A Sinfonia dos Três

A festa de 30 anos de Clara era a personificação de sua vida: vibrante, elegante e um pouco exagerada. Luzes douradas se derramavam sobre o apartamento de dois andares que ela compartilhava com seu marido, Gabriel, um arquiteto cujo amor por ela era tão grandioso quanto suas criações. Música ambiente, taças tilintando e risadas preenchiam o ar. Clara, em um vestido de seda vermelha que se agarrava a cada curva, era o epicentro de toda aquela energia, e seus olhos brilhavam sempre que encontravam os de Gabriel.

Mas havia um terceiro polo naquela órbita. Lucas, o melhor amigo de Clara desde a faculdade de direito, e agora, um confidente tão próximo de Gabriel quanto era dela. Ele estava no canto, observando a festa com um sorriso leve, mas seus olhos, como sempre, voltavam para Clara. Havia uma história entre eles, uma química platônica e palpável que nunca foi nomeada, apenas respeitada. Gabriel, longe de ser ciumento, via aquela conexão como mais uma faceta da mulher que ele amava, uma mulher tão cheia de vida que um homem mal parecia suficiente para contê-la.

À meia-noite, quando os convidados começaram a se dispersar, Gabriel encontrou Clara na varanda, observando as luzes da cidade. Ele a abraçou por trás, sentindo o calor de seu corpo através da seda. "Feliz aniversário, meu amor", ele sussurrou em seu ouvido. "Você está deslumbrante."

Clara se virou em seus braços, seus olhos brilhando de vinho e felicidade. "Estou. Mas... falta algo", ela disse, a voz baixa e provocante.

Gabriel sorriu, já sabendo para onde a conversa ia. Eles haviam brincado com essa fantasia por meses, um segredo quente entre eles, alimentado por noites de vinho e confissões. "Você está falando do seu presente?"

Ela assentiu, encostando a testa na dele. "Você sabe o que eu quero, Gabi. Eu quero a sinfonia completa. Eu quero você... e eu quero o Luke."

O coração de Gabriel bateu um pouco mais forte. Era uma coisa fantasiar, outra colocar em prática. Ele olhou para Lucas, que agora conversava perto da porta, prestes a se despedir. Ele viu a maneira como Lucas olhou para Clara quando ele pensava que ninguém estava olhando – uma mistura de admiração pura e um desejo contido há anos. Gabriel não sentiu ciúme. Sentiu... uma excitação antecipatória. A ideia de ver a mulher que ele amada, a peça central de seu mundo, experimentar um prazer tão intenso, era o presente mais erótico que ele poderia dar a ela – e a si mesmo.

"Vamos", disse Gabriel, pegando a mão de Clara. "Vamos dar ao aniversariante o que ela merece."

Eles se aproximaram de Lucas. "Luke, você não vai se despedir ainda", disse Gabriel, com um tom que era ao mesmo tempo casual e autoritário. "Tem um último brinde. Em particular."

Lucas, um pouco confuso, mas confiando em seu amigo, apenas assentiu. O trio subiu as escadas para o suíte principal, deixando o zumbido da festa para trás. A atmosfera mudou instantaneamente. O ar ficou mais denso, carregado de eletricidade e antecipação.

Clara se virou para eles, a rainha em seu reino. Ela não estava mais bêbada, apenas embriagada pelo poder do momento. "Vocês dois", ela começou, a voz firme e sensual. "São os homens mais importantes da minha vida. Um é meu presente, meu passado, meu futuro." Ela olhou para Gabriel. "O outro é a metade da minha alma que eu nunca tive a chance de ter." Ela olhou para Lucas. "Hoje, eu não quero escolher. Eu quero tudo."

Ela se aproximou de Gabriel e o beijou, um beijo profundo e possessivo. Depois, se virou para Lucas e o beijou da mesma forma. Lucas, inicialmente tenso, se entregou ao beijo, seus braços envolvendo a cintura dela como se temesse que ela pudesse desaparecer.

Gabriel assistiu, e o que ele sentiu foi pura e simplesmente erótico. Ele se aproximou e começou a desabotoar o vestido de Clara, enquanto Lucas beijava seu pescoço. A seda escorregou de seus ombros, revelando seu corpo perfeito à luz suave do quarto. Seus seios, seus quadris, a pele macia que ambos os homens desejaram em momentos diferentes.

