela riu de novo, agora sem disfarce, mas sem soltar a minha nuca.
— Você é chato.
— Eu sei.
Desci a alça pelo braço e beijei o peito, e aí a risada acabou. A respiração dela mudou, mais curta, mais alta, com um chiado no fim. Quando comecei a chupar, ela arqueou as costas e apertou o meu cabelo com força. Fiquei ali chupando, entre um peito para o outro, sentindo ela se desmontar e a cada segundo ela apertava mais a coxa contra a minha perna, como se estivesse com raiva de estar gostando.
— Clara.
Ela abriu os olhos.
— Fala de novo que não vai rolar nada.
Ela tentou. Abriu a boca, começou a primeira sílaba e desistiu no meio, com um sorriso torto. Foi a primeira vez na noite que ela ficou sem resposta pronta.
Beijei a barriga, desci até a calcinha e puxei pelo elástico. Ela levantou o quadril para facilitar, quando ficou nua, fechou as pernas por reflexo — depois abriu de novo. Eu parei um instante só para olhar, porque era a Clara, porra. A Clara que no grupo inteiro queria e que ninguém tinha tido. Ali, com aquela bucitinha linda
Passei a língua na buceta devagar. Ela gemeu baixo e virou o rosto para abafar no travesseiro. Mantive o ritmo.
Fiquei ali até ela começar a gozar, até a respiração virar um gemido contínuo, até a mão dela me puxar pelo braço. Só então tirei a cueca.
— Espera — falou, e eu parei na hora. — Vem devagar.
Encostei e fui metendo no ritmo que ela pediu. Ela mordeu o lábio e ficou olhando, tensa, esperando o ritmo que tinha pedido. Mas o ritmo era lento demais para o estado dela. Aguentei uns três, quatro movimentos, e no quinto ela perdeu a paciência, fechou a mão no meu braço e me puxou para meter meu pau todo de uma vez.
Deu um grito de prazer e eu comecei a mete com força. Ela passou a gemer mais alto a cada estocada, um gemido agudo de tesão que não tinha mais vergonha de nada, parecia que ela queria mais do que eu naquela noite.
Virei ela de bruços e puxei pelo quadril, e ela se empinou sozinha, a bunda para o alto, o rosto afundado no lençol, delirando. Dali em diante eu já não me controlava mais: metia com força, bati na bunda dela, uma, duas, e ela gemeu mais alto e empinou mais. Bati de novo, mais forte, e ela pediu mais — pediu tapa na cara, pediu puxão de cabelo, e eu dei os dois, e a cada um ela respondia com um gemido que vinha de um lugar mais fundo. Ela estava sedenta. Parecia que não transava daquele jeito havia muito tempo, parecia que tinha guardado tudo.
Tirei da buceta e enfiei no cu. Ela soltou um som fininho e falou que estava machucando — mas não mandou parar. Falou que era para continuar, que estava gostando da dor, que era a dor e o prazer juntos. E eu continuei, devagar no começo, depois no ritmo de novo,
Ela gozou com o pau no cu e gozei junto, mesmo depois de gozar eu continuei de pau duro, ainda com tesão, Quando eu saí, ela se virou, me empurrou de costas na cama e desceu até meu pau e começou a chupar com muita vontade e sem pressa.
— Goza na minha boca — pediu. — Me dá leite.
quando eu comecei a gozar ela não recuou nem engoliu de uma vez: ficou com a boca cheia, deixando escorrer, devagar, com a língua, me deixando doto melado de gala.
Ficamos nos beijando. O rádio tinha voltado à mesma música do começo. Lá em cima, a escada rangia de vez em quando, e o resto do mundo — a Fabiana, o amigo, o grupo, o motel, o barzinho, a cidade, a vida inteira lá fora — podia muito bem esperar até de manhã.
grind