Pelada na Praia da Eha

O sol de Barcelona tinha uma luz diferente, mais vibrante, quase salgada. O Christian, meu marido, estava fechado num centro de convenções, perdido em reuniões que, segundo ele, iriam "definir o próximo trimestre". Para mim e para a Clara, sua irmã, o único trimestre que nos interessava era o da nossa própria liberdade, e a Catalunha parecia o cenário ideal.

Alugámos um Seat Ibiza branco que cheirava a ar condicionado e a promessa. Clara, com o seu espírito aventureiro muito mais desinibido que o meu, pegou no GPS. "Vamos simplemente sair por aí, sem destino", disse ela, e eu, que vivia dentro de linhas retas, apenas concordei com a cabeça.

Horas depois, a estrada de asfaltou deu lugar a um caminho de terra batida que serpenteava por colinas cobertas de arbustos ressequidos. O som do motor era a única música, até que, no topo de uma duna, o mar apareceu. Não era uma praia de cartão postal com barracas de aluguel e guarda-sóis coloridos. Era uma faixa enorme de areia dourada, batida por um mar de um azul tão profundo que parecia absorver o céu. Estávamos sozinhas. Completamente sozinhas.  Ao longe podiamos ver apenas algumas poucas pessoas espalhadas pela praia.

"Valeska, está vendo isso?", perguntou a Clara, a voz cheia de um assombro delicioso. "É nosso." Desligámos o carro e o silêncio que se seguiu foi total, quebrado apenas pelo sussurro das ondas e pelo vento quente que nos mexia o cabelo. A areia queimava sob os nossos pés. A ideia de mergulhar naquela água era tentadora, mas tínhamos um problema: não tínhamos trazido biquini. Nenhuma de nós. 

Clara olhou para mim, um brilho malicioso nos olhos. "Que tal se ficassemos nuas na praia?..." Eu ri, nervosa. "Clara, você nao pode estar falando sério, há pessoas na praia, e estao todas com roupa de banho." Mas ela já estava tirando o vestido leve que usava. Deixou-o cair na areia, tirou a calcinha  e ficou lá, nuazinha sob o sol espanhol, sem um pingo de vergonha. "Tira tudo também Valeska. É incrível."

Havia algo na sua atitude que me fascinava. Olhei em volta. As pessoas estavam longe, ocupadas nas suas conversas e livros. A ideia começou a germinar, uma semente de rebeldia que eu nunca soube que tinha. Com o coração martelando no peito, tirei a minha camiseta, o short, e a calcinha  A sensação do ar e do sol na minha pele nua foi um choque elétrico. Era assustador e incrivelmente excitante.

"Pega o celular", pedi eu, a voz um pouco trémula. "Quero uma foto." Clara pegou o celular, surpreendida. "A sério? Tu?" Eu senti o sangue subir ao rosto. "Mas sem o rosto, ok? Quero só... guardar a sensação." De quatro na areia da entrada da praia, de costas para a câmara, senti o sol aquecer meu bumbum exposto. O clique da câmara soou alto demais, mas também soou como um ato de coragem.

Mas a vergonha começou a dissolver-se naquele ar salgado. A nudez deixou de ser um segredo e passou a ser uma afirmação. "Espera", disse eu, virando-me para ela. "Tira outra." Desta vez, sentei-me na areia quente, as pernas abertas num abandono completo, e olhei diretamente para a lente. O meu rosto estava à mostra, coberto apenas pelo óculos de sol. O meu sorriso era largo, genuíno. O clique foi o selo da minha libertação.

Passámos a tarde inteira assim. Caminhámos pela beira da água, sentindo o frio do mar a contrastar com o calor da areia. Éramos as únicas totalmente nuas naquela praia. Sentíamos os olhares ocasionais, alguns curiosos, outros indiferentes, mas nenhuma palavra foi dita. O mundo à nossa volta continuou a sua rotação, mas nós estávamos no nosso próprio eixo. Conversámos sobre sonhos e medos, as nossas vozes misturando-se com o som das ondas. Sem roupas, sem máscaras, sem as etiquetas que a vida nos impõe. Éramos apenas duas mulheres, dois corpos, a partilhar um momento de pura e absoluta felicidade.

Quando o sol começou a baixar, pintando o céu de laranja e roxo, vestimo-nos com uma relutância triste. A areia nos nossos pés, o sal no nosso cabelo, a memória do sol na pele eram provas de que não tínhamos sonhado.

No caminho de volta, em silêncio, sabia que algo tinha mudado em mim para sempre. A viagem do meu marido podia ter sido a negócios, mas a minha tinha sido para dentro de mim mesma. E aquela praia perto de Barcelona, com a sua nudez honesta e o seu público indiferente, tinha-me mostrado um caminho que eu nunca mais iria esquecer.

Foto 1 do Conto erotico: Pelada na Praia da Eha


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Comentários


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Eros2019 Comentou em 07/01/2026

Super gostosa

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frota-men Comentou em 07/01/2026

Quê visão maravilhosa coisa linda de se ver e se chupar hummmmmm

foto perfil usuario josiassilva

josiassilva Comentou em 07/01/2026

Tem pouca coisa melhor que ficar pelado na beira do mar! Se tiver um matinho perto, melhor ainda kkkk




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Ficha do conto

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valeskamaria

Nome do conto:
Pelada na Praia da Eha

Codigo do conto:
251305

Categoria:
Exibicionismo

Data da Publicação:
07/01/2026

Quant.de Votos:
7

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1