Eles a levaram para a cama. Gabriel de um lado, Lucas do outro. Foi como se estivessem adorando um altar. Seus lábios, suas mãos, suas línguas exploravam cada centímetro de seu corpo. Clara estava em um transe, seus gemidos preenchendo o silêncio do quarto. Gabriel, conhecendo cada ponto sensível dela, a levou ao limite com a boca, enquanto Lucas sugava seus seios, suas mãos percorrendo suas cochas.

O tempo se dissolveu. Minutos se transformaram em uma eternidade de prazer. Clara, com os olhos fechados, perdia a noção de quem era quem, apenas sentia o dobro de tudo. Dois pares de mãos, duas bocas, dois corpos masculinos e duros pressionando-a.

Então, ela se virou para Gabriel. "Primeiro você", ela sussurrou. Gabriel, sempre seu porto seguro, a penetrou devagar, enquanto Lucas a beijava, seus dedos roçando seu clitóris. O ritmo de Gabriel era familiar, um amor que construído ao longo dos anos. Ela se moveu com ele, encontrando seu ritmo, até que o orgasmo a atingiu como uma onda, fazendo-a gritar contra o ombro de Lucas.

Mas ela queria mais. "Agora você, Luke", disse ela, a voz rouca de desejo. Lucas, hesitante por um segundo, olhou para Gabriel, que assentiu com um sorriso. Lucas a entrou, e Clara sentiu a diferença. Era mais selvagem, mais urgente, a realização de uma fantasia de anos. Ele a comeu com uma fome contida, e Clara se agarrou a ele, encontrando um novo tipo de prazer naquele corpo que ela conhecia tão bem, mas nunca havia tocado daquela forma.

Depois de outro orgasmo, ela estava ofegante, suada, mas ainda insaciável. Era hora. A sinfonia completa.

"Os dois", ela pediu. "Agora, os dois."

Gabriel se deitou de costas e a puxou para cima, fazendo-a montá-lo. Clara, sentindo-o preenchê-la, se inclinou para frente, expondo-se. Lucas entrou por trás. A sensação de ser duplamente preenchida foi tão avassaladora que Clara gritou, um som de dor e êxtase puro. Era apertado, intenso, quase demais. Mas então, eles começaram a se mover.

Foi uma coreografia perfeita. Gabriel de baixo, Lucas de cima, um ritmo sincronizado que a impulsionava para o céu. Clara perdeu completamente o controle, seu corpo se tornando apenas um veículo para o prazer deles. Ela olhou para Gabriel, viu o amor e o orgulho em seus olhos. Olhou para Lucas, viu a adoração e a realização de um sonho. Ela era a ponte entre eles, a razão daquele momento sagrado e profano.

O ritmo aumentou, os gemidos ficaram mais altos. A sala estava cheia do som de corpos se batendo, da respiração ofegante, dos sussurros de "eu te amo" e "mais forte". Clara sentia o orgasmo se aproximando, não como uma onda, mas como um tsunami. "Juntos", ela gemeu. "Por favor, juntos."

Eles entenderam. Com alguns movimentos finais, poderosos, Gabriel e Lucas encontraram seu próprio clímax simultaneamente. Clara sentiu as duas explosões quentes dentro dela, uma após a outra, e isso a fez perder completamente os sentidos. Ela gemeu alto, seu corpo tremendo incontrolavelmente, um orgasmo tão avassalador que a fez ver estrelas.

Eles caíram na cama, um emaranhado de membros suados e corações batendo descompassadamente. Ninguém falou por um longo tempo. Clara, entre Gabriel e Lucas, sentia o coração...bater descompassadamente. Ninguém falou por um longo tempo. Clara, entre Gabriel e Lucas, sentia o coração deles bater contra seu corpo, um ritmo que, aos poucos, ia se acalmando. O ar no quarto estava pesado, carregado com o cheiro de sexo, vinho e a essência pura da intimidade que haviam acabado de compartilhar.

