Foi após uma prova particularmente desastrosa, com um 3 vermelho circulado no topo, que Alexandre a chamou em seu gabinete. O cheiro de livros velhos e café amargo enchia o pequeno espaço.
"Eloisa", ele começou, sem rodeios, empilhando seus testes fracassados. "Você está a um passo de ser reprovada. E, francamente, não vejo esforço algum."
Ela engoliu em seco, o coração batendo forte. "Professor, eu estou tentando..."
"Não está", cortou ele. "E sabe quem vai ficar desapontado? Seu pai. O Dr. Raffaelli. Um homem que eu respeito imensamente." Ele se inclinou para frente, os olhos fixos nela. "Mas eu acredito em segundas chances. Em soluções... criativas."
Ela sentiu uma mudança no ar, uma tensão espessa que não tinha nada a ver com estudos. "O que... o que o senhor quer dizer?"
"Um 8. Final. Garantido. Para passar de ano e manter seu pai feliz." Ele fez uma pausa, deixando a proposta pairar. "Em troca... quero possuir seu corpo."
O choque foi físico, como um mergulho em água gelada. Eloisa sentiu o sangue subir para o rosto. As palavras soaram irreais, vindas daquele homem quieto e respeitado. "Eu... eu nunca..."
"Não se importou em nunca ter estudado para minha disciplina", retrucou ele, a voz agora um sussurro baixo e perigoso. "A escolha é sua. Um 8 ou a reprovação. A reputação ou a ruína." Ele olhou para o relógio. "Encontro-me com você amanhã, às 15h, no subsolo do estádio. O banheiro masculino. Se não aparecer, considerarei sua resposta um não."
Ela saiu do gabinete em estado de choque, o mundo lá fora parecendo irreal. A imagem do desapontamento no rosto de seu pai foi mais poderosa que qualquer senso de autopreservação. A decisão, embora terrível, já estava tomada.
O subsolo do estádio era um inferno fétido. O ar era pesado, uma sopa viscosa de cheiro de urina velha, mofo e umidade que parecia grudar em sua pele. Cada degrau de concreto que Eloisa descia era um passo em direção ao sacrifício, e seu coração martelava contra as costelas como um pássaro em pânico. Ela se lembrava de Rafael, seu ex-namorado goleiro, e das poucas vezes hesitantes em que ela o havia agradado com a boca. Era um ato mecânico, rápido, quase uma obrigação. O pau dele era... normal. Algo que ela conseguia manejar.
Alexandre já estava esperando, uma sombra alongada pela parede suja, perto da última cabine. Não havia gentileza em seu olhar, apenas uma fome antecipada que a fez estremecer. "Entre", disse ele, a voz um rosnado que não tinha nada de professoral.
Ele a empurrou para dentro da cabine e trancou a porta. O espaço era apertado, e o cheiro era avassalador, fazendo seu estômago revirar. Antes que ela pudesse processar, ele a virou e a pressionou de bruços sobre o vaso sanitário gelado. Sua mão subiu pelo vestido, agarrando-a com força.
"Professor, não... por favor", ela sussurrou, a voz falhando.
"O acordo foi eu possuir seu corpo. E é isso que estou fazendo", ele rosnou no ouvido dela, enquanto seus dedos a invadiam sem cerimônia. Um grito abafado de dor e choque escapou de seus lábios. Ele não se importou com seu desconforto, movendo-se de forma a afirmar seu domínio. Com uma puxada violenta, ele rasgou a calcinha dela e a enfiou no bolso. "Um souvenir. E uma garantia de que, se quiser outro 8, você sabe onde me encontrar."
Ele a forçou a ajoelhar no piso úmido e sujo. "Abra a boca", ordenou, já abrindo o zíper de sua calça.
Eloisa obedeceu, o corpo tremendo, os olhos fechados, tentando se preparar para o que ela achava que conhecia. Mas quando ele a penetrou, o choque foi imediato e avassalador. Era como nada que ela havia experimentado com Rafael. O membro de Alexandre era consideravelmente maior, mais grosso, e ele não esperou que ela se acostumasse. Ele a encheu de uma vez, forçando sua mandíbula ao limite. Ela sentiu o tecido de seus lábios ser esticado até doer, a ponta batendo no fundo de sua garganta, provocando um reflexo de vômito imediato.
Ela engasgou, lágrimas escorrendo livremente, misturando-se com a sujeira de suas bochechas. "Calma, sua vadia mimada", disse Alexandre, com uma crueldade que gelou seu sangue. Suas mãos puxaram seu cabelo, usando sua cabeça como um objeto, um receptáculo. Ele começou a mover-se, e ela sentiu algo aterrorizante: ele estava crescendo ainda mais dentro de sua boca, tornando-se ainda mais desafiador, mais doloroso. Cada movimento era uma aula de humilhação, uma afirmação de que ela não tinha controle nenhum.
Ela tentou usar as mãos para empurrá-lo, para criar um pouco de espaço, mas ele as afastou com facilidade. "Mãos para trás. Apenas sua boca", ele ordenou. Eloisa sentiu-se completamente impotente, um mero instrumento para seu prazer. O ato se arrastou, uma eternidade de asfixia, dor e nojo, enquanto ele a usava sem consideração.
Quando ele finalmente se retirou, ela sentiu um alívio breve, que foi imediatamente substituído por um horror renovado. Ele se masturbou por alguns segundos, e com um gemido gutural, liberou-se em seu rosto. O primeiro jato quente e espesso a atingiu em cheio, caindo em sua testa e bochechas. Ela fechou os olhos instintivamente, mas sentiu o líquido escorrendo por seu nariz, pelo queixo, algumas gotas caindo no vestido caro. O cheiro era intenso, animal. O gosto impregnou sua língua. Ela se sentiu marcada, como um animal com a ferida de um predador.
