Era culpa de Giovanni. Ele estava sentado ao seu lado, e a proximidade dele era um campo de força. Ela podia sentir o calor de seu corpo, o cheiro de seu perfume – uma mistura de lavanda e algo masculino que a deixava com a pele arrepiada. Ele não estava olhando para ela; seus olhos estavam fixos no professor, mas sua mão, sob a mesa, estava perto demais da perna de Ketty. Cada pequeno movimento, cada respiração, era uma provocação.
Ketty olhou para ele. Ele era lindo. O maxilar forte, os lábios finos, o jeito que a camisa de algodão se esticava sobre seus ombros largos. Ela sentiu uma onda de calor entre as pernas, uma umidade que começou a molhar a calcinha. Ela cruzou as pernas, tentando aliviar a pressão, mas só piorou a situação. O desejo era uma fera enjaulada, roendo suas entranhas.
Ela pegou seu celular, escondido sob a mesa, e digitou uma mensagem para Giovanni. "Estou molhada."
Giovanni sentiu o celular vibrar. Ele leu a mensagem e seus olhos se arregalaram por um segundo antes de se controlarem. Ele olhou para Ketty, um sorriso malicioso e quase imperceptível em seus cantos. Ele não respondeu com palavras. Em vez disso, sob a mesa, ele moveu a mão e a pousou levemente sobre o joelho de Ketty.
O toque foi elétrico. Ketty deu um suspiro ofegante que disfarçou como um tossido. O coração dela começou a bater com força, um tambor de guerra em seu peito. O medo de serem pegos era real, mas o tesão era avassalador.
Giovanni começou a mover a mão, devagar, para cima, pela parte interna de sua coxa. Seus dedos eram quentes, firmes. Ketty sentiu cada centímetro de sua pele ganhar vida sob o toque dele. Ela olhou para a frente, para o professor, mas sua visão estava embaçada. Tudo o que ela conseguia sentir era a mão de Giovanni se aproximando de seu centro.
Quando seus dedos tocaram a barra de sua saia, ela quase perdeu a noção. Ela queria que ele continuasse, que ele a tocasse onde ela mais precisava. Mas Giovanni, em uma demonstração de controle que a deixou ainda mais excitada, parou. Ele a estava provocando, tornando-a cúmplice de sua própria tortura.
Foi então que Ketty decidiu. Ela não podia mais esperar. O desejo era uma ordem, uma necessidade urgente. Com um movimento lento e deliberado, ela afastou a mão de Giovanni e, sob o cobertor de invisibilidade que a mesa proporcionava, começou a desabotoar a calça dele.
Giovanni ficou paralisado. Ele olhou para ela, os olhos cheios de surpresa e um desejo que correspondia ao dela. Ketty não quebrou o contato visual enquanto sua mão entrava em sua calça, encontrando o calor de seu pau já duro e pulsando em seu boxer.
Ela o pegou. Era quente, grosso, vivo. Ela sentiu o peso dele em sua mão, a textura da pele, a veia proeminente que subia pelo eixo. Com um movimento lento e firme, ela começou a se masturbar para ele. Não era um punhete rápido e desesperado. Era um ritual silencioso, uma dança de prazer e perigo.
O medo era um afrodisíaco. Cada vez que o professor se virava, cada vez que um aluno se mexia, o coração de Ketty disparava. Mas ela não parava. Ela olhava para Giovanni, vendo o prazer em seu rosto, a maneira como ele mordia o lábio inferior para não gemer. Ela sentia o poder que tinha sobre ele naquele momento, a capacidade de levá-lo ao êxtase no meio de uma aula entediante.
Ela usou o pré-ejaculatório como lubrificante, espalhando-o pela cabeça de seu pau, tornando seus movimentos mais suaves, mais rápidos. Ela variava a pressão, o ritmo, aprendendo o que ele gostava. Ela sentia seu corpo respondendo, o músculo se contraindo em sua mão. Ela sabia que ele estava perto.
Giovanni pegou a mão dela, indicando que ele estava no limite. Ele olhou para ela, os olhos suplicantes. Ketty sorriu. Ela não ia deixá-lo sozinho. Com um movimento final, rápido e firme, ela o levou até o clímax.
Ele veio em silêncio, seu corpo se enrijecendo, um gemido abafado escapando de seus lábios. Ketty sentiu o jato quente de seu porra encher sua mão. Era muito, mais do que ela esperava. O líquido espesso e quente escorria por seus dedos, escorrendo pelo punho.
Ela não pensou duas vezes. Ela levou a mão à boca e engoliu tudo. O sabor era salgado, um pouco amargo, incrivelmente íntimo. Ela lambeu os dedos, limpando cada gota, seus olhos fixos nos de Giovanni, que a olhavam com uma mistura de choque e adoração.
Mas ela não guardou tudo para si. Com a boca ainda cheia, ela se inclinou e o beijou. Seus lábios se encontraram, e ela compartilhou o gozo dele com ele, passando o líquido de sua boca para a dele. Foi um ato de pura perversão e intimidade, uma prova de que eles eram cúmplices daquele momento secreto.
Giovanni recebeu, surpreso, mas entregou-se ao beijo. Ele provou a si mesmo na boca de Ketty, e isso o excitou ainda mais. Eles se beijaram por um longo momento, trocando o gozo, até que Ketty finalmente se afastou, um sorriso satisfeito em seu rosto.
Eles se arrumaram em silêncio. Quando o sinal tocou, indicando o fim da aula, foi como se um feitiço fosse quebrado. Eles se levantaram, como se nada tivesse acontecido, e saíram da sala de aula.
No corredor, Giovanni a puxou para um canto vazio. "Você é maluca", ele sussurrou, mas seus olhos brilhavam de admiração.
"Você me fez ser", respondeu Ketty, com um sorriso.
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