Foi Gabriel quem quebrou o silêncio, sua voz um pouco rouca. Ele virou a cabeça para beijar a testa de Clara, suada e brilhante. "Eu te amo", ele sussurrou, e as palavras eram um bálsamo, uma âncora naquele mar de sensações novas e avassaladoras.

Lucas, que estava deitado de lado, com o braço pousado sobre a cintura de Clara, ouviu a confissão. Um nó se formou em sua garganta, uma mistura de medo e vulnerabilidade. Ele sempre fora o terceiro elemento, o amigo leal. Mas agora, tudo havia mudado. Ele olhou para Clara, que abriu os olhos e o encontrou. Havia uma serenidade em seu olhar, uma aceitação que o acalmou.

Ela sorriu para ele, um sorriso cansado, mas genuíno. "E eu te amo, Luke", disse ela, e as palavras, embora diferentes das que Gabriel disse, tinham um peso próprio, uma verdade que não podia ser negada. "Sempre amei. De um jeito que eu nunca soube como nomear."

Gabriel apertou a mão de Clara, um gesto de apoio e compreensão. "E nós te amamos, Luke", disse ele, olhando para seu melhor amigo. "Talvez não da mesma forma que nos amamos, mas o que aconteceu aqui... não foi apenas sexo. Foi mais. Foi uma celebração. E você era essencial para ela."

Lucas sentiu os olhos umedecerem. Ele nunca se sentira tão exposto, tão nu, e ao mesmo tempo, tão visto. A barreira entre o amigo e o amante, o confidente e o parceiro, havia se dissolvido completamente.

Clara se sentiu um peso ser levantar de seus ombros. A fantasia havia se tornado realidade, e era mais bonita, mais complexa e mais transformadora do que ela jamais poderia ter imaginado. Ela não se sentia suja ou culpada. Sentia-se completa. Adorava a sensação de ainda estar cheia deles, uma lembrança física daquela união tripla. Era como se seu corpo, seu coração e sua alma finalmente estivessem em perfeita harmonia.

"Eu... eu não sei o que dizer", Lucas admitiu, a voz embargada. "Eu só sei que isso mudou tudo."

"Não mudou o essencial", disse Gabriel, sentando-se na cama. "Nós ainda somos nós. Apenas... adicionamos um novo instrumento à nossa sinfonia. E soou incrível."

Eles riram, um som leve que quebrou a tensão residual. Clara se sentou também, puxando o lençol para cobrir o corpo. "Eu nunca me senti tão viva", ela confessou, olhando de um para o outro. "Eu me senti amada por vocês dois, de maneiras tão diferentes, e ao mesmo tempo, tão... certas. Eu adorei cada segundo. Cada detalhe."

Ela se lembrou da sensação de ser duplamente preenchida, da dor inicial que se transformou em um prazer tão intenso que quase a quebrou. Lembrou-se dos olhos de Gabriel, cheios de amor e permissão, e do olhar de Lucas, cheio de um desejo que finalmente podia ser livre.

"Isso não foi um presente apenas para mim", disse Clara, pegando as mãos de ambos. "Foi um presente para nós. Para a nossa amizade, para o nosso amor."

Eles ficaram em silêncio por mais um tempo, apenas absorvendo o momento. A festa lá embaixo parecia pertencer a outra vida. Ali, naquele quarto, eles haviam criado seu próprio mundo, com suas próprias regras.

"O que acontece agora?", perguntou Lucas, a pergunta que todos estavam se fazendo.

"Agora... nós dormimos", disse Gabriel, com um sorriso. "E amanhã, a vida continua. Mas talvez... talvez ela continue um pouco diferente. Mais... completa."

Clara deitou-se novamente no meio deles, e eles a abraçaram, um trio unido por algo mais forte do que a amizade, mais profundo do que o amor convencional. Era uma nova forma de conexão, uma sinfonia que eles haviam composto juntos, e que estavam ansiosos para explorar novamente, em muitas outras noites. Enquanto o sono finalmente chegava, Clara sorrir, sentindo o calor de seus dois homens, e sabendo que seu aniversário de 30 anos tinha sido, de fato, o começo de tudo.


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Ficha do conto

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Nome do conto:
A Sinfonia dos Três

Codigo do conto:
252807

Categoria:
Grupal e Orgias

Data da Publicação:
21/01/2026

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