Mas Alexandre não tinha acabado. Com a ponta da bota, ele espalhou a porra que havia caído no chão sujo. "Agora você lambe o chão."
Eloisa olhou para ele, os olhos arregalados em descrença. "Não... eu não posso..."
"Você pode e vai", disse ele, pegando seu cabelo e forçando sua cabeça para baixo. "Coma minha porra do chão."
Com o rosto ainda coberto, ela foi forçada a inclinar-se. A língua tocou todo o cimento frio e sujo, misturado ao sabor dele. O nojo foi tão intenso que seu corpo reagiu com um arrepio, uma contração involuntária. Foi o ponto mais baixo de sua vida, um ato tão degradante que sua mente pareceu se desligar para sobreviver.
"Satisfeita?", ele perguntou, puxando-a de volta para a posição ajoelhada. Antes que ela pudesse responder, ele bateu com o pau duro em sua bochecha, duas vezes, um som úmido e ofensivo. "Agora limpe. Use essa boca de puta para limpar seu professor."
Ele forçou sua cabeça para frente novamente, e ela, sem luta, lambeu o resto do líquido dele, limpando seu pau com a língua. Foi nesse momento, no meio da degradação absoluta, que seu corpo traiu sua mente. Uma onda de calor inesperada percorreu seu corpo, uma contração muscular profunda em seu ventre. Um tesão humilhante, involuntário, que a encheu de mais nojo de si mesma do que de Alexandre.
"Boa garota", disse ele, finalmente arrumando as calças e fechando o zíper. "Sua nota está garantida."
Ele saiu sem olhar para trás, deixando-a trancada na escuridão e no fedor. Eloisa ficou ali por um tempo indefinido, o rosto sujo, o gosto de sujeira e sexo na boca, a mente em branco. Quando finalmente se levantou, as pernas tremiam. O vestido estava manchado. O cheiro dela era uma mistura de perfume caro e sexo barato.
A caminhada de volta foi um sonho lúcido e aterrorizante. Ela evitou todos, andando como um fantasma pelas laterais dos corredores. O cheiro de Alexandre a impregnava, um cheiro que ela temia que todos pudessem notar.
Quando finalmente chegou em casa, a casa estava silenciosa. Muito silenciosa. Seu pai estava na sala de leitura, de costas para a porta, lendo um livro. "Eloisa? É você?", perguntou ele, sem se virar.
Ela parou no limiar da sala, o coração martelando. "Sim, pai."
Ele se virou lentamente, e seus olhos se encontraram com os dela. Seu rosto deve ter estado um desastre, ainda com resquícios de humilhação. "O que aconteceu? Você está bem? Por que... você tem esse cheiro?"
Ela não sabia o que dizer. A verdade era impensável. Uma mentira não vinha. Sua garganta se fechou. "Nada... eu só tive um dia ruim na faculdade. Estou cansada." A saída foi um sussurro rouco.
Ele a encarou por mais um momento, uma expressão de preocupação e algo mais, talvez desconfiança, em seus olhos. "Cuidado, minha filha. O mundo não é tão gentil quanto nossa casa."
Ela apenas assentiu, incapaz de falar, e fugiu para a segurança de seu quarto. Trancou a porta, encostou-se nela e deslizou para o chão, finalmente liberando os soluços que vinha segurando. Chorou pela humilhação, pela dor, pela perda de sua inocência. Mas, no fundo, no meio das lágrimas, um pensamento terrivelmente confuso a assombrava: a memória daquele choque elétrico de prazer no meio da dor, um tesão nascido da humilhação que a fez se odiar mais do que qualquer outra coisa no mundo.
Os dias seguintes foram um pesadelo silencioso. Na aula seguinte, Alexandre a chamou à frente para "entregar um trabalho". Ele a olhou com um sorriso de canto, um sinal que apenas ela entendia. "Parabéns, Eloisa. Seu esforço... compensou. Seu 8 está no sistema."
A sala inteiro olhou para ela, alguns com inveja, outros com desconfiança. Eloisa sentiu o rosto queimar, não de orgulho, mas de vergonha. Ela sabia o verdadeiro preço daquele 8.
A vida, porém, não voltou ao normal. Cada vez que seu pai a cumprimentava com um "Vi que você finalmente se dedicou, minha filha. Estou orgulhoso", uma parte de Eloisa morria. O orgulho dele era construído sobre sua humilhação.
Ela começou a se isolar. Evitava as festas, as amigas. Tudo parecia superficial, falso. À noite, ela tinha pesadelos com o cheiro do banheiro, com o gosto do chão sujo. Acordava suando, o corpo em conflito, com a memória daquele perverso choque de prazer voltando para atormentá-la.
Algumas semanas depois, seu celular vibrou. Era uma mensagem de um número desconhecido. Era uma foto: a calcinha rasgada, estendida sobre uma mesa de madeira. A mensagem abaixo era curta: "Lembra-se do nosso acordo? Amanhã, 16h. Mesmo lugar. Temos um novo semestre pela frente. E eu gostaria de... revisar seu progresso."
Eloisa olhou para a foto, e o pânico a paralisou. A vida não tinha ficado mais fácil. Ela tinha apenas trocado uma gaiola dourada por uma cela de humilhação, e agora percebia que não havia escapatória. O 8 não foi o fim. Foi apenas o começo. E a garota mimada que nunca ouviu um "não" finalmente entendeu o que era ser possuída, não por uma noite, mas para sempre.
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